Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Miguel Botelho Moniz

 

O crescimento do CDS/PP nos distritos de Lisboa e Setúbal é de tal modo maior que o crescimento a nível nacional que creio que seria importante estudar o fenómeno para enteder as suas causas. O CDS/PP teve mais cerca de 60.000 votos globalmente. Destes, cerca de três quartos vieram de Lisboa e Setúbal. (Lisboa com mais de metade do total, sendo que o distrito representa apenas um quinto dos eleitores inscritos totais, e Setúbal com cerca de um quinto do total, sendo que o distrito representa apenas 7,5% dos eleitores inscritos totais.)

Publicado Por Miguel Botelho Moniz em 6/6/11
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2 comentários:
De Laranjeira a 6 de Junho de 2011 às 12:02
Os resultados (bons) não foram propriamente uma surpresa. Havia sondagens, como da Universidade Católica e a do De, que apontavam para os 11% e o PSD para a casa dos 38%. Havia outras sondagens que punham o CDS um mais acima, mas não muito mais. Se calhar tinhamos a esperança que o voto no CDS continuasse sub-representado nas sondagens, como é hábito, e assim ocorresse um resultado espectacular. Não foi assim. Gostaria de saber os interesses que estão por detrás destas sondagens, porque estas são claramente manipuladas.

O CDS poderia ter chegado à marca dos 13% ou 14% se tivesse crescido tanto no Porto em Aveiro quanto cresceu em Lisboa e em Setúbal. Como assim não foi (e atenção que o PSD apostou muito nesses distritos, fazendo aí uma campanha fortíssima) o resultado eleitoral ficou àquem das melhores sondagens.


De António Sousa Leite a 6 de Junho de 2011 às 15:27
Os bons resultados do CDS vieram essencialmente de zonas mais urbanas e politizadas. Assim, não admira que o maior crescimento se verifique nos 2 distritos mais urbanos do país. Essa tendência também se verifica aqui no Porto: os concelhos com melhores subidas são, salvo erro, Porto, Gaia e Matosinhos, o que é tanto mais espantoso quando se sabe que estes 2 últimos são tradicionalmente socialistas. Verifica-se ainda, nas cidades, que a votação à direita é muito mais expressiva nas freguesias mais periféricas do que nas da baixa, extremamente envelhecidas e portanto fáceis de enganar com o conto do vigário do ex-PM. Excepção, honra lhe seja feita, a algumas freguesias lisboetas, como a Lapa, que por estarem bastante 'in' têm uma grande geração jovem mais atenta e conhecedora do estado do país


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