Rua Direita
Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
Bernardo Campos Pereira

O verdadeiro Passos começa a saír da casca.

 

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 2/6/11
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
José Meireles Graça

Olhe, PPC, se quer mesmo que toda a gente se esqueça da bancarrota Sócrates, dou-lhe algumas dicas. Fale:


a) do apagão da Luz e do que se passa na arbitragem;

b) da diferença de alturas entre os membros do casal Sarkozy;

c) da regionalização, sem esquecer de referir que Pinto da Costa dava um óptimo Presidente da Região Norte.


Isto deve chegar para não se falar de mais nada até ao dia 5. Se o palavreado esmorecer, dê-me uma telefonadela: tenho mais 723 temas da actualidade.

Publicado Por José Meireles Graça em 26/5/11
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Filipe Diaz

Muito se vai discutir sobre a mais recente preocupação eleitoral do PSD, a saber, a possível revisão da lei do aborto e a necessidade, ou oportunidade, de um novo referendo... mas enquanto isso, deixo-vos apenas dois curiosos, e certamente inocentes, aspectos da introdução deste tema na campanha em curso:

 

- "Em declarações ontem à Rádio Renascença, Passos Coelho lembra que sempre defendeu a legalização do aborto mas frisa que é preciso, passados quatro anos, ver o o que correu bem e o que correu mal" - e volto a sublinhar, "à Rádio Renascença"!

 

-  E segundo Passos Coelho: "Hoje, é muito fácil as pessoas poderem evitar esse tipo de situações, desde que actuem com alguma rapidez, desde que o Estado e a sociedade dêem informação necessária às pessoas" - mesmo para bom entendedor, importa-se de repetir!?!

Publicado Por Filipe Diaz em 26/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Luís Pedro Mateus

Do debate de hoje entre Sócrates e Passos Coelho, mais do que o arremesso de argumentos e críticas, mais do que a observação da táctica política, ficar-me-á na retina, porque disso não me conseguirei abstrair, que ambos são fruto dum mesmo percurso pessoal que repudio: o do indivíduo que ingressa cedo na política e que em tudo o que fez na vida, fê-lo e conseguiu-o apenas por ser do PS ou do PSD. E a culpa não será deles, talvez. A culpa é mesmo da lógica interna que habita tanto PS, como PSD.

 

Olhe-se para o percurso de Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Paulo Portas e descubram-se as diferenças. Todos eles tiveram uma vida profissional fora da política e independente dela.

Dou valor a isso. Se calhar sou picuinhas.

Publicado Por Luís Pedro Mateus em 20/5/11
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Zélia Pinheiro

Primeiro foi no debate com Sócrates, em que atrapalhou seriamente o PM demisssionário ao confrontá-lo com uma carta do governo ao FMI assumindo o compromisso de uma "grande descida" da taxa social única, descida essa já defendida pelo PSD e atacada pelo PS.


Agora foi a vez da privatização das Águas de Portugal, defendida pelo PSD e a ser alvo da contestação do PS de José Sócrates, mas que, ficámos a saber pelo Público, também constou em 2000 de intenções e estudos do Ministério do Ambiente então liderado por... José Sócrates. "Quando Passos leva uma banana, já Sócrates traz um cacho. Mais depressa se apanha um privatizador que um mentiroso", disparou hoje Louçã no seu mini-comicio em Lisboa.


Ou seja, a pre-campanha está a revelar-nos a mais improvável das convergências: Francisco Louçã a dar uma ajuda inesperada a Passos Coelho. Não será por acaso. As sondagens têm mostrado o que parece ser uma tendencia consolidada de voto útil no PS em prejuizo do Bloco. Amor com amor se paga e Francisco Louçã tem muito amor para dar.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 20/5/11
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
Francisco Meireles

O facto de menos de metade das pessoas responderem. Por exemplo aqui no Público (sondagem Intercampus).

 

Se repararem na ficha técnica, apenas 45,6% dos entrevistados responderam; e entre esses mais de 23% não sabem o que responder; e 17,5% dizem que não votam. Sobram cerca de 60% dos tais 45,6% o que dá cerca de 27% de participação efectiva dos entrevistados. Tudo o mais são extrapolações, por mais técnicamente bem elaboradas que sejam. Para não dizer mais nada, concluo apenas que "não admira" o empate técnico, nem muito menos as variações entre 1º e 2º "classificado": basta ser a mãe a responder em vez do pai, ou o irmão em vez da irmã, em três ou quatro lares diferentes (estes valores representam cerca de 100 votos no PSD e no PS; duas ou três "diferenças de opinião" correspondem a variações de 2 ou 3%!!!!!). Já para não falar no CDS, caso a avó tenha ido jantar a casa dos netos, ou o neto a casa da avó...).

 

Obviamente, este tipo de "sondagem" interessa a muitos "técnicos de sondagens"!

 

Que eu não sou. Nem quero ser; mas... também não sou parvo.

