Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Filipe Diaz

A noite de ontem trouxe-nos uma série de vitórias:

 

i. a maioria absoluta de direita, PSD (com 105 deputados) e CDS (com 24 deputados) juntos ultrapassam confortavelmente a barreira dos 115 deputados;

 

ii. a eleição de dois deputados aqui da Rua - Parabéns Inês e Adolfo;

 

iii. a estrondosa derrota do PS;

 

iv. a demissão do vencido José Sócrates (imediatamente despojado do temor reverencial de que parecia gozar) e, assumindo que por uma vez na vida cumpre o que promete, a garantia de que não assumirá qualquer cargo;

 

v. a redução do Bloco de Esquerda ao seu real esvaziado significado;

 

and, last but not least

 

vi. a certeza que o peso do CDS na sociedade portuguesa é actualmente muito maior do que aquele que revelam os números da urnas, penalizado que foi nas últimas semanas pelo incessante e aterrorizador apelo ao “voto útil” e cego.

 

A terminar, se me é permitido, um recado aos novos governantes... mãos à obra, que o país não pode esperar, a tarefa não é fácil, há muito para fazer e têm de mostrar aos portugueses que estão à altura do desafio e que, juntos, podemos fazer (muito) mais e melhor! 

Publicado Por Filipe Diaz em 6/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
João Maria Condeixa

 

Era uma espécie de oráculo para José Sócrates (e vice-versa): quando olhávamos para ele sabíamos que roupa iria vestir o Primeiro-Ministro no dia seguinte (e vice-versa); quando o ouvíamos sabíamos o que nos ia dizer o Primeiro-Ministro no dia a seguir (e vice-versa ); quando o víamos na defensiva era porque o Primeiro-Ministro tinha feito asneira (e vice-versa); quando o víamos desmentir uma notícia era porque o PM tinha mentido no dia anterior (e vice-versa); quando falava sobre o freeport era porque a nuvem se adensava sobre o José Sócrates (e vice-versa); quando o ouvíamos na rádio ficávamos com a ideia que era o PM que estava a falar (e vice-versa).

 

Até ao seu aparecimento só se tinham registado duplas personalidades de um mesmo corpo. Este foi o seu inverso: uma única personalidade a viver dois corpos. Vai deixar saudades.

Publicado Por João Maria Condeixa em 3/6/11
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Filipe Diaz

Neste último dia de campanha, oiçamos esta comunicação de José Sócrates: é preciso um novo Governo, com pessoas credíveis, com pessoas competentes, com pessoas capazes!

 

Outros tempos e outro contexto, mas a mensagem permanece inteiramente aplicável... é preciso mudar!

 

 
 
PS - Mais uma vez, agradeço a inestimável ajuda à produção do 31 da Armada. 

 

 

 

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
Bernardo Campos Pereira

Durante os seus 6 anos de governação, o José Socrates nunca aceitou ser entrevistado pela rádio Portuguesa que mais audiência tem, e que é isenta de interesses económicos ou políticos onde ele facilmente pode imiscuir.

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 2/6/11
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Francisco Beirão Belo

A 11 de Maio, José Sócrates defendeu no debate com o líder do Bloco de Esquerda que “apenas aceitaria uma descida pequena e gradual da taxa social única (TSU) e que essa medida ainda está em estudo”.

 

No entanto, no memorando assinado com a troika a 4 de Maio, e que demorou cerca de um mês a ser conhecida a tradução para Português, o Executivo de José Sócrates compromete-se com uma redução substancial da taxa social única (TSU).

 

Já dizia a minha mãe quando eu era pequeno, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

Publicado Por Francisco Beirão Belo em 2/6/11
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
João Maria Condeixa

 

O tempo de antena do PS é farto em ideias para o país. Fala em preservar a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde. Não diz como, nem a que custo, mas isso não interessa nada: as miss Universo também querem sempre a paz no mundo e nunca explicam como lá chegamos e acabam por ser eleitas.

 

Além de que estes temas servem de pretexto para atacar o PSD, esses neo-liberais-radicais-sociais-democratas-coisa-que-não-combina-nada-nem-faz-sentido-mas-que-é-o-único-argumento-de-campanha-de-José-Sócrates.

