Rua Direita
Terça-feira, 7 de Junho de 2011
João Maria Condeixa

Contrariamente à maioria das pessoas, eu sou muito bom na altura das despedidas. Muito bom, mesmo! Tenho sempre um "até logo" para deixar. Quero isto dizer que nunca me despedi de ninguém em definitivo. E com o Rua Direita vai-se passar o mesmo.

 

Gostei de andar por esta rua, de me cruzar diariamente com pessoas cuja cor dos olhos e o tom de pele nunca vi. Sei que vou ficar com a caixa de e-mail mais aliviada - sim, porque para quem não sabe, fica a saber: nós habitantes desta rua somos meninos para produzir cerca de 150 mails por dia, por vezes, 151, sem tocarmos no nome de José Sócrates e sem nos queixarmos muito disso - mas com isto não quero dizer que não venha a sentir falta das conversas que por aqui tivemos.

 

Foi um orgulho e acho, muito sinceramente, que atingimos parte do que nos propusemos. Pelo menos discutimos bastante e passámos um exemplo que os partidos também deveriam perfilhar: numa mesma casa podem conviver e discutir, sem carneirismos, opiniões várias, sem originar exclusões ou perda de identidade. Onde o poder não corrompeu, esse exercício salutar é possível. Felizmente, daquilo que conheço, o CDS é o partido que mais se aproxima desta utopia.

 

E agora se não se importam, vou voltar ao trabalho. Até logo!

Publicado Por João Maria Condeixa em 7/6/11
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Zélia Pinheiro

A missão do Rua Direita 2011 foi cumprida. Agora seguem-se outros caminhos. Pela minha parte, obrigada a todos, que fui conhecendo, comentando ou apenas lendo, sempre a aprender algo de novo. Um especial agradecimento é devido à Inês, que me convidou, e ao Tomás e ao Adolfo, que tão bem orientaram os trabalhos. Este foi um espaço em que a riqueza e o pluralismo das ideias conviveram com o empenhamento num projecto comum, e a experiência, para mim, foi muitissimo enriquecedora.

Como, no fundo ou menos no fundo, somos todos conservadores, deixo aqui um Nat King Cole de sempre: Straighten Up and Fly Right.

 

Temas:
Publicado Por Zélia Pinheiro em 7/6/11
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Sophia Caetano Martin

A Rua Direita 2011 fica por aqui e foi uma honra passear com os vizinhos fantásticos que nela encontrei. Aprendi imenso convosco.

 

Quanto ao CDS, este é o momento de mostrar do que é capaz e de ultrapassar as nossas melhores expectativas. Bom trabalho!

Temas:
Publicado Por Sophia Caetano Martin em 7/6/11
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Pedro Gomes Sanches

"Os problemas da vitória são mais agradáveis que

 os da derrota, mas não são menos difíceis."

Sir Winston Churchill

 

As circunstâncias não permitirão dispersões do que é importante, não obstante a pressão que uma certa baixa política fará para que o debate político se perca com pequenas intrigas; desde logo na constituição do Governo.

 

As circunstâncias não permitirão recuos no caminho a seguir de ganhos de eficácia e de redução de despesa que urge garantir em toda a Administração Pública, não obstante as manifestações e movimentações que os diversos interesses não deixarão de fazer em seu próprio proveito, em detrimento do bem comum; desde o Poder Local, aos Gestores Públicos, passando pelos diversos interesses sectoriais, os fornecedores de bens e serviços, etc...

 

As circunstâncias não permitirão e é fundamental que o Governo também não o faça.

 

O que se pede a Pedro Passos Coelho e à equipa que ele convidar para o acompanhar nesta travessia do deserto, se os desafios que se nos colocam forem para vencer, é um trabalho de uma exigência sem igual na história recente do país.

 

Os Ministérios e as Secretarias de Estados devem ter lideranças fortes, emanarem caminhos inequívocos e serem promotores de agilidade nos processos.

 

Os gabinetes não podem ser plataformas de acção partidária, mas antes estruturas tecnicamente virtuosas, com fortes conhecimentos da administração e, necessariamente, da confiança política do Governo.

 

Na gestão de topo – e na intermédia – da Administração Pública há profissionais competentes, independentemente da sua filiação partidária, e a caça às bruxas não é recomendável, porque não é justa, não é eficaz e tem custos elevadíssimos. A substituição dos boys deverá ser uma tentação a não ceder. Mas quem, dos que estão, não tiver competência, alinhamento ou vontade para o caminho que se lhes pede, deve ser prontamente substituído.

 

O que aí vem é exigente, pode angustiar e vai fazer sofrer, mas deve ser perspectivado, mais do que como uma necessidade, como uma oportunidade de reforçar a competitividade de Portugal.

 

Mas nada disto cabe já nesta Rua. Esta Rua – que grande Rua! – conduziu-nos a uma Avenida bem maior.

 

Um muito obrigado ao Pedro Mota Soares, ao Adolfo Mesquita Nunes e ao Tomás Belchior, que, a partir de um encontro fortuito em Carcavelos com os dois primeiros, aqui me conduziram, para que o terceiro, pronta e muito gentilmente, me facultasse o acesso.

