Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
João Ferreira Rebelo

Durante alguns tempos andamos por aqui a trocar umas ideias, muito saudáveis e sustentadas, sobre o que seria bom para Portugal na próxima legislatura. Já não precisamos neste momento de explicar o que é o verdadeiro voto útil.

 

Os resultados estão à vista. São cada vez os que pensam como nós e que acreditam que o CDS faz parte activa da solução que todos precisamos. Agora é altura de dar o voto de confiança.

 

Foi um prazer andar por aqui, o meu muito obrigado a Todos os vizinhos e a Todos quantos nos seguiram e connosco trocaram argumentos.

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Publicado Por João Ferreira Rebelo em 6/6/11
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Luís Pedro Mateus

Em coerência com a análise prévia que aqui tinha feito, importa deixar algumas considerações em relação a cada uma das forças políticas:

 

O PSD ganhou bem folgado, confirmando uma votação melhor do que as sondagens apontavam. No entanto, ficou bastante longe da maioria absoluta pedida por Passos Coelho e, além disso, não conseguiu chegar aos 40% (uma espécie de vitória mais "redonda"). O facto de não ter conseguido chegar aos 40% não é importante por si, apenas tem algum relevo se se pensar que Barroso a conseguiu e não concorreu num panorama de desgraça como o de agora, nem contra um Primeiro-Ministro tão mal visto pelos eleitores. De facto, o PSD poderia ter conseguido mais, mas o resultado compreende-se face ao risco da estratégia assumida pelo líder (ele próprio o confessou) na apresentação de algumas propostas.

 

O PS foi um claro derrotado, e José Sócrates a face dessa derrota, apesar de ter tido um excelente discurso de despedida. No entanto, não foi uma hecatombe. O PS, ainda assim, aguentou 1.500.000 eleitores e ficou a 2 pontos dos 30%.

De facto, é curioso reparar que a derrota do PS (28%) ficou a 1 ponto da derrota do PSD em 2009 (29%) e a vitória do PSD (38,6%) ultrapassou apenas em 2 pontos a vitória do PS em 2009 (36,6%). Precisamente por este facto, não me parece que se possa falar duma grande vitória e de uma grande derrota. Se assim fosse, teria de se dizer que em 2009 o PS tinha obtido uma grande vitória e assim não foi. A maior magnitude desta vitória laranja encontra ressonância, não se duvide, no facto de se ter conseguido o afastamento de José Sócrates e não tanto pelos resultados percentuais.


O CDS foi um vencedor relativo da noite. Relativo porque, pela primeira vez na sua história, não ultrapassou o que as sondagens lhe davam e igualmente porque, apesar de ter crescido em todos os indicadores, não cumpriu um objectivo assumido pela liderança: chegar aos 14% ou até ultrapassar.

No meio disto, pode-se o CDS congratular por ter crescido ao mesmo tempo que o PSD cresceu mais de 10%. Ou seja, fica a prova que os dois partidos têm capacidade de disputar uma grande variedade de eleitorado e não estão condenados a diminuir quando o outro cresce. A estratégia de apontar a resultado ambicioso por parte de Portas revelou-se decisiva na captação dos novos votantes que não se identificam com o sistema alternante PS-PSD e isso explica o CDS ter conseguido crescer em áreas urbanas e ter-se aguentado, e até crescido, face a um grande crescimento social-democrata. Ao mesmo tempo, essa mesma estratégia pode ter gorado a possibilidade de ultrapassar os 14%: algum do potencial eleitorado CDS, previamente PSD, poderá ter mudado de ideias uma vez desfeito o encanto "underdog" do CDS. Fica também o facto de as sondagens, apesar de terem sempre dado um bom resultado ao CDS, tendo apontado sempre a iminência dum empate técnico fizeram, como é óbvio, pender algum desses indecisos para o PSD.

