Rua Direita
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Filipe Diaz

Domingo chega o momento em que avaliaremos a verdade dos últimos anos de governação, o momento em que decidiremos a verdade dos próximos anos, o momento em que votaremos para traçar a verdade do rumo do nosso país.

 

E nesse momento de verdades, as discussões a que assistimos nas últimas semanas sobre a utilidade do nosso voto são inúteis, pois o voto que deixarmos nas urnas só será útil se for...

 

... reflectido, por ter em conta o passado e as propostas apresentadas por cada um dos partidos!

 

... ponderado, por atender ao trabalho dos seus líderes e dirigentes e à coerência das suas posições!

 

... altruísta, por corresponder à opção que cremos ser melhor todos! 

 

... verdadeiro, por traduzir uma oportunidade única em que, em consciência, olhando aos nossos valores, princípios e convicções, podemos, cada um de nós, com sinceridade, fazer ouvir a nossa voz e fazer a diferença no nosso destino comum! 

 

Este é momento, por todos, por Portugal!

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Francisco Meireles

Andam por aí umas pessoas, com um ar muito sério de quem pondera razoavelmente os problemas, a afirmar que vai votar PSD, apesar de achar que o CDS merece, com o argumento de que é importante que o PSD ganhe claramente as eleições. Para essas pessoas, não o escondem, o mais importante é garantir que Portugal MUDA.

 

Vinha apenas lembrar a essas pessoas que se insistirem em fazer essa escolha, depois não tem o direito de se queixar.

 

O PSD há muito que não consegue esquecer o que é: uma máquina de ocupação do sistema e de distribuição de cargos. A forma do PSD fazer política é "mais do mesmo", porventura norteado por outros amigos e outros interesses.

 

A essas pessoas queria apenas lembrar que, daqui a 2 ou 3 ou 4 anos, não terão o direito de se mostrar desiludidas com Passos Coelho. Ele já demonstrou do que (não) é capaz, com este PSD. Não haverá surpresas, para essas pessoas, nem para este PSD.

 

Mas há alternativa. Mesmo para essas pessoas. É apenas votar em quem sabem que merece, em quem reconhecem consistência, coerência e competência. Não é preciso inventar. Basta MUDAR, para Portugal começar a MUDAR.

 

Este é o momento. Portugal merece uma oportunidade!!!

Publicado Por Francisco Meireles em 3/6/11
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
CM

Caminhos-de-Ferro (2010)

 

Passivo:  3.666 Milhoes de EUR   (2.2% PIB)

Capital Próprio:  -2.446 Milhoes de EUR   (1.5% PIB)

Resultados:  -195 Milhoes de EUR

 

Remuneração orgãos sociais: 454 mil EUR

 

REFER (2010)

 

Passivo:   2.712 Milhoes de Eur   (1.7% PIB)

Capital Próprio:  -1.445 Milhoes de EUR   (0.9% PIB)

Resultados:   -146,5 Milhoes de EUR

 

Remuneração orgãos sociais: 495 mil Eur

 

Carris (2010) 

 

Passivo:   903  Milhoes de Eur   (0.6% PIB)

Capital Próprio:  - 734 Milhoes de EUR   (0.4% PIB)

Resultados:   -41,5 Milhoes de EUR

 

remuneração orgaos sociais: 464,5 mil Eur

 

Metro do Lisboa (2009)

 

Passivo:    4.072  Milhoes de Eur    (2.5% PIB)  

Capital Próprio:  -333  Milhoes de EUR   (0.2% PIB)  

Resultados:  -148,5   Milhoes de EUR   

 

Remuneração Orgaos Sociais: 506 mil Eur

 

Transtejo / Softlusa (2009, contas apenas disponíveis em www.dgtf.pt )

 

Passivo: 180,6  Milhoes de EUR    (0.1% PIB)

Capital Próprio:  -96,1 Milhoes de EUR    (0.1% PIB)

Resultados:   -17 Milhoes de EUR

 

Metro do Porto (2010)

 

Passivo:   3.434 Milhoes de Eur     (2.1% PIB)

Capital Próprio:  - 1.157 Milhoes de EUR    (0.7% PIB)

Resultados:   -351,8  Milhoes de EUR

 

Remuneração orgãos sociais: 627 mil Eur

 

 

 

Resumo:

 

- recapitalizar estas empresas custa 3.8% do PIB ou 6.211 Milhoes de Eur.

