Rua Direita
Sábado, 4 de Junho de 2011
Pedro Gomes Sanches

All the great things are simple, and many can be expressed in a single word: freedom, justice, honor, duty, mercy, hope.

 

The best argument against democracy is a five-minute conversation with the average voter.

 

Winston Churchill


Há já vários anos que a política partidária e a tomada de posição pública a propósito de umas eleições não exerciam sobre mim um apelo tão grande à participação como o que esta, que ora acaba, acabou por exercer.

 

Não pelo mérito da campanha ou pela qualidade da discussão. Não pela coragem ou grande visão das candidaturas. Mais uma vez assistimos a um lamentável espectáculo que, mais que à segunda citação de Sir Winston na abertura deste post, nos conduz a crer que o melhor argumento contra a democracia são, antes sim, 5 minutos a ouvir um candidato.

 

Mas, apesar de tudo, há candidatos e candidatos; há partidos e partidos; há interesses e interesses.

 

O momento que Portugal vive é um momento fundamental na sua história. Estamos, neste momento, como Nação, a jogar a liberdade e a justiça, depois de termos já jogado a honra e o sentido de dever. Não podemos hipotecar a misericórdia, nem abandonar a esperança.

 

A solução do CDS, até pela opção pelo Manifesto Eleitoral - no qual me revejo praticamente na íntegra - em detrimento de um Programa Eleitoral mais detalhado, não é a solução óptima. Mas pelas várias medidas que apresentou para os diferentes sectores é indiscutivelmente a melhor. É melhor não só porque as medidas propostas são melhores, mas porque são medidas que coerentemente tem defendido ao longo dos anos; que é coisa que outros partidos, que inventaram um programa para estas eleições, não o podem afirmar. É melhor porque cada medida tem um ou vários rostos; que é coisa que outros partidos, em refundação, não o podem afirmar. É melhor porque são medidas ajustadas à realidade do país e que resultam de uma auscultação permanente e empenhada ao país, em escolas, empresas, IPSS, etc. É melhor porque são medidas propostas pela ousadia de fazer o mais, mas marcadas pela temperança que a justiça social exige.

 

O CDS vai crescer. E eu espero que o CDS saiba interpretar esse crescimento não como um motivo de júbilo, mas como um motivo de profunda introspecção. Uma introspecção que o conduza à inexorável certeza, que o poder que os votos que vai receber lhe conferem, o obriga a uma atitude de absoluta entrega ao serviço.

 

Este é o momento, o slogan que o CDS utilizou para estas eleições, é maior que o seu propósito. O momento é a partir de Domingo. O momento para servir.

Publicado Por Pedro Gomes Sanches em 4/6/11
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