Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
José Maria Montenegro

Em complemento do post do Gabriel

 

É incontestável que o CDS teve um resultado extraordinário. Foi o seu segundo melhor resultado de sempre. Aumentou a percentagem de votos e o número de deputados num momento em que o PSD sobe muito (10%) face às eleições anteriores. Tem tantos deputados como o PCP e o Bloco juntos. Recebe um mandato inequívoco para integrar o Governo (não vai por favor). Contribuiu para uma maioria absoluta de centro direita, seja de deputados seja de votantes. Cresceu nos grandes centros urbanos (Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Porto, Matosinhos, Gaia, Setúbal, Almada).

Contribuiu para a derrota impiedosa do primeiro-ministro José Sócrates. Apesar da contenda eleitoral, soube preservar uma relação saudável com o PSD, muito importante nas negociações e formação do próximo Governo.

 

Foi também um grande resultado do PSD. Face ao PS, teve mais de 10% dos votos e muitos mais mandatos. Suplantou largamente o espectro da vitória à tangente. De um modo geral, conseguiu unir o Partido. Não fugiu aos temas difíceis e respondeu a todas as questões – fáceis ou difíceis, adversas ou populares – que lhe foram colocadas. Soube manter o nível do debate eleitoral. Manteve a palavra na hora da vitória, não ostracizando o PS e confirmando o entendimento com o CDS. Era muito importante termos um Primeiro-Ministro forte, com uma legitimidade eleitoral inequívoca. O resultado de ontem contribuiu decisivamente para esse objectivo.

 

PS. Tiago, naturalmente que o país exige contenção e discrição, e por isso seria incompreensível uma grande celebração. Tão incompreensível como não perceber que é humano, num primeiro momento, não rejubilar com resultados que ficaram aquém das sempre débeis sondagens. A alegria, a excitação e a festa em noites eleitorais têm muito que ver com os resultados objectivos – é certo – mas também com a expectativa ou ilusão de que se parte, seja esta fundada ou não.

Publicado Por José Maria Montenegro em 6/6/11
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Pedro Gomes Sanches

1. O resultado eleitoral, esta noite, é um excelente resultado para o país. O país soube penalizar quem foi responsável pelo estado a que Portugal chegou e soube voltar-se – como sempre o faz quando a situação é mais crítica – para o lado certo. Soube ainda distribuir os votos com sensatez e exigir compromisso e convergência entre dois partidos diferentes, aproveitando a força e a dimensão de um e a capacidade de trabalho, coerência e razão do outro. Ao país será exigido mais sacrifícios; e ao governo será exigido mais trabalho, maior entrega, pleno serviço ao bem comum. Não há margem de erro. Não há lugar a experimentalismos. Não há lugar a investimentos públicos de grande dimensão. Não há lugar à cedência a pequenos ou grandes interesses que comprometam as melhores soluções. Portugal espera o melhor, e espera os melhores.

 

2. O resultado do CDS, neste cenário, é um resultado extraordinário. O CDS cresce percentualmente, cresce em número de votos e cresce em número de deputados. E isto, por si só, já seria excelente, não fosse o facto de estarmos a atravessar um momento tão crítico da história política democrática como aquele que vivemos. A pressão para o voto útil no PSD - o candidato natural, neste momento da história da democracia portuguesa, à liderança do governo por alternativa ao PS – com o argumento da necessidade de um vitória inequívoca e do afastamento definitivo de José Sócrates da frente dos destinos do país e ainda com o fantasma do empate técnico (que se mostrou mais uma falácia, que merecia apuramento de responsabilidades) sempre a pairar sobre o debate, torna este resultado num feito admirável e um resultado extraordinário. O CDS, numas eleições em que o PSD tem mais meio milhão de votos que nas últimas eleições, cresce também 60.000 votos. Este crescimento dos dois partidos à direita é pouco comum e seria admissível que o CDS pudesse diminuir a sua votação. Tal não aconteceu e há algumas considerações que importa fazer. Primeiro, o CDS apresenta uma tendência de crescimento sólida, assente na razão e no trabalho. Parece-me que não diminui a sua votação em nenhum distrito, o que vem corroborar a tese de que não  há eleitores do CDS arrependidos do seu voto. Depois, reforça a sua votação em território urbano, aumentando a sua representação em Lisboa e Setúbal, mas reforça, também, a sua votação em bastiões da esquerda, como o Alentejo, crescendo em Beja, Évora e Portalegre! Isto deve ser convenientemente avaliado pela direcção do partido. Sobre isto – e não é este o tempo de o fazer – o CDS deverá reflectir muito atentamente. O CDS é hoje um partido de centro direita, com uma equipa competente e uma liderança fortíssima, com capital de confiança junto dos portugueses. Tem de estar à altura disso, do que se espera da equipa, do que se espera da liderança e do que se espera de um partido… de centro direita!

 

3. O resultado do Rua Direita é extraordinário. Parabéns Adolfo! Parabéns Inês! Muito me honra ter tido a oportunidade de partilhar este espaço convosco.

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 6/6/11
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Domingo, 5 de Junho de 2011
Sophia Caetano Martin

Conseguimos! Os portugueses escolheram dizer um adeus expressivo ao senhor José Pinto de Sousa. Sócrates, agora, só o filósofo grego.

 

Dois comentários adicionais:

 

Onde raio têm a cabeça aqueles que não votaram? Os números da abstenção são uma vergonha... Se uma situação como a actual não é motivo suficiente para exercerem o seu direito de voto, não sei o que poderá justificar tal acto (obviamente não incluo neste comentário aqueles que se encontram objectivamente impedidos de votar). 

 

As sondagens pré-eleitorais demonstraram, uma vez mais, ser um logro.

Publicado Por Sophia Caetano Martin em 5/6/11
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