Rua Direita
Terça-feira, 31 de Maio de 2011
José Meireles Graça

Numa carta a Pinheiro Chagas, salvo erro, Eça estabeleceu a imperecível distinção entre patriotaças, patriotinheiros, patriotadores e patriotarrecas.


Ocorreu-me isto a propósito deste texto do Daniel Oliveira, embora não lhe faça a injúria de o encaixar em qualquer das categorias.


Os actuais e parte dos futuros governantes que Daniel - abençoada lucidez - já não tem dúvidas quem venham a ser, são taxados de "comissários" e "capachos", por se prontificarem a seguir a dolorosa receita que os credores propinam para, encostando a barriga ao balcão para nele alinharem 78 mil milhões, terem um módico de garantias de que irão ver de volta, se não tudo, ao menos uma parte do óbolo.


Neste desprezo envolve também os eleitores, porque, nas palavras dele, "A maioria dos portugueses acha que merece ser tratada com este desprezo. Aplaude a chegada do colono e acredita que ele vem pôr a piolheira na ordem. Aceita o insulto sem um protesto."


Eu discordo das escolhas que os meus concidadãos têm feito - há muito tempo. E não acho sequer que no próximo Domingo vão fazer a melhor escolha, apenas vão na boa direcção. Mas cada qual lê a Alma Portuguesa como quiser: a minha interpretação é que a maioria dos Portugueses, no nevoeiro dos números, das explicações do passado e das projecções do futuro, intui que não é mais possível continuar ano após ano a gastar mais do que se tem; e que, sendo necessário produzir mais e pagar a quem se deve, não é com a Esquerda ao timão que isso pode suceder.


Daí a passividade - não de uma qualquer atávica e bovina inferioridade.

Publicado Por José Meireles Graça em 31/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (4)
Temas: ,
Publicado Por David Levy em 31/5/11
Link do Post | Comentar
João Monge de Gouveia

Quando fiz este Post perguntei se o DN era o jornal de Campanha do PS.

 

Hoje, a página dois deste jornal é dedicado à Ministra da Cultura.

 

Sendo que o Titulo é "Ministra do PS quer reduzir IVA nos livros electrónicos", reparem que não é Ministra da Cultura Portuguesa, mas sim Ministra do PS. Inacreditável!

 

O subtitulo vai mais longe e diz que "Gabriela Canavilhas quer menos impostos sobre "e-books" e garante que a taxa sobre os livros não sobe dos 6%. Socialistas prometem manter ministério e recebem o apoio de cem personalidades."

 

Depois de ler a noticia e principalmente de ler o título e o subtítulo, procurei a parte em que diria publicidade, mas nada....

 

 

Para que não restem dúvidas, aqui está a foto:

 

Publicado Por João Monge de Gouveia em 31/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (2)
Inês Teotónio Pereira

Ontem

 

Sobre o estilo


O estilo do PS é mau, muito mau, quer em campanha quer no Governo. O estilo é este: não existe amanhã e ontem foi uma miragem; é preciso garantir, prometer e sobreviver até dia 5; o que interessa é aguentar de pé sem vacilar e a qualquer preço. Não interessa o que se diz, só interessa como se diz; não interessa o conteúdo, interessa apenas que alguém acredite na palavra de ordem repetida pelo primeiro-ministro nos comícios assistidos por imigrantes. É preciso repetir até à exaustão palavras como estado social, instabilidade política e os monstros da direita. Interessa o retrato para a TV e o estilo do primeiro-ministro, se fica melhor assim ou assado, apenas isso. Se rimar, melhor ainda.

O estilo do PS, por ser mau, por ser agressivo, por estar fundamentado num vazio imenso, por ser apenas estilo, sem conteúdo, plano, ou fundamento, não leva o PS a lado nenhum e não leva voto nenhum ao PS.