 

O BE foi o maior derrotado da noite. Passou para metade dos deputados, para última força política e, a coroar a humilhação eleitoral, nem o seu líder parlamentar conseguiu eleger. Joga contra o BE, cada vez mais, o facto de já não ser novidade e de ter esgotado os seus temas fortes: o aborto já foi, o casamento gay também. O que sobra fica muito distante de conseguir, longe disso, mobilizar eleitorado a dar força ao BE. Junte-se a isto erros estratégicos de palmatória, contradições entre teoria e práctica (BE assumiu-se como alternativa, mas sempre que surge oportunidade de assumir responsabilidades, desbarata-a) e está explicado o desaire eleitoral. Fica mesmo no ar a possiblidade de o BE estar apenas à distância duma má escolha de líder e de outro desaire eleitoral de implodir por si e voltar a UDP, PSR e Política XXI.

 

A CDU foi a única vencedora da esquerda (se retirarmos o MRPP da equação). Conseguiu eleger mais um deputado, aumentou ligeiramente a sua votação e recuperou o 4º lugar ao Bloco, o que deve ter dado um gostinho especial à noite.

Fica a prova que é uma aposta segura manterem-se sempre coerentes na acção e no discurso. Um eleitorado fiel e, com uma renovação de jovens igualmente fiéis uma vez que, uma vez votante PCP, muito dificilmente o deixarão de ser porque lá está: o discurso é o mesmo e nunca mudará. Quando mudar, é o fim do PCP.

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Publicado Por Luís Pedro Mateus em 6/6/11
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Ana Rita Bessa

Depois de uma entusiástica noite eleitoral - parabéns ao PSD e CDS- , começa agora a possibilidade de uma nova fase.

Desta vez não há espaço para comemorações prolongadas. Não há estado de graça. Há já um sprint inicial de trabalho.

 

É certo que muito dependerá do entendimento entre PSD e CDS, da nova liderança do PS e da intervenção do Presidente.

 

Mas muito - muitíssimo - dependerá de nós. Por isso, em tom de inspiração, aqui fica para este momento e para todos os dias:

 

Publicado Por Ana Rita Bessa em 6/6/11
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Filipe Diaz

A noite de ontem trouxe-nos uma série de vitórias:

 

i. a maioria absoluta de direita, PSD (com 105 deputados) e CDS (com 24 deputados) juntos ultrapassam confortavelmente a barreira dos 115 deputados;

 

ii. a eleição de dois deputados aqui da Rua - Parabéns Inês e Adolfo;

 

iii. a estrondosa derrota do PS;

 

iv. a demissão do vencido José Sócrates (imediatamente despojado do temor reverencial de que parecia gozar) e, assumindo que por uma vez na vida cumpre o que promete, a garantia de que não assumirá qualquer cargo;

 

v. a redução do Bloco de Esquerda ao seu real esvaziado significado;

 

and, last but not least

 

vi. a certeza que o peso do CDS na sociedade portuguesa é actualmente muito maior do que aquele que revelam os números da urnas, penalizado que foi nas últimas semanas pelo incessante e aterrorizador apelo ao “voto útil” e cego.

 

A terminar, se me é permitido, um recado aos novos governantes... mãos à obra, que o país não pode esperar, a tarefa não é fácil, há muito para fazer e têm de mostrar aos portugueses que estão à altura do desafio e que, juntos, podemos fazer (muito) mais e melhor! 

Publicado Por Filipe Diaz em 6/6/11
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Pedro Gomes Sanches

1. O resultado eleitoral, esta noite, é um excelente resultado para o país. O país soube penalizar quem foi responsável pelo estado a que Portugal chegou e soube voltar-se – como sempre o faz quando a situação é mais crítica – para o lado certo. Soube ainda distribuir os votos com sensatez e exigir compromisso e convergência entre dois partidos diferentes, aproveitando a força e a dimensão de um e a capacidade de trabalho, coerência e razão do outro. Ao país será exigido mais sacrifícios; e ao governo será exigido mais trabalho, maior entrega, pleno serviço ao bem comum. Não há margem de erro. Não há lugar a experimentalismos. Não há lugar a investimentos públicos de grande dimensão. Não há lugar à cedência a pequenos ou grandes interesses que comprometam as melhores soluções. Portugal espera o melhor, e espera os melhores.

