Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Filipe Diaz

A noite de ontem trouxe-nos uma série de vitórias:

 

i. a maioria absoluta de direita, PSD (com 105 deputados) e CDS (com 24 deputados) juntos ultrapassam confortavelmente a barreira dos 115 deputados;

 

ii. a eleição de dois deputados aqui da Rua - Parabéns Inês e Adolfo;

 

iii. a estrondosa derrota do PS;

 

iv. a demissão do vencido José Sócrates (imediatamente despojado do temor reverencial de que parecia gozar) e, assumindo que por uma vez na vida cumpre o que promete, a garantia de que não assumirá qualquer cargo;

 

v. a redução do Bloco de Esquerda ao seu real esvaziado significado;

 

and, last but not least

 

vi. a certeza que o peso do CDS na sociedade portuguesa é actualmente muito maior do que aquele que revelam os números da urnas, penalizado que foi nas últimas semanas pelo incessante e aterrorizador apelo ao “voto útil” e cego.

 

A terminar, se me é permitido, um recado aos novos governantes... mãos à obra, que o país não pode esperar, a tarefa não é fácil, há muito para fazer e têm de mostrar aos portugueses que estão à altura do desafio e que, juntos, podemos fazer (muito) mais e melhor! 

Publicado Por Filipe Diaz em 6/6/11
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
Bernardo Campos Pereira

O verdadeiro Passos começa a saír da casca.

 

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 2/6/11
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
António Folhadela Moreira

O Duarte Lino, do Cachimbo de Magritte, resolveu dedicar umas linhas menos simpáticas ao CDS, ao mesmo tempo que semi-endeusava Passos Coelho, terminando um post, modestamente intitulado Diagnóstico Científico, com uma coisa parecida com uma ameaça velada precedida da conclusão que o CDS em campanha não quis ser aliado do seu aliado natural no governo - leia-se, o PSD.

 

A avaliar pela falta de sentido de realidade que o seu texto exprime poder-se-ia pensar que Duarte Lino tem estado a acompanhar outra campanha que não a destas eleições. Mas como é desta campanha que Duarte Lino fala vamos, antes de mais, ao óbvio. Quem quis que os dois partidos fossem a votos em separado foi o PSD e não o CDS e isto só por si serviria para demonstrar que quem não quis ser aliado do seu aliado natural no governo foi o PSD e não o CDS.

 

Mas é claro que poder-se-ia dizer que apesar de cada partido ir a votos em listas próprias nada impediria uma espécie de campanha de não agressão e se era nisto que Duarte Lino pensava ao fazer o seu Diagnóstico Científico estou tentado a dar-lhe razão.

 

Realmente, teria sido animador não ver o PSD fazer uma campanha tão centrada no apelo ao voto útil à direita como a que está a fazer, teria sido inspirador ver o PSD defender ideias nesta campanha que tivesse defendido antes, assim como teria sido encorajador não ver tantas vezes na campanha do PSD ataques, até pessoais, a dirigentes do CDS (em particular a Paulo Portas). Em suma, teria sido muito bom ver o PSD fazer a campanha que Duarte Lino diz que fez. Mas que por acaso não fez.

 

É claro que Duarte Lino não se referia a estes momentos da campanha pois é-lhe mais fácil culpar (mesmo que injustamente) o CDS de ignorar que "o país faliu porque era inevitável falir com o actual modelo", sendo que o actual modelo é concerteza o dos Orçamentos de Estado e dos 3 PECs que o PSD aprovou com o PS... enfim, pecadilhos do passado que o PSD está desejavelmente determinado em não repetir.

 

O problema de Duarte Lino não é a campanha do CDS, é antes o resultado que antevê que o CDS vai ter. Aparentemente Duarte Lino está naquela franja do PSD que gosta de um CDS a dizer o que tem que ser dito e a ter 5% de votos nas urnas. E no fim até ficaria bem ao CDS pedir, de chapéu na mão, ao PSD que o levasse consigo para o Governo.

 

Mas nestas eleições, que vão ser ganhas pelo PSD (e isto significa a caducidade da estratégia de apelo ao voto útil à direita), é o CDS que vai ganhar com votos o seu lugar no Governo, o CDS não formará governo com o PSD por favor deste. E no governo que sair destas eleições não é igual um CDS com 5% de votos ou com 15% de votos dos portugueses. Para mal dos pecados de quem no PSD pensa como Duarte Lino o CDS está mais próximo dos 15% do que dos 5%. Mas para esses, paciência, é o país que sai a ganhar.