O estilo do PS é tropeçar, dar tiros no pé, e fingir que estar a dançar. Só por isso, só pode ser por uma questão de estilo, que o Governo escondeu aos partidos e ao país a versão final do memorando de entendimento aprovada em Bruxelas. Para o Governo esta é uma questão menor, não faz mal nenhum, eram só coisinhas de calendário. Pois, não faz mal, assim como não fez mal esconder ao Presidente da República o PEC IV ou Governar o país como se o país fosse uma secção concelhia do PS. É um estilo.

 


 

Publicado Por Inês Teotónio Pereira em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Tomás Belchior em 31/5/11
Link do Post | Comentar
João Monge de Gouveia

Em continuação deste post 

 

Em matéria penal o PSD propõe a fixação de prazos peremptórios para os inquéritos judiciais, no entanto para tal deverá primeiro (e esperemos que não se tenha esquecido) proceder a uma reestruturação das policias e dotar o Ministério Público de meios para que esses inquéritos se façam dentro do prazo, o que agora não acontece.

 

Outra medida que irá acelerar muitos dos processos seria que pudesse ser imediatamente marcado julgamento para quem fosse detido em flagrante delito, sem necessidade de mais qualquer fase processual, medida que não está prevista no programa do PSD.

 

No que concerne a insolvências, o PSD apenas refere que se deve agilizar o processo não dizendo como deverá ser feito nem propondo qualquer medida.

 

Por fim, e tentando agora analisar uma área que não é a minha, não posso deixar de referir que o PSD propõe que se aproveite os tribunais tributários em constituição e se remeta para os mesmos com "carácter obrigatório os processos que se encontrem há três anos sem resolução em sede de tribunal tributário comum" - a pergunta que faço ao PSD é se enviar um processo para outro tribunal que o terá que analisar, que antes disso terá que nomear árbitros não será antes um retrocesso? não será melhor verificar em que fase está o processo e ai sim, se tiver numa fase inicial e se encontrem parados, enviar os mesmos para Tribunal Arbitral?

 

Em conclusão direi que o Programa de Governo do PSD tem alguns pontos positivos, no entanto em certas matérias parece ter sido elaborado por quem não "anda no terreno".

Tem mesmo, algumas medidas que, ou não foram pensadas e foram incluídas ou são feitas por quem não conhece a realidade dos tribunais.

 

Esta é uma das razões porque não os devemos deixar governar sozinhos!

Publicado Por João Monge de Gouveia em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Francisco Meireles

Paulo Portas afirmou, numa entrevista recente, que "em certas matérias sociais se sentia à esquerda do PSD". A afirmação tem causado polémica mais do que suficiente, pelo menos na blogoesfera.

 

Mas será que merece assim tanta atenção? NÃO. Por várias e boas razões.

 

Primeiro. Se há batalha que o CDS venceu nos últimos anos, foi a de demonstrar que as "preocupações sociais", a defesa do "social" ou do "Estado Social" não são propriedade de nenhuma esquerda. Isto é um adquirido, não é matéria de opinião. O que difere, são as soluções propostas. Aí sim, aí é que há matéria de opinião; e, quanto a mim, as soluções democrata-cristãs são indubitavelmente superiores.

 

Segundo. Estamos inseridos numa batalha eleitoral. Uma das mais importantes da democracia portuguesa, visto que está em causa rejeitar uma certa forma de fazer política e de conduzir o País, que nos trouxe à situação calamitosa em que estamos e que nos vai custar muito a resolver, durante muito tempo. Neste contexto, a batalha discute-se ao centro - que, salvo melhor opinião, era onde o PSD a devia estar a fazer; por razões próprias, porventura legitimas, Pedro Passos Coelho resolveu fazer uma deriva à direita. Quanto a mim, ainda bem, desde que se venha a provar que o PSD vai mesmo enveredar por essa via (o que não está nada adquirido). Até lá, contudo, nada impede que o líder do CDS se situe perante os eleitores com base nos seus "sentimentos".

 

Terceiro. Ainda bem que o fez, porque convém que alguém - e o PSD não o tem estado a fazer - dispute o eleitorado de "centro" e de "centro-esquerda", que também sente que precisa de rejeitar o autor da política calamitosa que nos trouxe de mão estendida ao FMI. Não é por o estar a fazer, e bem, que o CDS renega as suas origens nem muito menos a sua prática política de sempre e em especial dos últimos anos. A consistência das posições que tem defendido estão aí para o provar.

