Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Pedro Gomes Sanches

"Os problemas da vitória são mais agradáveis que

 os da derrota, mas não são menos difíceis."

Sir Winston Churchill

 

As circunstâncias não permitirão dispersões do que é importante, não obstante a pressão que uma certa baixa política fará para que o debate político se perca com pequenas intrigas; desde logo na constituição do Governo.

 

As circunstâncias não permitirão recuos no caminho a seguir de ganhos de eficácia e de redução de despesa que urge garantir em toda a Administração Pública, não obstante as manifestações e movimentações que os diversos interesses não deixarão de fazer em seu próprio proveito, em detrimento do bem comum; desde o Poder Local, aos Gestores Públicos, passando pelos diversos interesses sectoriais, os fornecedores de bens e serviços, etc...

 

As circunstâncias não permitirão e é fundamental que o Governo também não o faça.

 

O que se pede a Pedro Passos Coelho e à equipa que ele convidar para o acompanhar nesta travessia do deserto, se os desafios que se nos colocam forem para vencer, é um trabalho de uma exigência sem igual na história recente do país.

 

Os Ministérios e as Secretarias de Estados devem ter lideranças fortes, emanarem caminhos inequívocos e serem promotores de agilidade nos processos.

 

Os gabinetes não podem ser plataformas de acção partidária, mas antes estruturas tecnicamente virtuosas, com fortes conhecimentos da administração e, necessariamente, da confiança política do Governo.

 

Na gestão de topo – e na intermédia – da Administração Pública há profissionais competentes, independentemente da sua filiação partidária, e a caça às bruxas não é recomendável, porque não é justa, não é eficaz e tem custos elevadíssimos. A substituição dos boys deverá ser uma tentação a não ceder. Mas quem, dos que estão, não tiver competência, alinhamento ou vontade para o caminho que se lhes pede, deve ser prontamente substituído.

 

O que aí vem é exigente, pode angustiar e vai fazer sofrer, mas deve ser perspectivado, mais do que como uma necessidade, como uma oportunidade de reforçar a competitividade de Portugal.

 

Mas nada disto cabe já nesta Rua. Esta Rua – que grande Rua! – conduziu-nos a uma Avenida bem maior.

 

Um muito obrigado ao Pedro Mota Soares, ao Adolfo Mesquita Nunes e ao Tomás Belchior, que, a partir de um encontro fortuito em Carcavelos com os dois primeiros, aqui me conduziram, para que o terceiro, pronta e muito gentilmente, me facultasse o acesso.

 

Foi um enorme gosto estar convosco. Espero que só tenhamos necessidade de cá voltar daqui a 4 anos…

 

__________________________________

* Não é uma provocação barata, amigos conservadores, liberais, democratas-cristãos e tudo o mais que o CDS comporta. O livro de Manuel Tiago é uma obra do Realismo, que fala sobre luta, resistência e privações. Um bom título para o que dia se segue… (Para os mais inquietos e para me retratar, citei, logo depois, o nosso Winston!)

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 6/6/11
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Francisco Meireles

Gostei muito desta experiência de participar num blog de campanha. Não sei se é possível medir o impacto de um blog deste tipo, mas pelo meu lado fiquei satisfeito por Paulo Portas ter mostrado apreço pelo trabalho que fizemos.

 

Apreciei particularmente a diversidade e multitude de posts que diariamente acompanhavam os desenvolvimentos da campanha e a profundidade de um ou outro sobre assuntos mais sérios, nomeadamente sobre o Manifesto eleitoral do CDS. Quero acreditar que, de algum modo, contribuímos para o CDS ter crescido no contexto difícil em que as eleições se realizaram (tendência para a alternância pronunciada e reforçada pelas sondagens, em lugar da alternativa que, acredito, Portugal precisa e merece - mesmo se as sondagens, desta vez, foram mais favoráveis ao CDS do que os resultados finais).

