Rua Direita
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Filipe Diaz

Domingo chega o momento em que avaliaremos a verdade dos últimos anos de governação, o momento em que decidiremos a verdade dos próximos anos, o momento em que votaremos para traçar a verdade do rumo do nosso país.

 

E nesse momento de verdades, as discussões a que assistimos nas últimas semanas sobre a utilidade do nosso voto são inúteis, pois o voto que deixarmos nas urnas só será útil se for...

 

... reflectido, por ter em conta o passado e as propostas apresentadas por cada um dos partidos!

 

... ponderado, por atender ao trabalho dos seus líderes e dirigentes e à coerência das suas posições!

 

... altruísta, por corresponder à opção que cremos ser melhor todos! 

 

... verdadeiro, por traduzir uma oportunidade única em que, em consciência, olhando aos nossos valores, princípios e convicções, podemos, cada um de nós, com sinceridade, fazer ouvir a nossa voz e fazer a diferença no nosso destino comum! 

 

Este é momento, por todos, por Portugal!

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Margarida Furtado de Mendonça

O voto é um acto de consciência. Nem os tempos são para brincadeiras ou para votos (in)úteis.

O voto é muito sério, é a expressão de uma vontade. É a certeza de uma escolha. É a confiança. É a liberdade para escolher o melhor.

Um voto não serve para servir sondagens nem para depender delas.
Sejam livres!


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Publicado Por Margarida Furtado de Mendonça em 3/6/11
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Bernardo Campos Pereira

A extrema-esquerda, o PS e o PSD estão todos a esconder aos eleitores o facto mais importante das presentes eleições: A necessidade de aplicar os acordos da Troika sem margem para erro, caso contrário o país não recebe as injecções de dinheiro que não tem (i.e. que o PS esbanjou).

 

Uma análise das diferentes estratégias de campanha dos partidos do triunvirato (socialistas, sociais-democratas, e CDS), das sondagens mais recentes, e em especial dos discursos dos líderes partidários leva-nos a 2 cenários possíveis para quem pensa em votar no PSD. O raciocínio é simples, ou o PSD se coliga com o CDS ou com o PS.

 

Entretanto a contínua hostilização de Passos Coelho em relação ao CDS, a proximidade em estilo e conteúdo entre Passos Coelho e Socrates ou entre o PSD e o PS, e ainda a postura que o PS revela em relação a Passos Coelho, deixa a porta bem aberta para uma coligação PSD+PS; Não é novidade, desde que Passos Coelho entrou para a liderança do PSD até às recentes declarações de Ferro Rodrigues que esse caminho não se encontra de todo esgotado. Aliás ambos os partidos têm grandes responsabilidade nos vícios deste regime, tendo governado continuamente -em alternância ou coligados- durante os últimos 36 anos. 

 

A única maneira de evitar uma possível coligação PSD + PS é pôr o voto no CDS.

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Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 3/6/11
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Manuel Salema Garção

Depois de publicar esta imagem no meu facebook, não aguentei e tive mesmo que a publicar aqui no Blog da Rua Direita!

 

Este é um dos objectivos, estamos na recta final e temos muito que mudar neste  país. Ontem no jantar gostei de ver que nem falámos da "pequena" esquerda, este foi o Sr. mais criticado, este é o culpado do estado em que vive a nação, foi este senhor que nos deixou despidos e foi encomendar roupa lá fora, foi este o Sr. dos Magalhães, foi este o Sr. que andou a dar voltinhas pelo mundo à procura de negócio para o país, pois onde estão esses negócios? onde estão os nossos protocolos, com Espanha, Venezuela, ect etc... onde estão? acabou... que se cale para sempre!

Portugal agradece! É HOJE QUE PORTUGAL VAI MUDAR, COM TODOS!

 

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Publicado Por Manuel Salema Garção em 3/6/11
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Zélia Pinheiro

Gostava de fazer uma declaração de voto mais bem feita, como muitas que já li por aqui.
Podia falar dos vários pontos do Manifesto do CDS em que me reconheço.
Podia falar do carisma de uma liderança que se tem sabido afirmar ao longo dos anos e que reuniu uma equipa cheia de sangue novo que refresca a política nacional como há muito não se via.
Podia falar de muitas coisas, mas vou ficar por uma frase feliz desta campanha:
"Não há stress, voto CDS".

