Rua Direita
Sábado, 4 de Junho de 2011
Filipa Correia Pinto

Por aqui no Rua Direita, já nos cansámos de mostrar o absurdo de o PSD ter passado boa parte da campanha a, cumprindo a sua carga genética, tentar reduzir a pó o CDS. A coisa é especialmente disparatada se tivermos em conta como foram os ultimos anos de oposição ao Governo Sócrates: enquanto o PSD se entreteve a torrar líderes, o CDS fez o seu caminho com competência, clarividência e intransigência.

 

E a coisa chega mesmo ao rídiculo, quando se compara o grau de rejeição popular deste Governo com a vitória tímida que o PSD vai obter, limitando-se a conseguir ganhar as eleições. Talvez no PSD seja mais fácil acreditar que a culpa é do CDS, mas bem sabemos todos que não é assim. O CDS chega como chega a estas eleições com todo o mérito e o PSD só não chega melhor porque...não foi capaz.

 

Também já de nada adianta salientar a enormidade do disparate de o PSD, especialmente tendo em conta as suas fragilidades, ter recusado a coligação que o CDS lhe ofereceu. está mais do que demonstrado que uma aliança pré eleitoral só prejudicaria o PS e teria um efeito significativo na distribuição dos mandatos.

 

Que o PSD se amofinhe com o crescimento do CDS e se sinta ferido no seu orgulho, nem é o mais grave - como digo, está-lhes no ADN, aliás mais do que qualquer outra marca. O que espanta é a má-fé com que miseravelmente o PSD tem tentado manipular o eleitorado, convencedo-o de que votar CDS é prejudicar a derrota do PS.

 

Às almas iluminadas que inventaram esta patranha, em espcial às que votam no Porto, que é o meu distrito, deixo um exercício breve, que qualquer aluno de 9º ano de matématica podia ter feito.  

 

O exercício pressupõe que o PSD ganha as eleições e que o CDS sobe ligeiramente o seu resultado face ao de 2009, e fora isto, explica-se a ele mesmo: uma pequena transferência de votos do CDS para o PSD impede a eleição do nosso 5º deputado e entrega-o de bandeja ao PS, sem que o PS precise de mais um voto sequer. Em nenhum cenários,  se alteram os mandatos do PSD. 

 

Veja por si. E decida por si. Este é o momento! 

Publicado Por Filipa Correia Pinto em 4/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Filipe Diaz

Domingo chega o momento em que avaliaremos a verdade dos últimos anos de governação, o momento em que decidiremos a verdade dos próximos anos, o momento em que votaremos para traçar a verdade do rumo do nosso país.

 

E nesse momento de verdades, as discussões a que assistimos nas últimas semanas sobre a utilidade do nosso voto são inúteis, pois o voto que deixarmos nas urnas só será útil se for...

 

... reflectido, por ter em conta o passado e as propostas apresentadas por cada um dos partidos!

 

... ponderado, por atender ao trabalho dos seus líderes e dirigentes e à coerência das suas posições!

 

... altruísta, por corresponder à opção que cremos ser melhor todos! 

 

... verdadeiro, por traduzir uma oportunidade única em que, em consciência, olhando aos nossos valores, princípios e convicções, podemos, cada um de nós, com sinceridade, fazer ouvir a nossa voz e fazer a diferença no nosso destino comum! 

 

Este é momento, por todos, por Portugal!

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Diogo Duarte Campos

No direito público da economia, sobretudo na regulação pública, utiliza-se muitas vezes o termo “capturado” com um sentido técnico muito preciso. Tem-se em vista demonstrar situações objectivas de captura (ou susceptibilidade de captura) do poder político (ou dos reguladores) sobre os regulados e não propriamente fazer juízos de valor (necessariamente subjectivos) sobre os titulares dos respectivos órgãos.

 

É com este sentido preciso que considero que quer PS quer PSD são partidos capturados. É precisamente com este sentido que diria que Fernando Ruas não poderá liderar a reforma do sistema autárquico e Bettecourt Picanço não poderá liderar a reforma da função pública. É a multiplicidade de exemplos destes que torna o PSD em si mesmo um partido capturado. Tem isto qualquer crítica pessoal àquelas duas pessoas (que, aliás, não conheço)? Claro que não. Podem ser pessoas seríssimas - não é isso que está em causa -, mas estão objectivamente capturadas pelos interesses que defendem ou defenderam (legitimamente, note-se).

 

Ora, para executar o programa acordado com o Triunvirato e que nos poderá tirar desta posição vexatória de autêntico protectorado económico, exige-se que a presença forte do CDS no Governo. Com toda a certeza pelo seu mérito intrínseco, pela melhor equipa que apresenta, mas também – porventura sobretudo -, por ser o único partido do arco da governação que não se encontra capturado, donde, substancialmente mais livre do que os demais.

 

Alguém terá alguma dúvida que será mais fácil ao CDS (do que ao PS e/ou ao PSD), porque não capturado, proceder à reorganização do Estado (fundindo, por exemplo, institutos públicos ou extinguindo Governos Civis), ou à reforma autárquica, à reforma das leis laborais ou à reforma da função pública?

 

É também por isso que o tamanho conta. Quem aprecia o que o CDS propõe, a sua equipa, a sua liberdade tem mesmo que votar CDS.

