Rua Direita
Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Filipe Diaz

A propósito das mais recentes declarações de José Sócrates, vale a pena voltar a ver dois magníficos e ilustrativos vídeos:

 

Portugal não pode ter um primeiro-ministro "ziguezagueante" e "instável"...

 

... nisto estamos todos de acordo!

 

 

 

 O programa da troika não esgota a agenda da governação...

 

... mas deveria excluir algumas pessoas do próximo governo!

 

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Publicado Por Filipe Diaz em 31/5/11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
CM

Enquanto Sócrates e Passos se degladiam em assuntos sem qualquer interesse real, o País segue sem controlo.

 

O PM assinou um memorando novo em que apertava os prazos, mas saltou fora para depois poder culpar quem vier a seguir. E Passos Coelho continua sem perceber que vai ter que mostrar muito mais competência do simplesmente ganhar debates ao animal feroz.

 

E ainda reclamam pelo voto útil... 

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Publicado Por CM em 30/5/11
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Domingo, 15 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

Montante da ajuda do FMI em 1983 - 650 milhões

Montante da ajuda do FMI-FEEF em 2011 - 78.000 milhões

Isto não é 1983. Isto é mesmo 1890. Ou pior.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 15/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
João Castro Pinheiro

É que já não se pode com o Homem!!! Afinal de contas, que me lembre, pelo menos à 10 anos que o Professor nos anda a chatear com as verdades e eu, como delico-doce Português aparelhista e cortesão que sou, não gosto! É demasiado frontal e sério... Não preferiam ir apanhar sol e beber uma cervejinha do que ler o que abaixo transcrevo?

 

"Foi pedido o resgate

 

Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país.


Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

 

Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos.


Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).

 

Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

 

Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.


Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teríamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro, como sempre fez.

 

Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.

 

Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem).
A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

 

Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.

 

Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto oásis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o Eng.º relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

 

Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.

 

Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno.

 

E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

 

Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

 

Henrique Medina Carreira"

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Publicado Por João Castro Pinheiro em 11/5/11
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António Folhadela Moreira

"Ou Sócrates está a enganar os portugueses ou enganou quem nos emprestou dinheiro". A frase é de António Nogueira Leite, conselheiro económico do PSD, que cita uma entrevista de Poul Thomson em que o responsável do FMI garante que o Governo de Sócrates estuda uma redução da Taxa Social Única entre 8 e 12 pontos percentuais.

 

Confesso que não percebo a impossibilidade de Sócrates andar a enganar os Portugueses e quem nos emprestou dinheiro...

 

Em todo o caso, vindo a apreciação de quem vem devemos dar ouvidos. Poucos terão sido tão enganados por Sócrates como o PSD, eles lá saberão do que falam.

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Publicado Por António Folhadela Moreira em 11/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Tomás Belchior

 

A primeira parte está aqui.

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Publicado Por Tomás Belchior em 10/5/11
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Francisco Meireles

Apesar de Paulo Portas ter sido claramente o líder político que primeiro afirmou que Portugal precisava de uma solução pós-Sócrates, que é como quem diz com um outro PS, Pedro Passos Coelho decidiu vir tentar reduzir a escolha eleitoral à escolha do Primeiro-ministro.

 

A táctica é conhecida e não traz nada de novo. A não ser, claro está, para os jornalistas e formadores de opinião a quem interessa manter o statu quo. Para esses, subitamente, a questão mais relevante da actual pré-campanha é forçar o CDS a dizer se aceitaria formar uma maioria com o PS de Sócrates, na eventualidade de este ganhar as eleições.

 

Esta estratégia em que os meios de comunicação social se deixam enrodilhar, e que muito interessa aos partidos que se consideram "donos dos votos", consiste em explicar ao País que não tem escolha e que só podem verdadeiramente escolher em quem acreditam mais para Primeiro-ministro: ou num ou noutro. Apesar de esses mesmos meios de comunicação social depois se queixarem que não se discutem propostas... Aliás, sempre me pareceu pueril a forma como os entrevistadores tentam forçar os políticos a dizerem o que não querem, em directo, como se fosse a inteligência das suas perguntas que fosse alterar a realidade! Enfim...

