Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
José Meireles Graça

Acabou.


Dentro de uns dias a realidade começará a cair sobre nós. Não vai ser pêra doce: o que precisa ser feito contará com a oposição da rua, sob a égide do PCP e dos farrapos genuinamente revolucionários do BE, e talvez - essa a incógnita - de um PS estatista que é e travestido de partido revolucionário que às vezes lhe convém fingir ser.

Não sabemos - eu decerto não sei - como vai ser. Hoje por hoje tenho direito a um suspiro de alívio e esperança: Que Sócrates seja definitivamente o has-been da política da miragem, dos truques, do Estado metediço, controleiro, caloteiro e modernaço; que a imensa legião dos boys vá fazer pela vida, sem que nos lugares vagos apareçam sósias da nova maioria; que o Governo restaure um módico de sanidade, seriedade e probidade na gestão da coisa pública; que o Estado se reforme sob a senda da humildade e da contenção - que saia, numa palavra, das costas e do caminho de quem pode e sabe honestamente fazer alguma coisa por si, que é ainda a melhor maneira de fazer alguma coisa pelos outros.


Esteve boa a festa por aqui, pá. Conheci gente interessante e boa e com eles participei numa empresa comum a troco de nada senão, pela minha parte, do desejo de despertar algum meneio de cabeça concordante e, com sorte, algum sorriso de anuência.


Espero e desejo que nos caminhos da vida nos voltemos a encontrar. E agradeço à Filipa, ao Adolfo e ao Tomás terem-me permitido trazer para aqui uma incontinência verbal que só se tem passeado por cafés e rodas de amigos.

Temas:
Publicado Por José Meireles Graça em 6/6/11
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2 comentários:
De Pedro Rocha a 6 de Junho de 2011 às 21:53
Amigo

Por principio a oposição da rua não me assusta, se atempadamente for enfrentada, e desmontada com argumentos, que por certo teremos.
Por motivos racionais somos de direita e não por motivos mesquinhos e conjunturais. Em 1974 aprendi, por experiências pessoais, que a rua só tem a força que lhe dermos, e essa é usada irracionalmente até ao limite.
Enfrentando a rua com argumentos racionais esta torna-se inofenciva pois restar-lhe-á apenas a distorsão dialética, e em Portugal existe o exemplo da Auto-Europa, que tem sido esquecida como laboratório do combate á luta de classes.

Um abraço

 


De José Meireles Graça a 6 de Junho de 2011 às 22:55
Um abraço ... que retribuo.


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