Rua Direita
Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Marcos Teotónio Pereira

Já repararam que mais tarde ou mais cedo estes três conceitos aparecem na mesma frase? Um sistema económico Socialista, totalitário ou não, é como que uma força de bloqueio à actividade económica. Com o tempo vai-se tornando mais eficaz acabando o país inevitavelmente, na ruína. Podemos dar muitos exemplos recentes disto e discutir os casos futuros (a velha Europa está cheio deles). As pessoas bem intencionadas do PS e do PSD (que as há) precisam de saber que uma sociedade solidária não se faz arruinando os países e prejudicando as gerações futuras. Não se faz com um sistema económico Socialista.

 

É possível ter uma Sociedade Solidária desde que o Estado tenha juízo. Desde que o Estado seja poupado e respeite o dinheiro que lhe está confiado. Desde que se encontrem os equilíbrios entre o incentivo à criação de riqueza e a promoção do bem comum.

 

 

 

Publicado Por Marcos Teotónio Pereira em 31/5/11
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Domingo, 29 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

 

 

 

"Colocaria mais ênfase na despesa e menos nas receitas, através do aumento da carga fiscal. O problema deste país foi criado pelos dois maiores partidos políticos, que desde a queda da ditadura, em 1974, conceberam um sector público sem barreiras ao crescimento e ao despesismo. E de repente, depois do colapso do Lehman Brothers, o sistema financeiro mundial impôs regras mais duras e encontrou na Grécia o elo mais fraco da zona euro..." [ Excerto da entrevista do Público de hoje ao economista grego Yannis Stournaras ]

 

Paralelismos evidentes com o caso português; assustador é que os sindicatos, os partidos da extrema esquerda, e em especial o PS continuam todas a negar esta realidade.

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 29/5/11
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Tomás Belchior

 

Vou eu tentar responder ao João Galamba para lhe dar algum alento na sua missão solitária.

 

O João diz que a acusação feita pela Inês Teotónio Pereira de que "o PS se especializou em atacar o estado social" é uma das muitas "críticas gratuitas e afirmações sem qualquer adesão à realidade" que ela tem feito nos seus artigos do Diário Económico. E para demonstrar a tal fraca adesão à realidade dessa acusação elenca uma série de medidas que o PS terá tomado nos últimos anos.

 

Não vou tentar rebater essa argumentação por duas razões. Por um lado, como tenho pouco respeito pelo estado social e pelas medidas tomadas em nome desse mesmo estado social, tenho receio de ficar a falar sozinho. Por outro lado, para questionar o que o João diz não preciso de recorrer à ideologia, basta-me a lógica.

 

Parece-me aceitável presumir que quando o Primeiro-Ministro se saiu com aquela tirada do "o défice aumentou porque nós decidimos aumentá-lo" estava (também) a falar das medidas que João diz que o PS tomou para reforçar e alargar o estado social. Ou seja, parece-me aceitável presumir que reforçar e alargar o estado social custa dinheiro, logo, que essas medidas contribuíram para a actual situação do país.

 

Sendo assim, das duas, uma: ou o João está a dizer que os cortes que vamos ser obrigados a fazer nos próximos anos não vão afectar o estado social, ou o João reconhece que, por culpa da má governação do PS, vamos ter de deitar para o lixo muitas das "conquistas civilizacionais" desse mesmo estado social.

 

A primeira hipótese, a confirmar-se, significa que o PS andou a desperdiçar o dinheiro dos contribuintes. A segunda hipótese, significa que, ao contrário do que o João afirma, quando o PS tomou as ditas medidas não estava a fazer mais do que assegurar o desmantelamento de uma parte significativa do estado social que jurou defender. Não sei qual delas a pior.

 

De qualquer maneira, usar qualquer uma das duas para justificar o voto em José Sócrates significa pedir aos portugueses para enfiarem a cabeça no mesmo buraco onde o PS enfiou a sua desde que teve de começar a recorrer aos PECs para defender o estado social da sua própria defesa do estado social.

