Rua Direita
Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Gonçalo Barata

Para não desapontar quem não está habituado a ler em Inglês seco, conciso e numérico, o MEF encarregou-se de fazer uma "tradução" do MOU seguindo tradições longas de como se fazem cá na terra os programas de ajustamento:

 

- Em vez de especificar o detalhe das medidas, nada como apresentar medidas programáticas;

- Em vez de quantificar, nada como apresentar tendências;

- Em vez de mostrar as datas em que o quê vai ser feito, nada como dizer que “irá ser feito".

 

As “linhas orientadoras” costumam ser ideais para ficarem na gaveta. Espero que o MOU seja o documento binding e que a fiscalização trimestral impeça que o inferno se encha com ainda mais boas intenções!

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Publicado Por Gonçalo Barata em 5/5/11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Gonçalo Barata

CDU e BE demitiram-se, com clareza, de sequer tentar fazer parte da solução do impasse a que Portugal chegou. Por isso se diz que não fazem parte do Arco da Governabilidade e, menos ainda, do Arco da Responsabilidade. Estranhamente, muita gente assume que não vale a pena perder um minuto a discutir o que defendem ou não defendem. Mas, por razões que a razão desconhece, poderemos ser surpreendidos com uma manutenção do seu número de eleitores nas próximas eleições. O que esperam estes eleitores destes partidos? Que, adoptando as suas ideias, entrássemos imediatamente numa ruptura de pagamentos do Estado? De abastecimentos de bens alimentares e combustíveis? Que uma inevitável saída do Euro provocasse uma descida escondida de salários de 30%, por via de uma desvalorização da moeda? 

 

Hoje o CDS irá reunir com os representantes dos novos iminentes credores, continuando a mostrar responsabilidade em fazer activamente parte da solução. Não será ocasião para anunciar ao país que o partido foi a chave deste acto glorioso de conseguir um resgate da possível bancarrota. Nenhum partido, com sentido patriótico, se deve orgulhar deste feito, até porque o mérito do resgate pertence às organizações internacionais e europeias que, com todos os defeitos que possam ter, foram criadas para o efeito. Já a responsabilidade da necessidade do resgate, essa sim, tem rostos políticos nacionais bem definidos. O resgate não passa de um voto de confiança para mudarmos a direcção de um modo de vida de país imaginário criado nos últimos anos. E todos os eleitores têm responsabilidade em ajudar nessa mudança de rumo. Até os que já votaram CDU e BE. 

Publicado Por Gonçalo Barata em 4/5/11
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