Rua Direita
Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Helena Costa Cabral

Já tudo foi dito, por isso não me alongo nas despedidas: foi uma honra fazer parte de um projecto tão decisivo, competente, motivador e entusiasmante como este. Muito obrigada a todos e parabéns especialmente aos mais trabalhadores que eu tanto admiro.

 

O nosso factor de união, o CDS, está de parabéns por ter crescido, por se ter assumido como uma verdadeira alternativa e por ter dado esperança a tantos desiludidos com o panorama político nacional. Vai fazer toda a diferença neste novo governo, para bem de Portugal.

 

Uma palavrinha final e uma sugestão para Sócrates y sus chicos: tchauzinho. Como já não se aguenta a banda sonora do Gladiador, sugiro a alteração para um clássico dos The Cure que inspirou o título deste post.

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Publicado Por Helena Costa Cabral em 7/6/11
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
João Ferreira Rebelo

Durante alguns tempos andamos por aqui a trocar umas ideias, muito saudáveis e sustentadas, sobre o que seria bom para Portugal na próxima legislatura. Já não precisamos neste momento de explicar o que é o verdadeiro voto útil.

 

Os resultados estão à vista. São cada vez os que pensam como nós e que acreditam que o CDS faz parte activa da solução que todos precisamos. Agora é altura de dar o voto de confiança.

 

Foi um prazer andar por aqui, o meu muito obrigado a Todos os vizinhos e a Todos quantos nos seguiram e connosco trocaram argumentos.

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Publicado Por João Ferreira Rebelo em 6/6/11
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Filipe Diaz

A noite de ontem trouxe-nos uma série de vitórias:

 

i. a maioria absoluta de direita, PSD (com 105 deputados) e CDS (com 24 deputados) juntos ultrapassam confortavelmente a barreira dos 115 deputados;

 

ii. a eleição de dois deputados aqui da Rua - Parabéns Inês e Adolfo;

 

iii. a estrondosa derrota do PS;

 

iv. a demissão do vencido José Sócrates (imediatamente despojado do temor reverencial de que parecia gozar) e, assumindo que por uma vez na vida cumpre o que promete, a garantia de que não assumirá qualquer cargo;

 

v. a redução do Bloco de Esquerda ao seu real esvaziado significado;

 

and, last but not least

 

vi. a certeza que o peso do CDS na sociedade portuguesa é actualmente muito maior do que aquele que revelam os números da urnas, penalizado que foi nas últimas semanas pelo incessante e aterrorizador apelo ao “voto útil” e cego.

 

A terminar, se me é permitido, um recado aos novos governantes... mãos à obra, que o país não pode esperar, a tarefa não é fácil, há muito para fazer e têm de mostrar aos portugueses que estão à altura do desafio e que, juntos, podemos fazer (muito) mais e melhor! 

Publicado Por Filipe Diaz em 6/6/11
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Domingo, 5 de Junho de 2011
António Sousa Leite

José Ribeiro e Castro acabou de ser eleito pelo Porto! No Concelho até agora estamos a subir 3 pontos

Publicado Por António Sousa Leite em 5/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
António Folhadela Moreira

Poderei estar enganado mas poucos serão os que tendo já decidido ir votar ainda não decidiram em quem votar. E por isso este meu post destina-se a um grupo pequeno de pessoas, aquelas que, por alguma razão, estão na dúvida entre votar no partido A ou no partido B. Mais concretamente eu dirijo-me àquelas pessoas para quem o partido A é o CDS e o B é outro partido qualquer.

 

Se o tal "outro partido qualquer" for o PS eu faço um apelo aos indecisos a quem me dirijo. O melhor critério para avaliar o que quer que seja é o resultado. E o resultado da governação do PS e de José Sócrates está à vista, não vale sequer a pena voltar ao mesmo porque todos sabemos demasiado bem o estado a que chegamos.

 

Mas o problema do líder do PS já não é só a questão da sua incompetência, é antes de mais uma questão de carácter, mas é por tudo isso que o PS não vai ganhar estas eleições. Aliás, o "empate técnico" que nos "venderam" durante 3 longuíssimas semanas a fio é, e sempre foi, uma ficção (intencionalmente?) construída em benefício do PS e PSD.

 

Por isso, em face do "critéro do resultado", se está na dúvida entre votar PS ou noutro partido, vote no outro, sendo certo uma coisa, se o "outro partido" for o PSD está a trocar uma camisola suja e gasta por uma outra camisola quase igual, embora mais lavadinha e ligeiramente mais nova.

 

Lembrem-se que enquanto o PS esteve a arrastar-nos para o terreno lodoso onde atascou o país, o PSD nunca foi a oposição que o país precisou. Quando o país tinha o governo PS a aumentar exponencialmente a dívida pública, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Luís Filipe Menezes ou a Marques Mendes.

Quando o país tinha o governo PS a subir generalizadamente os impostos, teve o PSD a discutir se mantinha a liderança do partido em Marques Mendes ou a dava a Luís Filipe Menezes.

Quando o país tinha o governo PS a nada fazer para conter a subida do desemprego e a instrumentalizar de uma forma nunca vista o aparelho de Estado, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Manuela Ferreira Leite ou a Passos Coelho.

