Rua Direita
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
João Ferreira Rebelo

Acabo de vir da Conferência sobre o Estado da Nação, organizada pelo Correio da Manhã, cujo primeiro painel se dedicava à Reforma na Saúde.

 

Como oradores tínhamos Maria de Belém, Adalberto Campos Fernandes (ex-Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria), Jorge Simões (Presidente da Entidade Reguladora da Saúde) e Teresa Caeiro.

 

É de notar o efeito que o MoU da Troika tem nas pessoas. De facto, deixa de haver tantos pudores em falar de medidas impopulares. Tudo funciona como se um simples memorando conferisse legitimidade aos políticos e dirigentes de cargos públicos para dizer certas coisas que sempre pensaram, mas nunca tiveram coragem (ou oportunidade política…) para fazer abertamente. Falo por exemplo nas intervenções que surgiram sobre o excesso de hospitais e a necessidade de reorganizar a rede de prestação de cuidados de saúde.

 

Foram, contudo, as palavras de Teresa Caeiro que mereceram o meu aplauso. De forma simples e eficaz (assim o espero) transmitiu claramente que o CDS não pretende acabar com o SNS, nem retirar garantias de acesso à saúde aos cidadãos, muito pelo contrário. E isso é fundamental: acabar com o mito de que a Direita quer limitar o acesso à saúde. De seguida, apelou à necessidade de se criar um plano estratégico para a saúde, o que realmente é urgente, de forma a acabar com a constante produção de medidas esparsas e populistas que a médio/longo prazo só criam mais despesa e uma maior dificuldade de acesso ao SNS.

 

Mas foi sobretudo no que respeita à necessidade de controlar o desperdício e de evitar as chamadas duplas coberturas que mais gostei de ouvir a Teresa Caeiro. Portugal neste momento, além dos custos directos com o SNS, gasta ainda uma grande fatia do Orçamento de Estado com a ADSE. Por outro lado, as próprias famílias, quer de forma directa, quer através de seguros de saúde, despendem ainda uma elevada parcela das suas receitas com a prestação de serviços de saúde. Ora, é urgente olhar para estes números e perceber que em muitos casos andam o SNS, a ADSE e as famílias a pagar por várias formas, e várias vezes, para obter o mesmo bem.

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 12/5/11
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