 

E como a Educação e a Saúde representam tanto e estão tão bem explicados, o resto do tempo de antena pode muito bem ser a bater, para variar só um bocadinho, nos outros: na culpa do PSD, na irresponsabilidade da oposição, na inexperiência de PPC, nas propostas incoerentes e irresponsáveis da oposição, etc.. De resto, nada que espante muito, pois Sócrates tem construído toda uma campanha baseada nos outros: naquilo que fizeram, que propõem e sobre o que disseram. Nisso e em apanhar chuva, Sócrates tem sido imbatível, pois de resto, de concreto para o país, nada apresenta desde o PECIV!

 

E apesar deste comportamento gratuito e insistente, António Costa ainda acha que é o PS o único partido capaz de promover a união, o entendimento e o compromisso. Dizer isso e que "só o PS saberá consolidar as finanças públicas" é viver vítima de cegueira partidária e de um descaramento atroz. Será que é capaz de o fazer na quadratura do círculo sem temer que os outros dois lhe caiam em cima ou se desmanchem a rir?

Publicado Por João Maria Condeixa em 1/6/11
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Sábado, 28 de Maio de 2011
João Maria Condeixa

Primeiro esconderam a crise. Depois esconderam a necessidade de pedir ajuda. Mais tarde esconderam o acordo que tinham feito, optando por apresentar aquilo que o documento não tinha. Depois esconderam a sua tradução. E por fim esconderam o negócio final que tinham acordado com a Troika.

 

Não interessa se apenas mudaram as datas - aparentemente mudou mais qualquer coisa -. O que importa é que mais uma vez o governo mentiu aos portugueses. Ocultou-nos a verdade. E isso é razão suficiente para não lhe ser confiado o voto.

Publicado Por João Maria Condeixa em 28/5/11
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Pedro Gomes Sanches

José Sócrates novamente internado de urgência em hospital psiquiátrico.

 

O candidato socialista a primeiro-ministro continua a sofrer de fortes delírios e foi novamente internado em unidade hospitalar psiquiátrica. Fontes próximas do staff socialista fizeram saber que José Socrates continua a ouvir passos de coelho e Portas a bater; mais recentemente queixa-se também de perseguições internas, e passa o tempo sobressaltado e a olhar para trás.

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 28/5/11
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

José Sócrates no Centro Novas Oportunidades da Amadora: "O principal problema do país é a falta de certificações".

Publicado Por Zélia Pinheiro em 26/5/11
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
Francisco Beirão Belo

Mais uma vez o governo socialista de José Sócrates é apanhado a mentir! 

 

O Fundo de Estabilização da Segurança Social, cujo objectivo é acudir a eventuais desequilíbrios de tesouraria relacionadas com o pagamento de pensões aos reformados, foi usado na compra de dívida pública Portuguesa. Isto apesar, de à menos de 2 meses, o governo socialista ter desmentido formalmente esta notícia.

 

Desta forma, através da utilização de meios de um fundo que é suposto ser gerido por uma entidade autónoma do estado, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, o governo socialista pode voltar a falar de mais um sucesso no leilão de dívida pública portuguesa numa tentativa de demonstrar a confiança dos mercados nas suas políticas.

 

Para este governo, o que interessa é se assim fica melhor ou fica melhor assim, e não o que é o melhor para Portugal e para os Portugueses.

Publicado Por Francisco Beirão Belo em 25/5/11
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Margarida Bentes Penedo

 

José Sócrates nunca viu Passos Coelho apresentar "uma obra que fosse que lhe pudesse dar autoridade para pedir o voto aos portugueses". Entendo. Porque há políticos de quem nunca se viu nada. Mas José Sócrates, antes de pedir o voto aos portugueses, já tinha uma obra vasta.