 

Quarto. Por muito que a esquerda se sinta proprietária das preocupações sociais, a verdade é que não o é. Por muito que o CDS recorra a sentimentos ditos de esquerda, a verdade é que eles não o são. As preocupações sociais, ou com os mais desfavorecidos, não são de direita, nem de esquerda, nem cristãs, nem islâmicas: são das pessoas. E portanto dos partidos que as pessoas fazem e organizam. O que poderá ser de direita, ou de esquerda, são as soluções que dêem corpo a essas preocupações. E aí é que se vê se o CDS é de direita ou não; não é nos sentimentos do seu líder.

 

Quinto. Por último que não de somenos. Não caíamos nós num qualquer neo-fundamentalismo em que afirmar "sentir-se à esquerda do PSD" signifique "estar à esquerda". Por muito que isso interesse a alguns. Por muito que isso choque outros. Não é nos títulos que se vê os méritos, nem das pessoas, nem das instituições, nem muito menos dos seus comportamentos e atitudes. Cair nessa esparrela é fazer um favor a esse engenheiro das Beiras que anda por aí a tentar enganar meio mundo para se manter no poder. Mesmo que possamos considerar infeliz a frase polémica.

Publicado Por Francisco Meireles em 31/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (3)
João Távora

 

(...) É essencial que o CDS-PP consiga eleger novos deputados em Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, Setúbal, consiga reforçar a sua presença parlamentar em Santarém, Coimbra, Faro, na Madeira, em Viana. Consiga eleger novos deputados nos Açores, na Guarda, em Vila Real. Estes deputados são todos tirados ao Partido Socialista. E não são assim tão poucos, são muitos. Se nós não elegermos, quem elege é o PS. 

Faltou referir o caso de Leiria, que vem bem demonstrado no estudo do Expresso do passado fim-de-semana, Dr. Portas! (Em entrevista ao jornal i)

Publicado Por João Távora em 31/5/11
Link do Post | Comentar
João Monge de Gouveia

Conforme referi neste Post, é altura, agora, de analisar o programa do PSD para a área da justiça.

 

Começa o PSD por afirmar que "A Constante alteração das leis está a minar os fundamentos do Estado de Direito", e aqui, justiça seja feita, o PSD tem em parte razão, sucede que se o dizem não o fazem, apresentando alterações radicais no processo executivo que será precisamente um dos únicos onde muito pouco se deve alterar, uma vez que as alterações efectuadas pelo último governo apenas vieram atrasar significativamente este tipo de processo, aqui começa um dos graves erros do programa do PSD.

 

Mas mais, não contentes por alterarem radicalmente o processo executivo, querem fazê-lo com medidas que manifestamente o vão atrasar.

 

Propõe o PSD num novo processo diferente da acção executiva - sendo esta extinta - sempre que o titulo a executar seja uma sentença, sendo que a decisão deverá ser executada em liquidação de sentença ou tramitar como incidente da acção, ou seja, um novo processo julgado pelo mesmo Juiz no mesmo Tribunal. Não se entende como poderá esta nova forma de executar sentenças contribuir para uma justiça mais célere, não irá, antes, obrigar a que o Juiz que julgou o processo tenha ainda mais processos e consequentemente que haja uma maior lentidão em julgar os mesmos?

Parece-me que sim.

 

Para os titulo que não sejam sentenças. defende o PSD, que deve ser criada uma nova forma de processo - Processo Abreviado - não referindo como será feita essa criação, o certo é que criar um novo tip de processos em nada vai adiantar, é mais uma alteração que atraso o que já foi feito.

 

Já no plano do processo Declarativo, e ao contrário do que está plasmado no programa do CDS (o qual como já referi sou suspeito por ter sido um dos contribuidores) o PSD defende a obrigatoriedade da Audiência Preliminar.