 

Foi um enorme gosto estar convosco. Espero que só tenhamos necessidade de cá voltar daqui a 4 anos…

 

__________________________________

* Não é uma provocação barata, amigos conservadores, liberais, democratas-cristãos e tudo o mais que o CDS comporta. O livro de Manuel Tiago é uma obra do Realismo, que fala sobre luta, resistência e privações. Um bom título para o que dia se segue… (Para os mais inquietos e para me retratar, citei, logo depois, o nosso Winston!)

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 6/6/11
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José Meireles Graça

Com desculpas pela grosseria da imagem, os porcos, quando têm o focinho na gamela, vêm só o que lá está. Para ver a big picture precisa-se de alguém de fora - se quem está de fora não estiver cego pelo preconceito e pela ignorância.

Daniel Hannan conhece Portugal; e não tem de nós a imagem miseranda que nós próprios temos. Comenta aqui as eleições. Comenta-as bem.

Publicado Por José Meireles Graça em 6/6/11
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Ana Rita Bessa

Depois de uma entusiástica noite eleitoral - parabéns ao PSD e CDS- , começa agora a possibilidade de uma nova fase.

Desta vez não há espaço para comemorações prolongadas. Não há estado de graça. Há já um sprint inicial de trabalho.

 

É certo que muito dependerá do entendimento entre PSD e CDS, da nova liderança do PS e da intervenção do Presidente.

 

Mas muito - muitíssimo - dependerá de nós. Por isso, em tom de inspiração, aqui fica para este momento e para todos os dias:

 

Publicado Por Ana Rita Bessa em 6/6/11
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Filipe Diaz

A noite de ontem trouxe-nos uma série de vitórias:

 

i. a maioria absoluta de direita, PSD (com 105 deputados) e CDS (com 24 deputados) juntos ultrapassam confortavelmente a barreira dos 115 deputados;

 

ii. a eleição de dois deputados aqui da Rua - Parabéns Inês e Adolfo;

 

iii. a estrondosa derrota do PS;

 

iv. a demissão do vencido José Sócrates (imediatamente despojado do temor reverencial de que parecia gozar) e, assumindo que por uma vez na vida cumpre o que promete, a garantia de que não assumirá qualquer cargo;

 

v. a redução do Bloco de Esquerda ao seu real esvaziado significado;

 

and, last but not least

 

vi. a certeza que o peso do CDS na sociedade portuguesa é actualmente muito maior do que aquele que revelam os números da urnas, penalizado que foi nas últimas semanas pelo incessante e aterrorizador apelo ao “voto útil” e cego.

 

A terminar, se me é permitido, um recado aos novos governantes... mãos à obra, que o país não pode esperar, a tarefa não é fácil, há muito para fazer e têm de mostrar aos portugueses que estão à altura do desafio e que, juntos, podemos fazer (muito) mais e melhor! 

Publicado Por Filipe Diaz em 6/6/11
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Sábado, 4 de Junho de 2011
Pedro Gomes Sanches

All the great things are simple, and many can be expressed in a single word: freedom, justice, honor, duty, mercy, hope.

 

The best argument against democracy is a five-minute conversation with the average voter.

 

Winston Churchill


Há já vários anos que a política partidária e a tomada de posição pública a propósito de umas eleições não exerciam sobre mim um apelo tão grande à participação como o que esta, que ora acaba, acabou por exercer.

 

Não pelo mérito da campanha ou pela qualidade da discussão. Não pela coragem ou grande visão das candidaturas. Mais uma vez assistimos a um lamentável espectáculo que, mais que à segunda citação de Sir Winston na abertura deste post, nos conduz a crer que o melhor argumento contra a democracia são, antes sim, 5 minutos a ouvir um candidato.

 

Mas, apesar de tudo, há candidatos e candidatos; há partidos e partidos; há interesses e interesses.

 

O momento que Portugal vive é um momento fundamental na sua história. Estamos, neste momento, como Nação, a jogar a liberdade e a justiça, depois de termos já jogado a honra e o sentido de dever. Não podemos hipotecar a misericórdia, nem abandonar a esperança.

 

A solução do CDS, até pela opção pelo Manifesto Eleitoral - no qual me revejo praticamente na íntegra - em detrimento de um Programa Eleitoral mais detalhado, não é a solução óptima. Mas pelas várias medidas que apresentou para os diferentes sectores é indiscutivelmente a melhor. É melhor não só porque as medidas propostas são melhores, mas porque são medidas que coerentemente tem defendido ao longo dos anos; que é coisa que outros partidos, que inventaram um programa para estas eleições, não o podem afirmar. É melhor porque cada medida tem um ou vários rostos; que é coisa que outros partidos, em refundação, não o podem afirmar. É melhor porque são medidas ajustadas à realidade do país e que resultam de uma auscultação permanente e empenhada ao país, em escolas, empresas, IPSS, etc. É melhor porque são medidas propostas pela ousadia de fazer o mais, mas marcadas pela temperança que a justiça social exige.

 

O CDS vai crescer. E eu espero que o CDS saiba interpretar esse crescimento não como um motivo de júbilo, mas como um motivo de profunda introspecção. Uma introspecção que o conduza à inexorável certeza, que o poder que os votos que vai receber lhe conferem, o obriga a uma atitude de absoluta entrega ao serviço.

 

Este é o momento, o slogan que o CDS utilizou para estas eleições, é maior que o seu propósito. O momento é a partir de Domingo. O momento para servir.

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 4/6/11
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