 

Como parece evidente, não é indiferente ter 10% ou 15% dos votos. Com 10%, o CDS poderá, ele próprio, ficar capturado pelo PSD, porque muito mais forte. Um CDS com 15% tem força popular para se impor e impor as reformas que o País necessita.

 

Quem quiser reformas a sério não pode apenas deixar de votar no PS; não pode apenas pensar que basta trocar Sócrates por Passos Coelho (objectivo, aliás, já conseguido), terá também que votar CDS, sob pena de tudo ficar na mesma.

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Publicado Por Diogo Duarte Campos em 3/6/11
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Francisco Meireles

Andam por aí umas pessoas, com um ar muito sério de quem pondera razoavelmente os problemas, a afirmar que vai votar PSD, apesar de achar que o CDS merece, com o argumento de que é importante que o PSD ganhe claramente as eleições. Para essas pessoas, não o escondem, o mais importante é garantir que Portugal MUDA.

 

Vinha apenas lembrar a essas pessoas que se insistirem em fazer essa escolha, depois não tem o direito de se queixar.

 

O PSD há muito que não consegue esquecer o que é: uma máquina de ocupação do sistema e de distribuição de cargos. A forma do PSD fazer política é "mais do mesmo", porventura norteado por outros amigos e outros interesses.

 

A essas pessoas queria apenas lembrar que, daqui a 2 ou 3 ou 4 anos, não terão o direito de se mostrar desiludidas com Passos Coelho. Ele já demonstrou do que (não) é capaz, com este PSD. Não haverá surpresas, para essas pessoas, nem para este PSD.

 

Mas há alternativa. Mesmo para essas pessoas. É apenas votar em quem sabem que merece, em quem reconhecem consistência, coerência e competência. Não é preciso inventar. Basta MUDAR, para Portugal começar a MUDAR.

 

Este é o momento. Portugal merece uma oportunidade!!!

Publicado Por Francisco Meireles em 3/6/11
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
Margarida Furtado de Mendonça


Despreocupe-se quem está a pensar votar por utilidade e não por convicção. Não há stress. O empate técnico nunca existiu. Como ele, nem o voto útil.
"Não há stress, podem votar CDS".

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Publicado Por Margarida Furtado de Mendonça em 2/6/11
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José Maria Montenegro

É intrigante o espartilho do voto útil. A liberdade de votar, de escolher, de premiar o partido com que nos identificamos mais em cada momento cede perante a mais leve ameaça de empate técnico.

 

Todos temos amigos ou conhecidos que nos confessam a sua preferência pelo CDS mas que votarão PSD porque querem que o PS não seja o partido mais votado. Se não fosse isso, votariam no CDS, dizem-nos.

 

Mas será mesmo assim?

 

Começo a achar que há nesta resistência ao voto no CDS uma certa clubite envergonhada que, à falta de melhor argumento, se socorre dessa absoluta necessidade de derrotar o PS que já ninguém contesta. É que mesmo perante a demonstração de que o empate técnico sempre foi um falso empate técnico – bastava analisar os indecisos e a sua rejeição ao PS e a Sócrates como, aliás, as sondagens mais recentes bem revelam – insistiam na ideia de que era mesmo indispensável «só» votar no PSD. Alguns até nos apontavam o dedo insinuando: tu preferes o Sócrates!

 

A estes votantes úteis, crentes fiéis das sondagens, podem agora, em coerência, dar livremente outra utilidade ao seu voto. Pois se as «mesmas» sondagens já não dão empate técnico nenhum hão-de reconhecer, em coerência, que está ultrapassado o obstáculo.

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Publicado Por José Maria Montenegro em 2/6/11
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
António Folhadela Moreira

O Duarte Lino, do Cachimbo de Magritte, resolveu dedicar umas linhas menos simpáticas ao CDS, ao mesmo tempo que semi-endeusava Passos Coelho, terminando um post, modestamente intitulado Diagnóstico Científico, com uma coisa parecida com uma ameaça velada precedida da conclusão que o CDS em campanha não quis ser aliado do seu aliado natural no governo - leia-se, o PSD.

 

A avaliar pela falta de sentido de realidade que o seu texto exprime poder-se-ia pensar que Duarte Lino tem estado a acompanhar outra campanha que não a destas eleições. Mas como é desta campanha que Duarte Lino fala vamos, antes de mais, ao óbvio. Quem quis que os dois partidos fossem a votos em separado foi o PSD e não o CDS e isto só por si serviria para demonstrar que quem não quis ser aliado do seu aliado natural no governo foi o PSD e não o CDS.

 

Mas é claro que poder-se-ia dizer que apesar de cada partido ir a votos em listas próprias nada impediria uma espécie de campanha de não agressão e se era nisto que Duarte Lino pensava ao fazer o seu Diagnóstico Científico estou tentado a dar-lhe razão.

 

Realmente, teria sido animador não ver o PSD fazer uma campanha tão centrada no apelo ao voto útil à direita como a que está a fazer, teria sido inspirador ver o PSD defender ideias nesta campanha que tivesse defendido antes, assim como teria sido encorajador não ver tantas vezes na campanha do PSD ataques, até pessoais, a dirigentes do CDS (em particular a Paulo Portas). Em suma, teria sido muito bom ver o PSD fazer a campanha que Duarte Lino diz que fez. Mas que por acaso não fez.