 

Felizmente a grande maioria dos portugueses já terão percebido que tem muito mais escolha do que isso. Pelo menos a escolha de romper com uma tradição que nos trouxe até onde estamos. E isso implica votar diferente do habitual.

 

Por isso mesmo estou convicto que uma grande percentagem irá escolher "nunca mais ter de passar pela vergonha de ter de pedir a intervenção do FMI". E isso só pode significar um grande resultado para o CDS. E para Paulo Portas.

Publicado Por Francisco Meireles em 10/5/11
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António Folhadela Moreira

No nosso direito civil vigora a tese segundo a qual uma declaração (negocial) deve ser entendida segundo a interpretação que dela faria um qualquer declaratário normal. É a chamada Teoria do Declaratário Normal.

 

Ora, cerca de 10 milhões de Portugueses, declaratários normais, pois claro, entenderam que a declaração do PM, de que não estava disponível para governar com o FMI, queria dizer o que efectivamente diz, ou seja, o ainda PM não aceitaria governar Portugal num contexto de ajuda externa monitorizada por credores.

 

Acontece que ficamos ontem a saber que o PM demissionário não entendeu as suas palavras com esse sentido normal.

 

Assim sendo, sobra-me a dúvida, o PM demissionário é um declaratário fora do normal ou é um declarante fora do normal?

Publicado Por António Folhadela Moreira em 10/5/11
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Francisco Meireles

José Sócrates é claramente um formidável político, que entende como poucos o poder da televisão. E usa-o despudoradamente para enganar os portugueses que ainda acreditam nele. Foi para esses que falou, eficazmente, ontem no debate com Paulo Portas. Ele sabe que para esses as coisas são verdade se forem repetidas vezes suficientes e com convicção q.b.; sobretudo na TV...

 

Estou convencido que esses portugueses poderão ser no máximo 30% do eleitorado (a acreditar nas sondagens e incluindo já os potenciais eleitores do bloco que acham que Sócrates ainda poderá ser PM).

 

Felizmente, por estas contas, restam pelo menos 70% dos eleitores que já sabem que não podem acreditar no que vai repetindo o primeiro-ministro demissionário.

 

Foi para estes que falou Paulo Portas. E bem. Creio que terá deixado claro que a "convicção" do candidato Sócrates não é suficiente para apagar as responsabilidades do PM Sócrates na situação actual. E isso era o mais importante, na tal perspectiva de que a TV é que determina as "verdades" - quem não viu o filme referido no título que o veja e perceberá tudo com maior clareza.

 

Apenas acho que PP podia encontrar uma fórmula mais clara para dizer o que faria no tal cenário PS+CDS.

Talvez não seja suficiente dizer que não seria coerente entregar os 78 mil milhões a quem trouxe o País até à situação actual.

Talvez fosse possível sublinhar que PS e PSD é que terão a principal responsabilidade de formar governo, se se confirmarem os resultados das sondagens.

Talvez fosse desejável assinalar que se os portugueses quiserem mesmo mudar e derem um resultado excepcional ao CDS, então outro galo cantará.

Talvez pudesse insinuar que se os portugueses o escolherem para Primeiro-ministro, PP esperará que os demais partidos retirem desse resultado as devidas conclusões e se disponham a apoiar ou integrar o seu Governo sem condições prévias.

Talvez devesse lembrar que foi o CDS quem primeiro pediu a Sócrates para sair, quem primeiro propôs um Governo dos três partidos, sem Sócrates, e quem mais claramente denunciou as políticas em que Sócrates continua a acreditar.

Talvez PP pudesse afirmar que Sócrates devia tirar todas as consequências do resultado eleitoral se não sair reforçado; é que a tese de que a culpa é da oposição só ganha se o PS subir eleitoralmente... tudo o mais são cantigas.

 

Ou talvez tenha ficado claro tudo isto.