 

2. O resultado do CDS, neste cenário, é um resultado extraordinário. O CDS cresce percentualmente, cresce em número de votos e cresce em número de deputados. E isto, por si só, já seria excelente, não fosse o facto de estarmos a atravessar um momento tão crítico da história política democrática como aquele que vivemos. A pressão para o voto útil no PSD - o candidato natural, neste momento da história da democracia portuguesa, à liderança do governo por alternativa ao PS – com o argumento da necessidade de um vitória inequívoca e do afastamento definitivo de José Sócrates da frente dos destinos do país e ainda com o fantasma do empate técnico (que se mostrou mais uma falácia, que merecia apuramento de responsabilidades) sempre a pairar sobre o debate, torna este resultado num feito admirável e um resultado extraordinário. O CDS, numas eleições em que o PSD tem mais meio milhão de votos que nas últimas eleições, cresce também 60.000 votos. Este crescimento dos dois partidos à direita é pouco comum e seria admissível que o CDS pudesse diminuir a sua votação. Tal não aconteceu e há algumas considerações que importa fazer. Primeiro, o CDS apresenta uma tendência de crescimento sólida, assente na razão e no trabalho. Parece-me que não diminui a sua votação em nenhum distrito, o que vem corroborar a tese de que não  há eleitores do CDS arrependidos do seu voto. Depois, reforça a sua votação em território urbano, aumentando a sua representação em Lisboa e Setúbal, mas reforça, também, a sua votação em bastiões da esquerda, como o Alentejo, crescendo em Beja, Évora e Portalegre! Isto deve ser convenientemente avaliado pela direcção do partido. Sobre isto – e não é este o tempo de o fazer – o CDS deverá reflectir muito atentamente. O CDS é hoje um partido de centro direita, com uma equipa competente e uma liderança fortíssima, com capital de confiança junto dos portugueses. Tem de estar à altura disso, do que se espera da equipa, do que se espera da liderança e do que se espera de um partido… de centro direita!

 

3. O resultado do Rua Direita é extraordinário. Parabéns Adolfo! Parabéns Inês! Muito me honra ter tido a oportunidade de partilhar este espaço convosco.

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 6/6/11
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Domingo, 5 de Junho de 2011
CM
José Pinto de Sousa nunca mais!
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Publicado Por CM em 5/6/11
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CM
Uns preparam o gelo, outros a lenha...
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Publicado Por CM em 5/6/11
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João Távora

 

...anormal procura de Champagne desguarnece supermercados.

Publicado Por João Távora em 5/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Francisco Meireles

O CDS tem o melhor líder.

O CDS tem a melhor equipa.

O CDS tem as melhores propostas.

O CDS trabalhou mais e melhor.

O CDS é mais independente.

 

O CDS fez a melhor campanha. Tranquila, consistente, coerente, aberta e virada para resolver os graves problemas que nos afectam.

 

O PSD tem um líder fraco, mas vai ser Primeiro-ministro.

O PSD não tem equipa, mas tem muitos candidatos a ministro.

O PSD não tem propostas, embora tenha programa de governo.

O PSD não trabalhou, apenas apoiou os PEC's e os OE's.

O PSD está totalmente dependente do aparelho do Estado e não quer ser independente.

 

O PSD fez uma péssima campanha. Mal organizada, inconsistente, de avanços e recuos, de explicações, de expulsões, de propostas desfasadas da realidade que se imporá a todos na 2ª feira.

 

Portanto é fácil... vota-se PSD!