 

 

 

A arquitecta que apreciou um licenciamento advertiu: "Todas as peças têm que ser assinadas pelo autor do projecto. Não se aceitam rabiscos que não são nada em folhas de responsabilidade (...) têm que ter uma assinatura legível". Esta senhora foi séria e responsável. Reconhecendo no que via uma obra destinada à controvérsia, quis proteger José Sócrates impedindo que, mais tarde, a autoria viesse a ser disputada por algum projectista de talento inferior.

 

Almeida Santos já disse que José Sócrates se demite caso perca as eleições. Não quererá tutelar uma pasta ministerial num governo em que não seja líder, e "não podemos exigir isso dele".

 

O regresso à Cova da Beira está portanto previsto para os próximos dias. Entre técnicos municipais, beneméritos da Guarda, responsáveis culturais, guias turísticos, especialistas de saneamento e simples populares, a alegria é imensa. A multidão já começou a concentrar-se para uma recepção apoteótica, preparando-se para cantar, dançar e lançar sobre José Sócrates as mais variadas oferendas.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 25/5/11
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Sábado, 21 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

José Sócrates em Évora: "O programa Novas Oportunidades fez 500 mil portugueses mais felizes".

Publicado Por Zélia Pinheiro em 21/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

Hoje de manhã, na conferência do Diário Económico, José Sócrates evidenciou dificuldades em responder a uma pergunta sobre os problemas de competitividade da economia portuguesa nos ultimos seis anos.

 

Um empresário interpelou-o, de forma absolutamente correcta, observando que, após ter ouvido o discurso de JS, lhe parecia que "os seus actos não reflectiam as suas palavras".

 

Na reacção de José Sócrates, não sei o que me surpreende mais: se a falta de fair play em resposta a uma pergunta fundamentada e mesmo educada, se a colocação da questão no campo pessoal ("eu não lhe reconheço nenhuma autoridade moral para dizer que as suas palavras correspondem melhor aos seus actos do que as minhas"), se o tom quase ameaçador daquele "eu não gostei do que disse - não gostei".

 

Mas acho que já sei porque é que Sócrates prefere conferências de imprensa sem perguntas, fotógrafos nem cameramen.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 20/5/11
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
Filipa Correia Pinto

É oficial: José Sócrates transformou esta campanha numa corrida aos Óscares. 

 

Alguém lhe devia dizer que o de melhor actor principal já é dele, escusa de continuar a performar.

 

O PS também podia ficar com a melhor comédia, mas tudo isto me continua a parecer excessivamente trágico e bizarro para tanto.

Publicado Por Filipa Correia Pinto em 19/5/11
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Publicado Por João Monge de Gouveia em 18/5/11
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Zélia Pinheiro

São os almoços que o PS oferece na campanha eleitoral na Madeira, assim juntando 800 pessoas, explica o Bernardo Ferrão na SIC.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 18/5/11
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
João Ferreira Rebelo

Hoje de manhã tive de ir à Loja do Cidadão. Decidi apanhar o Elevador da Glória e no meio de dezenas de turistas, 2 italianos e 2 ingleses elogiavam sobejamente Lisboa.

 

Gabavam o nosso sol, a nossa arquitectura, a excelente gastronomia e a arte de bem servir. De seguida, já em tom de espanto, comentavam que se vive muito bem em Lisboa, que não se vê miséria, nem pobreza (depende por onde andaram, é certo) e concluíram, já com o apoio de outros turistas que os ouviam, que Portugal não precisa de ajuda externa, que tudo não passa de um embuste para gamar uns trocos aos vizinhos ricos da Europa.

 

Estive quase para pedir desculpa em nome dos Portugueses e para explicar que daqui a 3 semanas vamos finalmente ter um novo governo e mandar para casa aquele Senhor que nos deixou nesta situação. Mas por momentos tive receio de também eu poder estar a mentir…

Até os estrangeiros percebem que o nosso Governo não aumentou a dívida para fazer face a graves problemas sociais, mas antes para levar a cabo políticas megalómanas, grandes obras não urgentes e favorecer interesses pessoais.

 

O que nos falta para perceber também?

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 17/5/11
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

"Sou responsável pela reforma da segurança social. Sou responsavel pela reforma na área da energia. Sou responsável pela reforma na educação. Sou responsável pela reforma das novas oportunidades. Sou responsável pelas reformas que fiz na área da ciência. Sou responsável pelas reformas que fiz na modernização administrativa", disse Sócrates no inicio do debate com Louçã.