 

Quero sobretudo assinalar os excelentes companheiros e companheiras de percurso que aqui conheci, pessoalmente ou por escritos, e a correcção dos debates que se foram desenvolvendo. Aqui fica a minha disponibilidade para futuras aventuras, quando forem necessárias. E os parabéns aos que foram eleitos deputados: que Deus os abençoe neste novo desafio e lhes permita continuar a contribuir para o crescimento do CDS e a implantação das nossas ideias.

 

Quanto ao mais, desejo apenas que o CDS possa estar no Governo à altura do que prometeu na oposição e que o Governo seja unido para levar a bom porto as difíceis tarefas que lhe incumbem. Portugal bem precisa.

Publicado Por Francisco Meireles em 6/6/11
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Pedro Gomes Sanches

1. O resultado eleitoral, esta noite, é um excelente resultado para o país. O país soube penalizar quem foi responsável pelo estado a que Portugal chegou e soube voltar-se – como sempre o faz quando a situação é mais crítica – para o lado certo. Soube ainda distribuir os votos com sensatez e exigir compromisso e convergência entre dois partidos diferentes, aproveitando a força e a dimensão de um e a capacidade de trabalho, coerência e razão do outro. Ao país será exigido mais sacrifícios; e ao governo será exigido mais trabalho, maior entrega, pleno serviço ao bem comum. Não há margem de erro. Não há lugar a experimentalismos. Não há lugar a investimentos públicos de grande dimensão. Não há lugar à cedência a pequenos ou grandes interesses que comprometam as melhores soluções. Portugal espera o melhor, e espera os melhores.

 

2. O resultado do CDS, neste cenário, é um resultado extraordinário. O CDS cresce percentualmente, cresce em número de votos e cresce em número de deputados. E isto, por si só, já seria excelente, não fosse o facto de estarmos a atravessar um momento tão crítico da história política democrática como aquele que vivemos. A pressão para o voto útil no PSD - o candidato natural, neste momento da história da democracia portuguesa, à liderança do governo por alternativa ao PS – com o argumento da necessidade de um vitória inequívoca e do afastamento definitivo de José Sócrates da frente dos destinos do país e ainda com o fantasma do empate técnico (que se mostrou mais uma falácia, que merecia apuramento de responsabilidades) sempre a pairar sobre o debate, torna este resultado num feito admirável e um resultado extraordinário. O CDS, numas eleições em que o PSD tem mais meio milhão de votos que nas últimas eleições, cresce também 60.000 votos. Este crescimento dos dois partidos à direita é pouco comum e seria admissível que o CDS pudesse diminuir a sua votação. Tal não aconteceu e há algumas considerações que importa fazer. Primeiro, o CDS apresenta uma tendência de crescimento sólida, assente na razão e no trabalho. Parece-me que não diminui a sua votação em nenhum distrito, o que vem corroborar a tese de que não  há eleitores do CDS arrependidos do seu voto. Depois, reforça a sua votação em território urbano, aumentando a sua representação em Lisboa e Setúbal, mas reforça, também, a sua votação em bastiões da esquerda, como o Alentejo, crescendo em Beja, Évora e Portalegre! Isto deve ser convenientemente avaliado pela direcção do partido. Sobre isto – e não é este o tempo de o fazer – o CDS deverá reflectir muito atentamente. O CDS é hoje um partido de centro direita, com uma equipa competente e uma liderança fortíssima, com capital de confiança junto dos portugueses. Tem de estar à altura disso, do que se espera da equipa, do que se espera da liderança e do que se espera de um partido… de centro direita!

 

3. O resultado do Rua Direita é extraordinário. Parabéns Adolfo! Parabéns Inês! Muito me honra ter tido a oportunidade de partilhar este espaço convosco.

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 6/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Francisco Meireles

O CDS tem o melhor líder.

O CDS tem a melhor equipa.

O CDS tem as melhores propostas.