 

Infelizmente há muita gente a pensar assim e a não ter vergonha de apresentar argumentos deste tipo. Essas pessoas tem Portugal tal como o merecem. Portugal é que merecia outras pessoas. Mas se não forem os próprios que têm consciência disso a mudar, como é que Portugal há-de ter hipóteses de mudar?

 

Para estas pessoas, parece que não é necessário MELHOR, a elas basta-lhes MUDAR. É pena.

 

Esperemos que sejam minoritárias. Esperemos que o bom senso colectivo, de que já aqui se falou, venha ao de cima. Esperemos que muitas mais pessoas votem em consequência do que dizem. Esperemos que muitas mais pessoas queiram mesmo um PORTUGAL MELHOR. Esperemos que essas pessoas dêem ao CDS força suficiente para obrigar o próximo Governo a não ser mais do mesmo.

 

CONFIO QUE SIM. Houve mais de 191 mil pessoas que votaram em branco nas últimas presidenciais. Eu fui uma. Eu vou votar CDS. Porque:

 

ESTE É O MOMENTO! POR TI! PORTUGAL!

Por mim. Pelos meus quatro filhos. Pelos meus quatro avós.

Publicado Por Francisco Meireles em 3/6/11
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Filipe Diaz

Domingo chega o momento em que avaliaremos a verdade dos últimos anos de governação, o momento em que decidiremos a verdade dos próximos anos, o momento em que votaremos para traçar a verdade do rumo do nosso país.

 

E nesse momento de verdades, as discussões a que assistimos nas últimas semanas sobre a utilidade do nosso voto são inúteis, pois o voto que deixarmos nas urnas só será útil se for...

 

... reflectido, por ter em conta o passado e as propostas apresentadas por cada um dos partidos!

 

... ponderado, por atender ao trabalho dos seus líderes e dirigentes e à coerência das suas posições!

 

... altruísta, por corresponder à opção que cremos ser melhor todos! 

 

... verdadeiro, por traduzir uma oportunidade única em que, em consciência, olhando aos nossos valores, princípios e convicções, podemos, cada um de nós, com sinceridade, fazer ouvir a nossa voz e fazer a diferença no nosso destino comum! 

 

Este é momento, por todos, por Portugal!

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Filipe Diaz

Neste último dia de campanha, oiçamos esta comunicação de José Sócrates: é preciso um novo Governo, com pessoas credíveis, com pessoas competentes, com pessoas capazes!

 

Outros tempos e outro contexto, mas a mensagem permanece inteiramente aplicável... é preciso mudar!

 

 
 
PS - Mais uma vez, agradeço a inestimável ajuda à produção do 31 da Armada. 

 

 

 

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
Filipe Diaz

É verdade que estas são umas eleições particulares, em que o governo eleito a 5 de Junho encontrará em cima da mesa um programa de governo que lhe foi ditado pelas instituições internacionais e que, muito antes de ser eleito, aceitou e se obrigou a cumprir.

 

Mas esta pré-formatação não pode, nem deve, esgotar o programa do governo, e as ideias e soluções para a situação em que o país se encontra. O papel do próximo governo não pode, nem deve, resumir-se à mera implementação do acordo assinado com a troika e à acrítica gestão dos negócios do país segundo os parâmetros que lhe foram impostos.  

 

Sendo certo que nos próximos três anos tudo terá de ser feito para assegurar o cumprimento do programa a que nos obrigámos (e assim evitar a situação a que chegou a Grécia), é ainda mais certo que o mandato do próximo governo se estende para além do termo da ajuda externa e que, com toda a probabilidade, o momento mais difícil e, nessa medida, desafiante surgirá exactamente quando nos voltarmos a encontrar entregues a nós próprios (a propósito, leia-se o excelente artigo de Bruno Faria Lopes no I).

