Rua Direita
Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Francisco Meireles

José Sócrates é claramente um formidável político, que entende como poucos o poder da televisão. E usa-o despudoradamente para enganar os portugueses que ainda acreditam nele. Foi para esses que falou, eficazmente, ontem no debate com Paulo Portas. Ele sabe que para esses as coisas são verdade se forem repetidas vezes suficientes e com convicção q.b.; sobretudo na TV...

 

Estou convencido que esses portugueses poderão ser no máximo 30% do eleitorado (a acreditar nas sondagens e incluindo já os potenciais eleitores do bloco que acham que Sócrates ainda poderá ser PM).

 

Felizmente, por estas contas, restam pelo menos 70% dos eleitores que já sabem que não podem acreditar no que vai repetindo o primeiro-ministro demissionário.

 

Foi para estes que falou Paulo Portas. E bem. Creio que terá deixado claro que a "convicção" do candidato Sócrates não é suficiente para apagar as responsabilidades do PM Sócrates na situação actual. E isso era o mais importante, na tal perspectiva de que a TV é que determina as "verdades" - quem não viu o filme referido no título que o veja e perceberá tudo com maior clareza.

 

Apenas acho que PP podia encontrar uma fórmula mais clara para dizer o que faria no tal cenário PS+CDS.

Talvez não seja suficiente dizer que não seria coerente entregar os 78 mil milhões a quem trouxe o País até à situação actual.

Talvez fosse possível sublinhar que PS e PSD é que terão a principal responsabilidade de formar governo, se se confirmarem os resultados das sondagens.

Talvez fosse desejável assinalar que se os portugueses quiserem mesmo mudar e derem um resultado excepcional ao CDS, então outro galo cantará.

Talvez pudesse insinuar que se os portugueses o escolherem para Primeiro-ministro, PP esperará que os demais partidos retirem desse resultado as devidas conclusões e se disponham a apoiar ou integrar o seu Governo sem condições prévias.

Talvez devesse lembrar que foi o CDS quem primeiro pediu a Sócrates para sair, quem primeiro propôs um Governo dos três partidos, sem Sócrates, e quem mais claramente denunciou as políticas em que Sócrates continua a acreditar.

Talvez PP pudesse afirmar que Sócrates devia tirar todas as consequências do resultado eleitoral se não sair reforçado; é que a tese de que a culpa é da oposição só ganha se o PS subir eleitoralmente... tudo o mais são cantigas.

 

Ou talvez tenha ficado claro tudo isto.

 

Nós não somos parvos, mesmo se PS e PSD se esforçam por reduzir as nossas escolhas à opção entre Sócrates e Coelho para primeiro-ministro... (voltarei a este assunto).

Publicado Por Francisco Meireles em 10/5/11
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