Quando o país tinha o governo PS depauperar o erário público para pagar juros incomportáveis, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Passos Coelho ou a Paulo Rangel e, logo que decidiu essa questão, teve o PSD a aprovar com o PS 3 PECs e 2 Orçamentos de Estado.

 

E por isso, aos poucos a quem me dirijo, lanço um apelo. Votem no único partido que durante 6 anos se concentrou, apenas e só, no país e nas medidas que o país tinha que tomar para que o nosso futuro seja melhor que o nosso presente. Votem no único partido que uma vez no governo é um garante que o PSD dará ao país o melhor que tem para dar e não resvala para o seu pior, tornando-se demasiado parecido com o PS dos últimos 6 anos.

 

Aos poucos a quem me dirijo, Votem CDS.

 

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Publicado Por António Folhadela Moreira em 3/6/11
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Manuel Salema Garção

Depois de publicar esta imagem no meu facebook, não aguentei e tive mesmo que a publicar aqui no Blog da Rua Direita!

 

Este é um dos objectivos, estamos na recta final e temos muito que mudar neste  país. Ontem no jantar gostei de ver que nem falámos da "pequena" esquerda, este foi o Sr. mais criticado, este é o culpado do estado em que vive a nação, foi este senhor que nos deixou despidos e foi encomendar roupa lá fora, foi este o Sr. dos Magalhães, foi este o Sr. que andou a dar voltinhas pelo mundo à procura de negócio para o país, pois onde estão esses negócios? onde estão os nossos protocolos, com Espanha, Venezuela, ect etc... onde estão? acabou... que se cale para sempre!

Portugal agradece! É HOJE QUE PORTUGAL VAI MUDAR, COM TODOS!

 

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Publicado Por Manuel Salema Garção em 3/6/11
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Tiago Pestana de Vasconcelos

Porque votar? Porquê votar em determinado partido? Porquê não votar no partido que merece?

 

Ouvia ontem na TSF, num programa que pretende estar à margem da campanha dos partidos, uma senhora dizer que todas as pessoas deveriam ir votar, e quem não fosse deveria levar uma multa. Muito resumidamente também entendo que o voto é capaz de ser o principal dever de uma democracia, cabendo ao Estado o ónus de pugnar pela sua obrigatoriedade. Não gostam do regime, votem em branco, não gostam dos 17 (?!?!) partidos que se apresentam a eleições, criem um novo, sentem-se chateados por terem de ir votar, puxem pela imaginação e escrevam no boletim de voto aquilo que lhes vai na alma. No meu entendimento a participação eleitoral não é um direito é um dever, assim, se mais razões não existissem, esta deveria ser suficiente para toda a gente ir votar e expressar a sua vontade do modo que entender mais conveniente (até com uma prosa engraçada para os senhores das mesas de voto se divertirem no final de um longo dia)…

 

Eu voto! E voto no CDS… Nem sempre votei no CDS, por vezes votei mesmo contra o CDS. O meu voto não é de ninguém independentemente da minha filiação partidária. A expressão da minha vontade deve traduzir apenas aquilo que, em determinado momento, eu entendo que o país precisa. Neste momento o país precisa de definição, não precisa de um mal menor. Não vou fazer um apelo para os votantes do PSD votarem no CDS, faço apenas o apelo para que votem em consciência. Eu sinto, e essa convicção neste momento é profunda, que não há nenhum outro partido, nem mesmo nenhum outro presidente de partido, que esteja tão bem preparado para contribuir para o exigente governo do país que se adivinha nos próximos anos. Não quero dizer que o Passos Coelho ou o PSD (por razões de decoro não me refiro sequer ao PS ou ao “Inginheiro”) são piores que o Portas, quero apenas dizer que, neste momento, o CDS é melhor, está melhor e merece mais a confiança dos eleitores.

 

Dito isto importa fazer um último apelo, não votem por medo, não votem por calculismo, não votem no mal menor. Se acham que o CDS é melhor, votem no CDS… Se entendem que o PSD é melhor, votem no PSD. Não deixem, no entanto, de o fazer em consciência. O voto útil é aquele que serve para expressar a nossa vontade, todos os outros são concessões ao medo que, em democracia, não deve imperar.

 

Bom final de campanha e bom dia de reflexão!

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Publicado Por Tiago Pestana de Vasconcelos em 3/6/11
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
José Meireles Graça

Há em cada eleição três, e apenas três, tipos de eleitores: os abstencionistas e votantes em branco, que delegam a escolha nos que votam; os clubistas, que votam sempre no mesmo partido; e os que dão o seu voto aos políticos de cujas promessas menos descrêem, na exacta medida em que entendam que tais promessas lhes convêm - a eles mais do que à comunidade.

Os votantes em branco querem enviar uma mensagem à classe política e aos outros eleitores. É duvidoso que uns e outros os ouçam, e, mesmo que ouvissem, não saberiam quais as correcções de trajecto que os levariam a votar - os votantes em branco irmanam-se na rejeição mas não nas soluções.

Dos clubistas - entre os quais me conto - o PCP é o que está mais bem servido, não evidentemente em valores absolutos mas em percentagem de fiéis. Mas todos têm o seu núcleo duro, e é este núcleo que explica que nenhuma projecção dê ao PS menos de 25%.

