O programa de Governo do CDS-PP é de tal forma positivamente avassalador que ninguém se atreveu a criticar. Nem os habituais críticos. Deve ser por isso que começam a desviar importância das propostas avançadas. Por serem coerentes. Por serem construtivas. Por serem aplicáveis. Por serem inovadoras, sem serem revolucionárias (ou exageradamente reformistas). Por serem em prol de Portugal e dos Portugueses.
Concordo que o programa do CDS tem algumas medidas interessantes nomeadamente no que diz respeito à política económica. No entanto o CDS continuará a debater-se com o seu grande calcanhar de Aquiles - o líder Paulo Portas (que diga-se já foi o seu grande trunfo). É muito difícil tentar passar novas mensagens com uma figura do passado.
Caro Duarte, <o:p>
Quando me referi a figura do passado (em termos léxicos assumo o lugar comum) não me estava a referir propriamente ao tempo em que Portas está na política. Portas ganhou protagonismo no CDS com um discurso anti europeu, securitário e apelando ao voto (ultra) conservador. Mesmo hoje, quando as sondagens teimam em não ser simpáticas, Portas volta ao discurso populista (e.g. cartazes do BPN e afins). Ora esse discurso parece-me que entra em contradição com alguma das ideias que constam do seu programa eleitoral, mas mais até com um sentimento liberal que me parece existir em muitos apoiantes “anónimos” do CDS (e outros que gostariam de o ser), que não se revêem no discurso da “autoridade dos professores” e dos “direitos dos bandidos” que Portas muitas vezes ostenta.
1Abraço
Silver
Meus Caros Silver e José Barros,
Antes do mais, permitam-me que vos diga que compreendo perfeitamente o dizem.
Sem prejuízo, com excepção da questão europeia onde o CDS/PP fez uma inversão na sua posição (mas que, no fundo, mais não é que reencontrar o seu discurso fundador), julgo que as criticas são algo injusta para o Partido no seu todo.
Porém e como disse no princípio, percebo perfeitamente o sentimento subjacente ao que escrevem. Aliás, foi exactamente por isso que este blog se constituiu: demonstrar que há muito mais CDS para além dos temas que são naturalmente associados aos mesmo.
Ou seja, o CDS não é só o Partido dos temas da segurança ou do aborto. Há muito mais CDS; há muitas outras razões para votar CDS.
Todavia, embora concorde que, por vezes, o discurso oficial do Partido em matéria de segurança é excessivo, sobretudo quanto à dimensão do mesmo, também devo admitir que é necessário que alguém diga sem medo que só há liberdade com segurança e que não é normal haver zonas de ninguém em Portugal. Mas, como infelizmente se fez, reduzir o CDS a esse tema não é correcto.
Meus Caros Silver e José Barros,
Antes do mais, permitam-me que vos diga que compreendo perfeitamente o dizem.
Sem prejuízo, com excepção da questão europeia onde o CDS/PP fez uma inversão na sua posição (mas que, no fundo, mais não é que reencontrar o seu discurso fundador), julgo que as criticas são algo injusta para o Partido no seu todo.
Porém e como disse no princípio, percebo perfeitamente o sentimento subjacente ao que escrevem. Aliás, foi exactamente por isso que este blog se constituiu: demonstrar que há muito mais CDS para além dos temas que são naturalmente associados aos mesmo.
Ou seja, o CDS não é só o Partido dos temas da segurança ou do aborto. Há muito mais CDS; há muitas outras razões para votar CDS.
Todavia, embora concorde que, por vezes, o discurso oficial do Partido em matéria de segurança é excessivo, sobretudo quanto à dimensão do mesmo, também devo admitir que é necessário que alguém diga sem medo que só há liberdade com segurança e que não é normal haver zonas de ninguém em Portugal. Mas, como infelizmente se fez, reduzir o CDS a esse tema não é correcto.
Há aqui uma questão que também é cultural. Nestas questões tudo o que seja dito pelo CDS/PP é sempre apelidado de extremista, sem se querer analisar a bondade intrínseca das propostas. Um exemplo: dizer que em casos de desordem grave, antes se pensar nas causas se deve repor a ordem pública parece-me puro bom senso, parece-me ser o modo de actuação por esse mundo fora. Todavia, quando dito por PP caiu o “Carmo e a Trindade”.
Era, verdadeiramente, uma afirmação tão radical?
Por último, a ideia de que o CDS/PP é one man show e, mais importante, que o Partido se limita acriticamente a defender o que o líder defende é cada vez menos verdade.
Termino como acima: há muito mais CDS. Há muitas outras razões para votar CDS.
O programa do partido e este blog limitam-se a comprovar isso mesmo.
Um abraço a ambos e obrigado pelos comentários.
DDC
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