Publicado Por Tomás Belchior em 29/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Gabriel Silva

 «Nós fizemos, mas eles criticam.» (José Junqueiro, PS)

Publicado Por Gabriel Silva em 24/5/11
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
Tomás Belchior

 

O nosso leitor Luís Liberdade pediu-nos no Facebook para comentarmos o facto de, nas suas palavras, o CDS "se ter rendido à perseguição jacobina às famílias com filhos" por ter assumido no seu manifesto que "nas actuais circunstâncias das finanças públicas, medidas [em sede de IRS] que rectificam a discriminação familiar são difíceis de levar à prática".

 

Esta frase do manifesto significa basicamente que não é possível, para já, introduzir o "quociente familiar" no cálculo do IRS, uma bandeira antiga do CDS. Esta impossibilidade tem uma explicação simples. Em 2007, na altura em que foi feito o relatório do grupo de missão para a natalidade, o impacto estimado desta medida era uma redução na receita do IRS que rondava os 500 milhões de euros por ano (5,4% da receita do IRS).

 

É uma ordem de grandeza que actualmente representa quase 3 vezes mais do que a receita adicional que vamos ter de arrecadar com os cortes nos benefícios fiscais já em 2012, representa quase o dobro do montante que irá resultar do aumento do IMI, representa praticamente o valor que o Estado vai receber com a revisão das taxas do IVA. Ou seja, é uma redução de impostos impensável no cenário actual e que continuará a ser impensável enquanto o cenário não se alterar. Ora, é precisamente para essa alteração de cenário que o CDS quer contribuir.

 

De qualquer forma, ao usar o termo "rendido" o Luís reconhece implicitamente no CDS coerência e consistência na defesa de políticas que, no mínimo, tratem as famílias em pé de igualdade. Uma coerência e consistência que, apesar de tudo, continuam presentes no manifesto eleitoral do CDS. O "visto familiar" em todas as medidas a ser aprovadas com a avaliação do impacto que terão no âmbito familiar está lá. A medicina familiar como base do SNS está lá. Uma política de educação centrada nos alunos e nas famílias está lá.

 

O facto de o CDS não se poder comprometer com a introdução do "quociente familiar" no IRS tem uma explicação simples: o socialismo do Eng.º Sócrates que levou o país à bancarrota. Ou seja, ficámos sem margem de manobra para, no imediato, fazer mais do que pagar as contas com que o PS nos vai deixar e tentar não comprometer definitivamente o futuro do país pelo caminho.

 

É lamentável, mas é a isto que o país ficou reduzido depois destes 6 anos.

 

PS: Este post foi-nos pedido através da nossa página do Facebook. Se quiser saber o nosso ponto de vista sobre alguma política ou ideia defendida pelo CDS, leia isto.

Publicado Por Tomás Belchior em 23/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

A culpa do pedido forçado de ajuda externa feito por Portugal não é só da crise financeira internacional e da crise da dívida soberana europeia, defende o Banco de Portugal, citado hoje pelo Público: "Os investidores internacionais singularizaram a economia portuguesa principalmente em função do elevado nível de endividamento externo e do baixo crescimento tendencial, em conjugação com níveis do défice e da dívida pública relativamente altos e superiores ao esperado".

Publicado Por Zélia Pinheiro em 20/5/11
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
Tomás Belchior

A extrema-esquerda anda a tentar explicar ao país que não vamos conseguir lidar com a "bola de neve" que representa o cocktail de dívida, juros, desemprego e recessão que o Eng.º Sócrates nos deixou. Como solução quer eliminar a parte da dívida e dos juros e juntar-lhe mais recessão e desemprego, sem perceber que, para evitar o aparecimento de bolas de neve, o que é preciso é que pare de nevar.

Publicado Por Tomás Belchior em 19/5/11
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Tomás Belchior

Já percebemos que Louçã acha qualquer juro agiota, exorbitante, especulativo. O que ele gosta é que nos dêm dinheiro de borla. Como não consegue obrigar os outros países da UE a fazê-lo, quer pôr o Estado a financiar-se gratuitamente no bolso dos portugueses. Belo plano.      

Publicado Por Tomás Belchior em 19/5/11
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Domingo, 15 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

Montante da ajuda do FMI em 1983 - 650 milhões

Montante da ajuda do FMI-FEEF em 2011 - 78.000 milhões

Isto não é 1983. Isto é mesmo 1890. Ou pior.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 15/5/11
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

Anunciam-se mais greves na CP, devido ao impasse entre o governo e os sindicatos, o que em nada ajuda a insustentável transportadora pública ou as alternativas de mobilidade dos portugueses.