 

É claro que Duarte Lino não se referia a estes momentos da campanha pois é-lhe mais fácil culpar (mesmo que injustamente) o CDS de ignorar que "o país faliu porque era inevitável falir com o actual modelo", sendo que o actual modelo é concerteza o dos Orçamentos de Estado e dos 3 PECs que o PSD aprovou com o PS... enfim, pecadilhos do passado que o PSD está desejavelmente determinado em não repetir.

 

O problema de Duarte Lino não é a campanha do CDS, é antes o resultado que antevê que o CDS vai ter. Aparentemente Duarte Lino está naquela franja do PSD que gosta de um CDS a dizer o que tem que ser dito e a ter 5% de votos nas urnas. E no fim até ficaria bem ao CDS pedir, de chapéu na mão, ao PSD que o levasse consigo para o Governo.

 

Mas nestas eleições, que vão ser ganhas pelo PSD (e isto significa a caducidade da estratégia de apelo ao voto útil à direita), é o CDS que vai ganhar com votos o seu lugar no Governo, o CDS não formará governo com o PSD por favor deste. E no governo que sair destas eleições não é igual um CDS com 5% de votos ou com 15% de votos dos portugueses. Para mal dos pecados de quem no PSD pensa como Duarte Lino o CDS está mais próximo dos 15% do que dos 5%. Mas para esses, paciência, é o país que sai a ganhar.

 

Por último, quanto ao semi-endeusamento que Duarte Lino faz de Passos Coelho, não comento. É certamente uma questão de fé e quanto a isso não faço diagnósticos científicos.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 1/6/11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Miguel Sanches

Tanto PS como PSD entram nesta ultima semana de campanha em busca do voto dos indecisos. Em comum têm a Teoria do Mal menor.

 

Para PS esta teoria consiste em criar nos ditos eleitores a ilusão de que o País aguentava-se bem de PEC em PEC, nao fosse o PSD estar cheio de sede para chegar ao pote e insta ao medo de que, caso este lá chegue, irá acabar com tudo e privatizar o resto.

Para o PSD, o País já bateu no fundo e o que importa é correr com Sócrates. Para estes a teoria recupera o bom estilo tiririca, pior do que está não fica!

 

Perante isto, meus amigos, o eleitor indeciso encontra no CDS um oásis de responsabilidade, coerência e pragmatismo capaz de reforçar uma solida maioria verdadeiramente de direita recuperando também a Doutrina Social da Igreja presente na matriz do CDS, coisa que apenas agora alguns arautos descobriram.

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Publicado Por Miguel Sanches em 30/5/11
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Domingo, 29 de Maio de 2011
Diogo Duarte Campos

O meu voto (caso isso interesse a alguém).

Por Pedro Rolo Duarte.

 

Sempre defendi que aos jornalistas não deve estar vedado, antes deve ser incentivado, o direito de tornar publico o seu sentido de voto. Enquanto colunista de jornal nos últimos trinta anos (enfim, agora menos, mas mais blogger...), divulguei sempre o meu voto, por entender que na transparência da nossa conduta radica a credibilidade profissional que possamos ter. Votar é uma escolha, não é um acto de militância – ou seja, não impede, pelo contrário até estimula, a independência e a análise imparcial.

 

Assim, quem me leu e lê sabe que votei quase sempre no Partido Socialista. Nunca, por causa disso, fui beneficiado – pelo contrário, por coincidência ou não, os melhores momentos da minha vida profissional ocorreram em momentos de governação à direita – O Independente, a K, a Visão... -, e do mesmo modo nunca me senti discriminado. Quem me conhece e quem comigo já trabalhou sabe que distingo as coisas e sou rigoroso nessas matérias.

 

Faltam poucos dias para as eleições e decidi que, uma vez mais, deveria manifestar publicamente o meu voto. Explicando previamente que, no essencial, não mudei. Continuo a considerar-me de esquerda democrática, ou moderada, ou liberal, como lhe queiram chamar. Acredito num estado laico, pouco interventivo, mas dinâmico e assertivo no essencial que deve ser de direito comum: educação, saúde, justiça, segurança social.

 

Defendo um Serviço Publico de Rádio e Televisão, mas não concordo com a subsidiação cultural obrigatória. Defendo o Serviço Nacional de Saúde, mas não me custa aceitar que as taxas moderadoras possam valer 100 euros para quem ganha mais de 3000 euros mensais – se isso significar zero euros para quem ganha o ordenado mínimo nacional. Gostava que os políticos tivessem vencimentos mais generosos – mas também queria vê-los efectivamente julgados quando gerissem mal os dinheiros públicos, e aprovaria uma lei que os obrigasse a uma travessia no deserto depois de um desaire efectivo e provado. Defendo uma reforma na justiça que a torne efectivamente para todos – ou seja, mais rápida, eficaz e preventiva. Defendo a educação universal e gratuita, mas não aceito o facilitismo que conduz ignorantes às Faculdades. Concordo com o subsídio de desemprego e o rendimento de inserção – mas gostava que ambos se aplicassem com rigor, valorizando o trabalho sem que a casta educacional ou social garantisse a recusa do trabalho ou a perpetuação da negligência. Num momento critico como o actual, não posso achar razoável que haja lojas ou oficinas ou fábricas sem empregados enquanto pessoas formadas se dão ao luxo de recusar empregos porque estão abaixo das suas qualificações académicas...