Os restantes, que vão decidir esta como decidem todas as eleições, foram traídos quando votaram no PS, porque não há promessa que tenha sido honrada, declaração que não tenha sido infirmada, tropelia que não tenha sido cometida, tudo cumulando com a colocação do País em regime de protectorado por diabos estrangeiros. Foram traídos muitos dos que votaram no BE porque queriam a síntese entre a igualdade que o PCP promete e a democracia parlamentar que o PS subscreve, e em momento algum o BE foi convincente a demonstrar que esse objectivo era viável. Foram traídos muitos dos que votaram no PSD porque sempre o PS deu a impressão de estar a levar até às últimas consequências vícios e erros que vinham de trás e sempre o PSD deu a impressão de estar à espera da situação ficar suficientemente podre para o Poder lhe cair nos braços.

O eleitorado está descrente, amedrontado e irado. O País tem sido governado por gente generosa, bem-falante, convincente e com as marcas registadas do progresso, da democracia, do bem-estar e da preocupação com os pobres. Deu no que deu.

Está na hora de testar uma marca nova.

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Publicado Por José Meireles Graça em 2/6/11
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Um tal de Zé Maria, comentou angustiado o meu post sobre Paulo Portas e a concorrência. A dúvida dele é se se pode confiar no CDS para manter a sua ideologia e se não será mais útil votar no "próximo" PM, para garantir a derrota de Sócrates. A primeira resposta é SIM, sem qualquer margem para dúvidas; a resposta à 2ª é NÃO, COMO O DEMONSTRAM OS ÚLTIMOS 30 ANOS E AS ÚLTIMAS 30 SEMANAS.

 

O que escrevi em resposta ao seu comentário, fica aqui, para o caso de poder ser útil a mais alguém.
"Compreendo as suas preocupações, mas também queria alertá-lo para o seguinte: o CDS não esqueceu nem os seus princípios nem as suas ideologias, apesar de estar em campanha eleitoral. Apelar ao voto na "competência", no caso do CDS, é não só justo como sobretudo oportuno. Foi este partido quem de longe mais trabalhou nas últimas legislaturas. Pedir o voto pela competência em vez da ideologia, não significa que não se tem ideologia: significa antes que para além da ideologia há outros factores que merecem ponderação.

Ninguém no seu perfeito juízo acredita que o CDS deixou de ser democrata cristão, só porque "em matérias sociais está à esquerda do PSD". E isto apenas neste preciso momento histórico...

Noto ainda que o manifesto do CDS contém uma série de propostas que se irão traduzir rapidamente em medidas concretas. Em várias áreas. E sublinho que o mais importante, o grosso das medidas que qualquer governo tomará, são as que decorrem da aplicação do memorando assinado com o triunvirato.

Finalmente, entendo que o PSD não engana, tal como o algodão. As dificuldades de transmissão da mensagem de que fala, não são fruto do acaso. São uma consequência da falta de organização do PSD e da falta de força de Passos Coelho para mandar no seu próprio partido. Veremos como se safa quando for Primeiro Ministro.

Descanse quanto ao voto útil. O PS não vai ganhar as eleições, nem vai ficar perto disso. As sondagens andam a ser manipuladas por duas razões principais: não conseguem captar o fenómeno da rejeição a Sócrates e interessa aos dois partidos do centrão manter a dúvida para pressionar ao voto útil.

Por conseguinte, é muito mais ÚTIL votar CDS e garantir que Sócrates perde por muitos, assegurando que o próximo governo é equilibrado, do que escolher votar num futuro primeiro ministro que nem consegue mandar no seu próprio partido.

Mas enfim, o voto é livre. Boa escolha"

Aqui acrescento apenas: quem preferir votar "útil" no sentido em que interessa aos dois partidos do centrão, depois não se venha queixar de que o País não muda, que continua tudo na mesma e que assim não vamos lá.

 

AGORA MAIS DO QUE NUNCA IMPORTA VOTAR EM RUPTURA, PARA ASSEGURAR MUDANÇA. NO CENTRO DIREITA, ISSO IMPLICA VOTAR CDS. PARA GARANTIR QUE O PRÓXIMO GOVERNO É CONSISTENTE.

 

ESTE É O MOMENTO!

POR TI. POR TODOS. PORTUGAL

Publicado Por Francisco Meireles em 31/5/11
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José Meireles Graça

rui a. é uma das pessoas - e não são muitas - que leio sempre com atenção e gosto. E não posso dizer que discorde, no essencial, de muito do que aqui diz sobre a história do CDS. Mas a política é, entre outras coisas, a arte do possível.

 

O discurso e a prática que rui a. gostaria que o CDS tivesse tido e tenha será doutrinariamente puro; mas a pureza na política paga pouco. Que o diga o PCTP/MRPP.

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Publicado Por José Meireles Graça em 31/5/11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Miguel Sanches

Tanto PS como PSD entram nesta ultima semana de campanha em busca do voto dos indecisos. Em comum têm a Teoria do Mal menor.

 

Para PS esta teoria consiste em criar nos ditos eleitores a ilusão de que o País aguentava-se bem de PEC em PEC, nao fosse o PSD estar cheio de sede para chegar ao pote e insta ao medo de que, caso este lá chegue, irá acabar com tudo e privatizar o resto.