 

Nós não somos parvos, mesmo se PS e PSD se esforçam por reduzir as nossas escolhas à opção entre Sócrates e Coelho para primeiro-ministro... (voltarei a este assunto).

Publicado Por Francisco Meireles em 10/5/11
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Publicado Por Tomás Belchior em 10/5/11
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João Monge de Gouveia

Estive a rever algumas noticias que saíram nos jornais antes do acordo com o Triunvirato (Sim, é verdade deixámos de tratar por troika) ser divulgado, e alguns dos títulos foram:

 

- FMI quer subsidio de Natal pago em títulos do tesouro.

 

- FMI exige corte nos salários da Função Pública.

 

- Portugal precisa de mais de 100 mil euros.

 

- FMI quer corte nas pensões acima dos 600 euros.

 

Ora, nenhuma destas noticias se veio a confirmar e duvido mesmo que o Triunvirato alguma vez as tenha discutido.

 

Tudo foi feito para que Sócrates viesse depois anunciar o acordo como sendo um bom acordo, uma vez que tinham evitado o corte de salários na função pública, os subsídios pagos em títulos do tesouro etç...

 

Duvido que tais noticias fossem verdadeiras, e não me admirava que a fonte de tais noticias fosse o governo demissionário e/ou o PS.

 

Os Portugueses mais distraídos podem ter ficado com a sensação que foi um bom acordo, mas não foi, foi o acordo necessário, duvido que o PS tenha negociado seja o que for.

 

Acredito no que acima escrevi e  ontem tive a certeza que Sócrates tudo fará para voltar ao governo e quando digo tudo, é mesmo tudo!

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Publicado Por João Monge de Gouveia em 10/5/11
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
João Monge de Gouveia

Uma das medidas previstas no Plano apresentado pela Troika é a redução do número de municípios.

Porém, o Governo já veio dizer que são poucas as Câmaras que serão extintas ou fundidas, pelo que o impacto da medida será muito reduzido.

Por seu lado, o PSD é da mesma opinião que o Governo.

 

Não é estranho que PS e PSD assim pensem e não queiram reduzir o número de Câmaras municipais, será muito o número de boys de um e de outro partido que ficará desempregado, já basta terem que reduzir na Administração Central.

 

O que me espenta é que tenham deixado constar tal medida, vindo agora dizer que o seu impacto é muito reduzido.

 

Se ambos os partidos levarem em consideração todas as medidas levadas no plano como estão a considerar esta, então não haverá acordo que nos valha! 

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Publicado Por João Monge de Gouveia em 9/5/11
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Bernardo Campos Pereira

O programa do PSD propõe renegociar o TGV com Espanha para optimizar custos, sem deixar cair este mega-projecto. Perante as recomendações do FMI sobre o sector ferroviário e da necessidade de torná-lo o mais rentável possível a verdade é que mais uma vez PS e PSD apresentam-nos com mais do mesmo. 

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Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 9/5/11
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Domingo, 8 de Maio de 2011
Filipe Santos

 

Talvez Francisco Louçã esteja convencido de que assim como a intervenção do FMI de 1983 produziu o PRD (que obteve mais de 1 milhão de votos), esta intervenção do FMI poderia poderia promover o Bloco de Esquerda à "primeira liga".

 

Contudo, como escrevi aqui, o que prevejo, e o que se prevê, é a derrocada eleitoral do Bloco.

 

O PRD de 2011 pode bem ser o CDS porque é este o partido da alternativa. 

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Publicado Por Filipe Santos em 8/5/11
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David Levy

A forma como a extrema-esquerda está a explorar o acordo com a Troika é do mais panfletário que pode haver. Por um lado diabolizam o eventual empréstimo* a Portugal, espalhando aos quatro ventos que vai arruinar ainda mais o país, que o levará à miséria, e que tem por detrás a mão do imperialismo e da agiotagem internacionais. Por outro, classificam-no como uma salvação para o sistema financeiro, dando a entender que se trata de uma dádiva aos bancos (e não um empréstimo) a ser paga pelos contribuintes. 