 

Foram só alguns exemplos, para explicar que nada disso está em causa no Governo que aí vem – e que basicamente vai cumprir um programa previamente definido pelo FMI e seus pares. Não há o risco nem de ruptura nem de inovação. O meu voto, por isso, é de exclusão, ainda que seja convicto.

 

Jamais voltarei a votar no PS enquanto José Sócrates for seu líder. O actual primeiro-ministro, em quem confiei no passado, constituiu a maior desilusão política dos meus 30 anos de direito de voto. Não apenas secou à sua volta todo um Partido como conduziu Portugal ao beco em que se encontra. Foi provinciano na forma como se exibiu publica e profissionalmente, faltou à verdade vezes sem conta, nunca teve a humildade de reconhecer um erro, enganou os portugueses nas expectativas que criou, nos diagnósticos que inventou, nas soluções que improvisou - e adiou ou omitiu sempre a verdade em nome de uma doentia dependência do poder. No que respeita à comunicação social, não me lembro de Governos tão obcecados, vingativos e ameaçadores como os dois últimos.

 

Estive convictamente convencido de que votaria no PSD até perceber que o cabeça-de-lista por Lisboa seria (o oportunista politico já profissional) Fernando Nobre, e depois de assistir, estupefacto, ao caos, à desorganização, e à falta de autoridade e preparação que Passos Coelho parece fazer questão de demonstrar a todo o momento – dando razão a um blog onde li que os portugueses todos os dias queriam votar mais no PSD, mas o PSD encarregava-se de todos os dias lhes dizer para não votarem. Não poderia votar na CDU ou no Bloco, porque estas duas forças recusaram dialogar com a troika, o que naturalmente as afasta de qualquer solução governativa.

 

Na coerência dos argumentos, na firmeza da atitude, na liderança em Lisboa de uma mulher de quem gosto e em quem confio, só me resta um partido: o CDS. Não é a minha família politica nem a minha escolha natural (e até cultural...). Mas é o meu voto sincero no partido que, acredito, vai fazer com que o PSD se equilibre e o PS se reestruture.

 

Nunca pensei, numas legislativas, votar tão à direita de mim próprio – mas também nunca pensei que o PS descesse tão abaixo dele próprio. Espero reencontrar-me à esquerda no futuro.

Publicado Por Diogo Duarte Campos em 29/5/11
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

 

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 27/5/11
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Adolfo Mesquita Nunes

O Carlos Botelho acha que, à direita, quem não votar PSD estará a votar em Sócrates nas próximas eleições. Não é um argumento novo. Em 2009 também ouvimos coisa semelhante. Houve quem tivesse aderido ao argumento e houve quem não tivesse aderido.

 

Os que aderiram ao argumento viram o seu voto servir para viabilizar 2 Orçamentos de Estado fantasiosos, para dar luz verde a 3 PEC desastrosos, para permitir a manutenção do Código Contributivo, para impedir a revisão do regime dos gestores públicos, para inviabilizar a suspensão das grandes obras públicas e de novas PPP e para chumbar a DCI, entre muitos outros exemplos de concubinato social democrata com o governo socialista. Os que não aderiram ao argumento e confiaram no CDS viram o seu voto servir para a melhor oposição ao socialismo que, com a ajudinha do PSD, nos arruinou.

 

É nestas coisas, penso eu de quê, que se vê a utilidade do voto.

 

 

 

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Publicado Por Adolfo Mesquita Nunes em 27/5/11
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Diogo Duarte Campos

Um grande post do excelente João Vacas.

 

Uma questão de higiene

 

O Carlos Botelho acha que quem não votar PSD estará a votar em Sócrates nas próximas eleições. O Carlos é um homem pragmático. E, por uma "questão de higiene pública" que retirar Sócrates do poder. E pronto. Não lhe interessa muito quem ficará no seu lugar nem porquê. Ao PSD basta ser o anti-PS para que tenhamos todos que lhe dar o nosso apoio. Tudo pela higiene, nada contra a higiene. 

 

Os outros, pobres coitados, somos colaboradores objectivos com a imúndicie... Quem não votar PSD ou é irracional ou cede à chantagem do PS. Pois. Também por uma questão de higiene, eu aconselharia o Carlos a adoptar argumentos mais convincentes. É que ainda há limites para a chantagem. Venha ela do PS ou do PSD. E usar o medo para correr com um primeiro-ministro que usa o medo para se manter no poder é, sobretudo, uma tremenda confissão de fraqueza.

 

Agradeço-lhe mais este motivo ponderoso para não votar PSD. Não que ainda precisássemos dele.

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Publicado Por Diogo Duarte Campos em 27/5/11
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
Bernardo Lobo Xavier

Tenho ouvido dizer por aí que os contínuos, desastrados e ridículos apelos ao voto útil vindos de figuras menores do PSD têm precisamente o efeito contrário ao pretendido pelos seus autores, reforçando a importância fundamental de se votar CDS. Também acho.

Publicado Por Bernardo Lobo Xavier em 26/5/11
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
CM

Desde há muito que esta é uma das bandeiras do CDS. Não só uma bandeira, uma metodologia para a educação, baseada no mérito e no rigor.

 

Para o PSD não passa de uma caça ao gambozino do voto útil: volátil, efémero e ilusório com ele próprio. O Gambozino, claro.