- só em 2010 (estimado) perdeu-se 0.6% do PIB em prejuizos ou 900 Milhoes de Eur

- os passivos já amontam a 9.8% do PIB ou 14.967 milhoes de Eur

 

Notas:

 

- o défice em 2010 cifrou-se em 9.1% do PIB.

- as fontes dos números sao os relatórios de contas dos anos referidos, disponíveis nos sites de cada empresa. As remunerações são extrapoladas das informaçoes fornecidas nos referidos relatórios.

 

Conclusão:

 

- Chega de gestão PS/PSD!

Publicado Por CM em 31/5/11
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

O que se está a passar com países mal governados, que não sabem gerar riqueza, pondo-se assim a jeito para não se conseguirem financiar, é um problema que no caso Português está intimamente ligado à postura do nosso regime actual - baseado nos princípios da social democracia tão queridos ao PS e PSD. Este ensaio, escrito há quase 30 anos pela economista Canadiana Jane Jacobs (f. 2006), faz uma excelente análise de como há cidades que enriquecem e impérios que se empobrecem. O caso das zonas deprimidas referidas (Sul dos EUA, províncias atlânticas do Canadá, e outras -incluindo uma análise a Lisboa em 1977-) revela semelhanças ao que se está a passar com Portugal agora.

 

Funcionamos (e mal) como um protectorado da Europa onde um estado pesado e altamente interventivo, mega investimentos como o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa e uma política económica ditada pelo poder político não resolverá absolutamente nenhum dos problemas dos portugueses, muito pelo contrário.

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 27/5/11
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
Margarida Bentes Penedo

 

José Sócrates nunca viu Passos Coelho apresentar "uma obra que fosse que lhe pudesse dar autoridade para pedir o voto aos portugueses". Entendo. Porque há políticos de quem nunca se viu nada. Mas José Sócrates, antes de pedir o voto aos portugueses, já tinha uma obra vasta.

 

 

 

A arquitecta que apreciou um licenciamento advertiu: "Todas as peças têm que ser assinadas pelo autor do projecto. Não se aceitam rabiscos que não são nada em folhas de responsabilidade (...) têm que ter uma assinatura legível". Esta senhora foi séria e responsável. Reconhecendo no que via uma obra destinada à controvérsia, quis proteger José Sócrates impedindo que, mais tarde, a autoria viesse a ser disputada por algum projectista de talento inferior.

 

Almeida Santos já disse que José Sócrates se demite caso perca as eleições. Não quererá tutelar uma pasta ministerial num governo em que não seja líder, e "não podemos exigir isso dele".

 

O regresso à Cova da Beira está portanto previsto para os próximos dias. Entre técnicos municipais, beneméritos da Guarda, responsáveis culturais, guias turísticos, especialistas de saneamento e simples populares, a alegria é imensa. A multidão já começou a concentrar-se para uma recepção apoteótica, preparando-se para cantar, dançar e lançar sobre José Sócrates as mais variadas oferendas.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 25/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Vasco Lobo Xavier

O problema dos portugueses é verem o Estado como uma coisa afastada, distante, que não é deles, e da qual apenas devem sacar o que puderem. Erro.

 

O Estado deveria antes ser visto como uma sociedade comercial, na qual participam como accionistas todos os portugueses, que com esforço tiveram de realizar o capital social necessário ao giro da máquina. Essa sociedade deveria ser bem gerida, proporcionando aos portugueses os benefícios, qual dividendos, dessa boa gestão.

 

Se assim imaginassem o país, os portugueses-accionistas estariam mais atentos à eventualidade de um ou outro accionista estar a delapidar a sociedade, através de baixas fraudulentas por doença, por exemplo, ou por receber dividendos indevidamente (através de um qualquer rendimento mínimo apenas por não pretender esforçar-se ou trabalhar).