 

Tentar fazer passar a ideia que o acordo com a Troika é ruinoso para o país e um maná para os bancos - quando as condições de reembolso e de juros para o Estado e Banca serão idênticas - é um feito deveras extraordinário. Qualquer pessoa com o mínimo de discernimento percebe o contraditório de uma coisa destas. Mas o PCP e o Bloco de Esquerda sabem que estão a falar para muitas pessoas que têm menos de dois neurónios e não hesitam em recorrer à desinformação mais primária que há, unicamente com o propósito de cavalgar na bancarrota.

 

Para os ajudar contam com a tradicional boa imprensa e com o exército de 'comentadores' que enchem os programas televisivos** com tiradas absolutamente demagógicas, sem que ninguém seja capaz de lhes dizer de uma forma séria o que o FMI cá veio fazer. 

 

Não há duvidas que, a verificar-se, o resgate financeiro a Portugal* acabará por beneficiar alguém. E ao contrário do que se diz não será a Banca, mas sim os partidos da extrema-esquerda.

 

* Carece de aprovação da Finlândia.

** O programa Eixo do Mal é disso exemplo.

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Publicado Por David Levy em 8/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Maria João Marques

Estou deveras curiosa com a tal da negociação forte e aguerrida e salvaguardando o interesse nacional (como se soubessem o que isso é) do governo PS com a troika. O PS ficou muito indisposto quando na AR a oposição lhe negou a possibilidade de aumentar a taxa máxima de IVA para 24% e avisou logo que a base de negociação para o empréstimo da UE e do FMI era o PEC4, que continha a subida da taxa máxima do IVA. Ora a taxa máxima do IVA, pelo acordo com a troika, não subiu, havendo apenas produtos das taxas mais baixas que passam para a taxa máxima, sendo esse acréscimo do IVA destinado a cobrir a perda de receitas com uma diminuição da TSU. Ao invés, a troika preferiu impôr reduções - quantificadas e calendarizadas - na despesa pública. O que me leva a questionar se a negociação do PS não terá sido algo do tipo 'Oh, por favooooor, não nos obriguem a cortar 515 milhões com as empresas públicas, é taaaaão mais fácil aumentar o IVA, vá lá, vá lá, deixem-nos aumentar o IVA'.

 

Claro que aumentar o IVA (que, é bom recordar, há dez anos era de 17% na taxa máxima) seria mortal para as PME e, em consequência, para a competitividade da economia. Mas como os senhores que nos desgovernam sempre viveram no universo público, ou nas grandes empresas ou na universidade e, quando muito, pagam ordenados com o seu dinheiro à empregada doméstica, não fazem ideia do que são os constrangimentos de tesouraria de uma PME - que teria de pagar um IVA superior nas suas compras de bens e serviços e poderia deduzir esse IVA apenas se e quando vendesse e, vendendo, teria com grande probabilidade de entregar ao Estado o IVA da venda antes de receber o respectivo pagamento - podem sempre aderir à teoria contabilística de que o IVA é suportado pelo consumidor final e este, tão perdulário como os seus governantes, não deixará de comprar devido a um aumentozito pequenino (de cada vez) no preço do bem, assegurando sempre receitas acrescidas com aumentos do IVA.

 

Mas este enlevo com os aumentos do IVA não é exclusivo do PS. O PSD, depois de votar uma resolução contra o PEC4, veio dizer dias depois que poderia aumentar a taxa máxima do IVA (depois, como é costume, desdisse-se) e Passos Coelho explicou mesmo que, a aumentar impostos, preferia aumentar os impostos sobre o consumo (lá está, o IVA) do que aumentar os impostos sobre o rendimento. Ora a troika conseguiu fazer precisamente o contrário do que propunha Passos Coelho: tendo de aumentar impostos, preferiu aumentar o IRS (com diminuição das deduções das famílias) e o IRC (via fim de isenções fiscais) do que aumentar a taxa máxima do IVA.