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Publicado Por CM em 25/5/11
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Tomás Belchior

 

Esqueça as sondagens, as tácticas e as bocas. É muito fácil decidir em quem tem de votar no próximo dia 5: 

  1. Para o CDS, o seu voto vale o triplo do que para o PS ou para o PSD;
  2. O voto no CDS tem uma relação qualidade/preço imbatível: com 10,4% dos votos, o CDS é penalizado e só tem 9,1% dos deputados, mas foi responsável por 34% das iniciativas legislativas que representam 81% do seu programa eleitoral, 44% das perguntas e requerimentos dirigidos ao governo, 24% das iniciativas legislativas aprovadas;
  3. Esta promoção só é válida para estas eleições: numas próximas eleições, se o CDS aumentar a sua votação, para o partido, o seu voto vai valer relativamente menos. Se o CDS diminuir a sua votação, a penalização na transformação de número de votos em deputados será maior, logo, dificilmente será tão eficaz.
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Publicado Por Tomás Belchior em 25/5/11
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Inês Teotónio Pereira

PS e PSD aprovaram, em Abril, na Assembleia da República um "diploma relativo ao regulamento orgânico da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos". No entanto, como "o regime remuneratório especial" referido no diploma para os membros da dita comissão é especialíssimo, Cavaco Silva resolveu não promulgar o diploma e devolveu à precedência. Clap, clap, clap. Muita bem.

 

A questão é: durante todos estes anos, quantos dilpomas destes foram aprovados por unanimidade pelo PS e pelo PSD e quantos terá Cavaco Silva promulgado?

 

Publicado Por Inês Teotónio Pereira em 25/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Tomás Belchior

Vale a pena ler o Manuel Castelo-Branco sobre as análises desinteressadas do Prof. Marcelo.

Publicado Por Tomás Belchior em 24/5/11
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Nuno Miguel Guedes

Agora que as sondagens proclamam finalmente o separar das águas (como se pode ver aqui) e pela primeira vez me parecem sensatas quanto ao resultado do CDS, pergunto-me se o debate entre Passos Coelho e Sócrates tenha alguma coisa a ver com isto. Dizem-me que sim: que PPC venceu inequivocamente o debate, que Sócrates terá sido esmagado, que esse método rigoroso dos 659 telefonemas de amostra a seguir ao visionamento davam o primeiro-ministro como morto e enterrado. 

 

Duvido: ou vi outro debate ou Passos Coelho esteve durante demasiado tempo intimidado pelo seu adversário, que usou as costumeiras retóricas de bolso e as emoções televisivas do costume: indignação, perplexidade, como podem fazer isto ao meu país, eu que fiz tudo etc. Passos Coelho teve sem dúvida bons momentos - o mais importante e eficaz aquele em que lembra ao primeiro-ministro que ele irá ser julgado não pelo que vai fazer mas pelo que fez e ainda está a fazer  -  mas aquela declaração final em que se justificava, quase pedindo desculpa foi desastrosa. Enfim, talvez seja só eu. 

 

O que é certo é que começou o peditório para a maioria absoluta. E evidentemente, os ataques ao CDS vão subir de tom, como Sócrates já não existisse. Este tipo de arrogância pré-eleitoral pode custar caro ao PSD. Declarações tontas como esta de Nuno Sarmento  já revelam algum medo e o habitual putativo direito aos votos do eleitorado de centro-direita que o PSD historicamente sempre achou que deveria ter. 

 

Por nós, estamos tranquilos. O CDS cresce e é cada vez mais garante de uma transição rigorosa e fluida para dias melhores. Que o PSD se preocupe com outros adversários, bem mais perto deles. Nós por aqui continuamos a trabalhar. 

Publicado Por Nuno Miguel Guedes em 24/5/11
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
João Ferreira Rebelo

É oficial. A velha história do voto útil instalou-se na campanha eleitoral e veio para ficar, mais forte que nunca.

 

O próprio conceito de voto útil faz-me alguma confusão. Desde logo porque é a negação do mérito, enceta a si próprio a ideia de “mal menor”: eu posso não ser o melhor, mas votem em mim, pois eu tenho hipóteses de chegar ao Governo… Ou seja, pede-se aos eleitores que escolham um determinado partido não por se identificarem com as suas medidas, mas antes porque esse partido tem, tipicamente, hipóteses de ganhar eleições.

 

Contudo, deixando de lado esta vertente conceptual, incomoda-me ainda mais o triste apelo ao voto útil no actual cenário, mais precisamente nas eleições que se avizinham. Na sua lógica, pouco feliz, tem apelado o PSD ao voto útil alertando que a disputa é entre Sócrates e Passos Coelho. Um clara tentativa de saque aos votos do CDS. Para justificar esse apelo, o PSD constrói cenários pós eleitorais e (tenta) pressionar os eleitores, ameaçando-os com estruturas de Governo “estranhas”. É um erro. Não se pode pedir aos cidadãos que votem tendo por base as hipóteses que resultem do acto eleitoral. Além de soar a desespero pode ter o efeito contrário ao pretendido.

 

Por outro lado, o PSD não precisa disso, não tem necessidade de ir por esse caminho perigoso. Apresentou-se às eleições com um Programa de Governo detalhado e ousado, admito, e devia concentrar os seus esforços em passar a mensagem, explicá-lo, mostrar as vantagens de uma política de direita, vincando bem os desastres da esquerda e os erros graves de Sócrates. Até porque, mais ainda, os Portugueses não precisam que os assustem com os fantasmas pós-eleitorais, precisam antes de uma mensagem de esperança e confiança e de alguém que mostre soluções concretas e objectivas.

