Rua Direita
Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Gabriel Silva

Em momentos de aperto, volta a cantiga do bandido sobre a capa de «imposto europeu» e das «eurobonds».

 

Felizmente de momento não há o perigo de tal se tornar realidade. Por um lado, a UE não pode criar impostos, nem tão cedo o poderá fazer, pois teria de fazer uma total revolução no seu quadro institucional. «No taxation without representation» é um velho, acertado e sempre presente princípio, e uma vez que os representantes no Parlamento Europeu representam os Estados e não os eleitores, não há ainda forma de efectivar aquela representação.

 

Por outro lado, o actual Tratado expressamente proíbe a assumpção de dívida contraída pelos estados membros, pelo que as eurobonds ainda terão de esperar. Mesmo o actual mecanismo de «empréstimos» utilizado em favor da Grécia, Irlanda e Portugal viola claramente o Tratado (está inclusive tal mecanismo a ser analisado em tribunal devido a diversas queixas de cidadãos alemães). Paira contudo uma nuvem negra sobre todos nós, pois que os estados já chegaram a acordo para a revisão acelerada do Tratado (em menos de um ano deixou de ser definitivo e tão gabado...), tendo contado, lamentavelmente também com o voto favorável dos representantes do CDS/PP. Resta apenas contar com os amigos referendários irlandeses e britânicos na travagem de tal barbaridade, já que por cá se entende - da esquerda à direita - que os eleitores não devem ser chamados a pronunciarem-se nos assuntos que lhe dizem respeito. Apenas devem pagar.

Publicado Por Gabriel Silva em 13/5/11
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2 comentários:
De CM a 13 de Maio de 2011 às 15:49

Tenho opiniao diametralmente oposta. Acho que as eurobons e os impostos europeus sao nao só essenciais, como a única saída construtiva para esta crise.

quase uma inevitabilidade se quisermos evitar o caos economico, financeiro, político e social na zona euro.


De Gabriel Silva a 13 de Maio de 2011 às 16:39
Caro carlos ,


para que isso acontecesse tinhas que.


1. Ter uma assembleia/parlamento representativa dos eleitores europeus. Implica rever profundamente o Tratado Europeu, Nem a França , nem o UK, nem a Italia estariam dispostas a aceitar a regra «um homem, um voto» e deixar a Alemanha ser a potência que é.


2, para as eurobonds a mesma coisa, tens de rever o tratado. Já foi proposto e aceite. falta a ratificação. Que sabemo ser coisa para durar em média 2 anos, se não tiverem que aldrabar novamente e repetir referendos. 


3. A razão porque no Tratado está a proibição de assumpção de divida por aprte da UE é boa e deveria manter-se. É que não haverá quem controle a criação de divida só estados a decidir e estes são um sorvedouro de necessidade de financiamento, coisa que os contribuintes deveriam ser os primeiros a evitar autorizar.


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