 

É com esse momento em vista que o próximo governo tem de conduzir os destinos do país, de assegurar que, retirada a rede internacional, a economia é capaz de crescer e de se modernizar, que os clientelismos estão desinstalados e o aparelho de Estado funciona com eficiência, que a educação atingiu novos patamares de excelência e as próximas gerações serão melhor preparadas, que o sistema de saúde é sustentável e presta de forma equitativa um serviço essencial àqueles que dele necessitam, e que a segurança social é viável e não caminha para o inevitável defraudar de expectativas construídas sobre pressupostos ultrapassados e incomportáveis.

 

Ora, chegados à recta final da campanha eleitoral, creio que podemos afirmar que assistimos a uma campanha em que pouco ou nada (de interesse) se discutiu, em que se olhou demasiado para o passado e o futuro do país não foi objecto de debate, em que, com raras excepções, os rumos a seguir e as soluções a implementar, constando de algums programas e manifestos, não foram analisadas, esmiuçadas e explicadas ao país.

 

A campanha que agora começa a dar os seus passos finais foi assim uma campanha pobre, sem promessas ou perspectivas, à imagem de um país na bancarrota.

Publicado Por Filipe Diaz em 1/6/11
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Paulo Portas afirmou, numa entrevista recente, que "em certas matérias sociais se sentia à esquerda do PSD". A afirmação tem causado polémica mais do que suficiente, pelo menos na blogoesfera.

 

Mas será que merece assim tanta atenção? NÃO. Por várias e boas razões.

 

Primeiro. Se há batalha que o CDS venceu nos últimos anos, foi a de demonstrar que as "preocupações sociais", a defesa do "social" ou do "Estado Social" não são propriedade de nenhuma esquerda. Isto é um adquirido, não é matéria de opinião. O que difere, são as soluções propostas. Aí sim, aí é que há matéria de opinião; e, quanto a mim, as soluções democrata-cristãs são indubitavelmente superiores.

 

Segundo. Estamos inseridos numa batalha eleitoral. Uma das mais importantes da democracia portuguesa, visto que está em causa rejeitar uma certa forma de fazer política e de conduzir o País, que nos trouxe à situação calamitosa em que estamos e que nos vai custar muito a resolver, durante muito tempo. Neste contexto, a batalha discute-se ao centro - que, salvo melhor opinião, era onde o PSD a devia estar a fazer; por razões próprias, porventura legitimas, Pedro Passos Coelho resolveu fazer uma deriva à direita. Quanto a mim, ainda bem, desde que se venha a provar que o PSD vai mesmo enveredar por essa via (o que não está nada adquirido). Até lá, contudo, nada impede que o líder do CDS se situe perante os eleitores com base nos seus "sentimentos".

 

Terceiro. Ainda bem que o fez, porque convém que alguém - e o PSD não o tem estado a fazer - dispute o eleitorado de "centro" e de "centro-esquerda", que também sente que precisa de rejeitar o autor da política calamitosa que nos trouxe de mão estendida ao FMI. Não é por o estar a fazer, e bem, que o CDS renega as suas origens nem muito menos a sua prática política de sempre e em especial dos últimos anos. A consistência das posições que tem defendido estão aí para o provar.

 

Quarto. Por muito que a esquerda se sinta proprietária das preocupações sociais, a verdade é que não o é. Por muito que o CDS recorra a sentimentos ditos de esquerda, a verdade é que eles não o são. As preocupações sociais, ou com os mais desfavorecidos, não são de direita, nem de esquerda, nem cristãs, nem islâmicas: são das pessoas. E portanto dos partidos que as pessoas fazem e organizam. O que poderá ser de direita, ou de esquerda, são as soluções que dêem corpo a essas preocupações. E aí é que se vê se o CDS é de direita ou não; não é nos sentimentos do seu líder.