 

Ora, quem anda no "terreno" sabe perfeitamente que a maior parte das vezes que se desloca a um tribunal para Audiência Preliminar, é-lhe dado um projecto de Base Instrutória, para este ler e reclamar se não concordar, o que defendo é que a Audiência Preliminar deve acabar, devendo, afim de poupar deslocações inúteis com gastos supérfluos (para quem recorre à justiça) e perdas de tempo, o juiz notificar as partes do despacho saneador (Base Instrutória) tendo as partes cinco dias para reclamar, ou, deve o Juiz, caso a simplicidade da causa o permita, remeter para os factos constantes das peças processuais.

 

Assim, poupa-se tempo, dinheiro, e cria-se um processo mais célere.

 

(...)

 

(Segue dentro de momentos)

 

Também Aqui

Publicado Por João Monge de Gouveia em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Francisco Meireles

Um tal de Zé Maria, comentou angustiado o meu post sobre Paulo Portas e a concorrência. A dúvida dele é se se pode confiar no CDS para manter a sua ideologia e se não será mais útil votar no "próximo" PM, para garantir a derrota de Sócrates. A primeira resposta é SIM, sem qualquer margem para dúvidas; a resposta à 2ª é NÃO, COMO O DEMONSTRAM OS ÚLTIMOS 30 ANOS E AS ÚLTIMAS 30 SEMANAS.

 

O que escrevi em resposta ao seu comentário, fica aqui, para o caso de poder ser útil a mais alguém.
"Compreendo as suas preocupações, mas também queria alertá-lo para o seguinte: o CDS não esqueceu nem os seus princípios nem as suas ideologias, apesar de estar em campanha eleitoral. Apelar ao voto na "competência", no caso do CDS, é não só justo como sobretudo oportuno. Foi este partido quem de longe mais trabalhou nas últimas legislaturas. Pedir o voto pela competência em vez da ideologia, não significa que não se tem ideologia: significa antes que para além da ideologia há outros factores que merecem ponderação.

Ninguém no seu perfeito juízo acredita que o CDS deixou de ser democrata cristão, só porque "em matérias sociais está à esquerda do PSD". E isto apenas neste preciso momento histórico...

Noto ainda que o manifesto do CDS contém uma série de propostas que se irão traduzir rapidamente em medidas concretas. Em várias áreas. E sublinho que o mais importante, o grosso das medidas que qualquer governo tomará, são as que decorrem da aplicação do memorando assinado com o triunvirato.

Finalmente, entendo que o PSD não engana, tal como o algodão. As dificuldades de transmissão da mensagem de que fala, não são fruto do acaso. São uma consequência da falta de organização do PSD e da falta de força de Passos Coelho para mandar no seu próprio partido. Veremos como se safa quando for Primeiro Ministro.

Descanse quanto ao voto útil. O PS não vai ganhar as eleições, nem vai ficar perto disso. As sondagens andam a ser manipuladas por duas razões principais: não conseguem captar o fenómeno da rejeição a Sócrates e interessa aos dois partidos do centrão manter a dúvida para pressionar ao voto útil.

Por conseguinte, é muito mais ÚTIL votar CDS e garantir que Sócrates perde por muitos, assegurando que o próximo governo é equilibrado, do que escolher votar num futuro primeiro ministro que nem consegue mandar no seu próprio partido.

Mas enfim, o voto é livre. Boa escolha"

Aqui acrescento apenas: quem preferir votar "útil" no sentido em que interessa aos dois partidos do centrão, depois não se venha queixar de que o País não muda, que continua tudo na mesma e que assim não vamos lá.

 

AGORA MAIS DO QUE NUNCA IMPORTA VOTAR EM RUPTURA, PARA ASSEGURAR MUDANÇA. NO CENTRO DIREITA, ISSO IMPLICA VOTAR CDS. PARA GARANTIR QUE O PRÓXIMO GOVERNO É CONSISTENTE.

 

ESTE É O MOMENTO!