O CDS trabalhou mais e melhor.

O CDS é mais independente.

 

O CDS fez a melhor campanha. Tranquila, consistente, coerente, aberta e virada para resolver os graves problemas que nos afectam.

 

O PSD tem um líder fraco, mas vai ser Primeiro-ministro.

O PSD não tem equipa, mas tem muitos candidatos a ministro.

O PSD não tem propostas, embora tenha programa de governo.

O PSD não trabalhou, apenas apoiou os PEC's e os OE's.

O PSD está totalmente dependente do aparelho do Estado e não quer ser independente.

 

O PSD fez uma péssima campanha. Mal organizada, inconsistente, de avanços e recuos, de explicações, de expulsões, de propostas desfasadas da realidade que se imporá a todos na 2ª feira.

 

Portanto é fácil... vota-se PSD!

 

Infelizmente há muita gente a pensar assim e a não ter vergonha de apresentar argumentos deste tipo. Essas pessoas tem Portugal tal como o merecem. Portugal é que merecia outras pessoas. Mas se não forem os próprios que têm consciência disso a mudar, como é que Portugal há-de ter hipóteses de mudar?

 

Para estas pessoas, parece que não é necessário MELHOR, a elas basta-lhes MUDAR. É pena.

 

Esperemos que sejam minoritárias. Esperemos que o bom senso colectivo, de que já aqui se falou, venha ao de cima. Esperemos que muitas mais pessoas votem em consequência do que dizem. Esperemos que muitas mais pessoas queiram mesmo um PORTUGAL MELHOR. Esperemos que essas pessoas dêem ao CDS força suficiente para obrigar o próximo Governo a não ser mais do mesmo.

 

CONFIO QUE SIM. Houve mais de 191 mil pessoas que votaram em branco nas últimas presidenciais. Eu fui uma. Eu vou votar CDS. Porque:

 

ESTE É O MOMENTO! POR TI! PORTUGAL!

Por mim. Pelos meus quatro filhos. Pelos meus quatro avós.

Publicado Por Francisco Meireles em 3/6/11
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Francisco Meireles

Andam por aí umas pessoas, com um ar muito sério de quem pondera razoavelmente os problemas, a afirmar que vai votar PSD, apesar de achar que o CDS merece, com o argumento de que é importante que o PSD ganhe claramente as eleições. Para essas pessoas, não o escondem, o mais importante é garantir que Portugal MUDA.

 

Vinha apenas lembrar a essas pessoas que se insistirem em fazer essa escolha, depois não tem o direito de se queixar.

 

O PSD há muito que não consegue esquecer o que é: uma máquina de ocupação do sistema e de distribuição de cargos. A forma do PSD fazer política é "mais do mesmo", porventura norteado por outros amigos e outros interesses.

 

A essas pessoas queria apenas lembrar que, daqui a 2 ou 3 ou 4 anos, não terão o direito de se mostrar desiludidas com Passos Coelho. Ele já demonstrou do que (não) é capaz, com este PSD. Não haverá surpresas, para essas pessoas, nem para este PSD.

 

Mas há alternativa. Mesmo para essas pessoas. É apenas votar em quem sabem que merece, em quem reconhecem consistência, coerência e competência. Não é preciso inventar. Basta MUDAR, para Portugal começar a MUDAR.

 

Este é o momento. Portugal merece uma oportunidade!!!

Publicado Por Francisco Meireles em 3/6/11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Para quem ainda tivesse dúvidas, aqui está a posição de Paulo Portas sobre uma eventual coligação com o PS de Sócrates, pós 5 de Junho

 

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/legislativas-2011/nao-faco-coligacao-com-socrates

 

Com toda a clareza.

 

Mais importante, na minha opinião, é o que Paulo Portas diz sobre as explicações para o "empate lírico" das sondagens e o bloco central.

 

Enfim, espero que as dúvidas tenham sido esclarecidas, para quem insistia, e que agora encontrem melhores desculpas, se realmente precisam delas.