 

Mas, acima de tudo, os portugueses-acconistas estariam atentos à administração que escolheram para dirigir tal sociedade. E se assim fosse, uma vez chegado o momento da administração prestar contas e ser avaliada, o que aconteceria? — Os accionistas seriam confrontados com a dura realidade: essa administração tinha falseado e martelado as contas, tinha escondido dos accionistas a sua péssima e desastrosa gestão, tinha mentido, tinha (ou os cônjuges por si) feito negócios com a sociedade, tinha-se endividado até mais não poder, tinha levado a sociedade à beira da insolvência e com ela quase a banca, atrasado o dever de se apresentar à insolvência, tinha provocado a necessidade vexatória de intervenção de outras sociedades, parceiras ou concorrentes, que passariam a mexer os cordelinhos da administração da nossa sociedade, impondo-nos regras e comboios de que não precisávamos. E, mesmo na ruína e na humilhação, essa administração continuava a mentir, a nomear amigalhaços às escondidas, a endividar-se, a prometer despesas futuras que obviamente a sociedade não poderia comportar.

 

Perante esta realidade, os accionistas eram ainda confrontados com a necessidade imperiosa de, de um dia para o outro, terem de aumentar o capital social da sociedade, ou de realizar suprimentos em condições miseráveis, ou de ficar sem a distribuição de dividendos durante um largo período da sua vida, ou tudo isso bem somado, para desgraça de todos, deixando para as gerações futuras, em herança, títulos que de nada valem.

 

Se os portugueses vissem o Estado por este prisma, na assembleia geral de accionistas que se aproxima correriam a pontapé esta administração socialista de Sócrates & demais pandilha, ponderando mesmo como punir esta gestão danosa.

 

A nossa sociedade ficaria seguramente muito melhor e teria ainda alguma hipótese de ser herdada pelos filhos de todos os portugueses-accionistas sem que estes tivessem de se envergonhar do rasto que deixam.

Publicado Por Vasco Lobo Xavier em 24/5/11
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Sábado, 14 de Maio de 2011
David Levy

 

O novo sítio de campanha: Este é o momento - CDS.

Publicado Por David Levy em 14/5/11
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Publicado Por CM em 13/5/11
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
João Maria Condeixa

 

Num momento de aperto PÓSTROIKA é uma piada de oportunidade.

E é como uma oportunidade para se reestruturar que Portugal tem de encarar este momento. Haja vontade, pois capacidade para fazer melhor não nos falta.

Juntem-se os melhores e rompamos com o passado e com o que nos trouxe até aqui!

Publicado Por João Maria Condeixa em 12/5/11
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Margarida Bentes Penedo

Desde o 25 de Abril de 1974, nenhum político foi tão odiado em Portugal como José Sócrates. Mesmo Vasco Gonçalves foi mais desprezado do que odiado, porque toda a gente sabia quem estava por detrás dele.

 

Entre os próprios militantes do partido, há muita gente que está mortinha por correr com Sócrates.

 

Entre os próprios militantes do partido, há muita gente que não vai votar PS.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 12/5/11
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Margarida Bentes Penedo

Às 23:30 do dia 11 de Maio de 2011, o Dr. Eduardo Catroga disse ao país que "em vez de andarem a discutir as grandes questões", andavam "a discutir pintelhos”.

 

Temos estadista. Prevê-se para Portugal um dos momentos mais magníficos da sua história. Saiba ele o que são pintelhos. De José Sócrates, nem disso podemos estar certos.

 

 

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 12/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
CM

A fiscalidade em Portugal tem destas pérolas. Em Portugal, um aforrador que queira comprar dívida pública é taxado em mais valias pelo Estado. 

 

Ou seja, o Estado cobra impostos a quem lhe quer emprestar dinheiro (e por outro lado poupar, outra das vantagens desse investimento).

 

Publicado Por CM em 11/5/11
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CM

Já se sabe há muito que os acordos cruzados com o BCE, com a UE e com o FMI impede a venda de Ouro ao desbarato no mercado como chegou a ser avançado.

 

Ora, se somos tão criativos na contabilidade, porque não também nos instrumentos financeiros ? 

 

Porque não usar o Ouro detido pelo Banco de Portugal para garantir emissão de nova dívida (que certamente seria emitida a uma taxa bastante inferior...)? Uma espécie de Covered Bonds, mas com garantia adicional de ouro para além da promessa do emitente, a fazer lembrar as velhas notas de Escudo: "100 Escudos Ouro"...