 

Por último, quanto ao semi-endeusamento que Duarte Lino faz de Passos Coelho, não comento. É certamente uma questão de fé e quanto a isso não faço diagnósticos científicos.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 1/6/11
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
João Monge de Gouveia

Em continuação deste post 

 

Em matéria penal o PSD propõe a fixação de prazos peremptórios para os inquéritos judiciais, no entanto para tal deverá primeiro (e esperemos que não se tenha esquecido) proceder a uma reestruturação das policias e dotar o Ministério Público de meios para que esses inquéritos se façam dentro do prazo, o que agora não acontece.

 

Outra medida que irá acelerar muitos dos processos seria que pudesse ser imediatamente marcado julgamento para quem fosse detido em flagrante delito, sem necessidade de mais qualquer fase processual, medida que não está prevista no programa do PSD.

 

No que concerne a insolvências, o PSD apenas refere que se deve agilizar o processo não dizendo como deverá ser feito nem propondo qualquer medida.

 

Por fim, e tentando agora analisar uma área que não é a minha, não posso deixar de referir que o PSD propõe que se aproveite os tribunais tributários em constituição e se remeta para os mesmos com "carácter obrigatório os processos que se encontrem há três anos sem resolução em sede de tribunal tributário comum" - a pergunta que faço ao PSD é se enviar um processo para outro tribunal que o terá que analisar, que antes disso terá que nomear árbitros não será antes um retrocesso? não será melhor verificar em que fase está o processo e ai sim, se tiver numa fase inicial e se encontrem parados, enviar os mesmos para Tribunal Arbitral?

 

Em conclusão direi que o Programa de Governo do PSD tem alguns pontos positivos, no entanto em certas matérias parece ter sido elaborado por quem não "anda no terreno".

Tem mesmo, algumas medidas que, ou não foram pensadas e foram incluídas ou são feitas por quem não conhece a realidade dos tribunais.

 

Esta é uma das razões porque não os devemos deixar governar sozinhos!

Publicado Por João Monge de Gouveia em 31/5/11
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João Monge de Gouveia

Conforme referi neste Post, é altura, agora, de analisar o programa do PSD para a área da justiça.

 

Começa o PSD por afirmar que "A Constante alteração das leis está a minar os fundamentos do Estado de Direito", e aqui, justiça seja feita, o PSD tem em parte razão, sucede que se o dizem não o fazem, apresentando alterações radicais no processo executivo que será precisamente um dos únicos onde muito pouco se deve alterar, uma vez que as alterações efectuadas pelo último governo apenas vieram atrasar significativamente este tipo de processo, aqui começa um dos graves erros do programa do PSD.

 

Mas mais, não contentes por alterarem radicalmente o processo executivo, querem fazê-lo com medidas que manifestamente o vão atrasar.

 

Propõe o PSD num novo processo diferente da acção executiva - sendo esta extinta - sempre que o titulo a executar seja uma sentença, sendo que a decisão deverá ser executada em liquidação de sentença ou tramitar como incidente da acção, ou seja, um novo processo julgado pelo mesmo Juiz no mesmo Tribunal. Não se entende como poderá esta nova forma de executar sentenças contribuir para uma justiça mais célere, não irá, antes, obrigar a que o Juiz que julgou o processo tenha ainda mais processos e consequentemente que haja uma maior lentidão em julgar os mesmos?

Parece-me que sim.

 

Para os titulo que não sejam sentenças. defende o PSD, que deve ser criada uma nova forma de processo - Processo Abreviado - não referindo como será feita essa criação, o certo é que criar um novo tip de processos em nada vai adiantar, é mais uma alteração que atraso o que já foi feito.

 

Já no plano do processo Declarativo, e ao contrário do que está plasmado no programa do CDS (o qual como já referi sou suspeito por ter sido um dos contribuidores) o PSD defende a obrigatoriedade da Audiência Preliminar.

 

Ora, quem anda no "terreno" sabe perfeitamente que a maior parte das vezes que se desloca a um tribunal para Audiência Preliminar, é-lhe dado um projecto de Base Instrutória, para este ler e reclamar se não concordar, o que defendo é que a Audiência Preliminar deve acabar, devendo, afim de poupar deslocações inúteis com gastos supérfluos (para quem recorre à justiça) e perdas de tempo, o juiz notificar as partes do despacho saneador (Base Instrutória) tendo as partes cinco dias para reclamar, ou, deve o Juiz, caso a simplicidade da causa o permita, remeter para os factos constantes das peças processuais.

 

Assim, poupa-se tempo, dinheiro, e cria-se um processo mais célere.

 

(...)

 

(Segue dentro de momentos)

 

Também Aqui

Publicado Por João Monge de Gouveia em 31/5/11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
João Monge de Gouveia

Passos Coelho assumiu ontem em campanha que se formar governo com o CDS não conseguirá cumprir a promessa de reduzir para dez o número de Ministérios no governo.