 

No discurso político do PS há um antes de Sócrates e um depois de Sócrates. Antes de Sócrates os governantes partilhavam os alegados méritos com a equipa e usavam quase exclusivamente a terceira pessoa do plural: "nós conseguimos", "nós fizemos", "nós somos responsáveis", etc.

 

Depois de Sócrates o discurso ficou reduzido ao engrandecimento do líder e utiliza-se a primeira pessoa do singular.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 12/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
Francisco de Almeida

Passados já três debates, fico com a sensação de que falta qualquer coisa.

 

Passa-se muito tempo a criticar o actual governo e o candidato José Sócrates e muito pouco a falar do que eu considero essencial: as medidas concretas que cada um pretende aplicar, o impacto dessas medidas no país e nos Portugueses, e sobretudo, como é que cada um dos candidatos pretende dinamizar o crescimento da nossa economia.

 

Não se iluda quem acredite que o programa de governo está definido pela Troika. O acordo exprime linhas orientadoras para contenção de custos e aumento de receita do estado. Falta a transformação de muitas dessas linhas orientadoras em medidas concretas, e a capacidade de implementação dessas mesmas medidas. Falta também, a definição clara dos mecanismos que vão sustentar o crescimento económico, que não me parecem estar tão explícitos no acordo.  É nisto que importa avaliar os candidatos a Primeiro Ministro.

 

A crítica ao governo e a José Sócrates é, na minha opinião, uma infeliz manobra de diversão. É obviamente importante avaliar o trabalho feito por este governo, mas, o fraquíssimo trabalho por ele realizado nos últimos 6 anos, e a triste figura do actual PM são tão óbvios que até comentadores internacionais que olhem brevemente para Portugal o constatam com alguma facilidade. Continuar a "bater no ceguinho" vai permitir dar ao "ceguinho" exactamente o que ele quer: Por um lado, a pena do povo alimentando o seu argumento do "coitadinho"; Por outro, desviar a atenção das medidas concretas propostas por cada partido, alimentando o seu segundo argumento, o de que "estão todos a contribuir para uma crise política mas ninguém propõe nada melhor do que eu para nos tirar da actual situação".

 

Eu acredito que não há qualquer tipo de racionalidade em dar um voto que seja ao Sócrates. Quanto mais rápido os partidos assumirem isto e deixarem de lutar activamente contra a ideia de que José Sócrates pode ser reeleito, mais rápido vamos poder assistir a discussões mais construtivas sobre o que de facto é importante para todos nós: como é que pretendem tirar-nos desta "alhada". 

 

Publicado Por Francisco de Almeida em 11/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

Interessante e lúcida análise de Manuel Maria Carrilho na TVI. O debate com Paulo Portas revelou pela primeira vez um José Sócrates à defesa, e um PS que se apresenta triplamente isolado: sem parceiro - depois de PSD e CDS convergirem na estratégia de não aceitar governar com o PS, só pode prometer um impasse ao país, com um governo de minoria em conflito com o presidente; sem programa - com um programa que não integra as propostas da troika e se limita a dar mais do mesmo, "só faltando trazer de novo os magalhães"; sem equipa -  com Sócrates sozinho com o seu bunker, sem economistas nem independentes.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 10/5/11
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João Maria Condeixa

 

Não é que ambicione passar fome ou andar roto pelas ruas. Não quero sequer chegar a meio do mês contando os dias que faltam para o final e as moedas de cêntimo que me restam na carteira, mas a verdade é que era isso que José Sócrates merecia que me acontecesse. Pela forma como ele pensa que gere o meu dinheiro, pela forma como ele pensa que o usa e que dele abusa. Pela forma como o sente seu a ponto de, sem vergonha, o demonstrar nesta frase:

"Você comprou os submarinos, mas fui eu que os paguei"

 

Senti-me roubado e expropriado no debate. Órfão de sistema e de Estado - eu que tanto o desprezo - quando percebi que acima dele, se sentia uma pessoa, a ponto de achar que o meu dinheiro, que o nosso dinheiro, lhe pertencia. Dele para pôr e dispor, ignorando o suor que a mim me custara amealhá-lo. Ignorando os sacrifícios que tive de fazer ou o que tive de aturar para o juntar. Dele para sonhar, mandar e pagar.