Publicado Por Francisco Meireles em 17/5/11
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
João Lamy da Fontoura

São duas palavras que, do meu ponto de vista, sintetizam a prestação de Paulo Portas no debate com Passos Coelho e, em particular, os dois pontos que, para mim, dele se destacam:

 

(a)    Perante o raciocínio em ciclo vicioso de Passos Coelho de que é ao PSD que cabe liderar o próximo Governo e que, para isso, precisa de uma ampla votação, a demonstração de que uma opção maciça dos eleitores pelo CDS não prejudica (antes pode favorecer) o derrube de Sócrates. Ilustrada pelo cenário de 23% de votos no PSD e 23,5% no CDS, assistimos a uma claríssima refutação - aliás, sem resposta - da tese do voto pretensamente útil. Daí o desassombro;

 

(b)   A clarificação de que o essencial, no que respeita à representação política, estará na proporcionalidade na conversão dos votos em mandatos e não tanto no número de deputados total na Assembleia da República. Aí reside a desmistificação (e a certidão de óbito?) daquele que vem sendo apontado como um dos temores recorrentes daqueles que se revêem no CDS.

 

Isto exposto - e não é pouco, já que aqui vai ínsita a assunção do CDS como uma alternativa real -, a consistência da linha de actuação e do caminho proposto pelo CDS tomaram forma no próprio debate, restando, apenas, uma dúvida, que Passos Coelho não esclareceu: se não era o CDS, quem seria, então o «pau de cabeleira»?

Publicado Por João Lamy da Fontoura em 13/5/11
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Francisco de Almeida

Pedro Passos Coelho: Temos de baixar a TSU porque está num documento a dizer que é crítico e vamos financiar isso com o aumento de impostos. Quais? Nem ideia, como aliás podem perceber pela diferença de opiniões dentro do partido.

 

Paulo Portas: Estudei o assunto a fundo. Tenho uma série de reservas sobre a sua implementabilidade, já que não quero onerar mais o povo com o imposto mais injusto de todos. Não me posso comprometer com políticas que prejudicam mais os Portugueses do que ajudam, e tenho alternativas à redução da TSU para dinamizar a economia.

 

Numa frase: Um está preparado para ser primeiro ministro o outro nem equipa tem!

Publicado Por Francisco de Almeida em 13/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
João Monge de Gouveia

Passos quer manter IVA intermédio, Catroga admite que não

 

Mas estes senhores não falam antes? não seria trocar uns sms antes de dizer seja o que for?

 

Como diz o ditado " cada tiro, cada melro".

Publicado Por João Monge de Gouveia em 11/5/11
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Francisco de Almeida

Passados já três debates, fico com a sensação de que falta qualquer coisa.

 

Passa-se muito tempo a criticar o actual governo e o candidato José Sócrates e muito pouco a falar do que eu considero essencial: as medidas concretas que cada um pretende aplicar, o impacto dessas medidas no país e nos Portugueses, e sobretudo, como é que cada um dos candidatos pretende dinamizar o crescimento da nossa economia.

 

Não se iluda quem acredite que o programa de governo está definido pela Troika. O acordo exprime linhas orientadoras para contenção de custos e aumento de receita do estado. Falta a transformação de muitas dessas linhas orientadoras em medidas concretas, e a capacidade de implementação dessas mesmas medidas. Falta também, a definição clara dos mecanismos que vão sustentar o crescimento económico, que não me parecem estar tão explícitos no acordo.  É nisto que importa avaliar os candidatos a Primeiro Ministro.

 

A crítica ao governo e a José Sócrates é, na minha opinião, uma infeliz manobra de diversão. É obviamente importante avaliar o trabalho feito por este governo, mas, o fraquíssimo trabalho por ele realizado nos últimos 6 anos, e a triste figura do actual PM são tão óbvios que até comentadores internacionais que olhem brevemente para Portugal o constatam com alguma facilidade. Continuar a "bater no ceguinho" vai permitir dar ao "ceguinho" exactamente o que ele quer: Por um lado, a pena do povo alimentando o seu argumento do "coitadinho"; Por outro, desviar a atenção das medidas concretas propostas por cada partido, alimentando o seu segundo argumento, o de que "estão todos a contribuir para uma crise política mas ninguém propõe nada melhor do que eu para nos tirar da actual situação".

 

Eu acredito que não há qualquer tipo de racionalidade em dar um voto que seja ao Sócrates. Quanto mais rápido os partidos assumirem isto e deixarem de lutar activamente contra a ideia de que José Sócrates pode ser reeleito, mais rápido vamos poder assistir a discussões mais construtivas sobre o que de facto é importante para todos nós: como é que pretendem tirar-nos desta "alhada". 

 

Publicado Por Francisco de Almeida em 11/5/11
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Helena Costa Cabral

Depois do debate de hoje a conclusão da Inês é ainda mais verdadeira.