POR TI. POR TODOS. PORTUGAL

Publicado Por Francisco Meireles em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Adolfo Mesquita Nunes

O RAF insiste -- e faz bem, porque é eleitor do PSD -- em destacar a infeliz frase de Paulo Portas na qual este se diz sentir mais à esquerda do que o PSD em questões sociais. Infeliz, já o disse, porque me parece que Paulo Portas labora no preconceito dos eleitores, em vez de o desmistificar. Ou seja, em vez de demonstrar que a direita tem uma legitimidade social própria, prefere, talvez por ser mais fácil e as eleições estarem perto demais, trabalhar no preconceito geral de que é a esquerda a campeã da coisa.

 

Infelizmente, esta é uma estratégia comum. Pedro Passos Coelho, por exemplo, pelo meio de tiradas contra o RSI (quem diria?..), afirma que só o PSD pode defender o Estado Social. Se bem percebo Pedro Passos Coelho, a ver pelo entusiasmo do RAF no seu liberalismo, o PSD pretende mudar o modelo de Estado Social que temos. Mas em vez de demonstrar que o modelo de Estado Social tem de ser alterado, transformando-o numa outra coisa, Passos Coelho prefere, talvez por ser mais fácil e as eleições estarem perto demais, trabalhar no preconceito geral de que o Estado Social é o modelo último e perfeito, que apenas carece de uns acertos aqui e ali.

 

Quanto a qual dos partidos melhor pode acolher uma aproximação ao liberalismo, cá estaremos para ver o que nos trazem os próximos quatro anos, sendo certo que qualquer um dos partidos oferece motivos de sobra para afastar liberais. No entanto, os últimos anos não abonam a favor da tese do RAF de que os liberais se devem sentir melhor no PSD (basta dar uma vista de olhos ao poder exercido pelo PSD na Madeira e nas suas Autarquias para perceber que o liberalismo nem sempre abunda; e não esquecer que o voto no PSD em 2009 serviu para viabilizar 2 Orçamentos de Estado fantasiosos, para dar luz verde a 3 PEC desastrosos, para permitir a manutenção do Código Contributivo, para impedir a revisão do regime dos gestores públicos, para inviabilizar a suspensão das grandes obras públicas e de novas PPP etc... e tal). 

Publicado Por Adolfo Mesquita Nunes em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Sophia Caetano Martin em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Filipe Diaz

A propósito das mais recentes declarações de José Sócrates, vale a pena voltar a ver dois magníficos e ilustrativos vídeos:

 

Portugal não pode ter um primeiro-ministro "ziguezagueante" e "instável"...

 

... nisto estamos todos de acordo!

 

 

 

 O programa da troika não esgota a agenda da governação...

 

... mas deveria excluir algumas pessoas do próximo governo!

 

Temas: , ,
Publicado Por Filipe Diaz em 31/5/11
Link do Post | Comentar
José Meireles Graça

Parece que em Cuba se prepara a remodelação da frota automóvel. E mais, todos os cidadãos passarão a poder adquirir pasta dentífrica. Ver notícia aqui

Temas:
Publicado Por José Meireles Graça em 31/5/11
Link do Post | Comentar
José Maria Montenegro

O «espectáculo» a que assistimos há dias a propósito das declarações e contra-declarações de Passos Coelho sobre o aborto, e de todas as reacções (partidárias e não partidárias) que se seguiram, foi bem demonstrativo de como está minado o debate em torno das questões de valores e de princípios. E seria igual se se tivesse suscitado a eventual alteração da legislação do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a do divórcio.

 

Ninguém, verdadeiramente, está interessado neste debate.

 

Para uns não vale a pena tratar de questões que já tiveram «solução». Para outros, seja por falta de convicção, seja por temor táctico, o tema é ignorado.

 

A timidez ou mesmo o silêncio dos programas nestas matérias não deixa de ser um sinal dos tempos.

 

É verdade que no momento histórico, concreto, mesmo cru, que vivemos, a crise financeira e orçamental preenchem-nos a agenda e dominam as nossas preocupações. E, infelizmente, reconheçamos que não poderia deixar de ser assim. Lá diz o povo, em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Tratemos, pois, do pão.