 

Quinto. Por último que não de somenos. Não caíamos nós num qualquer neo-fundamentalismo em que afirmar "sentir-se à esquerda do PSD" signifique "estar à esquerda". Por muito que isso interesse a alguns. Por muito que isso choque outros. Não é nos títulos que se vê os méritos, nem das pessoas, nem das instituições, nem muito menos dos seus comportamentos e atitudes. Cair nessa esparrela é fazer um favor a esse engenheiro das Beiras que anda por aí a tentar enganar meio mundo para se manter no poder. Mesmo que possamos considerar infeliz a frase polémica.

Publicado Por Francisco Meireles em 31/5/11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Para quem ainda tivesse dúvidas, aqui está a posição de Paulo Portas sobre uma eventual coligação com o PS de Sócrates, pós 5 de Junho

 

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/legislativas-2011/nao-faco-coligacao-com-socrates

 

Com toda a clareza.

 

Mais importante, na minha opinião, é o que Paulo Portas diz sobre as explicações para o "empate lírico" das sondagens e o bloco central.

 

Enfim, espero que as dúvidas tenham sido esclarecidas, para quem insistia, e que agora encontrem melhores desculpas, se realmente precisam delas.

Publicado Por Francisco Meireles em 30/5/11
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Sábado, 28 de Maio de 2011
Sophia Caetano Martin
Diz que há cerca de 755 mil eleitores fantasmas. Se os conseguem identificar para contá-los porque não eliminá-los?
Publicado Por Sophia Caetano Martin em 28/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Nas sondagens, que devem estar a fazer um esforço louco para "corrigir" o efeito de rejeição ao Governo que as sondagens não captam. Na verdade, a percentagem de respostas às sondagens mantém-se muito baixa (a última da intercampus era de apenas 44,4%) havendo mais de 50% dos entrevistados que se recusa a responder.

 

Toda a gente percebe, basta "andar por aí", que nem mesmo os socialistas vão todos votar no PS, por causa da rejeição ao Governo e mais especificamente ao PM.

 

Toda a gente percebe que muita gente não encontra alternativas à esquerda, pelas mais diversas razões.

 

Toda a gente percebe que muita gente ainda não decidiu à direita; ou porque o PSD não convence ou porque o CDS, apesar de convencer, representa um salto muito grande. No entanto, cada vez são mais as pessoas que percebem o slogan do CDS: ESTE É O MOMENTO!

 

O que significa, na minha modesta opinião de não-especialista, que o CDS vai beneficiar de um crescimento natural, orgânico que o fixará no patamar dos dois dígitos; talvez 12, talvez 13%.

 

Mais importante, porém, creio igualmente que o CDS irá beneficiar de muito voto de protesto; protesto contra a actual situação, protesto contra o percurso que nos trouxe até aqui, protesto contra a falta de verdade no percurso recente, protesto contra a falta de mérito de alguma oposição, protesto contra a falta de credibilidade de muitos dirigentes e percursos partidários. Esse voto de protesto, sinto-o, irá dar um resultado histórico ao CDS. E se isso assusta o PSD, não deixa de ser um erro perseguir o voto útil à direita quando à muito voto desiludido ao centro e sobretudo ao centro esquerda. Se os dirigentes do PSD persistirem neste erro, acabarão por impedir a votação massiva na direita (PSD+CDS) que a situação e o discurso negacionista de Sócrates impõe e merece. Mas não conseguirão evitar o resultado histórico do CDS.

 

Quem me avisa meu amigo é. Faço-o agora para que depois não se diga que não o fizemos.

Publicado Por Francisco Meireles em 24/5/11
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
Gabriel Silva

Continua a saga dos eleitores-fantasmas. Mais de um milhão. 

 

O nosso sistema político e a representatividade dos actos eleitorais fica totalmente distorcida, ao nível da repartição de deputados por distritos e com a suspeição de haver eleitores inexistentes que possam ser dados como votantes. 

 

A tecnologia socratista não conseguiu ou não quis eliminar tal factor de distorção. Nem sequer permitir que se pudesse votar onde bem se entendesse, ou por antecipação, ou por correio. Nadinha.