Publicado Por Francisco Meireles em 30/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Nas sondagens, que devem estar a fazer um esforço louco para "corrigir" o efeito de rejeição ao Governo que as sondagens não captam. Na verdade, a percentagem de respostas às sondagens mantém-se muito baixa (a última da intercampus era de apenas 44,4%) havendo mais de 50% dos entrevistados que se recusa a responder.

 

Toda a gente percebe, basta "andar por aí", que nem mesmo os socialistas vão todos votar no PS, por causa da rejeição ao Governo e mais especificamente ao PM.

 

Toda a gente percebe que muita gente não encontra alternativas à esquerda, pelas mais diversas razões.

 

Toda a gente percebe que muita gente ainda não decidiu à direita; ou porque o PSD não convence ou porque o CDS, apesar de convencer, representa um salto muito grande. No entanto, cada vez são mais as pessoas que percebem o slogan do CDS: ESTE É O MOMENTO!

 

O que significa, na minha modesta opinião de não-especialista, que o CDS vai beneficiar de um crescimento natural, orgânico que o fixará no patamar dos dois dígitos; talvez 12, talvez 13%.

 

Mais importante, porém, creio igualmente que o CDS irá beneficiar de muito voto de protesto; protesto contra a actual situação, protesto contra o percurso que nos trouxe até aqui, protesto contra a falta de verdade no percurso recente, protesto contra a falta de mérito de alguma oposição, protesto contra a falta de credibilidade de muitos dirigentes e percursos partidários. Esse voto de protesto, sinto-o, irá dar um resultado histórico ao CDS. E se isso assusta o PSD, não deixa de ser um erro perseguir o voto útil à direita quando à muito voto desiludido ao centro e sobretudo ao centro esquerda. Se os dirigentes do PSD persistirem neste erro, acabarão por impedir a votação massiva na direita (PSD+CDS) que a situação e o discurso negacionista de Sócrates impõe e merece. Mas não conseguirão evitar o resultado histórico do CDS.

 

Quem me avisa meu amigo é. Faço-o agora para que depois não se diga que não o fizemos.

Publicado Por Francisco Meireles em 24/5/11
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Domingo, 22 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

As campanhas eleitorais são processos de sedução do eleitorado e até certo ponto compreende-se que evitem os temas desagradáveis. Esse é um facto da vida. Mas as campanhas eleitorais são também necessariamente projecções sobre o futuro e neste ano de 2011, as perspectivas do nosso futuro colectivo, de acordo com o relatório sobre a economia portuguesa publicado pelo Banco de Portugal na passada quinta-feira são, como bem diz o editorial do Expresso, aterradoras.

É fundamental não passar ao lado desta leitura autorizada do que nos espera para a próxima década: "O Programa de ajustamento económico e financeiro [leia-se compromisso com o FMI] contempla uma nova recessão em 2011, de magnitude elevada, que persistirá em 2012. Esta recessão prolongada será acompanhada de uma contração sem precedentes do rendimento disponível real das famílias e de novos aumentos da taxa de desemprego" (cfr. Banco de Portugal - Relatório Anual 2010 - Avaliação Global, pag. 25).

Publicado Por Zélia Pinheiro em 22/5/11
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Margarida Furtado de Mendonça

Praticamente toda a Europa vive de coligações e à direita.


Governo com coligação à direita = 15 países (como Reino Unido, Holanda, Dinamarca e Alemanha…)

 

Governo com coligação à esquerda = 1 país (o Chipre)

 

Governo à esquerda com governo minoritário = 3 países - Portugal, Espanha e Grécia.

Parece-me claro o caminho a seguir.

Publicado Por Margarida Furtado de Mendonça em 18/5/11
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 16/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
Francisco de Almeida

Passados já três debates, fico com a sensação de que falta qualquer coisa.