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Publicado Por Zélia Pinheiro em 3/6/11
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Tiago Pestana de Vasconcelos

Porque votar? Porquê votar em determinado partido? Porquê não votar no partido que merece?

 

Ouvia ontem na TSF, num programa que pretende estar à margem da campanha dos partidos, uma senhora dizer que todas as pessoas deveriam ir votar, e quem não fosse deveria levar uma multa. Muito resumidamente também entendo que o voto é capaz de ser o principal dever de uma democracia, cabendo ao Estado o ónus de pugnar pela sua obrigatoriedade. Não gostam do regime, votem em branco, não gostam dos 17 (?!?!) partidos que se apresentam a eleições, criem um novo, sentem-se chateados por terem de ir votar, puxem pela imaginação e escrevam no boletim de voto aquilo que lhes vai na alma. No meu entendimento a participação eleitoral não é um direito é um dever, assim, se mais razões não existissem, esta deveria ser suficiente para toda a gente ir votar e expressar a sua vontade do modo que entender mais conveniente (até com uma prosa engraçada para os senhores das mesas de voto se divertirem no final de um longo dia)…

 

Eu voto! E voto no CDS… Nem sempre votei no CDS, por vezes votei mesmo contra o CDS. O meu voto não é de ninguém independentemente da minha filiação partidária. A expressão da minha vontade deve traduzir apenas aquilo que, em determinado momento, eu entendo que o país precisa. Neste momento o país precisa de definição, não precisa de um mal menor. Não vou fazer um apelo para os votantes do PSD votarem no CDS, faço apenas o apelo para que votem em consciência. Eu sinto, e essa convicção neste momento é profunda, que não há nenhum outro partido, nem mesmo nenhum outro presidente de partido, que esteja tão bem preparado para contribuir para o exigente governo do país que se adivinha nos próximos anos. Não quero dizer que o Passos Coelho ou o PSD (por razões de decoro não me refiro sequer ao PS ou ao “Inginheiro”) são piores que o Portas, quero apenas dizer que, neste momento, o CDS é melhor, está melhor e merece mais a confiança dos eleitores.

 

Dito isto importa fazer um último apelo, não votem por medo, não votem por calculismo, não votem no mal menor. Se acham que o CDS é melhor, votem no CDS… Se entendem que o PSD é melhor, votem no PSD. Não deixem, no entanto, de o fazer em consciência. O voto útil é aquele que serve para expressar a nossa vontade, todos os outros são concessões ao medo que, em democracia, não deve imperar.

 

Bom final de campanha e bom dia de reflexão!

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Publicado Por Tiago Pestana de Vasconcelos em 3/6/11
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Ana Rita Bessa

Há uns tempos atrás visitei, na Biblioteca Nacional, uma exposição do espólio pessoal da Sophia de Mello Breyner.

 

Num dos seus escritos (de 1969), dizia:

 

"Entrei nesta campanha eleitoral para ajudar a modificar um sistema político e social que em minha consciência considero injusto.

A situação portuguesa é grave e urgente. Por isso, não podemos trabalhar apenas para a política do futuro. Temos que conseguir uma política para já. Temos que tentar conseguir já tudo aquilo que possa ser conseguido já".

 

Hoje, em 2011, revejo-me muito nestas afirmações. Na gravidade da situação, na necessidade de me envolver numa mudança consequente, na urgência de resolver o "já", sabendo que para isso, será preciso adiar algumas ideias (e ímpetos de grandes reformas)  para o futuro.

 

Como digo na biografia neste blog, não sou filiada no CDS. Mas encontrei aqui estas linhas fundamentais que me movem.

E um espaço plural, onde me encaixo e que me encaixa.

 

Sinalizar o sentido de voto é uma exposição com muitas consequências. Acho que só se faz por convicção. Para mim, "este é o momento".

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Publicado Por Ana Rita Bessa em 3/6/11
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Sábado, 28 de Maio de 2011
Ana Rita Bessa

Foi a 28 de Maio de 1911. Faz hoje 100 anos.