 

O que vos digo é o seguinte: perante a possibilidade de ou Sócrates ou Passos Coelho vir ser primeiro-ministro, devemos agradecer terem vindo uns senhores estrangeiros que percebem alguma coisa de crescimento económico redigirem-nos o programa do próximo governo.

Publicado Por Maria João Marques em 6/5/11
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

Com a conclusão da sua missão em Portugal, três responsáveis da troika acabam por desmentir Socrates em três pontos fundamentais, retirando argumentos à estratégia que este governo PS usou para financiar o país, e à desinformação que o próprio Socrates tem comunicado sobre o acordo nos media:

 

1. Este programa não é o PEC IV;

[ lá se vão os argumentos do PS ];

 

2. O resgate não é menos duro do que os resgates da Grécia ou da Irlanda, e os portugueses vão pagar este resgate com sacrifícios que exigem sinceridade por parte do primeiro ministro, para explicar aos portugueses as medidas necessárias nos olhos.

[ esta afirmação exclui logo as hipóteses de Socrates ou de Passos como PM's válidos para a tarefa... ];

 

3. Caso o FMI tivesse sido chamado antes as medidas não teriam que ser tão duras.

o que responsabiliza quem tem evitado chamar o FMI [ o governo PS ], o PSD que sendo o maior partido da oposição viabilizou os PEC's até finais do ano passado, e ainda o Bloco de Esquerda e os Comunistas que nem querem ouvir falar do FMI.

[ ainda há alguém com dúvidas em quem votar? ] 

 

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 5/5/11
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João Ferreira Rebelo

... E para não variar temos muito de agradecer a José Sócrates: Ficamos todos com o 13º e 14º mês, nada se passa, afinal o acordo com a Troika é só um memorando de intenções, deixem lá vir o dinheirinho para tapar uns buracos e daqui a uns tempos logo se vê como se paga. Se não pagarmos, os ricos da Europa emprestam mais.

 

E assim se faz campanha!

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 5/5/11
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Victor Tavares Morais

A comparação realizada por Teixeira dos Santos na conferência de hoje de manhã, entre o finado PEC IV e o MOU, podia ter sido sintetizada assim:

 

- No que respeita ao aumento da receita somos bons, estava tudo lá, já quanto à redução da despesa e reformas estruturais, nunca foi a nossa especialidade

Publicado Por Victor Tavares Morais em 5/5/11
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Marcos Teotónio Pereira

O FMI demorou muito mais tempo a apresentar o plano de resgate de Portugal do que o da Irlanda ou da Grécia. Deve ter tido uma enorme dificuldade em aferir o real estado das nossas contas. Provavelmente a cambada que nos governa não deu toda a informação que eles pediram. Porque não quiseram ou, mais provavelmente, porque nem eles sabem.
 

A Troika não podia atrasar mais o plano e portanto daqui a 5 meses vamos ter a continuação.

 

Se o  governo que sair das eleições não for PS, o Sócrates vai aproveitar para dizer que "estamos a ser mal governados"; se o PS for governo outra vez, o Sócrates vai aproveitar para dizer que "o FMI não era solução".

Publicado Por Marcos Teotónio Pereira em 5/5/11
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Bernardo Campos Pereira

As declarações da ministra do trabalho demonstram a falta de vontade que um governo PS terá em realizar as medidas mais dificeis, mas mais necessárias para começar a tirar o país do buraco onde este mesmo PS nos meteu.

 

Leitura complementar: "O Nosso Ritmo"

 

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Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 5/5/11
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José Maria Montenegro

 

O Francisco Mendes da Silva sublinhava há dias que O CDS chega a estas eleições com uma legislatura em que pôde apresentar uma folha de serviço invejável, tendo sido um exemplo de confiança, competência, abertura à sociedade, renovação de quadros e, nesta última fase de negociação da ajuda financeira externa, de prudência e sentido de Estado. De tal forma assim é que, pela primeira vez em cerca de três décadas, poucos são os que não acham que o CDS fará parte de uma coligação governamental (e que o melhor mesmo é que assim seja). Aliás, a crise financeira a que teremos de dar solução resulta, precisamente, de muito do que o CDS historicamente combateu, tantas vezes sozinho: um Estado obeso, colonizado pelo PS e pelo PSD, dependente das promessas feitas aos e pelos seus caciques, desconfortável com a liberdade dos indivíduos, das famílias e das empresas, sôfrego e imprudente com dinheiro de que os priva .

