Rua Direita
Terça-feira, 24 de Maio de 2011
João Távora

Há pouco no carro, a uma hora em que pouca gente a escuta, vinha eu a ouvir um interessante debate dirigido pela Maria Flor Pedroso na Antena 1 entre os cabeças de lista de Braga ao parlamento, em que os argumentos eram esgrimidos em função da realidade do distrito. Esta boa experiência vem reforçar a minha ideia da importância regeneradora das “campanhas localizadas” que decorrem à margem do “grande público” para os diversos círculos eleitorais e que põem os candidatos a deputados, a sua inteligência, acutilância e imaginação, em contacto directo com os seus eleitores. Para um parlamentarista como eu, é especialmente grato constatar uma focagem assim alternativa às inevitáveis campanhas dos líderes nacionais, cujo estilo e guião a duas semanas das eleições já se vão tornando num ruido estafado. 

De resto, em termos de Comunicação, atraem-me estratégias elaboradas sob esse princípio democrático da proximidade, como aqui referi, com base no excelente exemplo da campanha do círculo de Leiria do CDS, tão bem testemunhado no seu diário eficazmente difundido pelas redes. Acredito que uma boa parte dos candidatos à Casa da Democracia, por mérito próprio mereceriam muito mais atenção dos seus eleitores. Mas para que se promovesse no eleitorado uma perspectiva assim revitalizante da política, era necessário que a Comunicação Social emendasse alguns critérios editoriais, coisa infelizmente pouco provável tendo em conta a sua matriz conservadora, para não dizer outra coisa.

 

Em estéreo 

Publicado Por João Távora em 24/5/11
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
João Távora

 

A campanha eleitoral do CDS tem-se revelado muito interessante do ponto de vista da racionalidade do aproveitamento dos recursos em rede, reais e virtuais, nomeadamente com a web social, com exibição de bons conteúdos, bom grafismo, bons vídeos e uma mensagem extremamente simples e convincente. Bom exemplo disso é o site do CDS Leiria, onde podemos acompanhar o dia-a-dia da campanha com Assunção Cristas, e que pela sua concepção vem sendo amplamente divulgado na web e nas redes sociais: uma verdadeira lição de eficácia, mais ainda se cada um colaborar com a sua parte, com os seus recursos, na sua disseminação pela rede.

Publicado Por João Távora em 19/5/11
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Domingo, 15 de Maio de 2011
Margarida Bentes Penedo

 

Desconfio da profundidade política de todas as análises que incluam o conceito de "ir ao pote". Sem excepção. Aliás, não desconfio. Desprezo.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 15/5/11
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

"Sou responsável pela reforma da segurança social. Sou responsavel pela reforma na área da energia. Sou responsável pela reforma na educação. Sou responsável pela reforma das novas oportunidades. Sou responsável pelas reformas que fiz na área da ciência. Sou responsável pelas reformas que fiz na modernização administrativa", disse Sócrates no inicio do debate com Louçã.

 

No discurso político do PS há um antes de Sócrates e um depois de Sócrates. Antes de Sócrates os governantes partilhavam os alegados méritos com a equipa e usavam quase exclusivamente a terceira pessoa do plural: "nós conseguimos", "nós fizemos", "nós somos responsáveis", etc.

 

Depois de Sócrates o discurso ficou reduzido ao engrandecimento do líder e utiliza-se a primeira pessoa do singular.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 12/5/11
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
Francisco de Almeida

Agora nas palavras de Paulo Portas...

 

 

 

 

Publicado Por Francisco de Almeida em 9/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Ana Rita Bessa

O Sr. Presidente da República fará hoje o seu primeiro comunicado, depois de conhecidas as medidas da Troyka.

 

O que gostaria eu de ouvir num momento como este?

  1. uma nota sobre a gravidade, agora quantificada de forma mais transparente, sobre os indicadores económicos do país;
  2. uma nota sobre a oportunidade que esta crise comporta para o país, no sentido de nos re-colocarmos quer internamente, quer externamente, efectivamente construindo um país melhor;
  3. a constatação de que as medidas que a Troyka impõe são tanto abrangentes quanto especificas, tanto duras quanto necessárias, e que, mesmo sendo questionáveis em algumas matérias (pelo que será importante a forma/segmentação/calendário de execução), são para cumprir, sob pena de um destastre maior;
  4. o sublinhar que o documento pressupõe que o próximo governo terá de apresentar uma série de análises e propostas adicionais em áreas definidas, para concretizar, nessas áreas, as imposições de redução;
  5. por tudo isto apelar:
  6. ao sentido de responsabilidade dos portugueses para viver esta dureza, não como castigo, mas interiorizando a dificuldade e assumindo indvidualmente a sua quota parte de mudança e solidariedade colectiva efectiva;
  7. ao sentido de responsabilidade dos agentes económicos, porque também por eles passará um imperativo (ético) de contenção, de construção e de promoção da coesão social;
  8. ao sentido de responsabilidade dos políticos, de todos, mas em particular os que se preparam para assumir funções governativas, para que realizem que o "poder" lhes será confiado por pessoas que precisam de acreditar (não cegamente), que precisam de perceber (sendo devidamente informadas), que precisam de ser parte da mudança (e não mandadas) e que não querem assistir a "lutas de lama", mas ao surgir da grandeza humana (que todos temos, pelo menos como possibilidade) e que agora é crítica.
Ah, e não precisaria de ouvir coisas como "eu já tinha avisado", ou "como sempre disse aos portugueses", ou outras coisas que tal...
Agora, "escuto"...
Publicado Por Ana Rita Bessa em 6/5/11
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
João Távora

 

Todos os jornais cometem erros e são manipuláveis por fontes. O Negócios também já errou e errará. Mas houve desinformação gritante nos últimos dias, com exagero claro de medidas de austeridade, o que teve beneficiários. Como é verificável, o Negócios deu em primeira mão muitas medidas, incluindo o próprio pedido de ajuda. Não demos tudo o que agora se sabe. Mas não falhámos nada. À cumplicidade com as fontes preferimos a cumplicidade com os leitores. E assim não os enganámos.

 

Post scriptum do editorial de ontem do Negócios por Pedro Santos Guerreiro

 

Em estéreo

Publicado Por João Távora em 5/5/11
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