 

Ora, Passos sabia que a promessa que fez não era possível de ser cumprida.

 

Em primeiro lugar, porque segundo o próprio, sempre admitiu que convidaria o CDS para o governo, mesmo com maioria absoluta. logo, só por aqui, já era impossível cumprir esta promessa.

 

Depois porque acabar com o ministério da Agricutura ou juntar a Administração Interna com a Justiça são erros clamorosos.

 

Vejamos:

 

1 - Juntar o Ministério da Administração Interna com o da Justiça seria uma grande irresponsabilidade, nem que seja porque não poderá um Ministro andar preocupado com os problemas de segurança e dos policias, bem como com uma reforma neste sector, e preocupar-se também com a urgente e tão necessária e grande reforma do sector da justiça.

 

2 - Acabar com o Ministério da Agricultura quando em 2013 se vai renegociar o PAC em Conselho de Ministros europeu, sem termos um Ministro da Agricultura é um erro, sendo este sector um dos mais importantes para o nosso País.

 

Passos, sabia e sabe que não vai cumprir, assim tenta, já, mandar as culpas para o CDS...

 

será mesmo assim que quer começar uma coligação pós eleitoral? ou será mais um tiro no pé?

 

 

Publicado Por João Monge de Gouveia em 30/5/11
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

 

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 27/5/11
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António Folhadela Moreira

Ainda voltando à ameaça já recorrente do PSD para tentar desviar votos do CDS, desta vez lançada por Carlos Botelho, cujo argumentário me pareceu estar para a riqueza de ideias como as rações animais estão para a arte renascentista, é caso para perguntar se Passos Coelho e o PSD não começam a ficar demasiado parecidos com Sócrates e com o PS, respectivamente.

 

Senão vejamos,

   O discurso de Passos Coelho é obscuro e nunca se percebe muito bem o que é que o senhor quer dizer quando fala. O de Sócrates também.

   José Sócrates muda de ideias com a mesma facilidade com que bebe copos de água. Passos Coelho também.

   O PSD diz que ou votam nele ou o José Sócrates fica. O PS diz que ou votam nele ou o PSD vem.

 

É caso para dizer que com tantas semelhanças está explicado o empate técnico das sondagens.

 

E como já antes conclui, é por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

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Publicado Por António Folhadela Moreira em 27/5/11
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Diogo Duarte Campos

Um grande post do excelente João Vacas.

 

Uma questão de higiene

 

O Carlos Botelho acha que quem não votar PSD estará a votar em Sócrates nas próximas eleições. O Carlos é um homem pragmático. E, por uma "questão de higiene pública" que retirar Sócrates do poder. E pronto. Não lhe interessa muito quem ficará no seu lugar nem porquê. Ao PSD basta ser o anti-PS para que tenhamos todos que lhe dar o nosso apoio. Tudo pela higiene, nada contra a higiene. 

 

Os outros, pobres coitados, somos colaboradores objectivos com a imúndicie... Quem não votar PSD ou é irracional ou cede à chantagem do PS. Pois. Também por uma questão de higiene, eu aconselharia o Carlos a adoptar argumentos mais convincentes. É que ainda há limites para a chantagem. Venha ela do PS ou do PSD. E usar o medo para correr com um primeiro-ministro que usa o medo para se manter no poder é, sobretudo, uma tremenda confissão de fraqueza.

 

Agradeço-lhe mais este motivo ponderoso para não votar PSD. Não que ainda precisássemos dele.

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Publicado Por Diogo Duarte Campos em 27/5/11
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve hoje nos Açores onde considerou que o CDS está muito perto de pela primeira vez na sua história eleger um deputado.

 

Por outro lado recebeu um merecido elogio por parte do presidente da Federação Agrícola dos Açores acerca das sucessivas intervenções do CDS em defesa do mundo rural.

 

Se no próximo dia 5/Junho o feeling de Paulo Portas se confirmar com a eleição de um deputado num círculo eleitoral onde a agricultura tem um peso sócio-económico tão importante como acontece nos Açores essa será a justa recompensa pelo CDS não ser mais um daqueles partidos que usa os temas que defende de forma descartável e em vez disso fá-lo de forma coerente, assídua e empenhada. Ou seja, será o prémio por o CDS ser um partido de convições.

 

É por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 26/5/11
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Filipe Diaz

Muito se vai discutir sobre a mais recente preocupação eleitoral do PSD, a saber, a possível revisão da lei do aborto e a necessidade, ou oportunidade, de um novo referendo... mas enquanto isso, deixo-vos apenas dois curiosos, e certamente inocentes, aspectos da introdução deste tema na campanha em curso:

 

- "Em declarações ontem à Rádio Renascença, Passos Coelho lembra que sempre defendeu a legalização do aborto mas frisa que é preciso, passados quatro anos, ver o o que correu bem e o que correu mal" - e volto a sublinhar, "à Rádio Renascença"!