 

Isto tudo para dizer que os votos não se pedem, merecem-se. E aí o CDS pode dar algumas aulas ao PSD, que parece ainda não ter aprendido a lição. Na verdade, é a custa de muito trabalho, espírito crítico, mensagens de esperança claras e concisas que se mostra aos mais de 20% de indecisos qual o caminho a seguir.

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 19/5/11
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Margarida Bentes Penedo

Cavaco Silva quer um governo maioritário. Cavaco Silva pede um governo maioritário. Cavaco Silva congratulou-se por os partidos reconhecerem a necessidade de um governo maioritário. Diz-se por aí que Cavaco Silva "já avisou que não dá posse" a um governo que não seja maioritário.

 

Vamos por partes. Perante os resultados eleitorais, o presidente da república tem que chamar o representante do partido político mais votado e convidá-lo para formar governo. Este governo deve então ser constituido e tem que submeter o seu programa a aprovação pelos deputados à assembleia da república.

 

 

 

 

Tradicionalmente, entre votos a favor, votos contra e abstenções, a assembleia da república tem aprovado todos os programas, e por consequência os governos, que lhe são apresentados. Até hoje, a única excepção foi o governo de Nobre da Costa. Tradicionalmente, repito. Porque na realidade não é obrigada.

 

Suponhamos que não aprova. Nesse caso, o presidente da república tem que chamar o representante do segundo partido mais votado e fazer-lhe o mesmo convite. Sucessivamente, repete-se o processo até que a assembleia da república aprove o programa de um governo novo. Isto é o que está estabelecido na constituição.

 

Em resumo, e na prática, quem dá posse a um governo é o presidente da república. Mas quem o escolhe é o parlamento.

 

Assim sendo, pode Cavaco Silva pedir o que entender. Apelar ao que lhe parecer mais próprio. Congratular-se pelo que lhe dizem os partidos. Mas não tem qualquer espécie de poder para decidir qual o governo a que dá posse. Quem tem esse poder é o povo português, através do voto dos deputados à assembleia da república que são, no nosso sistema político, os seus legítimos representantes.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 16/5/11
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
João Lamy da Fontoura

São duas palavras que, do meu ponto de vista, sintetizam a prestação de Paulo Portas no debate com Passos Coelho e, em particular, os dois pontos que, para mim, dele se destacam:

 

(a)    Perante o raciocínio em ciclo vicioso de Passos Coelho de que é ao PSD que cabe liderar o próximo Governo e que, para isso, precisa de uma ampla votação, a demonstração de que uma opção maciça dos eleitores pelo CDS não prejudica (antes pode favorecer) o derrube de Sócrates. Ilustrada pelo cenário de 23% de votos no PSD e 23,5% no CDS, assistimos a uma claríssima refutação - aliás, sem resposta - da tese do voto pretensamente útil. Daí o desassombro;

 

(b)   A clarificação de que o essencial, no que respeita à representação política, estará na proporcionalidade na conversão dos votos em mandatos e não tanto no número de deputados total na Assembleia da República. Aí reside a desmistificação (e a certidão de óbito?) daquele que vem sendo apontado como um dos temores recorrentes daqueles que se revêem no CDS.

 

Isto exposto - e não é pouco, já que aqui vai ínsita a assunção do CDS como uma alternativa real -, a consistência da linha de actuação e do caminho proposto pelo CDS tomaram forma no próprio debate, restando, apenas, uma dúvida, que Passos Coelho não esclareceu: se não era o CDS, quem seria, então o «pau de cabeleira»?

Publicado Por João Lamy da Fontoura em 13/5/11
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Publicado Por João Lamy da Fontoura em 13/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
José Maria Montenegro

Quem viu ontem o debate percebeu bem a loucura que representa o voto em Sócrates. Um homem desligado da realidade que nega as evidências e que só nos pode conduzir ao abismo.

 

Quem ouviu hoje Paulo Portas na conferência da TSF / DN / OTOC percebeu bem onde é verdadeiramente útil o voto.

 

Se dúvidas ainda tivéssemos.

Publicado Por José Maria Montenegro em 10/5/11
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António Sousa Leite

O PSD já percebeu que (mais uma vez...) toda a sua campanha é um algomerado infinito de calinadas. Já percebeu que o seu vácuo ideológico (ou antes execesso, já que deve ter uma corrente política por militante) lhe está a fazer perder (uma vez mais contra Sócrates). Que os milhares de medidas avulsas que apresentam diariamente já não convencem ninguém. Que afinal a culpa não era de Mendes, de Menezes, de Ferreira Leite, nem sequer é de Passos. É de um partido cuja razão de existência se torna cada vez menos evidente, numa tentativa desesperada de se demarcar do outro partido de matriz social-democrata que por aqui existe.

 

Resolvem, então, recorrer à estratégia mais baixa: manipular o medo das pessoas. Ontem Marcelo, hoje Passos e Menezes. Todos os grupinhos que costumam andar às turras dentro daquele partido se uniram para tentar vencer, pelo medo, não aquele que é tido como o seu adversário na luta para o poder, mas o partido que lhe poderá dar uma maioria estável para governar.