 

Há, no entanto, que fazer um juízo à luz dos valores que preconizamos no momento de decidir o sentido do nosso voto. Não tenhamos ilusões nem projectemos nos partidos aquilo que eles não podem nem devem ser.

 

Podemos não encontrar um partido que afirme todos os valores em que acreditamos. Podemos, inclusivamente, identificar nas direcções de todos os partidos dirigentes que militam em causas opostas às nossas. Mas havemos de encontrar um partido onde os nossos valores não são ostracizados e onde podemos fomentá-los. Podemos até encontrar um partido que, para lá da coerência e convicções pessoais, na hora da verdade dá expressão parlamentar aos valores essenciais. Esse partido é o CDS. O CDS é, aliás, o único Partido que tem inscrito nos seus estatutos e no seu programa a defesa de um modelo assente no humanismo personalista de inspiração cristã - modelo este profundamente actual.

 

A crise de valores que atravessamos tem no CDS um instrumento de transformação e de esperança. Tanto maior quanto maior for a sua expressão eleitoral.

Publicado Por José Maria Montenegro em 31/5/11
Link do Post | Comentar
Publicado Por Francisco Mendes da Silva em 31/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1)
Marcos Teotónio Pereira

Já repararam que mais tarde ou mais cedo estes três conceitos aparecem na mesma frase? Um sistema económico Socialista, totalitário ou não, é como que uma força de bloqueio à actividade económica. Com o tempo vai-se tornando mais eficaz acabando o país inevitavelmente, na ruína. Podemos dar muitos exemplos recentes disto e discutir os casos futuros (a velha Europa está cheio deles). As pessoas bem intencionadas do PS e do PSD (que as há) precisam de saber que uma sociedade solidária não se faz arruinando os países e prejudicando as gerações futuras. Não se faz com um sistema económico Socialista.

 

É possível ter uma Sociedade Solidária desde que o Estado tenha juízo. Desde que o Estado seja poupado e respeite o dinheiro que lhe está confiado. Desde que se encontrem os equilíbrios entre o incentivo à criação de riqueza e a promoção do bem comum.

 

 

 

Publicado Por Marcos Teotónio Pereira em 31/5/11
Link do Post | Comentar
CM

Caminhos-de-Ferro (2010)

 

Passivo:  3.666 Milhoes de EUR   (2.2% PIB)

Capital Próprio:  -2.446 Milhoes de EUR   (1.5% PIB)

Resultados:  -195 Milhoes de EUR

 

Remuneração orgãos sociais: 454 mil EUR

 

REFER (2010)

 

Passivo:   2.712 Milhoes de Eur   (1.7% PIB)

Capital Próprio:  -1.445 Milhoes de EUR   (0.9% PIB)

Resultados:   -146,5 Milhoes de EUR

 

Remuneração orgãos sociais: 495 mil Eur

 

Carris (2010) 

 

Passivo:   903  Milhoes de Eur   (0.6% PIB)

Capital Próprio:  - 734 Milhoes de EUR   (0.4% PIB)

Resultados:   -41,5 Milhoes de EUR

 

remuneração orgaos sociais: 464,5 mil Eur

 

Metro do Lisboa (2009)

 

Passivo:    4.072  Milhoes de Eur    (2.5% PIB)  

Capital Próprio:  -333  Milhoes de EUR   (0.2% PIB)  

Resultados:  -148,5   Milhoes de EUR   

 

Remuneração Orgaos Sociais: 506 mil Eur

 

Transtejo / Softlusa (2009, contas apenas disponíveis em www.dgtf.pt )

 

Passivo: 180,6  Milhoes de EUR    (0.1% PIB)

Capital Próprio:  -96,1 Milhoes de EUR    (0.1% PIB)

Resultados:   -17 Milhoes de EUR

 

Metro do Porto (2010)

 

Passivo:   3.434 Milhoes de Eur     (2.1% PIB)

Capital Próprio:  - 1.157 Milhoes de EUR    (0.7% PIB)

Resultados:   -351,8  Milhoes de EUR

 

Remuneração orgãos sociais: 627 mil Eur

 

 

 

Resumo:

 

- recapitalizar estas empresas custa 3.8% do PIB ou 6.211 Milhoes de Eur.

