Rua Direita
Terça-feira, 31 de Maio de 2011
José Maria Montenegro

O «espectáculo» a que assistimos há dias a propósito das declarações e contra-declarações de Passos Coelho sobre o aborto, e de todas as reacções (partidárias e não partidárias) que se seguiram, foi bem demonstrativo de como está minado o debate em torno das questões de valores e de princípios. E seria igual se se tivesse suscitado a eventual alteração da legislação do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a do divórcio.

 

Ninguém, verdadeiramente, está interessado neste debate.

 

Para uns não vale a pena tratar de questões que já tiveram «solução». Para outros, seja por falta de convicção, seja por temor táctico, o tema é ignorado.

 

A timidez ou mesmo o silêncio dos programas nestas matérias não deixa de ser um sinal dos tempos.

 

É verdade que no momento histórico, concreto, mesmo cru, que vivemos, a crise financeira e orçamental preenchem-nos a agenda e dominam as nossas preocupações. E, infelizmente, reconheçamos que não poderia deixar de ser assim. Lá diz o povo, em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Tratemos, pois, do pão.

 

Há, no entanto, que fazer um juízo à luz dos valores que preconizamos no momento de decidir o sentido do nosso voto. Não tenhamos ilusões nem projectemos nos partidos aquilo que eles não podem nem devem ser.

 

Podemos não encontrar um partido que afirme todos os valores em que acreditamos. Podemos, inclusivamente, identificar nas direcções de todos os partidos dirigentes que militam em causas opostas às nossas. Mas havemos de encontrar um partido onde os nossos valores não são ostracizados e onde podemos fomentá-los. Podemos até encontrar um partido que, para lá da coerência e convicções pessoais, na hora da verdade dá expressão parlamentar aos valores essenciais. Esse partido é o CDS. O CDS é, aliás, o único Partido que tem inscrito nos seus estatutos e no seu programa a defesa de um modelo assente no humanismo personalista de inspiração cristã - modelo este profundamente actual.

 

A crise de valores que atravessamos tem no CDS um instrumento de transformação e de esperança. Tanto maior quanto maior for a sua expressão eleitoral.

Publicado Por José Maria Montenegro em 31/5/11
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