 

-  E segundo Passos Coelho: "Hoje, é muito fácil as pessoas poderem evitar esse tipo de situações, desde que actuem com alguma rapidez, desde que o Estado e a sociedade dêem informação necessária às pessoas" - mesmo para bom entendedor, importa-se de repetir!?!

Publicado Por Filipe Diaz em 26/5/11
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Bernardo Lobo Xavier

Tenho ouvido dizer por aí que os contínuos, desastrados e ridículos apelos ao voto útil vindos de figuras menores do PSD têm precisamente o efeito contrário ao pretendido pelos seus autores, reforçando a importância fundamental de se votar CDS. Também acho.

Publicado Por Bernardo Lobo Xavier em 26/5/11
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
João Maria Condeixa

Não é justo, na zona do Chiado as casas estão cada vez menos degradadas! Aparentemente estão a ser revitalizadas, recuperadas e reabitadas. E a preços altíssimos a que as pessoas se dispõem a pagar. E eu queria uma!

 

Isto do mercado ditar por onde quer ir tem de acabar. Tínhamos quase tudo para aquela ser uma zona barata: complicámos a vida ao arrendatário, desincentivámos o arrendamento, burocratizámos e inviabilizámos qualquer obra de recuperação pelo proprietário e agora que a JSD tinha uma proposta trotskista para a venda forçada de imóveis degradados ou abandonados para arrendamento a jovens - acho que podiam ter ido mais longe e proposto mesmo a "okupação"! - percebemos que no Chiado já está tudo a ficar impecável e habitado! E eu queria lá uma! E das baratinhas...

 

Sobre isto, aqui está a melhor frase que encontrei sobre o assunto: "dá sempre jeito criar dificuldades para vender facilidades." por André Azevedo Alves.

Publicado Por João Maria Condeixa em 25/5/11
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José Meireles Graça

O meu Paizinho, que Deus tenha, deixou um dinheirinho bom e umas casinhas. Por acordo com os manos, fiquei com uma das casas numa zona nobre - negócio justo e pacífico, segundo avaliação isenta não fui nem beneficiado nem prejudicado. Um dos meus manos, um unhas-de-fome que só vendo, guardou o pecúlio que lhe tocou num banco público, e vai fazendo umas aplicações conservadoras. O pecúlio dele tem crescido; o meu tem-se degradado, a renda que recebo mal dá para impostos e amortização do empréstimo para as obras que foi necessário fazer. Se vender o imóvel agora, o valor da venda deixa-me a anos-luz do mano forreta - não vejo isto com bons olhos, e o nosso Paizinho também não veria. Se este generoso catálogo de boas intenções for avante o Sr. Meireles Graça falecido dará um número considerável de voltas no túmulo. E o filho empobrecido - este Vosso criado - perguntará aos seus botões, e reencaminha-vos a pergunta: É assim que se dinamiza o mercado de arrendamento?


P.S.: A historiazinha é ficcional, o que recebi em herança foi um nome limpo - mas isso também não interessa nada.

Publicado Por José Meireles Graça em 25/5/11
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Zélia Pinheiro

Eis uma proposta que pode até ser bem intencionada. O problema é que de boas intenções, como sabemos, está o inferno cheio.


Na generalidade, a questão da oferta de habitação deve, na minha opinião, ser regulada a partir da lei de solos. Esta lei, que ainda data dos anos 70,  está presentemente a ser revista no quadro do Ministério do Ambiente e importa que o projecto seja retomado pelo próximo governo.

 

Simultaneamente, a dinamização do arrendamento "jovem" não deve ser uma medida avulsa, mas antes ser integrada na revisão da legislação do arrendamento, medida de âmbito mais vasto que consta do acordo com o FMI.

 

Na especialidade, e para responder ao Diogo, quanto aos preços controlados: cheira a socialismo, sim, mas há que ter presente que os preços de venda dos imóveis em Portugal, actualmente, integram muitas vezes uma margem de lucro desproporcionada que é apenas uma renda especulativa. A especulação imobiliária é uma prática contrária ao interesse público. Daí que possa fazer sentido que o Estado só apoie os proprietários que reabilitem imóveis em contrapartida de esses imóveis serem colocados no mercado por um preço razoável e não especulativo.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 25/5/11
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Diogo Duarte Campos

... e estas seriam todas medidas óptimas. Tenho um gosto especial pelos preços controlados.

 

Enfim, problema de sempre do PSD: não se liberta das soluções socialistas.

