Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Carlos Martins

O programa de Governo do CDS-PP é de tal forma positivamente avassalador que ninguém se atreveu a criticar. Nem os habituais críticos. Deve ser por isso que começam a desviar importância das propostas avançadas. Por serem coerentes. Por serem construtivas. Por serem aplicáveis. Por serem inovadoras, sem serem revolucionárias (ou exageradamente reformistas). Por serem em prol de Portugal e dos Portugueses.

 


Publicado em 31/8/09 às 10:53
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8 Comentários:
De Silver a 31 de Agosto de 2009 às 14:00

Concordo que o programa do CDS tem algumas medidas interessantes nomeadamente no que diz respeito à política económica. No entanto o CDS continuará a debater-se com o seu grande calcanhar de Aquiles - o líder Paulo Portas (que diga-se já foi o seu grande trunfo). É muito difícil tentar passar novas mensagens com uma figura do passado.



De Diogo Duarte Campos a 31 de Agosto de 2009 às 15:25
Caro Silver,

Embora perceba o que quer dizer, tomo a liberdade de lhe perguntar se isso não será mais um lugar comum que propriamente a realidade.

Se não, reparece:
MFL este nos Governos de Cavaco desde, pelo menos, o início dos anos 90;
Sórates: Esteve nos governos de Guterres desde, pelo menos, 95. Antes disso já era presidente da Federação (Distrital) de Castelo Braco;
Louça: é há decada presidente do PNR;
Jerónimo de Sousa: Foi deputado pelo PCP na constituinte.

Assim sendo, porque será que apenas PP é uma figura do passado.

Por outro lado, e sublinho que compreendo o seu ponto de vista, basta olhar para o Grupo Parlamentar do CDS para se perceber que este foi o Partido que mais cedo percebeu a importância do rejuvenescimento.

DDC


De Silver a 31 de Agosto de 2009 às 16:12

Caro Duarte,


 


Quando me referi a figura do passado (em termos léxicos assumo o lugar comum) não me estava a referir propriamente ao tempo em que Portas está na política. Portas ganhou protagonismo no CDS com um discurso anti europeu, securitário e apelando ao voto (ultra) conservador. Mesmo hoje, quando as sondagens teimam em não ser simpáticas, Portas volta ao discurso populista (e.g. cartazes do BPN e afins). Ora esse discurso parece-me que entra em contradição com alguma das ideias que constam do seu programa eleitoral, mas mais até com um sentimento liberal que me parece existir em muitos apoiantes “anónimos” do CDS (e outros que gostariam de o ser), que não se revêem no discurso da “autoridade dos professores” e dos “direitos dos bandidos” que Portas muitas vezes ostenta.  


1Abraço


Silver



De Silver a 31 de Agosto de 2009 às 17:22
naturalmente queria dizer "caro Diogo" :)


De José Barros a 31 de Agosto de 2009 às 19:31
Caro Diogo Duarte Campos,


O problema de falta de credibilidade não tem tanto a ver com o facto de Paulo Portas ter um passado, mas sim com a realidade de termos memória de o ter visto a defender o socialismo, o conservadorismo e agora o liberalismo. Portas é um animal político. E sendo essa uma virtude que permite a longevidade, também acaba por ser um defeito, porquanto permite ao eleitor minimamente conhecedor da realidade política do país duvidar da palavra do líder do CDS. 

É esse o constrangimento do CDS. As ideias são boas, o programa é mais liberal do que o do PSD e por isso melhor, mas eu já vi o Paulo Portas andar a "salvar empregos" como o ministro Pinho, nem que isso significasse gastar dinheiro dos contribuintes em indústrias obsoletas. Portanto, desejo que o CDS tenha uma boa votação na casa dos 10% e que faça parte de um governo de coligação do PSD. Mas que também perceba que é necessário limitar o poder do líder e não permitir que o partido seja o "one-man-show" que tem sido ao longo destes anos todos. 


De Diogo Duarte Campos a 1 de Setembro de 2009 às 15:04

Meus Caros Silver e José Barros,


 


Antes do mais, permitam-me que vos diga que compreendo perfeitamente o dizem.


 


Sem prejuízo, com excepção da questão europeia onde o CDS/PP fez uma inversão na sua posição (mas que, no fundo, mais não é que reencontrar o seu discurso fundador), julgo que as criticas são algo injusta para o Partido no seu todo.


 


Porém e como disse no princípio, percebo perfeitamente o sentimento subjacente ao que escrevem. Aliás, foi exactamente por isso que este blog se constituiu: demonstrar que há muito mais CDS para além dos temas que são naturalmente associados aos mesmo.


 


Ou seja, o CDS não é só o Partido dos temas da segurança ou do aborto. Há muito mais CDS; há muitas outras razões para votar CDS.


 


Todavia, embora concorde que, por vezes, o discurso oficial do Partido em matéria de segurança é excessivo, sobretudo quanto à dimensão do mesmo, também devo admitir que é necessário que alguém diga sem medo que só há liberdade com segurança e que não é normal haver zonas de ninguém em Portugal. Mas, como infelizmente se fez, reduzir o CDS a esse tema não é correcto.



De Diogo Duarte Campos a 1 de Setembro de 2009 às 15:06

Meus Caros Silver e José Barros,


 


Antes do mais, permitam-me que vos diga que compreendo perfeitamente o dizem.


 


Sem prejuízo, com excepção da questão europeia onde o CDS/PP fez uma inversão na sua posição (mas que, no fundo, mais não é que reencontrar o seu discurso fundador), julgo que as criticas são algo injusta para o Partido no seu todo.


 


Porém e como disse no princípio, percebo perfeitamente o sentimento subjacente ao que escrevem. Aliás, foi exactamente por isso que este blog se constituiu: demonstrar que há muito mais CDS para além dos temas que são naturalmente associados aos mesmo.


 


Ou seja, o CDS não é só o Partido dos temas da segurança ou do aborto. Há muito mais CDS; há muitas outras razões para votar CDS.



De Diogo Duarte Campos a 1 de Setembro de 2009 às 15:07

Todavia, embora concorde que, por vezes, o discurso oficial do Partido em matéria de segurança é excessivo, sobretudo quanto à dimensão do mesmo, também devo admitir que é necessário que alguém diga sem medo que só há liberdade com segurança e que não é normal haver zonas de ninguém em Portugal. Mas, como infelizmente se fez, reduzir o CDS a esse tema não é correcto.


 


Há aqui uma questão que também é cultural. Nestas questões tudo o que seja dito pelo CDS/PP é sempre apelidado de extremista, sem se querer analisar a bondade intrínseca das propostas. Um exemplo: dizer que em casos de desordem grave, antes se pensar nas causas se deve repor a ordem pública parece-me puro bom senso, parece-me ser o modo de actuação por esse mundo fora. Todavia, quando dito por PP caiu o “Carmo e a Trindade”.


 


Era, verdadeiramente, uma afirmação tão radical?


 


Por último, a ideia de que o CDS/PP é one man show e, mais importante, que o Partido se limita acriticamente a defender o que o líder defende é cada vez menos verdade.


 


Termino como acima: há muito mais CDS. Há muitas outras razões para votar CDS.


 


O programa do partido e este blog limitam-se a comprovar isso mesmo.


 


Um abraço a ambos e obrigado pelos comentários.


 


DDC



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