 

Só por isto Sócrates merecia que eu não tivesse mais para lhe dar e que se cumprisse a máxima de Margaret Tatcher:

 

"O Socialismo dura até que se acabe o dinheiro dos outros"

 

De facto, podemos todos dizer que estamos no bom caminho para alcançar tal objectivo. Pena que seja esta a forma que estamos a escolher para lhe impor um fim.

Publicado Por João Maria Condeixa em 10/5/11
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
João Ferreira Rebelo

Temos assistido a alguma descoordenação interna do PSD, nomeadamente entre o seu líder e certos membros “menos tímidos” da sua equipa. O que de certa forma se compreende, pois dado o (mau) estado da Nação todos querem contribuir com ideias, sugestões, etc. Mas se aceitamos que venham a lume muitas ideias, muitas soluções, ainda que não coincidentes dentro do mesmo partido, já nos custa a aceitar que o PSD se desvie do alvo José Sócrates e comece também a disparar noutras direcções. Isto a propósito do eterno cliché do voto útil.

 

Em 2009, a bandeira do voto útil não serviu de muito ao PSD. Não só perdeu as eleições para José Sócrates, como viu o CDS crescer. Contudo, parece querer insistir na receita, o que honestamente não se compreende. Até os cidadãos mais desligados da política activa já começam a perceber que o binómio PS/PSD não é solução. Felizmente já muita gente percebe que há alternativas sérias e credíveis e só fazia bem à saúde do PSD ter noção disso mesmo, ao invés de insistir que só se justifica o voto nos dois típicos partidos que nos têm governado.

 

Por outro lado, no limite, esta posição favorece o voto no PS, pois aceita de barato que a alternativa para quem não quer votar no PSD é mais Governo com José Sócrates. E isto sim é verdadeiramente inaceitável, pelo que não devia sequer entrar na equação. Já bastam os votos de todos aqueles que acompanham o PS sem discutir (e que, infelizmente, continuam a ser muitos), mas vamos, por favor, ter um discurso decente e convincente para os indecisos e para os descontentes.

 

É caso para perguntar, voto útil, para quem? A quem é que é útil reduzir as hipóteses de voto ao PS e ao PSD? Não é aos Portugueses, com toda a certeza, pois, acima de tudo, essa escolha forçada é a grande responsável da abstenção e do discurso do “não vale a votar, são todos iguais…”. Não é verdade, não são todos iguais e há mais possibilidades. O CDS é sem dúvida uma delas, com provas dadas, gente séria, descomprometida e competente. E o PSD devia perceber (mais do que perceber, aceitar) essa realidade e dirigir as suas forças para o inimigo n.º 1 de Portugal e não para o CDS. E devia fazê-lo depressa, antes que, mais uma vez, seja tarde.

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 9/5/11
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Sábado, 7 de Maio de 2011
Margarida Bentes Penedo

Mais uma vez, António Barreto tem razão em quase tudo o que diz. Na entrevista que deu ao i, afirma termos passado por "um momento obsceno da vida política", e sublinha bem que os partidos do chamado "arco governativo" não são todos iguais.

 

Só se esquece de dizer que uma nova aliança com o CDS podia ter alterado a natureza do PSD.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 7/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
João Maria Condeixa

Enquanto não recorríamos à ajuda externa - que hoje já sabemos ter vindo tardiamente - andámos entretidos em leilões sucessivos de dívida pública a ponto do PM deixar de vender Magalhães para passar a vender títulos mundo fora. De balão em balãozinho de oxigénio fomos protelando o resgate, mesmo que o oxigénio estivesse a preços insustentáveis. Entretanto os interessados - viemos a saber - foram quase sempre os mesmos. Apesar das deslocações às Arábias e das vindas dos senhores do Sol posto, a dívida acabou por ser comprada, sobretudo pelos da casa: a banca portuguesa. E a história terminou onde já sabemos, quando estes disseram "Basta!".