Publicado Por Diogo Duarte Campos em 25/5/11
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Tomás Belchior

 

Esqueça as sondagens, as tácticas e as bocas. É muito fácil decidir em quem tem de votar no próximo dia 5: 

  1. Para o CDS, o seu voto vale o triplo do que para o PS ou para o PSD;
  2. O voto no CDS tem uma relação qualidade/preço imbatível: com 10,4% dos votos, o CDS é penalizado e só tem 9,1% dos deputados, mas foi responsável por 34% das iniciativas legislativas que representam 81% do seu programa eleitoral, 44% das perguntas e requerimentos dirigidos ao governo, 24% das iniciativas legislativas aprovadas;
  3. Esta promoção só é válida para estas eleições: numas próximas eleições, se o CDS aumentar a sua votação, para o partido, o seu voto vai valer relativamente menos. Se o CDS diminuir a sua votação, a penalização na transformação de número de votos em deputados será maior, logo, dificilmente será tão eficaz.
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Publicado Por Tomás Belchior em 25/5/11
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António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve ontem no Porto onde teve uma recepção que foi um enorme sucesso. E estas vindas à baixa do Porto são, normalmente, um barómetro muito mais rigoroso do que muitas sondagens. Quando em 2009 o CDS tinha cerca de 6% nas sondagens e foi recebido triunfalmente na Rua de Sta. Catarina eu arrisquei, junto daqueles que me são mais próximos, que era mesmo dessa vez que o CDS voltaria a ter mais que 10% dos votos, pois só essa votação era compatível com a "nota" que o CDS tinha tido no seu "teste do Porto".

 

Seja como for, ontem, vinda do meio da multidão, uma senhora chegou-se ao presidente do CDS e disse-lhe à frente das câmaras que apesar de ser do PSD vai votar em Paulo Portas (o mais certo é que a senhora não vote em Aveiro mas todos percebemos o sentido da frase).

 

Ora, a recepção que o CDS ontem teve e o que a tal senhora "teve" que dizer a Paulo Portas, são casos ligados entre si. Os dois momentos são um sintoma de que a recente subida do PSD nas sondagens não se fez à custa do CDS, mas sim à custa do PS e da captação da intenção de votos de alguns indecisos, mas que o crescimento do CDS está em grande medida a dar-se à custa de uma parte (a parte à direita) do eleitorado do PSD que se cansou de ver o PSD demasiadas vezes errático, com um discurso inconstante e com posições sucessivamente parecidas com as do PS (e muitas vezes ao lado do PS).

 

Por outro lado, o CDS tem oferecido um discurso estável, com prioridades bem definidas e constantemente defendidas. Acima de tudo o CDS tem feito um discurso que as pessoas compreendem e entendem que dá resposta a problemas reais. E a direita tende a gostar destas coisas.

 

Isto leva-nos então à seguinte pergunta, porque razão os ataques do PSD ao CDS têm vindo a subir de tom ultimamente, às vezes até para além do aceitável? Se o PSD sabe que está a crescer sem ir buscar votos ao CDS e se sabe que precisará sempre do CDS para ter uma maioria no parlamento, porque se dá ao trabalho?

 

A resposta é simples, porque quer ter um CDS com pouco peso numa futura coligação. Mas é precisamente por esta razão que o eleitorado de direita, e sim, acho que há algum no PSD, deve votar no CDS e não no PSD.

 

O voto no CDS não só não prejudica o PSD de vir a ser o partido mais votado (desde que este saiba ir buscar votos ao PS, como desde a última semana me parece estar a conseguir fazer), como é a garantia que o PSD no governo tem um travão que o impede de resvalar para a esquerda.

 

Publicado Por António Folhadela Moreira em 25/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Nuno Miguel Guedes

Agora que as sondagens proclamam finalmente o separar das águas (como se pode ver aqui) e pela primeira vez me parecem sensatas quanto ao resultado do CDS, pergunto-me se o debate entre Passos Coelho e Sócrates tenha alguma coisa a ver com isto. Dizem-me que sim: que PPC venceu inequivocamente o debate, que Sócrates terá sido esmagado, que esse método rigoroso dos 659 telefonemas de amostra a seguir ao visionamento davam o primeiro-ministro como morto e enterrado. 

 

Duvido: ou vi outro debate ou Passos Coelho esteve durante demasiado tempo intimidado pelo seu adversário, que usou as costumeiras retóricas de bolso e as emoções televisivas do costume: indignação, perplexidade, como podem fazer isto ao meu país, eu que fiz tudo etc. Passos Coelho teve sem dúvida bons momentos - o mais importante e eficaz aquele em que lembra ao primeiro-ministro que ele irá ser julgado não pelo que vai fazer mas pelo que fez e ainda está a fazer  -  mas aquela declaração final em que se justificava, quase pedindo desculpa foi desastrosa. Enfim, talvez seja só eu. 