 

Apelam às pessoas ao voto útil face a um (já desmentido...) possível acordo entre o CDS e o PS. Fazem crer às pessoas que apenas a maioria absoluta de um partido é uma solução viável - quando todos sabemos com um intervalo de confiança de 90% e uma margem de erro de 2% (mais coisa menos coisa) que tal maioria nunca irá ser possível.

 

Pior! O ilustre Professor Marcelo veio meter mais macaquinhos no sotão dizendo que o pior para o país é um CDS que tenha poder de escolher o seu parceiro de coligação. Que o seu partido fica refém do CDS e, uma vez que os 2 "partidos da alternância democrática" decidiram que são o país, tendo o seu partido de assumir um maior compromisso (tão pedido aos partidos pelo Sr. Presidente da República - imagine-se - militante do PSD) sendo isso mau para o partido, é-o para o país. Para o Douto Senhor, se os portugueses quiserem experimentar algo novo, depois da experiência traumática dos últimos anos, isso é o pior para o país, ainda mais se escolher governar com o seu partido e não com o PS. Porque sabe que governando o CDS com o PS isso significa a auto-destruição do primeiro, o que é sempre recomendável a quem está habituado a só ter um grande rival com que se preocupar.

 

Depois vem aquele ilustre militante laranja de Gaia dizer que um voto no CDS é um voto no PS. Alertar para o enorme risco de um governo PS-CDS. Apenas porque o CDS não cedeu ao perigo - não custa lembrar, recordado pelo PR, militante do PSD - de haver na campanha uma crispação tal que impossibilite qualquer entendimento, ao contrário de um imaturo Passos Coelho. Se o CDS tivesse o comportamento do PSD, saía do mapa. Como explica porque é que não se vai entender com Sócrates, em vez de fazer birra e um drama do tipo "nós ou eles", sem explicar nada, há quem imagine por aí que somos uma força maléfica que na verdade o que quer é governar com o sr "engenheiro".

 

Mas o melhor de tudo é o presidente do PSD, apelando a claras maiorias porque não quer nenhum pau-de-cabeleira. Para quem não entenda o que tal significa, o dito senhor não quer que Portas se intrometa no seu namoro com Sócrates.

 

Pois bem, meus senhores, os portugueses não são estúpidos, portanto o tiro há-de lhes sair pela culatra. Para mal do país, pois creio que infelizmente nem todos os que deixem de votar PSD por causa desta campanha aberrante se mudarão para a direita.

Publicado Por António Sousa Leite em 10/5/11
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
Francisco de Almeida

Agora nas palavras de Paulo Portas...

 

 

 

 

Publicado Por Francisco de Almeida em 9/5/11
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Tiago Loureiro

Não basta aos mensageiros do PSD acenarem com o fantasma de um possível entendimento entre PS e CDS para conquistarem votos à direita. Para além de Paulo Portas já ter sugerido várias vezes que não tem essa intenção – mais peremptória e prematuramente que o PSD – os portugueses sabem que o PSD não tem sequer legitimidade para falar no assunto de consciência tranquila. A memória das pessoas não é assim tão curta que não lhes permita lembrar que o PSD apenas decidiu não viabilizou o quarto PEC, no qual assumiu a posição que o CDS já assumia há três PEC’s consecutivos.

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Publicado Por Tiago Loureiro em 9/5/11
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João Ferreira Rebelo

Temos assistido a alguma descoordenação interna do PSD, nomeadamente entre o seu líder e certos membros “menos tímidos” da sua equipa. O que de certa forma se compreende, pois dado o (mau) estado da Nação todos querem contribuir com ideias, sugestões, etc. Mas se aceitamos que venham a lume muitas ideias, muitas soluções, ainda que não coincidentes dentro do mesmo partido, já nos custa a aceitar que o PSD se desvie do alvo José Sócrates e comece também a disparar noutras direcções. Isto a propósito do eterno cliché do voto útil.

 

Em 2009, a bandeira do voto útil não serviu de muito ao PSD. Não só perdeu as eleições para José Sócrates, como viu o CDS crescer. Contudo, parece querer insistir na receita, o que honestamente não se compreende. Até os cidadãos mais desligados da política activa já começam a perceber que o binómio PS/PSD não é solução. Felizmente já muita gente percebe que há alternativas sérias e credíveis e só fazia bem à saúde do PSD ter noção disso mesmo, ao invés de insistir que só se justifica o voto nos dois típicos partidos que nos têm governado.

 

Por outro lado, no limite, esta posição favorece o voto no PS, pois aceita de barato que a alternativa para quem não quer votar no PSD é mais Governo com José Sócrates. E isto sim é verdadeiramente inaceitável, pelo que não devia sequer entrar na equação. Já bastam os votos de todos aqueles que acompanham o PS sem discutir (e que, infelizmente, continuam a ser muitos), mas vamos, por favor, ter um discurso decente e convincente para os indecisos e para os descontentes.

 

É caso para perguntar, voto útil, para quem? A quem é que é útil reduzir as hipóteses de voto ao PS e ao PSD? Não é aos Portugueses, com toda a certeza, pois, acima de tudo, essa escolha forçada é a grande responsável da abstenção e do discurso do “não vale a votar, são todos iguais…”. Não é verdade, não são todos iguais e há mais possibilidades. O CDS é sem dúvida uma delas, com provas dadas, gente séria, descomprometida e competente. E o PSD devia perceber (mais do que perceber, aceitar) essa realidade e dirigir as suas forças para o inimigo n.º 1 de Portugal e não para o CDS. E devia fazê-lo depressa, antes que, mais uma vez, seja tarde.