Para o PSD, o País já bateu no fundo e o que importa é correr com Sócrates. Para estes a teoria recupera o bom estilo tiririca, pior do que está não fica!

 

Perante isto, meus amigos, o eleitor indeciso encontra no CDS um oásis de responsabilidade, coerência e pragmatismo capaz de reforçar uma solida maioria verdadeiramente de direita recuperando também a Doutrina Social da Igreja presente na matriz do CDS, coisa que apenas agora alguns arautos descobriram.

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Publicado Por Miguel Sanches em 30/5/11
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João Monge de Gouveia

Passos Coelho assumiu ontem em campanha que se formar governo com o CDS não conseguirá cumprir a promessa de reduzir para dez o número de Ministérios no governo.

 

Ora, Passos sabia que a promessa que fez não era possível de ser cumprida.

 

Em primeiro lugar, porque segundo o próprio, sempre admitiu que convidaria o CDS para o governo, mesmo com maioria absoluta. logo, só por aqui, já era impossível cumprir esta promessa.

 

Depois porque acabar com o ministério da Agricutura ou juntar a Administração Interna com a Justiça são erros clamorosos.

 

Vejamos:

 

1 - Juntar o Ministério da Administração Interna com o da Justiça seria uma grande irresponsabilidade, nem que seja porque não poderá um Ministro andar preocupado com os problemas de segurança e dos policias, bem como com uma reforma neste sector, e preocupar-se também com a urgente e tão necessária e grande reforma do sector da justiça.

 

2 - Acabar com o Ministério da Agricultura quando em 2013 se vai renegociar o PAC em Conselho de Ministros europeu, sem termos um Ministro da Agricultura é um erro, sendo este sector um dos mais importantes para o nosso País.

 

Passos, sabia e sabe que não vai cumprir, assim tenta, já, mandar as culpas para o CDS...

 

será mesmo assim que quer começar uma coligação pós eleitoral? ou será mais um tiro no pé?

 

 

Publicado Por João Monge de Gouveia em 30/5/11
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
João Lamy da Fontoura

O CDS nasceu sob fogo. Mas resistiu. O CDS quase deixou de ter grupo parlamentar. Mas resistiu. O CDS viu a sua implantação autárquica muito reduzida. Mas resistiu. O CDS viu o seu desaparecimento profetizado muitas vezes. Mas resistiu. O CDS até mudou de nome. Mas resistiu. Contra modas, ventos, preconceitos, marés, maiorias absolutas e sondagens, o CDS resistiu sempre. E, apesar dos altos, dos baixos e das flutuações estratégicas, resistiu sem modificar o seu ADN. Um ADN que é feito de múltiplas perspectivas ideológicas, mas que se sintetiza na liberdade individual, na independência da sociedade, na subsidiariedade da intervenção do Estado e no foco na questão social. Um ADN de empenho na prosperidade nacional, mas que recusa que o Homem fique ao serviço do Estado.

 

Foi com esse ADN que o CDS resistiu e persistiu. Que venceu a batalha da credibilidade. Que se tornou essencial em tantas autarquias. Que construiu o grupo parlamentar mais produtivo da Assembleia da República. Que comprovou a sua consistência. Que soube merecer a confiança de tantos portugueses. Que se afirmou como a diferença entre uma simples alternância e a verdadeira alternativa. E é por causa desse ADN que, para enfrentarmos a crise que um socialismo viciado no dinheiro dos outros precipitou, o CDS propõe um caminho descomplexado que é, a um tempo, um trilho de realismo e de esperança.

 

É tempo de impedir o socialismo de continuar a afundar Portugal. É tempo de, neste momento difícil, aproveitar a capacidade de resistência do CDS. E é tempo de pôr o ADN do CDS realmente à prova. «Este é o momento».

Publicado Por João Lamy da Fontoura em 27/5/11
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João Monge de Gouveia

Aqui está o sinal de um bom resultado no dia 5 de Junho e a prova de que:

 

Há cada vez mais pessoas a pensar como nós!

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Publicado Por João Monge de Gouveia em 27/5/11
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António Folhadela Moreira

Ainda voltando à ameaça já recorrente do PSD para tentar desviar votos do CDS, desta vez lançada por Carlos Botelho, cujo argumentário me pareceu estar para a riqueza de ideias como as rações animais estão para a arte renascentista, é caso para perguntar se Passos Coelho e o PSD não começam a ficar demasiado parecidos com Sócrates e com o PS, respectivamente.

 

Senão vejamos,

   O discurso de Passos Coelho é obscuro e nunca se percebe muito bem o que é que o senhor quer dizer quando fala. O de Sócrates também.

   José Sócrates muda de ideias com a mesma facilidade com que bebe copos de água. Passos Coelho também.

   O PSD diz que ou votam nele ou o José Sócrates fica. O PS diz que ou votam nele ou o PSD vem.

 

É caso para dizer que com tantas semelhanças está explicado o empate técnico das sondagens.

 

E como já antes conclui, é por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

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Publicado Por António Folhadela Moreira em 27/5/11
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João Monge de Gouveia

Estive ontem à noite no meu primeiro jantar desta campanha em Santarém.