 

O que é certo é que começou o peditório para a maioria absoluta. E evidentemente, os ataques ao CDS vão subir de tom, como Sócrates já não existisse. Este tipo de arrogância pré-eleitoral pode custar caro ao PSD. Declarações tontas como esta de Nuno Sarmento  já revelam algum medo e o habitual putativo direito aos votos do eleitorado de centro-direita que o PSD historicamente sempre achou que deveria ter. 

 

Por nós, estamos tranquilos. O CDS cresce e é cada vez mais garante de uma transição rigorosa e fluida para dias melhores. Que o PSD se preocupe com outros adversários, bem mais perto deles. Nós por aqui continuamos a trabalhar. 

Publicado Por Nuno Miguel Guedes em 24/5/11
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
Filipe Diaz

A SIC fez ontem duas perguntas a José Sócrates:

 

1. se aceitaria Paulo Portas e Passos Coelho como ministros num governo liderado por si, ao que respondeu afirmativamente!

 

2. se aceitaria ser ministro num Governo liderado pelo presidente do PSD, ao que respondeu: "Eu não me entrego a essas elaborações e a esses cenários. O que importa  é que não haja sectarismos e que todos os partidos se disponibilizem para  o diálogo".

 

Pois bem, se não se entrega a "essas elaborações e a esses cenários", porque respondeu à primeira pergunta? Será que a resposta que deu não tem subjacente uma dessas "elaborações", um dos possíveis "cenários" pós-eleitorais? São os insondáveis caminhos deste Primeiro-Ministro demissionário!

 

Em qualquer caso, resta-nos a certeza que Paulo Portas e Passos Coelho já nos deixaram, um Governo de coligação com José Sócrates à cabeça: thanks... but no, thanks

 

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Publicado Por Filipe Diaz em 23/5/11
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Domingo, 22 de Maio de 2011
Filipe Diaz

O PSD, que abriu a corrida eleitoral com uma conseguida ronda de tiros nos pés, parece agora apostado em dar tiros nas mãos... esquecendo-se que tudo aponta para que precisará de as dar a alguém para governar depois de 5 de Junho!

 

Será que os líderes do PSD gostam de engolir sapos?

Publicado Por Filipe Diaz em 22/5/11
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Francisco Mendes da Silva

A “distraída” pergunta de Passos Coelho só pode ter uma resposta “focada”...

 by Paulo Portas on Sunday, May 22, 2011 at 1:58am

 

Eu acho que o PSD e o CDS não deviam perder muito tempo com críticas mútuas. Era uma das boas razões para ter feito uma aliança pré-eleitoral.

 

Porém quando nos interpelam - ainda por cima com uma insinuação - o silêncio é assentimento.

 

Será um pouco bizarro que Pedro Passos Coelho gaste um dia de campanha com o CDS e não com o PS. Mas foi o que aconteceu. De modo que a contragosto lá tive de lhe lembrar:

 

a) a posição do CDS sobre governar com José Sócrates é coerente ontem, hoje e amanhã: não.

 

b) na legislatura que acabou a soma aritmética do PS e do CDS dava maioria (97 deputados + 21 deputados = 118 deputados). Houve alguma coligação entre PS e CDS? Não. Factos são factos.

 

c) o que aconteceu então nos últimos 2 anos? Um regime de bloco central informal. PS e PSD juntaram-se no PEC 1, PEC 2 e PEC 3; juntaram-se no aumento de impostos e no congelamento de pensões; juntaram-se no código contributivo e nos recibos verdes; nas leis penais; e na viabilização do TGV; e contra os genéricos e a unidose; e pelo corporativismo dos gestores públicos. A lista podia continuar...

 

d) há um mês foi o líder do PSD - não fui eu - que admitiu chamar o PS para um seu governo.

 

Sendo as coisas assim é uma pena que o PSD me obrigue a lembra-las.

 

Assunto encerrado. É inútil fazer perguntas cuja resposta se conhece. Todos os que queremos uma mudança em Portugal temos a obrigação de não deixar os nervos da campanha comprometer o essencial.

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Publicado Por Francisco Mendes da Silva em 22/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Bernardo Lobo Xavier

Passos Coelho tem no debate de hoje uma (última?) oportunidade para se focar no essencial, ou seja, para finalmente desmascarar a farsa socrática em curso e, assim, conquistar ao PS os votos dos eleitores de centro e de centro esquerda que estão, naturalmente, desiludidos e anseiam por uma alternativa.