 

No último acto eleitoral foi quase o caos com a confusão dos cartões de identificação. Para 5 de Junho melhor seria ter umas centenas de observadores da OCDE  à cautela....

 

Aliás, a legislação eleitoral é uma indigna sobrevivente do tempo jurássico: entre a demissão do primeiro-ministro e o acto eleitoral passarão 76 dias! Com sorte haverá novo primeiro ministro antes de 90 dias. O que convenhamos é um luxo belga que provavelmente não será o mais adequado aos tempos, realidade e necessidade do nosso país. 

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Publicado Por Gabriel Silva em 23/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Tomás Belchior

 

 

Nos últimos tempos tenho ouvido um argumento curioso para justificar o voto em José Sócrates: eu até mudava mas a natureza humana valoriza mais o que já conhece do que o desconhecido. Ou seja, eu acho que o homem é uma besta mas a "natureza humana" não me deixa votar noutro partido.

 

Das duas, uma:

  • Ou as pessoas assumem que votam em José Sócrates porque continuam a achar que o Primeiro-Ministro responsável pela actual situação do país é o homem indicado para nos tirar dela e, nesse caso, a pergunta relevante é: porquê a vergonha em admiti-lo?
  • Ou começam a comportar-se como adultos.

Natureza humana? Não me lixem.

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Publicado Por Tomás Belchior em 20/5/11
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

De vez em quando no debate político usam-se palavras que são mais verdade do que aquilo que se gostaria. E desta vez isso tocou a José Sócrates, que em Beja disse “Portugal vai ter eleições decisivas. Desta vez é a sério. Ninguém pode ficar em causa”.

 

E eu concordo, aliás, eu próprio não diria melhor, pois também eu acredito que estas eleições são decisivas, que desta vez é a sério e que ninguém pode ficar em casa, mas isso é para que neste momento todos juntos mostremos a José Sócrates que não o queremos mais a governar Portugal.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 19/5/11
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Tiago Pestana de Vasconcelos

Já tínhamos visto que "Sócrates rejeita Governo PSD/CDS se PS ganhar as eleições"...

 

Agora vemos Passos Coelho, qual puto birrento, a dizer que "não quer formar governo sem ser o preferido dos portugueses

 

Será que não há por aí nenhum assessor jurídico nestes partidos que explique aos senhores que "O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais".

 

O que é que se propõem fazer estes dois ilustres líderes partidários dos partidos do sistema?

 

Pondera Sócrates fazer uma revolução ou instar à desobediência civil?

 

Pondera Passos Coelho dizer a Cavaco Silva, quando convidado a formar governo mesmo ficando em segundo lugar nas eleições, "assim não brinco" e sair a correr para o colo de Ângelo Correia?

 

Ganhem juízo meus senhores, Portugal é um "Estado de direito democrático, baseado na soberania popular" que não se compadece com opiniões e estados de espírito de putativos candidatos a primeiro-ministro que parecem não querer aceitar o mandato que a tal soberania popular lhes irá (ou não) conferir.

 

Ainda se perguntam porque é que Paulo Portas se afirma como candidato a primeiro ministro? Talvez porque é o único que parece demonstrar o mínimo de bom-senso nesta campanha alegre onde todos os dias se passeiam tristes figuras e tristes ideias...

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Publicado Por Tiago Pestana de Vasconcelos em 18/5/11
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
Francisco Meireles

O facto de menos de metade das pessoas responderem. Por exemplo aqui no Público (sondagem Intercampus).