 

Foi para mim uma enorme surpresa ver uma sala completamente cheia, segundo a organização cerca de 900 pessoas, e nem um único autocarro à porta do Jantar.

 

O que vi foram 900 pessoas a gritar CDS e convictas, como eu estou e fiquei ainda mais depois de ontem, que este é o momento!

 

 

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Publicado Por João Monge de Gouveia em 27/5/11
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve hoje nos Açores onde considerou que o CDS está muito perto de pela primeira vez na sua história eleger um deputado.

 

Por outro lado recebeu um merecido elogio por parte do presidente da Federação Agrícola dos Açores acerca das sucessivas intervenções do CDS em defesa do mundo rural.

 

Se no próximo dia 5/Junho o feeling de Paulo Portas se confirmar com a eleição de um deputado num círculo eleitoral onde a agricultura tem um peso sócio-económico tão importante como acontece nos Açores essa será a justa recompensa pelo CDS não ser mais um daqueles partidos que usa os temas que defende de forma descartável e em vez disso fá-lo de forma coerente, assídua e empenhada. Ou seja, será o prémio por o CDS ser um partido de convições.

 

É por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 26/5/11
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Margarida Bentes Penedo

O dr. Luis Nobre Guedes deu uma entrevista.

 

O dr. Luis Nobre Guedes é uma cruz que o CDS tem de arrastar.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 26/5/11
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Francisco de Almeida

Ainda existe muita gente que afirma que é indiferente o próximo governo de Portugal. O MOU da Troika é explicito no que diz respeito ao que temos de fazer, e por isso é só seguir essas indicações...

 

Gostava de relembrar, uma vez mais o quão importante é a eleição do dia 5 de Junho.

 

Multiplicam-se actualmente as notícias de dificuldades na Grécia, sendo já admitida a hipótese do FMI não libertar mais fundos por falta de garantias (aqui). Começa também a ser admitida a possibilidade da Grécia não ser capaz de pagar o que deve, e de ter de ser afastada do Euro. Estamos na iminência de testemunhar o retrocesso de anos de desenvolvimento dum país com o qual tantos nos comparam.

 

O MOU impõe a Portugal uma enorme responsabilidade e um desafio ainda maior. Durante centenas de anos fizemos uma dura caminhada rumo ao desenvolvimento, correndo agora o risco de ser rasteirados, pisados e ultrapassados; levantando-nos fracos e duridos para reiniciar a caminhada na companhia de países mais bem preparados e com mais "pedalada" que nós. É essencial que nos fortaleçamos e que nos mantenhamos no pelotão da frente. Acredito que nenhum Português deseje o contrário.

 

Para isto precisamos dum governo forte, coeso, com vontade de servir o país e com capacidade de unir os Portugueses.

  • Sócrates já demonstrou ser incompetente;
  • PPC não tem uma equipa nem forte nem coesa e não demonstra capacidade de unir sequer o seu próprio partido;
  • Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã querem evitar o "tropeção", "atirando-se para o chão" e convidando as pisadelas dos restantes países;
  • Paulo Portas tem um partido unido, uma equipa de enorme qualidade, conhecimento dos problemas que enfrentamos, e a capacidade de merecer a confiança dos Portugueses.

Parece-me óbvio quem está mais bem equipado para assumir esta responsabilidade.

 

Não estamos apenas a escolher um futuro PM ou governo, estamos a escolher o futuro de Portugal!

 

 

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Publicado Por Francisco de Almeida em 26/5/11
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
João Ferreira Rebelo

Do Manifesto do CDS, no que respeita à saúde e mais especificamente ao SNS, pode ler-se que uma das medidas propostas passa por sensibilizar os cidadãos para o facto de o SNS ser tendencialmente gratuito no momento da utilização, mas que tem, evidentemente, custos públicos muito elevados.

 

Este é um ponto chave em qualquer análise que se faça do SNS e da saúde em geral. Pese embora os cidadãos paguem apenas taxas moderadoras aquando da utilização de serviços médicos, a verdade é que os custos incorridos com esses mesmos serviços são bastante elevados e desconhecidos por quem os utiliza. Não podemos esquecer que apesar de não pagarmos “pela saúde” o seu verdadeiro custo no momento em que recorremos ao SNS, estamos a pagar esses mesmos serviços através dos nossos impostos, pelo que é urgente analisar a estrutura de custos do SNS e torná-lo mais eficiente.

 

Para melhor se perceber a lógica de funcionamento do SNS, é necessário distinguir três realidades que muitas vezes são confundidas: (i) o financiamento, (ii) a prestação dos serviços médicos, (iii) a utilização desses mesmos serviços.

 

Começando pelo fim, ou seja, quanto à utilização dos serviços de saúde, por muito que certas vozes de esquerda gostem de dizer o contrário, nunca o CDS teve como objectivo a limitação de acesso ao SNS por parte dos cidadãos. Bem pelo contrário. O acesso ao SNS, em consonância com a nossa constituição, deve ser garantido a todos os cidadãos  e ser tendencialmente gratuito no momento da sua utilização. Contudo, com as tamanhas listas de espera, essa garantia de acesso está fortemente beliscada, mais que não seja em tempo útil. Significa isso que, melhorar a eficiência do SNS, quer ao nível do financiamento, quer ao nível da prestação dos cuidados, terá como consequência necessária uma mais efectiva garantia de acesso universal.