 

Passa-se muito tempo a criticar o actual governo e o candidato José Sócrates e muito pouco a falar do que eu considero essencial: as medidas concretas que cada um pretende aplicar, o impacto dessas medidas no país e nos Portugueses, e sobretudo, como é que cada um dos candidatos pretende dinamizar o crescimento da nossa economia.

 

Não se iluda quem acredite que o programa de governo está definido pela Troika. O acordo exprime linhas orientadoras para contenção de custos e aumento de receita do estado. Falta a transformação de muitas dessas linhas orientadoras em medidas concretas, e a capacidade de implementação dessas mesmas medidas. Falta também, a definição clara dos mecanismos que vão sustentar o crescimento económico, que não me parecem estar tão explícitos no acordo.  É nisto que importa avaliar os candidatos a Primeiro Ministro.

 

A crítica ao governo e a José Sócrates é, na minha opinião, uma infeliz manobra de diversão. É obviamente importante avaliar o trabalho feito por este governo, mas, o fraquíssimo trabalho por ele realizado nos últimos 6 anos, e a triste figura do actual PM são tão óbvios que até comentadores internacionais que olhem brevemente para Portugal o constatam com alguma facilidade. Continuar a "bater no ceguinho" vai permitir dar ao "ceguinho" exactamente o que ele quer: Por um lado, a pena do povo alimentando o seu argumento do "coitadinho"; Por outro, desviar a atenção das medidas concretas propostas por cada partido, alimentando o seu segundo argumento, o de que "estão todos a contribuir para uma crise política mas ninguém propõe nada melhor do que eu para nos tirar da actual situação".

 

Eu acredito que não há qualquer tipo de racionalidade em dar um voto que seja ao Sócrates. Quanto mais rápido os partidos assumirem isto e deixarem de lutar activamente contra a ideia de que José Sócrates pode ser reeleito, mais rápido vamos poder assistir a discussões mais construtivas sobre o que de facto é importante para todos nós: como é que pretendem tirar-nos desta "alhada". 

 

Publicado Por Francisco de Almeida em 11/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Publicado Por David Levy em 10/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Filipa Correia Pinto

Gosto do acordo. Não gosto de todas as medidas, mas gosto da ideia de irmos mudar de vida. Gosto da ideia de emagrecer o Estado, de termos de repensar a organização territorial e administrativo, de flexibilizarmos as normas laborais, de reformarmos a organização judiciária e de acelerarmos o funcionamento da justiça. Gosto da ideia de apostar na qualificação da mão-de-obra e na educação dos recursos, ainda que sem aumentar o volume do investimento actual na Educação. Gosto da ideia de que e possível fazer melhor, com o mesmo ou até com menos.

 

Obviamente, não gosto da pressão fiscal, que é imensa e vai ser muito dura; nem gosto do congelamento dos salários, que já são baixos; nem me agrada a ideia de reduzir as pensões através de um aumento de tributação, especialmente porque, no caso, das pensões, o Estado devia estar em condições de devolver aos trabalhadores aquilo que coercivamente os obrigou a entregar-lhe e que, lá atrás, já foi tributado. Mas isso, santa paciência, é a única forma de pagar a conta, ou melhor o calote, que este governo nos deixou. Se se querem queixar, não votem nos mesmos. E, nesse caso, eu também gosto...

 

Compreendo, mas também não gosto, que não haja nada no programa que vá verdadeiramente estimular o crescimento económico ou o emprego: as medidas laborais e de simplificação administrativa, e o emagrecimento do Estado terão, creio, nenhum efeito positivo no consumo e na poupança no curto prazo, e mesmo no médio, sem crescimento económico e aumento das exportações, vai apenas garantir – e nesta fase, convenhamos, não é pouco – que conseguimos honrar os nossos compromissos. Por isso, como já disse aqui,  é imperioso que o Governo que sair destas eleições saiba, em paralelo, apostar no crescimento e na criação de riqueza: nisso, a troika em nada o condicionou.