 

Se repararem na ficha técnica, apenas 45,6% dos entrevistados responderam; e entre esses mais de 23% não sabem o que responder; e 17,5% dizem que não votam. Sobram cerca de 60% dos tais 45,6% o que dá cerca de 27% de participação efectiva dos entrevistados. Tudo o mais são extrapolações, por mais técnicamente bem elaboradas que sejam. Para não dizer mais nada, concluo apenas que "não admira" o empate técnico, nem muito menos as variações entre 1º e 2º "classificado": basta ser a mãe a responder em vez do pai, ou o irmão em vez da irmã, em três ou quatro lares diferentes (estes valores representam cerca de 100 votos no PSD e no PS; duas ou três "diferenças de opinião" correspondem a variações de 2 ou 3%!!!!!). Já para não falar no CDS, caso a avó tenha ido jantar a casa dos netos, ou o neto a casa da avó...).

 

Obviamente, este tipo de "sondagem" interessa a muitos "técnicos de sondagens"!

 

Que eu não sou. Nem quero ser; mas... também não sou parvo.

Publicado Por Francisco Meireles em 17/5/11
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Publicado Por Victor Tavares Morais em 16/5/11
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João Távora

Pelo que me é dado observar por amigos meus, mas principalmente por algumas declarações públicas, como a de ontem de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI ou hoje de Fernando Nogueira, o debate televisivo entre Paulo Portas e Passos Coelho teve uma tão imprevisível quanto benigna consequência:  um toca a reunir das até hoje displicentes hostes sociais-democratas: num saudável assomo de amor-próprio, levantam agora a voz indignada contra o populismo e a egolatria do dirigente centrista.


Pela minha parte, espero que as duas partes recentrem quanto antes as suas atenções no verdadeiro adversário, que é José Sócrates, o partido socialista e ninguém mais. Parece-me que aqui chegados, quando descobrimos um PSD resgatado às suas raízes socialistas e convertido a uma salutar estética liberal, se torna evidente que o centro direita em Portugal deveria falar claro e a uma só voz.

 

E porque os sinais que as sondagens indicam são verdadeiramente trágicos, desvendado um país alucinado que se prepara para reeleger os irresponsáveis que trouxeram o país à banca-rota, é urgente que as lideranças do CDS e do PSD se concentrem no que é essencial: em terrenos que não conflituam os seus interesses mutuos, disputando os votos aos socialistas e à abstenção. Porque o meu CDS é um partido de convicções e valores, não um partido de charneira ou populista, é impensável concebe-lo avassalado numa aliança com José Sócrates. Por tudo isto, penso que é chegada a hora do partido recentrar a sua luta nesse adversário. Sem demagogias e pelo resgate da nossa Pátria, que a empresa é incomensurável.

Publicado Por João Távora em 16/5/11
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Sábado, 14 de Maio de 2011
David Levy

 

O novo sítio de campanha: Este é o momento - CDS.

Publicado Por David Levy em 14/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
João Távora

Infelizmente são raros os debates televisivos que reflictam alguma seriedade nos argumentos e originalidade nas ideias, muito por causa dum voluntarismo excessivo ou cega adesão a uma qualquer “narrativa” partidária por parte dos adversários. Acontece que o programa Contraste na SIC Notícias às terças-feiras é um caso excepcional, pelo empenho dos seus protagonistas Francisco de Assis e Nuno Morais Sarmento: apesar de aceso, este costuma ser um debate esclarecedor e civilizado. No entanto ontem, um convidado especial, o João Galamba, com a sua apurada técnica trauliteira e os seus típicos esgares alarves, conseguiu entornar a conversa. Alguém tem que dizer a alguns políticos da nossa praça que essa estratégia de confronto, indispõe as pessoas de bem, apela a instintos básicos e só é tolerada pelas suas próprias hostes, já convencidas. Enfim, é má propaganda. Parece-me que, tendo em conta a situação do País que amedronta qualquer português minimamente informado, a credibilidade e o sucesso da mensagem política advirá não só dum discurso claro e sóbrio, mas também razoavelmente cortês. E... na televisão, tenham cuidado com as caretas de desdém. 

 

Em estéreo

Publicado Por João Távora em 11/5/11
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Domingo, 8 de Maio de 2011
Publicado Por António Sousa Leite em 8/5/11
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