 

Nesta medida, quando o CDS se propõe a tomar medidas, quer ao nível do financiamento, quer ao nível da prestação dos cuidados, significa que não eliminará quaisquer garantias de acesso dos cidadãos aos serviços que necessitem, mas, mais ainda, criará condições para que esse acesso seja efectivamente universal e em tempo útil.

 

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 25/5/11
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Victor Tavares Morais

Ainda a propósito da TSU, António Nogueira Leite opinou ontem, em entrevista ao DE, que o PSD tem uma equipa económica tecnicamente superior à do CDS.

 

Talvez convenha recordar que: José Sócrates teve o seu Governo rodeado por muitos e bons consultores económicos, nacionais e alguns internacionais (pagos a peso de ouro), e o aconselhamento da mais fina-flor da gestão do regime e da banca nacional… com os resultados que todos conhecemos. 

 

Ou, ele inventou isto sozinho?

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Publicado Por Victor Tavares Morais em 25/5/11
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Tomás Belchior

 

Esqueça as sondagens, as tácticas e as bocas. É muito fácil decidir em quem tem de votar no próximo dia 5: 

  1. Para o CDS, o seu voto vale o triplo do que para o PS ou para o PSD;
  2. O voto no CDS tem uma relação qualidade/preço imbatível: com 10,4% dos votos, o CDS é penalizado e só tem 9,1% dos deputados, mas foi responsável por 34% das iniciativas legislativas que representam 81% do seu programa eleitoral, 44% das perguntas e requerimentos dirigidos ao governo, 24% das iniciativas legislativas aprovadas;
  3. Esta promoção só é válida para estas eleições: numas próximas eleições, se o CDS aumentar a sua votação, para o partido, o seu voto vai valer relativamente menos. Se o CDS diminuir a sua votação, a penalização na transformação de número de votos em deputados será maior, logo, dificilmente será tão eficaz.
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Publicado Por Tomás Belchior em 25/5/11
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Tomás Belchior

 

No seguimento deste "post pedido" gerou-se uma discussão interessante, tanto nos comentários do post como na nossa página do Facebook, que me parece importante resumir.

  1. O "quociente familiar" que o CDS defende desde há muito é resumidamente uma redução de impostos para as famílias com filhos e uma redução proporcional ao número de filhos.
  2. Esta medida não é uma medida contra ninguém, é uma medida a favor das famílias.
  3. Ou seja, é justo que as famílias com filhos passem a pagar menos impostos que as famílias com filhos mas não é justo que as famílias sem filhos passem a pagar mais impostos do que as famílias com filhos.
  4. Financiar esta medida com um aumento de impostos correspondente significa que, para conferirmos direitos a uns portugueses, estamos a retirá-los a outros, pelo caminho deixando o Estado intacto.
  5. Financiá-la com aumentos de impostos significa que estamos a substituir uma discriminação fiscal por outra discriminação fiscal, anulando qualquer efeito positivo que pudesse resultar da introdução do "quociente familiar" e reduzindo a liberdade das famílias sem filhos pelo caminho. Nada isto é desejável ou sequer aceitável.
  6. Financiá-la com uma redução de impostos, compensada com a respectiva redução da despesa, significa que é o Estado que tem de se encolher para dar espaço a um tratamento favorável das famílias.
  7. O CDS, ao dizer na página 63 do manifesto eleitoral que "propõe uma reforma profunda do IRS no sentido da sua simplificação [...] e com o reforço do conceito de mínimo de existência familiar (em vez da multiplicação incoerente e não equitativa de excepções e benefícios), de forma a promover o valor da mobilidade social e avançar, progressivamente, para um IRS mais amigo da família e atento ao número de filhos" está de novo a comprometer-se com a introdução do quociente familiar na fórmula de cálculo do IRS.
  8. O CDS, ao dizer na mesma página 63 do manifesto que "nas actuais circunstâncias das finanças públicas, medidas [em sede de IRS] que rectificam a discriminação familiar são difíceis de levar à prática" o CDS está não só a comprometer-se de novo com a introdução do quociente familiar mas também a comprometer-se com a defesa da liberdade individual de todos os portugueses, com ou sem filhos.
  9. Podemos discutir a lógica, os métodos ou mesmo os impactos desta medida.
  10. O que não podemos fazer é chamar a isto socialismo.

 

PS: Este post vem no seguimento de um pedido feito através da nossa página do Facebook. Se quiser saber o nosso ponto de vista sobre alguma política ou ideia defendida pelo CDS, leia isto.

Publicado Por Tomás Belchior em 25/5/11
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António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve ontem no Porto onde teve uma recepção que foi um enorme sucesso. E estas vindas à baixa do Porto são, normalmente, um barómetro muito mais rigoroso do que muitas sondagens. Quando em 2009 o CDS tinha cerca de 6% nas sondagens e foi recebido triunfalmente na Rua de Sta. Catarina eu arrisquei, junto daqueles que me são mais próximos, que era mesmo dessa vez que o CDS voltaria a ter mais que 10% dos votos, pois só essa votação era compatível com a "nota" que o CDS tinha tido no seu "teste do Porto".