Publicado Por Filipa Correia Pinto em 6/5/11
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Victor Tavares Morais

É avisado não subestimar uma eventual participação do PS no próximo Governo, mesmo com o espartilho governativo imposto pelo MOU, a sua capacidade de fazer mal a Portugal é imensa. Ou, visto de uma outra forma, é enorme a sua competência de fazer o bem a alguns, ainda que poucos e poderosos.

Publicado Por Victor Tavares Morais em 6/5/11
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Estou em crer que muito do combate eleitoral que se aproxima será decidido nesta simples e subliminar mensagem:

 

De um lado, o PS do PM irá insistir que está tudo na melhor das normalidades, não fosse o chumbo do PEC e até nem haveria necessidade de eleições, troikas e austeridade.

 

O PSD concordará ou quase, pois acrescentará de dedo bem apontado, que estivemos à beirinha de um ataque de nervos, por culpa exclusiva de José Sócrates.

 

Do outro lado, estarão as pessoas que percebem que apontar para um défice de 3% em 2013 significa aumentar a dívida mais 5,9% do PIB em 2011, 4,5% em 2012 e 3% em 2013. Em números redondos, considerando o PIB em 160 mil milhões de euros, são mais 21,5 mil milhões que alguém há-de ter de pagar... preferia que não fossem os meus filhos.

 

Deste lado, felizmente, estará o CDS. Cujo maior combate será convencer o eleitorado de que a situação é excepcional e só será reversível se rompermos com o habitual...

 

Haja Fé!

Publicado Por Francisco Meireles em 3/5/11
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João Monge de Gouveia

Desentendimento na troika sobre o montante da ajuda a Portugal “está a atrasar o acordo.

 

Isto está bonito está.

 

No governo e no PS ninguém se entende... uns desaparecem, outros continuam amigos dos que desaparecem, aqueles vão substituir outros na representação do Governo à Troika...

 

No PSD nunca ninguém se entendeu.

 

E agora é a troika que não se entende.

Publicado Por João Monge de Gouveia em 3/5/11
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Francisco Meireles

É com profunda convicção que aceitei contribuir para esta Rua Direita. Não tenho dúvidas que o País vive momentos excepcionais e estou crente que a maioria de nós, portugueses, também o percebeu - apesar da eficácia da máquina do PS de Sócrates.

 

Nos últimos tempos, para além do circo da política, nós os portugueses demos vários sinais de inquietação. Antes de tudo o mais, os 191 mil que votaram em branco nas últimas eleições presidenciais. Estes quiseram dizer que não se reviam nas propostas do costume, nem nos pseudo-independentes como Fernando Nobre.

 

Depois disso, a manifestação do pessoal à rasca. Por muito que a imprensa os tente transformar num movimento "desalinhado", e por muito que os tentem "alinhar" à força sugerindo-lhes ou impulsionando-os a "organizarem-se", a verdade é que o grande triunfo desses jovens for ter dado aos portugueses a oportunidade de se manifestarem fora do contexto político-partidário (em que incluo as centrais sindicais). E foi por terem percebido que se tratava de um momento "independente", tanto quanto é possível, que centenas de milhar de portugueses por esse País fora desceram à rua, armados da sua inocência e da precariedade da sua relação com a política, para dizerem num silêncio ensurdecedor: QUEREMOS MELHOR!!!

 

Também quero melhor, para Portugal e sobretudo para os meus Filhos.

 

Por isso entendo que é a hora de votar no CDS. Creio que só há duas alternativas perante a situação a que o nosso sistema partidário trouxe o País: ou a revolução ou a opção pelas alternativas. Em Portugal só há duas alternativas: a de esquerda, no Bloco e no PCP, com resultados e propostas conhecidos; e a de Direita, no CDS.

 

 

 

Publicado Por Francisco Meireles em 3/5/11
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