 

É que convém não esquecer que o grande objectivo é diminuir o rácio Dívida/PIB, pelo que vai ser importante crescer - é certo -, mas vai ser ainda mais importante no longo prazo ter excedentes orçamentais para pagar a dívida existente. E uma das formas mais interessantes de neste momento diminuir dívida é recompra-la no mercado secundário a taxas altamente atractivas. Na prática, se o Estado Português conseguisse de alguma forma recomprar dívida no mercado secundário estaria não só a diminuir a sua dívida bruta, como a comprá-la extremamente barata (já que do ponto de vista do investimento puramente financeiro, quem melhor que o devedor para saber da sua capacidade de pagar os seus créditos?). Além disso, normalmente estes actos são muito bem vistos por parte dos agentes financeiros...

Publicado Por CM em 11/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Publicado Por David Levy em 10/5/11
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
Tiago Loureiro

Enquanto cá no burgo os indígenas se vão divertindo a saborear a superficialidade de factos menores e irrelevantes e a ameaçar o país com a possibilidade de uma nova vitória dos socialistas a 5 de Junho, lá fora há quem não tenha problemas em reconhecer facilmente o óbvio

Publicado Por Tiago Loureiro em 9/5/11
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Domingo, 8 de Maio de 2011
David Levy

A forma como a extrema-esquerda está a explorar o acordo com a Troika é do mais panfletário que pode haver. Por um lado diabolizam o eventual empréstimo* a Portugal, espalhando aos quatro ventos que vai arruinar ainda mais o país, que o levará à miséria, e que tem por detrás a mão do imperialismo e da agiotagem internacionais. Por outro, classificam-no como uma salvação para o sistema financeiro, dando a entender que se trata de uma dádiva aos bancos (e não um empréstimo) a ser paga pelos contribuintes. 

 

Tentar fazer passar a ideia que o acordo com a Troika é ruinoso para o país e um maná para os bancos - quando as condições de reembolso e de juros para o Estado e Banca serão idênticas - é um feito deveras extraordinário. Qualquer pessoa com o mínimo de discernimento percebe o contraditório de uma coisa destas. Mas o PCP e o Bloco de Esquerda sabem que estão a falar para muitas pessoas que têm menos de dois neurónios e não hesitam em recorrer à desinformação mais primária que há, unicamente com o propósito de cavalgar na bancarrota.

 

Para os ajudar contam com a tradicional boa imprensa e com o exército de 'comentadores' que enchem os programas televisivos** com tiradas absolutamente demagógicas, sem que ninguém seja capaz de lhes dizer de uma forma séria o que o FMI cá veio fazer. 

 

Não há duvidas que, a verificar-se, o resgate financeiro a Portugal* acabará por beneficiar alguém. E ao contrário do que se diz não será a Banca, mas sim os partidos da extrema-esquerda.

 

* Carece de aprovação da Finlândia.

** O programa Eixo do Mal é disso exemplo.

Temas: , , ,
Publicado Por David Levy em 8/5/11
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Sábado, 7 de Maio de 2011
Tiago Loureiro

Para além de serem "bota-abaixistas", os finlandeses são um bando de mal agradecidos. Pelo menos, essa é a nova tese que este vídeo quer fazer passar, ao mesmo tempo que usa alguns factos da História de Portugal e outros tantos do parolismo nacional, para exigir à Finlândia uma ajuda que não devem questionar.

 

Mas se a aposta do "Portugalnomics" é fazer birra, envergonhar e exigir à Finlândia a retribuição da solidariedade que lhes prestamos no passado, convém não esquecer algo básico: em 1940, o apoio de Portugal e outros países à Finlândia justificou-se pela sua brava resistência às constantes agressões soviéticas que a deixaram em péssimas condições. Hoje, o apoio da Finlândia e outros países a Portugal, deve-se, tão somente, a uma guerra muito menos digna: aquela que decidimos travar com a inteligência e o bom senso, e que nos levou a passar de um país grande e respeitado a um país mendigo e insolvente, capaz de envergonhar o melhor da própria história.

Publicado Por Tiago Loureiro em 7/5/11
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David Levy

Melhor exemplo era impossível: o deputado Ricardo Rodrigues, que há um ano roubou os gravadores dos jornalistas da revista Sábado, vai processá-los por danos não-patrimoniais sofridos e pedir uma indemnização de 35 mil euros. 