 

Carolina Beatriz Ângelo (1877−1911) dirigiu-se à Assembleia Eleitoral de Arroios, instalada no Clube Estefânia, em Lisboa, para votar nas eleições para a Assembleia Constituinte.

Semanas antes, requerera na Comissão de Recenseamento do Bairro onde residia a sua inclusão nos cadernos eleitorais, alegando preencher todas as condições especificadas no artigo 5.º do Decreto com força de Lei de 14 de Março de 1911: tinha mais de 21 anos, sabia ler e escrever e era “chefe de família” (…)

 

Perante a recusa de tal pretensão pelo Ministro do Interior recorreu do correspondente despacho para o tribunal (…)

 

Apoiada na autoridade desta decisão, Carolina votou nesse dia. Foi a primeira mulher a fazê-lo em Portugal – e durante largos anos a única.(…)

 

Porque a verdade é que muito embora a letra do artigo 5.º do referido Decreto com força de Lei de 14 de Março de 1911, ao conferir o direito de voto a “todos os portugueses”, aparentemente não diferenciasse homens e mulheres, a intenção do legislador fora — era sabido – bem outra: conceder tal direito apenas aos primeiros. (…)Para evitar a repetição e, quem sabe, a multiplicação de tão lamentável episódio, o novo Código Eleitoral, aprovado pela Lei de  3 de Julho de 1913, especificava com total clareza que seriam eleitores “todos os cidadãos portugueses do sexo masculino”** — explicitamente negando o voto à mulher. Ainda que fosse letrada e/ou chefe de família.

 

(por Joana Vasconcelos, no "É tudo gente morta")

Publicado Por Ana Rita Bessa em 28/5/11
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
José Maria Montenegro

Os votos merecem-se – temos ouvido muitas vezes nesta campanha do CDS.

 

Mas o que é isto de merecer? Será o programa apresentado? Serão as pessoas que se apresentam a sufrágio? Será o trabalho realizado na legislatura que termina? Será a preparação evidenciada? A coerência do percurso (de sempre ou, pelo menos, mais recente)? Será, afinal, a declaração de princípios do Partido?

 

Com base em cada um destes critérios, nem sempre o CDS estaria no 1.º lugar do Ranking – teremos de reconhecer. Assim, por exemplo, o programa tem algumas lacunas, nem todas as pessoas merecem o mesmo entusiasmo, conseguimos identificar algumas contradições em áreas importantes, a afirmação de princípios fundamentais é, por vezes, envergonhada ou nem sequer é genuína, etc.

 

O merecimento que tem sido reivindicado advém naturalmente do juízo global que, no momento que vivemos, justifica o voto no CDS. Não será estranha a escolha do slogan «este é o momento». Porque de facto, sem grande esforço, conseguimos perceber que a equipa que o CDS apresenta é globalmente consistente e preparada. Que o CDS foi o partido menos errático na oposição e mais organizado no combate à hecatombe a que chegámos. Que o CDS tem um líder que, com todos os seus defeitos, revela uma preparação incomparável face aos demais líderes do arco da governação. Que o CDS abandonou alguns dos factores de desconfiança do passado, como era o seu posicionamento face à Europa por exemplo ou até (porventura injustamente) face à imigração. Que o CDS revela uma atractividade de quadros e jovens que gera esperança. Que o CDS tem uma declaração de princípios humanista e centrada na pessoa.

 

O voto num partido nunca tem subjacente uma adesão a 100%. Se fosse esse o paradigma militávamos todos no voto branco, nulo ou na abstenção, e os partidos teriam os votos dos seus candidatos e de alguns familiares (talvez o PCP conseguisse um universo eleitoral ligeiramente maior).

 

Neste momento, o CDS merece o voto. É bem verdade, como dizia o Adolfo Mesquita Nunes, que as pessoas aceitam votar no PSD mesmo que discordem de quase tudo, ao passo que no CDS só aceitam votar se concordarem com tudo. Talvez esteja a mudar esta constatação histórica.

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Publicado Por José Maria Montenegro em 23/5/11
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