 

O Memorandum apresentado agora pela Troika vem tornar ainda mais óbvio quem reúne e quem não reúne condições para garantir a sua execução. Entre a farsa permanente do PS e a insegurança e inconsistência do PSD é desesperada a necessidade de confiança, preparação e sentido de Estado.

 

Chega a ser chocante o jogo político com que, quer o PS quer o PSD, estão a subjugar o país num momento de emergência como o que vivemos. Será que o que mais nos deve preocupar é saber se o Acordo é igual ao PEC IV ou quais foram as propostas que o condicionaram mais?

 

O que esperamos – exigimos mesmo – num momento sério como este é uma manifestação formal de compromisso, de empenhamento, de execução rigorosa. Ponto. Não é este o momento do jogo político, fútil e infantil.

 

Estamos perante o facto político mais relevante (e condicionante) dos últimos 25 anos, e o PS e o PSD insistem em oferecer-nos mimos públicos, numa autêntica diarreia de declarações, entrevistas e recados. Até o «5 p'rá meia-noite» serve para declarações políticas. Ao que nós chegámos!

 

Salva-se o CDS. O único que tem sabido manter o recato, a responsabilidade, a dignidade. Outra vez.

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Publicado Por José Maria Montenegro em 5/5/11
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Francisco de Almeida

Continuo sem perceber uma coisa. Segundo o Sócrates, o acordo da Troika é em larga medida igual ao PEC IV. Portanto pergunto: no caso dos partidos da oposição terem tido o comportamento patriótico e responsável de aprovar o PEC IV (segundo Sócrates, mais uma vez) quem é que nos emprestava os 78 milhões a uma taxa de 5.5%?

 

A mim, parece-me que o nosso PM deu razão à oposição, já que o chumbo do PEC IV permitiu, que com as mesmas medidas, Portugal possa ir buscar o dinheiro que necessita muito mais barato do que estava a pagar na altura.

 

Um bom negócio, digo eu.

Publicado Por Francisco de Almeida em 5/5/11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
João Ferreira Rebelo

Agora que o documento da Troika já é público, haverá órgãos de comunicação social que se dignem a perder uns minutinhos a mostrar a verdade dos factos, por oposição ao delírio de ontem?

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 4/5/11
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Bernardo Campos Pereira

Ainda há quem acredita no mundo "cor de rosa" do Socrates? Leia-se o Ponto 5.23 do acordo do FMI sobre o sector ferroviário...


...ii.  Assegurar a a inteira independência da operadora CP do Estado;

...iv. Realizar uma racionalização da rede com incentivos efectivos para reduzir custos por parte da gestora da infra-estrutura...

...v. ...introdução gradual de concursos para a concessão de serviços públicos obrigatórios (PSO's);

vi.    Revisão do sistema de cobrança para introduzir um sistema baseado em desempenho, que permita as operadoras introduzir um sistema de gestão de acordo com as receitas geradas, orientado a subir os preços dos bilhetes.

vii.   Privatização da operação de carga da operadora ferroviária estatal e algumas das linhas suburbanas.

 

Será que no PS percebem inglês? Os socialistas conseguem implementar estas medidas com todos os seus camaradas e boys ao barulho, sem estes últimos transitarem das empresas públicas para as empresas privadas pagas pelo erário público?

 

Será que vamos ter o único TGV rentável de toda a península ibérica?

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Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 4/5/11
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Bernardo Campos Pereira

Um amigo anotou que o acordo do FMI tão gabado pelo Socrates - e que define o futuro dos portuguêses - só está escrito em inglês.

