Rua Direita
Domingo, 15 de Maio de 2011
Diogo Duarte Campos

 

Na semana passada foi Miguel Veiga, agora, foi Fernando Nogueira a dizer que Paulo Portas não pode ser Primeiro-ministro. Tudo gente que, pelo menos, há 10 anos – para não dizer 15 - não faz política. Tudo gente que destila ódios pessoais. Tudo gente muito habituada a ser barão e baronete que parece não querer acreditar que o Rei vai nú – e vai há muito tempo.

 

 

Pese embora o Francisco Mendes da Silva já tenha, praticamente, esgotado o tema, a explicação dada por Fernando Nogueira para Paulo Portas não ser candidato a Primeiro-ministro não pode ser deixada em branca.

 

Passando ao lado da linguagem mais própria de RGA (para não ser desagradável) do que de campanha eleitoral, esquecendo o ataque à canela de que os Portugueses estão fartos, não ligando sequer às insinuações gratuitas, dizer-se que Paulo Portas não poder ser candidato a Primeiro-ministro porque tal é impossível, é simplesmente passar um atestado de imbecilidade aos Portugueses.

 

Note-se que Fernando Nogueira não disse que Paulo Portas não poderia ser Primeiro-ministro por ser menos competente que Pedro Passos Coelho ou José Sócrates; por ser menos capaz que os demais candidatos; por ter ideias piores que os outros candidatos. Não.

 

Portas não pode ser Primeiro-ministro porque é impossível. Saber quem é o mais capaz para gerir o País parece ser um detalhe no pensamento de Fernando Nogueira.  

 

Primeiro-ministro será quem os Portugueses quiserem. Tudo o resto é desculpa esfarrapada de quem trabalhou pouco e não tem qualquer outro argumento que não seja “é assim porque sim”, quando até a minha filha de 4 anos sabe que “porque sim; não é resposta”.

Publicado Por Diogo Duarte Campos em 15/5/11
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5 comentários:
De A Ribeiro a 15 de Maio de 2011 às 23:13
Eu acho que devia sorrir. O facto de alguém falar assim é já em si considerar a possibilidade, algo que julgo nunca até agora tinha sido posto na mesa. Isto claro independentemente de eu concordar ou não.


De Mário a 15 de Maio de 2011 às 23:34
Dizia a minha avó, lavradora transmontana, que o pior defeito é "ter mais olhos do que barriga". Santa e sábia senhora.
Há dois anos perdi horas a explicar aos jovens recém-chegados à política nacional, que era estúpido apoiarem o Passos Coelho contra a Manuela porque era esse o interesse do Sr. Sócrates.
Desta vez tenho de fazer o mesmo aos meninos politiquinhas do CDS. São tão modernos, sábios, e realistas que acham normal passar de 13% (na melhor das sondagens de hoje) para 23,5% em três semanas. Isto para, na melhor das hipóteses, serem o maior partido da direita e o segundo do país, atrás do PS.
Desçam à terra, aprendam a fazer contas. Lutem pela derrota do Sócrates, a única coisa que REALMENTE interessa, e deixem-se de poesias. Ter prioridades claras é algo que falta a muitos portugueses, por isso o país está no estado em que está! Haja pachorra!


De Mário a 15 de Maio de 2011 às 23:53

Portas poderá ser primeiro ministro quando o CDS se fundir com o PSD se ele, nesse novo partido, ganhar a sua liderança.
Como líder de um partido que representa cerca de 500 mil votos (chegou a 870 mil numas únicas eleições, as de 1976, mas nunca mais repetiu) sem qualquer estrutura regional ou local digna de nome, poderá ser Vice-Primeiro Ministro, se o Primeiro Ministro achar que ele merece esse título.
Realismo pleeeeeeeeease. O Inimigo é só um, o Sócrates. Sejam objectivos e focalizados. Pode ser?


De CM a 16 de Maio de 2011 às 01:33
nenhum dos votos que PS e PSD dão como "garantidos" para se considerarem os "únicos" com possibilidades de se candidatarem a PM são propriedade do PS e do PSD.


Como tal, acho uma total soberba achar-se que em democracia alguem nao possa ambicionar ter mais votos numa eleiçao livre e democrática. 


alias, essa soberba é, na sua raíz, profundamente arrogante e imerecedora desses mesmos votos que advogam ser "seus" por puro clubismo.


"pleaaaseee" digo eu !


De Diogo Duarte Campos a 16 de Maio de 2011 às 20:19
Caro Mário,

Recordo apenas que não foi o CDS que resolveu atacar o PSD mas precisamente o contrário.

Um partido dizer que quer o melhor resultado possivel é o mínimo, não pode ser criticado por isso.

Dizer que Portas é melhor Primeiro-ministro que Passos ou Sócrates parece-me uma evidência, pelo que também não pode ser criticado.

Assim, sinceramente, qual é a falta de realismo? Não pode um partido dizer que trabalhou para ter votos?
De uma coisa estamos de acordo: o maior inimigo é Sócrates, pelo que não percebo porque anda o PSD a atacar o CDS.


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