 

O facto de o PSD se ter ultimamente concentrado em desvalorizar e atacar o CDS constitui um claro erro político e revela uma enorme fragilidade, incompreensível da parte de quem pretende substituir o deplorável governo que nos trouxe até aqui.

 

Para se ganhar eleições é preciso merecer o voto, pelo que o PSD tem desde logo de convencer os eleitores dos seus méritos, não basta aparecer como um mal menor e apelar desesperadamente ao voto útil à sua direita, pois assim reduz-se em vez de acrescentar.

 

Seja como for, não tenho muitas dúvidas de que PSD e CDS irão formar governo a seguir às eleições, caso obtenham em conjunto, como se adivinha, mais de 116 deputados, mesmo que o PS tenha mais votos do que o PSD. Deste modo, o voto útil não tem sentido, pelo contrário, é fundamental votar no CDS para que possa influenciar decisivamente o próximo governo.

 

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Publicado Por Bernardo Lobo Xavier em 20/5/11
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
João Monge de Gouveia

O Pedro Pestana Bastos faz uma pergunta muito pertinente, aqui, a qual eu também gostava de ver respondida.

Publicado Por João Monge de Gouveia em 18/5/11
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Tiago Pestana de Vasconcelos

Já tínhamos visto que "Sócrates rejeita Governo PSD/CDS se PS ganhar as eleições"...

 

Agora vemos Passos Coelho, qual puto birrento, a dizer que "não quer formar governo sem ser o preferido dos portugueses

 

Será que não há por aí nenhum assessor jurídico nestes partidos que explique aos senhores que "O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais".

 

O que é que se propõem fazer estes dois ilustres líderes partidários dos partidos do sistema?

 

Pondera Sócrates fazer uma revolução ou instar à desobediência civil?

 

Pondera Passos Coelho dizer a Cavaco Silva, quando convidado a formar governo mesmo ficando em segundo lugar nas eleições, "assim não brinco" e sair a correr para o colo de Ângelo Correia?

 

Ganhem juízo meus senhores, Portugal é um "Estado de direito democrático, baseado na soberania popular" que não se compadece com opiniões e estados de espírito de putativos candidatos a primeiro-ministro que parecem não querer aceitar o mandato que a tal soberania popular lhes irá (ou não) conferir.

 

Ainda se perguntam porque é que Paulo Portas se afirma como candidato a primeiro ministro? Talvez porque é o único que parece demonstrar o mínimo de bom-senso nesta campanha alegre onde todos os dias se passeiam tristes figuras e tristes ideias...

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Publicado Por Tiago Pestana de Vasconcelos em 18/5/11
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Ana Rita Bessa

As "Novas Oportunidades" (NO) são um bom conceito que vem dar resposta a um problema estrutural de formação e qualificação em Portugal.

 

De acordo com o gráfico, comprova-se que, mesmo nos grupos etários "mais jovens", Portugal está muito abaixo da maioria dos países abrangidos pelos estudos da OCDE (Fonte: OCDE, Education at a Glance 2005).

População que tem qualificação de nível secundário ou mais (2003)

 

Portanto havia uma necessidade real a ser resolvida a nível da formação de adultos e este Programa a ela se dirigiu.

 

Dito isto, elenco uma série de apreciações:

 

  • Seguramente que este Programa que, note-se, abrange actualmente mais alunos do que o sistema regular, tem muito que melhorar em termos de "eficácia" e de "processos", como por exemplo, dando maior pendor à certificação profissional vs a validação de competências. A avaliação de que falo acima, seria justamente útil para percorrer este essencial caminho de melhoria.
  • Coloca-se finalmente a questão do custo-benefício, ao qual associo uma nota sobre a missão do Estado (dito social). Será que esta é a forma mais eficiente de resolver o problema que o gráfico acima ilustra? Com toda a honestidade acho a conta difícil de fazer. Porque se num prato da balança estão os custos de gerir este sistema, do outro não estão só os ganhos marginais de salário e produtividade para trabalhadores e empresas. Está também um valor intangível de valorização pessoal e de percurso de vida, traduzido em coisas tão simples quanto capacidade de tomar decisões mais informadas.
Há que separar o "trigo do joio", quer no que respeita aos centros de novas oportunidades (porque nem todos prestam a mesma qualidade de serviço), quer no que respeita às medidas e aos processos utilizados (muitos deles ineficientes).

 

Mas sabemos que há "trigo".

 

Paulo Portas mencionou-o na sua justa medida.

 

Até o próprio PSD, que levantou toda esta polémica, o reconheceu:"A vice-presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Maria do Carmo Gomes, lembra que a avaliação desenvolvida pela Universidade Católica foi elogiada por antigos governantes do PSD, como David Justino e José Canavarro".