 

Era de esperar, na contagem estatística que o Victor Tavares Morais efectuou às palavras empregues no programa do PS o termo "soberania nacional" aparece zero vezes.

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Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 4/5/11
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José Maria Montenegro

OBRIGADO PS, 6 ANOS QUE VALERAM A PENA!

 

Finalmente são abolidas as taxas reduzidas de IRC!

 

Já não era sem tempo que limitavam a dedução de prejuízos fiscais a 3 exercícios (já estava limitada a 4)!

 

Festejemos: vão diminuir as isenções de IVA e nivelar pela taxa de 23% muitos dos bens e serviços até agora sujeitos às taxas reduzida e intermédia (é desta que o leite achocolatado não escapa)!

 

Aceleremos! Vai aumentar o Imposto sobre Veículos!

 

Atiremos foguetes! É criado o imposto sobre a electricidade!

 

Ao contrário do VLX, não percebo a face do (ainda?) ministro Teixeira dos Santos.

 

 

Vide ponto 1.18 a 1.24 do memorandum.

Publicado Por José Maria Montenegro em 4/5/11
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Marcos Teotónio Pereira

No livro "Portugal: os números" da Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2010 pode-se ler que "a Pensão mínima de velhice, descontando o efeito da inflação, a preços de 2000, passou de 169 euros em 1975 para 197 euros em 2008". Já para os pensionistas com pensões de sobrevivência, 700 000 , descontando o efeito da inflação e a preços de 2000 o montante em 1975 era de 101 euros é em 2009 de 118 euros.

 

Não se percebe o porquê de apesar de o crescimento dos gastos com a Segurança Social ter passado de 3,1% do PIB em 71 para 16,1% actualmente, não terem aqueles que mais precisam beneficiado deste crescimento da despesa do estado

 

Note-se que o PIB a preços constantes de 2000 era em 1971 um terço daquilo que é hoje e a ter havido uma distribuição equitativa da riqueza as pensões dos mais pobres devem ser hoje, no mínimo, três vezes o valor de 1975.

 

Custa-me a perceber um estado que mostra tanto desprezo por aqueles que de facto nada têm. Talvez o FMI também ajude o CDS a corrigir isto.

Publicado Por Marcos Teotónio Pereira em 4/5/11
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João Maria Condeixa

- Hoje para almoçar não temos arroz de pato, nem bacalhau à brás, nem costeletas do cachaço.

- Então tem o quê?

- Não há espaço para perguntas. Obrigado.

 

Se fosse consigo saía do restaurante, nunca mais lá voltava e pura e simplesmente mandava o empregado bugiar ou aguardava serenamente, uma e outra vez, que o servissem?

Publicado Por João Maria Condeixa em 4/5/11
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Rodrigo Lobo d´Ávila

O que ontem se passou não passou de uma grande tristeza. Foi triste ver o Primeiro-ministro a proclamar como um seu triunfo pessoal aquilo que é a maior vergonha nacional desde o ultimato inglês. Foi triste ver o ministro das finanças a fazer de chaperone silencioso e respeitoso, de forma a atribuir alguma credibilidade aos "amanhãs que cantam" do Primeiro-ministro. Foi triste ver Eduardo Catroga a pôr-se em bicos de pés e a proclamar o acordo como uma gloriosa vitória do já de si glorioso PPD/PSD. Acima de tudo foi triste eu perder o meu tempo a ver este exemplo dual de ausência de conexão ao planeta Terra, quando podia tê-lo usado em coisas mais úteis, como sei lá...ver a bola ou a novela da sic.

 

Foi triste saber que enquanto isto se passava, as obras do TGV prosseguiam, a passo de corrida, alegres e contentes, talvez por saberem que o Sr. Engenheiro tem dinheiro fresco, que vai durar por mais dois ou três anos. Afinal como diz o povo (se o Primeiro-ministro ganhar as eleições) "Para hoje há e para amanhã Deus dará".

Publicado Por Rodrigo Lobo d´Ávila em 4/5/11
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