 

É o mundo ao contrário em que o socialismo transformou Portugal: quem é roubado é que é processado. Casos não faltam, polícias que têm chatices por perseguir os bandidos, professores incomodados por repreender os rufias que habitam as escolas, e o pior de todos: juízes que, enrolados no imenso e garantístico emaranhado legal, raramente mandam para a cadeia quem deviam mandar porque pode alguma vírgula não estar no sítio.

 

Não é por acaso que Ricardo Rodrigues roubou dois gravadores à frente de um país inteiro e continua no posto de deputado como se nada fosse. É o exemplo acabado da impunidade absoluta.

Publicado Por David Levy em 7/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
David Levy

Ou li mal o título, ou li bem e o Jornal entretanto retificou o erro. E é  provável porque o texto foi actualizado na edição on-line às 23:51.  De qualquer das formas fica a correcção da notícia: PSD ligeiramente à frente do PS, mas em maioria com o CDS.

Publicado Por David Levy em 6/5/11
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David Levy

Em Portugal parece que muito pouca gente reparou que  na Finlândia está a aumentar oposição à ajuda financeira a Portugal e que o voto favorável deste país é tudo menos certo. Este devia ser o principal motivo de preocupação e de discussão, mas em vez disso parece ter-se assumido que o resgate é um facto certo e consumado. 

 

Muitos poderão estar descansados porque confiam cegamente nas capacidades salvadoras do primeiro-ministro, que julgam ter acautelado um plano B para o caso de a Finlândia vetar a ajuda. Julgam mal. Sócrates é um eterno optimista e nunca em circunstância alguma se foca nas dificuldades e nas maçadas. Pelo contrário, em todas as situações explora a mentira inverdade, a ocultação dos factos, a propaganda mais manipuladora e o atirar de culpas para terceiros. 

 

Se por um azar os finlandeses chumbarem a ajuda a Portugal, a culpa nunca será do Governo que irresponsavelmente não equacionou essa possibilidade. Será obviamente dos finlandeses, esses derrotistas catastrofistas, que se recusaram a ver as virtudes do primeiro-ministro português e lhe minaram o esforço hercúleo e patriótico para salvar o país da ruína provada pela Oposição.

 

Parece que não se conhece já a cartilha.

Publicado Por David Levy em 6/5/11
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David Levy

Uma das empresas do Regime Socialista - a Parque Escolar - para além de se ter transformado numa autêntica bomba-relógio orçamental (2,25 mil milhões de euros de dívida acumulada), espalhou pelo país várias escolas que serão um sorvedouro de dinheiro nos próximos anos. As escolas em causa, que têm feito as delícias da propaganda do PS, terão custos de manutenção astronómicos e condições ambientais e de conforto piores do que os restantes estabelecimentos de ensino. Já para não falar da qualidade de muitas das construções.

 

Mais um exemplo de como os socialistas são exímios em esbanjar o dinheiro do contribuintes, unicamente com propósitos eleitoralistas e de uma forma completamente irresponsável.

Publicado Por David Levy em 6/5/11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Marcos Teotónio Pereira

No livro "Portugal: os números" da Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2010 pode-se ler que "a Pensão mínima de velhice, descontando o efeito da inflação, a preços de 2000, passou de 169 euros em 1975 para 197 euros em 2008". Já para os pensionistas com pensões de sobrevivência, 700 000 , descontando o efeito da inflação e a preços de 2000 o montante em 1975 era de 101 euros é em 2009 de 118 euros.

 

Não se percebe o porquê de apesar de o crescimento dos gastos com a Segurança Social ter passado de 3,1% do PIB em 71 para 16,1% actualmente, não terem aqueles que mais precisam beneficiado deste crescimento da despesa do estado

 

Note-se que o PIB a preços constantes de 2000 era em 1971 um terço daquilo que é hoje e a ter havido uma distribuição equitativa da riqueza as pensões dos mais pobres devem ser hoje, no mínimo, três vezes o valor de 1975.

 

Custa-me a perceber um estado que mostra tanto desprezo por aqueles que de facto nada têm. Talvez o FMI também ajude o CDS a corrigir isto.