 

Portanto, há que separar o trigo do joio mas, por favor, para deixar crescer o trigo.

 

 

Publicado Por Ana Rita Bessa em 18/5/11
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Ninguém que queira ser levado minimamente a sério dá verdadeiramente ouvidos a Luís Filipe Menezes. Em todo o caso a comunicação social teima em dar.

 

A última pérola deste anti sulista, anti elitista e anti liberal foi a conjugação na mesma frase do nome Paulo Portas com as expressões 1º Ministro e Portugal dos Pequeninos.

 

Ora, se dúvidas houvesse sobre da razão porque o PSD está cada vez mais perto de ser apanhado pelo PS quando, atendendo ao estado em que o PS deixou o país, devia estar a milhas de distância, bastar-nos-ia atender ao que personagens como o Dr. Menezes têm para dizer ao país para ser possível chegar a uma conclusão - O PSD quando quer é mesmo muito parecido com o PS.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 17/5/11
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
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Publicado Por Diogo Duarte Campos em 16/5/11
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João Maria Condeixa

O PSD pretende que um mesmo ministro - sem fusão de ministérios - tenha sob sua tutela directa as pastas da Agricultura, Pescas, Ordenamento e Ambiente. E um dos argumentos usado por PPC é que assuntos conflituantes - e deu como o exemplo o ambiente vs agricultura, que de facto existe e é muitas vezes um grande entrave para qualquer das partes - poderiam passar assim a ser resolvidos por uma só pessoa. 

Ora vamos ao erros que encontro nesta lógica:

 

1) Com um Ministro a acumular funções, sem que exista uma fusão em concreto, pouco ou nada se poupa, pois o grosso da despesa continua a existir. Assim, sobrecarregou-se uma pessoa, um gabinete, mas em termos de ministérios tudo se manteve. Lá se foi o argumento da poupança.

 

2) Com um mesmo Ministro a gerir assuntos que entrem em conflito teremos sempre uma parte prejudicada, pois no Conselho de Ministros há espaço para a negociação e um Ministro pode encontrar o seu contrapoder. Mas se a decisão lhe cabe exclusivamente a si, isso não acontecerá e temo que saia, tendencialmente, um sector beneficiado, nem que seja por empatia, em detrimento de outro.

 

3) Qualquer um dos sectores tem especificidades únicas. Se nunca entendi porque raio se colocam as "Pescas" no Ministério de Agricultura não seria agora que entenderia que fossem agrupadas neste cluster ministerial junto com o ambiente e ordenamento do território. Alguém ficará esquecido.

 

4) Um Ministro da agricultura tem a seu cargo complicadas negociações a nível europeu e deverá acautelar as respectivas execuções. No momento em que se prova o atraso que o PRODER leva e o que isso tem custado ao tecido agrícola, sobrecarregar um Ministro não me parece a decisão mais acertada.

 

5) Por último e o ponto que interessa sobretudo a Sócrates: quem tomará conta daquelas ventoinhas que fazem tão bem ao ambiente?

Publicado Por João Maria Condeixa em 16/5/11
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João Távora

Pelo que me é dado observar por amigos meus, mas principalmente por algumas declarações públicas, como a de ontem de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI ou hoje de Fernando Nogueira, o debate televisivo entre Paulo Portas e Passos Coelho teve uma tão imprevisível quanto benigna consequência:  um toca a reunir das até hoje displicentes hostes sociais-democratas: num saudável assomo de amor-próprio, levantam agora a voz indignada contra o populismo e a egolatria do dirigente centrista.


Pela minha parte, espero que as duas partes recentrem quanto antes as suas atenções no verdadeiro adversário, que é José Sócrates, o partido socialista e ninguém mais. Parece-me que aqui chegados, quando descobrimos um PSD resgatado às suas raízes socialistas e convertido a uma salutar estética liberal, se torna evidente que o centro direita em Portugal deveria falar claro e a uma só voz.

 

E porque os sinais que as sondagens indicam são verdadeiramente trágicos, desvendado um país alucinado que se prepara para reeleger os irresponsáveis que trouxeram o país à banca-rota, é urgente que as lideranças do CDS e do PSD se concentrem no que é essencial: em terrenos que não conflituam os seus interesses mutuos, disputando os votos aos socialistas e à abstenção. Porque o meu CDS é um partido de convicções e valores, não um partido de charneira ou populista, é impensável concebe-lo avassalado numa aliança com José Sócrates. Por tudo isto, penso que é chegada a hora do partido recentrar a sua luta nesse adversário. Sem demagogias e pelo resgate da nossa Pátria, que a empresa é incomensurável.

Publicado Por João Távora em 16/5/11
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