 

Seja como for, ontem, vinda do meio da multidão, uma senhora chegou-se ao presidente do CDS e disse-lhe à frente das câmaras que apesar de ser do PSD vai votar em Paulo Portas (o mais certo é que a senhora não vote em Aveiro mas todos percebemos o sentido da frase).

 

Ora, a recepção que o CDS ontem teve e o que a tal senhora "teve" que dizer a Paulo Portas, são casos ligados entre si. Os dois momentos são um sintoma de que a recente subida do PSD nas sondagens não se fez à custa do CDS, mas sim à custa do PS e da captação da intenção de votos de alguns indecisos, mas que o crescimento do CDS está em grande medida a dar-se à custa de uma parte (a parte à direita) do eleitorado do PSD que se cansou de ver o PSD demasiadas vezes errático, com um discurso inconstante e com posições sucessivamente parecidas com as do PS (e muitas vezes ao lado do PS).

 

Por outro lado, o CDS tem oferecido um discurso estável, com prioridades bem definidas e constantemente defendidas. Acima de tudo o CDS tem feito um discurso que as pessoas compreendem e entendem que dá resposta a problemas reais. E a direita tende a gostar destas coisas.

 

Isto leva-nos então à seguinte pergunta, porque razão os ataques do PSD ao CDS têm vindo a subir de tom ultimamente, às vezes até para além do aceitável? Se o PSD sabe que está a crescer sem ir buscar votos ao CDS e se sabe que precisará sempre do CDS para ter uma maioria no parlamento, porque se dá ao trabalho?

 

A resposta é simples, porque quer ter um CDS com pouco peso numa futura coligação. Mas é precisamente por esta razão que o eleitorado de direita, e sim, acho que há algum no PSD, deve votar no CDS e não no PSD.

 

O voto no CDS não só não prejudica o PSD de vir a ser o partido mais votado (desde que este saiba ir buscar votos ao PS, como desde a última semana me parece estar a conseguir fazer), como é a garantia que o PSD no governo tem um travão que o impede de resvalar para a esquerda.

 

Publicado Por António Folhadela Moreira em 25/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Telmo Correia pediu para o CDS uma votação superior à soma dos votos da CDU e do BE.

 

Devo dizer que isso dar-me-ia um prazer especial, não por considerar que isso é imprescindível para que CDS e PSD juntos tenham a maioria absoluta dos deputados da AR, mas simplesmente porque considero que isso seria um sinal de um avanço civilizacional de Portugal.

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Publicado Por António Folhadela Moreira em 24/5/11
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Maria João Marques

O CDS tem sido, nos últimos anos, o único partido que perante constrangimentos orçamentais não pula de imediato para a ideia (recorrente no PS e no PSD) de aumentar este imposto ou aquele.

 

E não nos enganemos: o grau de liberdade face ao Estado de um cidadão mede-se acima de tudo pela quantidade dos recursos individuais de que o Estado se apropria. É mais livre um país onde não existe cheque ensino nem possibilidade de escolha na saúde e dê grande enfoque às prestações sociais mas que tenha uma carga fiscal X% do PIB, do que um país onde há liberdade na escolha das escolas (públicas ou privadas) e nos prestadores de cuidados de saúde mas que tem uma carga fiscal fiscal de duas vezes X% do PIB. E quem diz livre diz também próspero.

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Publicado Por Maria João Marques em 24/5/11
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Nuno Miguel Guedes

Agora que as sondagens proclamam finalmente o separar das águas (como se pode ver aqui) e pela primeira vez me parecem sensatas quanto ao resultado do CDS, pergunto-me se o debate entre Passos Coelho e Sócrates tenha alguma coisa a ver com isto. Dizem-me que sim: que PPC venceu inequivocamente o debate, que Sócrates terá sido esmagado, que esse método rigoroso dos 659 telefonemas de amostra a seguir ao visionamento davam o primeiro-ministro como morto e enterrado. 

 

Duvido: ou vi outro debate ou Passos Coelho esteve durante demasiado tempo intimidado pelo seu adversário, que usou as costumeiras retóricas de bolso e as emoções televisivas do costume: indignação, perplexidade, como podem fazer isto ao meu país, eu que fiz tudo etc. Passos Coelho teve sem dúvida bons momentos - o mais importante e eficaz aquele em que lembra ao primeiro-ministro que ele irá ser julgado não pelo que vai fazer mas pelo que fez e ainda está a fazer  -  mas aquela declaração final em que se justificava, quase pedindo desculpa foi desastrosa. Enfim, talvez seja só eu. 

 

O que é certo é que começou o peditório para a maioria absoluta. E evidentemente, os ataques ao CDS vão subir de tom, como Sócrates já não existisse. Este tipo de arrogância pré-eleitoral pode custar caro ao PSD. Declarações tontas como esta de Nuno Sarmento  já revelam algum medo e o habitual putativo direito aos votos do eleitorado de centro-direita que o PSD historicamente sempre achou que deveria ter. 

 

Por nós, estamos tranquilos. O CDS cresce e é cada vez mais garante de uma transição rigorosa e fluida para dias melhores. Que o PSD se preocupe com outros adversários, bem mais perto deles. Nós por aqui continuamos a trabalhar. 