Publicado Por Marcos Teotónio Pereira em 4/5/11
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Bruno Gonçalves

O Primeiro-Ministro que em 2009, com um défice de 7%, teve a coragem e a lata de se dirigir aos Portugueses e afirmar que merecia ser reeleito porque o seu governo tinha colocado as contas públicas em ordem, fez há pouco uma declaração ao país a enumerar os benefícios que o seu governo garantiu nas negociações do pacote de ajuda externa. O discurso manifestamente eleitoralista, sem qualquer sentido de estado no sentido de informar o país de algumas das necessárias medidas duras que terão de ser tomadas nos próximos tempos não deveria surpreender os mais atentos. O Primeiro-Ministro que atrasou o pedido de ajuda de modo a manter-se no lugar, custando ao país milhões de euros em juros de dívida, esteve igual a si próprio.

Publicado Por Bruno Gonçalves em 3/5/11
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João Monge de Gouveia

Desentendimento na troika sobre o montante da ajuda a Portugal “está a atrasar o acordo.

 

Isto está bonito está.

 

No governo e no PS ninguém se entende... uns desaparecem, outros continuam amigos dos que desaparecem, aqueles vão substituir outros na representação do Governo à Troika...

 

No PSD nunca ninguém se entendeu.

 

E agora é a troika que não se entende.

Publicado Por João Monge de Gouveia em 3/5/11
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CM

Não obstante o défice de democraticidade da coisa, a verdade é que há anos que o País suspirava por uma reforma da legislação laboral, do sistema judicial, do sistema nacional de saúde, da estrutura de subsidios.

 

O tempo gasto, a incompetência de quem governa e a falta de coragem dos decisores custou cortes de pensões e subida de impostos para manter o Estado Social (por mínimo que seja). Quanto mais tempo se demorar a retirar a incompetência do poder, pior. Mas também os eleitores tiveram falta de coragem...

 

E depois a culpa é do grande capital...

Publicado Por CM em 3/5/11
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João Távora

O valor da palavra nestes tempos de aparências anda pelas ruas da amargura. Só isso justifica as intenções de voto no partido socialista perto dos 30% nas mais recentes sondagens.

Houve tempos em que a palavra dada pesava na consciência do homem comum. Então, a desonra dum incumprimento na sua expressão extrema era duramente cobrada em primeiro lugar pela consciência do próprio. Aldrabões, cínicos e hipócritas sempre os houve, mas eram excepção à regra, que a moral era regulada por sólidos valores. Hoje a palavra foi banalizada e já não vincula o individuo, vale pouco. Tudo se descarta, a mentira é tolerada, aceite como normalidade, do mundo empresarial à política e até nas relações pessoais. A cultura relativista do individualismo, tudo dessacralizou e promove uma extensa gradação de meias verdades e meias mentiras, um jogo de sombras e subjectividades que desfiguram o conteúdo em favor da forma, duma “narrativa” ou duma “ilusão eficiente” que seduza o patego.

Num momento em que o nosso País se confronta com uma das mais humilhantes crises da sua história, talvez seja tempo de inverter esse paradigma. Quero crer que muitos incrédulos portugueses confrontados com mais um acto eleitoral e respectivo folclore, rendidos à inevitabilidade da factura que lhes irá ser cobrada, anseiam por pouco barulho, alguma sobriedade e referências aos mais perenes valores da nossa civilização.

Nesse sentido, quero manifestar aqui o meu desejo de que o CDS, interprete estes sinais como espaço de afirmação clara do seu património ideológico; conservador, personalista e cristão. Se é um facto que um duríssimo programa económico nos está predestinado pelas necessárias contrapartidas ao resgate da nossa dívida, sobra-nos como partido pugnar pelos nossos valores humanistas, tão ferozmente agredidos pelas duas últimas fracturantes legislaturas.

Espero que a campanha eleitoral do CDS se pugne por um excepcional sentido de responsabilidade, jamais cedendo ao populismo ou ao relativismo demagogo que trouxe o nosso país até à presente tragédia. Por uma vez na história da nossa democracia, exije-se aos partidos a sóbria humildade de não prometerem aos eleitores menos do que uma verdade inteira: a nossa terapêutica e redenção como comunidade passa inevitavelmente por um espinhoso caminho de escassez e sacrifício. A bandeira para tal desígnio só pode ser Portugal e os seus valores fundacionais, mais nenhuma. É com este propósito que aqui estou, uma vez mais, na Rua Direita.

Texto reeditado.

Publicado Por João Távora em 3/5/11
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