Rua Direita
Domingo, 22 de Maio de 2011
Gabriel Silva

Se há algo que é totalmente inaceitável, é 10 milhões de portugueses estarem a subsidiar algumas das empresas mais deficitárias do país que apenas beneficiam uns 3 a 4 milhões de portugueses. Que por sinal vivem nas regiões com maior rendimento médio.

 

As empresas de transportes Carris, Metro de Lisboa, Metro do Porto e STCP deviam ser devolvidas (porque já foram municipais em tempos recuados) aos respectivos municípios. E estes devem ser dotados dos poderes para cobrar os necessários impostos sobre os seus cidadãos-eleitores (e apenas sobre esses), se entenderem que tal serviço deva ser subsidiado pelas comunidades que tiram proveito do serviço. Em alternativa podem sempre cobrar o preço de custo...

 

Agora, manter o país a financiar os transportes de Lisboa e Porto é ridículo e totalmente abusivo. É mesmo uma transferência de rendimento dos mais necessitados (o resto do país) para os mais abastados ou remediados. Mas parece que é também parte do estado social que temos e que ninguém se dispõe a acabar....

 

O que pensam os futuros deputados do PP fazer sobre o assunto?

Publicado Por Gabriel Silva em 22/5/11
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10 comentários:
De António Parente a 22 de Maio de 2011 às 19:51
As coisas não funcionam desse modo. Por esse tipo de raciocínio  quem vive em Lisboa diria que não paga as estradas de Bragança, o pessoal do Porto podia recusar-se a pagar um hospital em Almodôvar e todos cobrariam os preços de custo aos seus utentes.


Vou-me abster nas próximas eleições para não me arrepender de ter votado CDS. Está decidido, este post convenceu-me.


De Bernardo Campos Pereira a 22 de Maio de 2011 às 22:13
Esta opinião não corresponde de todo com o Manifesto do CDS, nem tão pouco com o programa para transportes e ambiente do CDS. Sugeria uma leitura destes para conhecer as propostas e decidir em quem vai votar...


De António Parente a 22 de Maio de 2011 às 22:48
Eu sei que não corresponde à posição do CDS. Li o manifesto eleitoral e considero-o o melhor, de longe, de todos os partidos parlamentares que concorrem a estas eleições. Há propostas com que não concordo e outras que penso não serem viáveis mas globalmente é um programa positivo.


O facto de eu dizer que optava pela abstenção não era uma "punição" pelo que foi escrito pelo Gabriel Silva. Nem isso fazia sentido e seria ridículo da minha parte pensar que sou assim tão importante ou que o meu voto pode ser decisivo. Tenho consciência da dimensão da questão e da sua importância relativa.


O que eu escrevi sobre a opção pela abstenção é a manifestação do receio de que no futuro o CDS possa optar por propostas e soluções com as quais eu tenha uma discordância profunda e que me leve a arrepender de ter dado o meu voto ao partido. Serei o único? Se o for, óptimo. Mas se existirem uns milhares de pessoas que pensem como eu, então a questão assume um contorno diferente.


Quero fazer uma correcção ao meu comentário anterior: retiro o "estou decidido" e retiro o "este post convenceu-me". Não quero ser injusto com o Gabriel Silva, que exerceu o seu livre direito à opinião, da qual eu discordo mas respeito. Fiquei irritado com o que li e em vez de ter deixado passar uns minutos antes de comentar escrevi de "rajada". 


Vou continuar atento e no dia 5 de Junho lá depositarei o meu voto: em branco ou no CDS. Não há terceira alternativa. Estarei atento ao que se vai passar nestas duas semanas e não tenho vontade de votar em branco.


Cumprimentos,


De Gabriel Silva a 22 de Maio de 2011 às 22:55
« Fiquei irritado com o que li e em vez de ter deixado passar uns minutos antes de comentar escrevi de "rajada". »


ok, no problem, sei bem o que isso é.



De Bernardo Campos Pereira a 23 de Maio de 2011 às 09:47
Sugeria uma consulta junto da FPCUB [Federação de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta] acerca de um inquérito sobre mobilidade que foi enviado aos partidos com representação na AR: Pelo que sei (ainda está por confirmar), o CDS foi o único partido que respondeu.
Talvez isto pode ajudá-lo a perceber as preocupações que o CDS tem sobre a questão dos transportes públicos e da mobilidade sustentável.


De Gabriel Silva a 22 de Maio de 2011 às 22:53
«Esta opinião não corresponde de todo com o Manifesto do CDS, nem tão pouco com o programa para transportes e ambiente do CDS.»


Como nenhuma opinião colocada neste blog, que é feito de pessoas diversas, sem compromissos.


Quem quiser saber a opinião oficial certamente não vem aqui.


De Bernardo Campos Pereira a 22 de Maio de 2011 às 21:44
A grande falha nesta argumentação é que os transportes públicos não servem só um município, servem áreas metropolitanas com vários municípios e utilizadores dos arredores - os metros de Lx e Porto, os comboios suburbanos ou a Carris são exemplo disso. Os concelhos não são estanques o que deita abaixo a proposta de financiamento municipal.
Em relação aos impostos cobrados em Portugal, as duas áreas metropolitanas referidas (Lx e Porto) representam a maior fatia da receita do Estado Português...




De Gabriel Silva a 22 de Maio de 2011 às 22:51
A grande falha nesta argumentação é que os transportes públicos não servem só um município»  


não há falha, eu refiro 6 milhões mais empobrecidos a pagar serviços aos 4 milhões mais favorecidos, logo nesses 4 certamente inclui os municipios das areas metropolitanas. Para quem não sabia o Metro do Porto já foi intermunicipal, agora tem 60% do capital do estado. 


E não deita abaixo coisa nenhuma a ideia dos impostos municipais suportarem os seus pejuizos, como é justo que assim fosse, pois que cada municipio servido por esses serviços teria a sua quota aprte.


O que não parece justo é tais empresas, recordo, das mais endividadas e mais deficitárias do pais, na ordem das dezenas de milhares de milhões de euros estarem a pesar em todos os portugueses, em especial naqueles que nem tem dela tira beneficio nem tem palavra a dizer sobre o assunto.


De Bernardo Campos Pereira a 23 de Maio de 2011 às 09:42
Mas isto já é uma argumentação diferente daquela apresentada em soundbyte no post. Claro que uma coisa é a má gestão ou modelo de gestão das empresas públicas de transportes, outra é o modelo que propões mas a argumentação por ti apresentada é outra.


De António Parente a 23 de Maio de 2011 às 11:26
Concordo com as suas observações sobre o post do Gabriel Silva. A situação financeira das empresas de transportes públicos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto é insustentável mesmo que a situação financeira do país fosse diferente. No entanto, não é fácil mudá-la porque algumas empresas funcionam em regime de monopólio e têm um impacto forte na economia local na medida em que possibilitam que as pessoas trabalhem em locais distantes da sua residência. A CP e a Carris devem caminhar para uma estrutura de custos equilbrada e para a obtenção de receitas próprias que minimizem a sua dependência das rendas do Estado.  Não é fácil porque tem sindicatos que se habituaram e conseguirem benefícios em função da situação monopolista das empresas e da sua relevância social. É ncessária coragem política para se reverter esta situação.


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