Publicado Por João Ferreira Rebelo em 9/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Francisco de Almeida

Acabo de ler no site do diário económico um artigo de opinião do professor universitário João Fernando Rosas (aqui). Temo que haja ainda muita gente confusa quanto ao CDS, e à política em geral. Alguns excertos:

 

“ (…) a presença no Governo do partido da extrema-direita parlamentar daria ao país a imagem de um executivo de "direita alargada", não de um Governo de unidade nacional”.

 

Queria começar por referir o óbvio: o CDS não é um partido de extrema direita, acho que 99% da população já percebeu. Segundo, o governo não dá “uma imagem” ao país. O governo é votado pelo povo para reflectir a imagem que o povo quer! Se o povo vota mais para a direita, é mais para a direita que vai sair o governo. Em democracia é assim.

 

“Em segundo lugar, a presença do CDS dificultaria em muito o funcionamento interno da coligação. Enquanto o PSD e o PS são partidos que têm em comum mais do que aquilo que querem admitir, o CDS é um partido de maior intransigência ideológica e com um líder especialmente truculento.”

 

Esta não percebo mesmo. Parece que ser coerente, ter princípios e ideais, defendê-los e lutar por eles, é mau. Então o que nós queremos mesmo são uma espécie de camaleões que mudam de ideias de acordo com quem estão a falar? Os Portugueses votam num governo, numa equipa e num plano de trabalho, seja ele qual for. Não votam com certeza em quem governe “ao sabor do vento”!

 

Acho que sinceramente vivo num mundo diferente do deste senhor.

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Publicado Por Francisco de Almeida em 6/5/11
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Miguel Botelho Moniz

O sistema político português, formalmente semi-presidencialista, é na sua essência parlamentar. As eleições que realmente interessam são as legislativas, altura em que o eleitorado escolhe os seus representantes, dos quais emana o governo. Este interesse, conjugado com a fácil tendência de personalizar o discurso político, tem a consequência de que as eleições legislativas se transformam num exercício de escolha do primeiro-ministro.

Neste contexto,  os representantes eleitos pelo povo são arrastados para o parlamento nos ombros dos líderes, sendo quebrada a relação de representação e diminuída a responsabilidade dos deputados perante os seus constituintes. Este fenómeno não é exclusivo de Portugal. A tendência é inerente aos regimes parlamentares, particularmente nos casos, como o nosso, onde existem círculos eleitorais por listas, alguns irrazoavelmente grandes.

É lamentável que assim seja. Não só a separação de poderes, essencial para o equilíbrio do regime, é comprometida, como a função parlamentar - a mais nobre do nosso sistema e pedra basilar da democracia - é subalternizada. Já há muito que nos habituámos a esta memorização dos deputados; não é por isso de espantar que tantos sejam autênticas nulidades. Há claramente um círculo vicioso entre maus parlamentares e a tendência destes serem um subproduto das lideranças.

Levando em conta o acima exposto, o mérito do grupo parlamentar do CDS/PP, em particular nas duas últimas legislaturas, merece reconhecimento. Se historicamente o partido pode reclamar o facto de ser o único a não ter votado favoravelmente a constituição de 76, é em coisas mais pequenas, mas nem por isso menos simbólicas, que a diferença é marcada. Iniciativas no sentido de travar obras públicas megalómanas (por vezes, mas nem sempre, acompanhado do PSD) são um exemplo. Mais simbólico, mas paradigmático, quando a Assembléia da República aprovou com quase unanimidade uma lei idiota com o ridículo fim de reduzir o sal no pão, o CDS/PP foi o único partido onde (alguns) deputados votaram contra. Cinco deputados parece pouco; mas é uma infinidade comparando com o acrítico unanimismo dos restantes.

Publicado Por Miguel Botelho Moniz em 5/5/11
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Bernardo Campos Pereira

Com a conclusão da sua missão em Portugal, três responsáveis da troika acabam por desmentir Socrates em três pontos fundamentais, retirando argumentos à estratégia que este governo PS usou para financiar o país, e à desinformação que o próprio Socrates tem comunicado sobre o acordo nos media:

 

1. Este programa não é o PEC IV;

[ lá se vão os argumentos do PS ];

 

2. O resgate não é menos duro do que os resgates da Grécia ou da Irlanda, e os portugueses vão pagar este resgate com sacrifícios que exigem sinceridade por parte do primeiro ministro, para explicar aos portugueses as medidas necessárias nos olhos.

[ esta afirmação exclui logo as hipóteses de Socrates ou de Passos como PM's válidos para a tarefa... ];

 

3. Caso o FMI tivesse sido chamado antes as medidas não teriam que ser tão duras.

o que responsabiliza quem tem evitado chamar o FMI [ o governo PS ], o PSD que sendo o maior partido da oposição viabilizou os PEC's até finais do ano passado, e ainda o Bloco de Esquerda e os Comunistas que nem querem ouvir falar do FMI.

[ ainda há alguém com dúvidas em quem votar? ] 

 

Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 5/5/11
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