 

Só que agora temos mais dados. E comparando os juros de hoje - ‎3,25% nos 3 primeiros anos e 4,25% a partir do quarto ano - com os juros de então, ficamos a saber que este atraso no pedido de ajuda, não só obrigou a um remédio mais severo, como se mostrou a solução mais dispendiosa. A teimosia de Sócrates - Teixeira dos Santos, por si, talvez até tivesse atirado a toalha aos 7%, como disse - representa, assim, sacrifícios  acrescidos e financeiramente a opção mais dolorosa.

 

Obrigado, Senhor Primeiro-Ministro!

Publicado Por João Maria Condeixa em 6/5/11
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João Maria Condeixa

Finalmente vejo uma bolinha no canto superior direito enquanto José Sócrates fala.

Publicado Por João Maria Condeixa em 6/5/11
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
João Ferreira Rebelo

... E para não variar temos muito de agradecer a José Sócrates: Ficamos todos com o 13º e 14º mês, nada se passa, afinal o acordo com a Troika é só um memorando de intenções, deixem lá vir o dinheirinho para tapar uns buracos e daqui a uns tempos logo se vê como se paga. Se não pagarmos, os ricos da Europa emprestam mais.

 

E assim se faz campanha!

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 5/5/11
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João Távora

 

Quem se vai ver à rasca logo à noite na Quadratura do Circulo na SIC Notícias é o nosso inenarrável António Costa com o seu discurso subjugado à "narrativa socrática".

Publicado Por João Távora em 5/5/11
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João Távora

 

Todos os jornais cometem erros e são manipuláveis por fontes. O Negócios também já errou e errará. Mas houve desinformação gritante nos últimos dias, com exagero claro de medidas de austeridade, o que teve beneficiários. Como é verificável, o Negócios deu em primeira mão muitas medidas, incluindo o próprio pedido de ajuda. Não demos tudo o que agora se sabe. Mas não falhámos nada. À cumplicidade com as fontes preferimos a cumplicidade com os leitores. E assim não os enganámos.

 

Post scriptum do editorial de ontem do Negócios por Pedro Santos Guerreiro

 

Em estéreo

Publicado Por João Távora em 5/5/11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
João Maria Condeixa

Do que pude ver do memo da troika - na diagonal pois vim experimentar as urgências de um hospital antes que tudo mude - fiquei com a nítida noção que não é um PEC IV mas que ainda que fosse, seria sempre areia a mais para a camioneta socialista refém de tantos interesses.

 

No PEC IV não falavam numa reforma administrativa do país e agora fala-se. No PEC IV não falavam em privatizações de empresas públicas e agora fala-se. No PEC IV não se falava em impostos e agora fala-se. Não se falava na uniformização do IVA. Não se falava em muito do que agora se fala pois o PEC era mais um remendo e não a cura!

 

Mas mesmo que se falasse, reitero o que sempre disse: o maior problema reside na execução. E como sabemos o défice do PS nesse aspecto é superior ao nacional!

 

E agora se não se importam vou tirar ali um raio-x..

Publicado Por João Maria Condeixa em 4/5/11
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João Ferreira Rebelo

Diziam-me esta tarde que não vale a pena bater no “ceguinho”, que já chega de apontar o dedo a José Sócrates e que agora é hora de discutir e avançar. Quanto a esta última parte, não podia estar mais de acordo. Já quanto ao “ceguinho”, alguém está a ver mal o filme… O dito “ceguinho” é aquele que continua a aparecer bem posicionado nas sondagens, com uma equipa de marketing político fortíssima, em sério de risco de voltar a ser 1º Ministro!

 

Logo, não, não é demais dar conta de todas e cada uma das artimanhas de José Sócrates. Chega de deixar as culpas cair em sacos rotos. Chega de ter memória curta. Desculpem, mas os ceguinhos temos sido todos nós (uns mais que outros, é certo).

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 4/5/11
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