Paulo Portas (CDS): "Terminou o consulado de José Sócrates à frente do País."
Pois terminou. Mas o novo governo bem poderia tomar uma medida profilática, ainda que despesista: Nomear o Engº Pinto de Sousa nosso Cônsul em Auckland. Parece que ele anseia por ser feliz, e Auckland é o sítio ideal para o efeito. A ter que ser feliz nalgum lado, que seja nos antípodas.
A propósito das mais recentes declarações de José Sócrates, vale a pena voltar a ver dois magníficos e ilustrativos vídeos:
Portugal não pode ter um primeiro-ministro "ziguezagueante" e "instável"...
... nisto estamos todos de acordo!
O programa da troika não esgota a agenda da governação...
... mas deveria excluir algumas pessoas do próximo governo!
Nobre Guedes fechava um Governo com Sócrates "em 24 horas".
E não fazia nada de mais: O Doutor Fausto fez um acordo em muito menos tempo.
Tava aqui a ver a SicNoticias e eis que Sócrates chega a um sítio qualquer para dizer coisas com grande convicção - o costume. Desta vez vem de Mercedes. Nada a opôr, mas que é feito dos carrinhos eléctricos?
A despesa do Estado não caiu, foi meramente adiada pelo Governo durante o primeiro trimestre deste ano para melhorar o défice do Estado. Quem o diz é a Unidade Técnica de Apoio Orçamental do parlamento, que afirma, “a melhor execução na óptica de caixa beneficiou de um crescimento das dívidas dos Serviços Integrados [do Estado]”.
E agora Eng. Sócrates, continuará a regozijar-se com a redução da despesa? Será que esta unidade técnica do parlamento é também maledicente? Será que este relatório é um instrumento da direita, na sua sede de poder?
Olhe que não Sr. Engenheiro, olhe que não... este relatório vem apenas demonstrar, ad nauseam, que o senhor não habita claramente na mesma realidade que o resto dos portugueses e que não olha a meios para defender a sua realidade paralela!
O Partido Socialista espanhol sofreu ontem uma derrota histórica e paga caro a sua gestão da crise!
Deste lado da fronteira, há que cobrar o mesmo preço e assegurar que a conduta de José Sócrates e do seu PS nestes últimos seis anos não acaba ao invés premiada com os 78 mil milhões de euros da ajuda externa!
No DN, ao ponto fraco de Sócrates «Falta de consistência entre o discurso e a prática» contrapõe-se o ponto forte de «Capacidade de comunicação». Isto é a nova forma politicamente correcta de dizer que o homem é um bom mentiroso?
De vez em quando no debate político usam-se palavras que são mais verdade do que aquilo que se gostaria. E desta vez isso tocou a José Sócrates, que em Beja disse “Portugal vai ter eleições decisivas. Desta vez é a sério. Ninguém pode ficar em causa”.
E eu concordo, aliás, eu próprio não diria melhor, pois também eu acredito que estas eleições são decisivas, que desta vez é a sério e que ninguém pode ficar em casa, mas isso é para que neste momento todos juntos mostremos a José Sócrates que não o queremos mais a governar Portugal.
Vale sempre a pena recordar esta magnifica compilação do 31 da Armada e ver o candidato José Sócrates a afirmar sem medos que "o nosso défice aumentou porque nós decidimos aumentá-lo"!
O facto de menos de metade das pessoas responderem. Por exemplo aqui no Público (sondagem Intercampus).
Se repararem na ficha técnica, apenas 45,6% dos entrevistados responderam; e entre esses mais de 23% não sabem o que responder; e 17,5% dizem que não votam. Sobram cerca de 60% dos tais 45,6% o que dá cerca de 27% de participação efectiva dos entrevistados. Tudo o mais são extrapolações, por mais técnicamente bem elaboradas que sejam. Para não dizer mais nada, concluo apenas que "não admira" o empate técnico, nem muito menos as variações entre 1º e 2º "classificado": basta ser a mãe a responder em vez do pai, ou o irmão em vez da irmã, em três ou quatro lares diferentes (estes valores representam cerca de 100 votos no PSD e no PS; duas ou três "diferenças de opinião" correspondem a variações de 2 ou 3%!!!!!). Já para não falar no CDS, caso a avó tenha ido jantar a casa dos netos, ou o neto a casa da avó...).
Obviamente, este tipo de "sondagem" interessa a muitos "técnicos de sondagens"!
Que eu não sou. Nem quero ser; mas... também não sou parvo.
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