 

Para superar o candidato José Sócrates, o candidato Pedro Passos Coelho tem de ser mais assertivo. À pergunta colocada por Judite de Sousa sobre se governaria com o PS caso este ganhasse, a única resposta aceitável seria algo na linha de: "Felizmente não preciso sequer de considerar esse cenário porque o PS NÃO VAI GANHAR. Tenho confiança nos portugueses e sei que eles saberão tomar a decisão certa no momento certo".

 

Em caso de insistência da jornalista deveria aprender com o seu adversário desta noite e repetir o mesmo por outras palavras (táctica de herança marxista tão útil em surpreendentemente tantas situações). Só em estado de pré-exaustão conseguiria Judite de Sousa arrancar-lhe o "Não" que tão prontamente hoje respondeu.

 

É urgente instalar o sentimento de que Sócrates tem os dias contados. Todos sabemos o papel fundamental desempenhado pelos eleitores "à boca da urna" que votam de acordo com a ideia generalizada do vencedor, seja por necessidade de pertença a um grupo, seja por gostarem de ir apitar para o Marquês, isso não interessa. Interessa é instituir a profecia auto-realizante certa e garantir que o candidato José Sócrates não terá a oportunidade de gerir nem mais €5 do nosso dinheiro.

Publicado Por Helena Costa Cabral em 11/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
António Sousa Leite

O PSD já percebeu que (mais uma vez...) toda a sua campanha é um algomerado infinito de calinadas. Já percebeu que o seu vácuo ideológico (ou antes execesso, já que deve ter uma corrente política por militante) lhe está a fazer perder (uma vez mais contra Sócrates). Que os milhares de medidas avulsas que apresentam diariamente já não convencem ninguém. Que afinal a culpa não era de Mendes, de Menezes, de Ferreira Leite, nem sequer é de Passos. É de um partido cuja razão de existência se torna cada vez menos evidente, numa tentativa desesperada de se demarcar do outro partido de matriz social-democrata que por aqui existe.

 

Resolvem, então, recorrer à estratégia mais baixa: manipular o medo das pessoas. Ontem Marcelo, hoje Passos e Menezes. Todos os grupinhos que costumam andar às turras dentro daquele partido se uniram para tentar vencer, pelo medo, não aquele que é tido como o seu adversário na luta para o poder, mas o partido que lhe poderá dar uma maioria estável para governar.

 

Apelam às pessoas ao voto útil face a um (já desmentido...) possível acordo entre o CDS e o PS. Fazem crer às pessoas que apenas a maioria absoluta de um partido é uma solução viável - quando todos sabemos com um intervalo de confiança de 90% e uma margem de erro de 2% (mais coisa menos coisa) que tal maioria nunca irá ser possível.

 

Pior! O ilustre Professor Marcelo veio meter mais macaquinhos no sotão dizendo que o pior para o país é um CDS que tenha poder de escolher o seu parceiro de coligação. Que o seu partido fica refém do CDS e, uma vez que os 2 "partidos da alternância democrática" decidiram que são o país, tendo o seu partido de assumir um maior compromisso (tão pedido aos partidos pelo Sr. Presidente da República - imagine-se - militante do PSD) sendo isso mau para o partido, é-o para o país. Para o Douto Senhor, se os portugueses quiserem experimentar algo novo, depois da experiência traumática dos últimos anos, isso é o pior para o país, ainda mais se escolher governar com o seu partido e não com o PS. Porque sabe que governando o CDS com o PS isso significa a auto-destruição do primeiro, o que é sempre recomendável a quem está habituado a só ter um grande rival com que se preocupar.

 

Depois vem aquele ilustre militante laranja de Gaia dizer que um voto no CDS é um voto no PS. Alertar para o enorme risco de um governo PS-CDS. Apenas porque o CDS não cedeu ao perigo - não custa lembrar, recordado pelo PR, militante do PSD - de haver na campanha uma crispação tal que impossibilite qualquer entendimento, ao contrário de um imaturo Passos Coelho. Se o CDS tivesse o comportamento do PSD, saía do mapa. Como explica porque é que não se vai entender com Sócrates, em vez de fazer birra e um drama do tipo "nós ou eles", sem explicar nada, há quem imagine por aí que somos uma força maléfica que na verdade o que quer é governar com o sr "engenheiro".

 

Mas o melhor de tudo é o presidente do PSD, apelando a claras maiorias porque não quer nenhum pau-de-cabeleira. Para quem não entenda o que tal significa, o dito senhor não quer que Portas se intrometa no seu namoro com Sócrates.

 

Pois bem, meus senhores, os portugueses não são estúpidos, portanto o tiro há-de lhes sair pela culatra. Para mal do país, pois creio que infelizmente nem todos os que deixem de votar PSD por causa desta campanha aberrante se mudarão para a direita.

Publicado Por António Sousa Leite em 10/5/11
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Publicado Por João Monge de Gouveia em 5/5/11
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