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 13/5/11
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Filipa Correia Pinto

Sócrates voltou hoje a dizer que a dívida e a despesa pública aumentaram para pôr a economia a funcionar e para salvar o Estado social, em grande perigo por causa da crise internacional.


Mas ainda ninguém lhe perguntou, então, porque é que o PIB cresceu tão pouco, porque é que o desemprego nunca foi tão elevado e porque é que baixaram todas as prestações sociais.

Publicado Por Filipa Correia Pinto em 12/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Publicado Por David Levy em 10/5/11
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Rodrigo Lobo d´Ávila

 

"Eu paguei". Assim começa a frase de José Sócrates ,quando ia tentar mais uma vez fazer um "fó-ró-bó-dó" com a lenga-lenga submarinos, no debate de ontém.  Não é muito diferente, nem sequer está longe da celebre frase da saudosa Elisa Ferreira:"O dinheiro é do estado, é do PS". Estas duas frases, com a ideia subjacente dos recursos do estado como propriedade do Engenheiro e do PS, são as frases que melhor simbolizam a governação Socrática.  Uma governação em que, como nunca na história Portuguesa, uma classe dirigente chega ao poder e toma de assalto totalmente toda a máquina do estado , para depois a utilizar como rampa de lançamento para controlar determinados sectores estratégicos da sociedade. Tudo numa lógica de domínio total e de permanência absoluta no poder.

 

- É preciso fazer um Aeroporto e um TGV desnecessários, mas que vai dar uns votos ao PS? Que importa se o país se endivida monstruosamente, se é Sócrates que paga!!

 

- É preciso o Sr. Pinto de Sousa a  ir às escolas, distribuir computadores duvidosos aos meninos, para aparecer no telejornal da tarde? Qual é o problema, o dinheiro é do PS...

 

- É preciso tomar de assalto o BCP,  e assim controlar um dos mais importantes bancos nacionais... Quem paga? É o banco do PS Estado.

 

- É preciso em vésperas de eleições, subir os ordenados aos funcionários públicos e aumentar brutalmente a despesa pública (com uma série de outros gastos muito imaginativos), para "salvar a Economia Portuguesa" em nome do recém-descoberto Keynesianismo. Que interessa se isso contribui para o aumento gigante da divida pública portuguesa? Que interessa se isso põe o estado e o país à beira do abismo, se é bom para Sócrates e para o PS? Afinal o Estado é Sócrates, e o país é o PS.

 

Tudo se faz e todo o dinheiro público se esbanja para que, pela graça da Esquerda Gira e Moderna, Sócrates e o PS reinem absolutamente no país.

 

 

É por isso que ontem, Portas esteve muito bem em afirmar três ideias chave:

 

1) Sócrates não é o primeiro-ministro, é apenas candidato. Assim quebrou a ideia que o PS tem tentado passar "de que não há alternativa a Sócrates, logo ele tem que ser mesmo permanente". 

 

2) Sócrates é o principal responsável pela bancarrota do país. Durante o seu consulado foi cavado um buraco de perto de 80 mil milhões €, para o qual Portugal foi atirado.

 

3) O doente não pode ser tratado por quem o pôs às portas da morte. Ou seja José Sócrates não deve voltar para o governo, nem deve sequer ter hipótese de tocar com um dedo que seja nos 78 mil milhões que vão servir para saírmos do buraco em que estamos. Se tiver essa oportunidade ainda se lembra de fazer uma ponte daqui até aos EUA, em nome da "aproximação de nações culturas" ou outra patetice qualquer.

 

P.S.: Foi bom ouvir Portas a usar a palavra Triunvirato em vez da "chique" designação Troika. Por pior fama (merecida ou imerecida) que tenham o FMI, BCE e Comissão Europeia,  compara-los a tribunais sumários estalinistas (que se divertiam a executar massivamente camponeses ucranianos),  é de um grande mau gosto e falta de cortesia, pelo que nunca deveria ter sido utilizado, principalmente pelos senhores membros do governo.

Publicado Por Rodrigo Lobo d´Ávila em 10/5/11
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