- só em 2010 (estimado) perdeu-se 0.6% do PIB em prejuizos ou 900 Milhoes de Eur

- os passivos já amontam a 9.8% do PIB ou 14.967 milhoes de Eur

 

Notas:

 

- o défice em 2010 cifrou-se em 9.1% do PIB.

- as fontes dos números sao os relatórios de contas dos anos referidos, disponíveis nos sites de cada empresa. As remunerações são extrapoladas das informaçoes fornecidas nos referidos relatórios.

 

Conclusão:

 

- Chega de gestão PS/PSD!

Publicado Por CM em 31/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (2)
José Meireles Graça

rui a. é uma das pessoas - e não são muitas - que leio sempre com atenção e gosto. E não posso dizer que discorde, no essencial, de muito do que aqui diz sobre a história do CDS. Mas a política é, entre outras coisas, a arte do possível.

 

O discurso e a prática que rui a. gostaria que o CDS tivesse tido e tenha será doutrinariamente puro; mas a pureza na política paga pouco. Que o diga o PCTP/MRPP.

Temas:
Publicado Por José Meireles Graça em 31/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1)
Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
CM

A União Europeia caminha para uma cada vez mais inevitável decisão: ou integrar ou desintegrar. A velha formula europeia de "ir vendo por onde dá" desta vez nao vai resultar, graças à pressao dos mercados - esses patifes!

 

E agora a novidade parece ser começar por exercer o poder tributário e fiscal em subsituição do Estado Grego (começa por aí, mas já se sabe por onde continua...), numa plena demonstraçao de, por lado, força e, por outro lado, desespero. De força, porque de facto a Grécia tem feito de tudo para fugir às suas responsabilidades; de desespero, porque ao nao assumir uma integração fiscal europeia, mas mantendo uma política monetária única (isto inclui taxas de juro e moeda, para os leigos), caminha para o abismo. Não é possível uma união monetária sem uma união política/fiscal. E a Europa está/vai perceber isso da pior maneira.

 

Para já, a Grécia parece que nem um protectorado já é...

Temas:
Publicado Por CM em 30/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1)
Autores
Contacto
ruadireitablog [at] gmail.com
Subscrever Feeds
Redes Sociais
Siga o  Rua Direita no Twitter Twitter

Temas

'tiques socráticos'(6)

acordo(10)

administração pública(8)

ajuda externa(21)

alternativa(7)

bancarrota(13)

be(7)

bloco(11)

bloco central(5)

campanha(50)

cds(102)

cds-pp(12)

cds; psd(6)

comunicação(7)

constituição(6)

day after(8)

debate(12)

debates(52)

defice(8)

democracia(10)

desemprego(10)

desgoverno(11)

despesa pública(9)

dívida pública(11)

economia(20)

educação(19)

eleições(26)

esquerda(6)

estado social(23)

fiscalidade(14)

fmi(46)

futuro de portugal(17)

governar portugal(6)

governo(9)

humor(9)

josé sócrates(36)

legislativas 2011(6)

ler os outros(21)

maioria absoluta(26)

manifesto(32)

memorandum(38)

novas oportunidades(14)

passos coelho(13)

paulo portas(10)

política(15)

portugal(26)

programa de governo(7)

ps(108)

psd(73)

sair da crise(22)

saúde(6)

socialismo(19)

sócrates(63)

socrates(11)

sondagens(12)

troika(31)

tsu(7)

valores(6)

voto(9)

voto útil(32)

todas as tags

Últimos Links
Twingly Blog Search link:http://ruadireita.blogs.sapo.pt/ sort:publishedÚltimos Links para o Rua Direita
Pesquisar Neste Blog
 
Arquivos

Novembro 2011

Junho 2011

Maio 2011

blogs SAPO