Publicado Por Nuno Miguel Guedes em 24/5/11
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José Meireles Graça

À esquerda, vai um grande griteiro: Não pagamos!


Do nosso lado, que assinou o MoU pelo estado de necessidade em que uma governação demencialmente suicidária deixou o País, reina sobre a renegociação da dívida um grande silêncio. É natural: ainda quase nada foi feito para começar a dar baixa dos itens constantes do cardápio triunviral, por o volume e a natureza das mudanças necessárias requererem uma legitimidade democrática fresca; e sem ver claro qual o real impacto das mudanças, por um lado, e a determinação e competência técnica e política de quem as vier a aplicar, por outro, será cedo para pensar em renegociar, de um lado e outro do balcão.

 

Acredito que quando historiadores futuros estudarem o nosso tempo hão-de, para além do jogo de forças e multiplicidade de factores que nos trouxeram até aqui, guardar um lugarzinho para análise da estranha mesmerização que Sócrates exerceu sobre um número considerável de pessoas, nem todas compradas com os benefícios a crédito que um Estado Social insustentável lhes propinou, e nem todas beneficiárias do negocismo que o Estado investidor promoveu.

 

O momento é assim de suspensão. Os credores, quando for, real e não apenas prospectivamente, claro que o serviço da dívida é sufocante, estarão tanto mais receptivos a uma renegociação "macia" quanto mais rigoroso e consistente for o Governo. O CDS, que não é refém do Poder Local, do Autónomo, nem do factual (este último, se calhar, também devia ser grafado com maiúscula) será parte importante da solução; e aos responsáveis do PSD, se vierem a liderar, como é natural que aconteça, conviria um CDS com uma grande força. Não espero que o entendam; espero que o eleitor o entenda.

Publicado Por José Meireles Graça em 24/5/11
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
José Maria Montenegro

Os votos merecem-se – temos ouvido muitas vezes nesta campanha do CDS.

 

Mas o que é isto de merecer? Será o programa apresentado? Serão as pessoas que se apresentam a sufrágio? Será o trabalho realizado na legislatura que termina? Será a preparação evidenciada? A coerência do percurso (de sempre ou, pelo menos, mais recente)? Será, afinal, a declaração de princípios do Partido?

 

Com base em cada um destes critérios, nem sempre o CDS estaria no 1.º lugar do Ranking – teremos de reconhecer. Assim, por exemplo, o programa tem algumas lacunas, nem todas as pessoas merecem o mesmo entusiasmo, conseguimos identificar algumas contradições em áreas importantes, a afirmação de princípios fundamentais é, por vezes, envergonhada ou nem sequer é genuína, etc.

 

O merecimento que tem sido reivindicado advém naturalmente do juízo global que, no momento que vivemos, justifica o voto no CDS. Não será estranha a escolha do slogan «este é o momento». Porque de facto, sem grande esforço, conseguimos perceber que a equipa que o CDS apresenta é globalmente consistente e preparada. Que o CDS foi o partido menos errático na oposição e mais organizado no combate à hecatombe a que chegámos. Que o CDS tem um líder que, com todos os seus defeitos, revela uma preparação incomparável face aos demais líderes do arco da governação. Que o CDS abandonou alguns dos factores de desconfiança do passado, como era o seu posicionamento face à Europa por exemplo ou até (porventura injustamente) face à imigração. Que o CDS revela uma atractividade de quadros e jovens que gera esperança. Que o CDS tem uma declaração de princípios humanista e centrada na pessoa.

 

O voto num partido nunca tem subjacente uma adesão a 100%. Se fosse esse o paradigma militávamos todos no voto branco, nulo ou na abstenção, e os partidos teriam os votos dos seus candidatos e de alguns familiares (talvez o PCP conseguisse um universo eleitoral ligeiramente maior).

 

Neste momento, o CDS merece o voto. É bem verdade, como dizia o Adolfo Mesquita Nunes, que as pessoas aceitam votar no PSD mesmo que discordem de quase tudo, ao passo que no CDS só aceitam votar se concordarem com tudo. Talvez esteja a mudar esta constatação histórica.

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Publicado Por José Maria Montenegro em 23/5/11
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Filipe Diaz

A SIC fez ontem duas perguntas a José Sócrates:

 

1. se aceitaria Paulo Portas e Passos Coelho como ministros num governo liderado por si, ao que respondeu afirmativamente!

 

2. se aceitaria ser ministro num Governo liderado pelo presidente do PSD, ao que respondeu: "Eu não me entrego a essas elaborações e a esses cenários. O que importa  é que não haja sectarismos e que todos os partidos se disponibilizem para  o diálogo".

 

Pois bem, se não se entrega a "essas elaborações e a esses cenários", porque respondeu à primeira pergunta? Será que a resposta que deu não tem subjacente uma dessas "elaborações", um dos possíveis "cenários" pós-eleitorais? São os insondáveis caminhos deste Primeiro-Ministro demissionário!

 

Em qualquer caso, resta-nos a certeza que Paulo Portas e Passos Coelho já nos deixaram, um Governo de coligação com José Sócrates à cabeça: thanks... but no, thanks

 

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Publicado Por Filipe Diaz em 23/5/11
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