A extrema-esquerda, o PS e o PSD estão todos a esconder aos eleitores o facto mais importante das presentes eleições: A necessidade de aplicar os acordos da Troika sem margem para erro, caso contrário o país não recebe as injecções de dinheiro que não tem (i.e. que o PS esbanjou).
Uma análise das diferentes estratégias de campanha dos partidos do triunvirato (socialistas, sociais-democratas, e CDS), das sondagens mais recentes, e em especial dos discursos dos líderes partidários leva-nos a 2 cenários possíveis para quem pensa em votar no PSD. O raciocínio é simples, ou o PSD se coliga com o CDS ou com o PS.
Entretanto a contínua hostilização de Passos Coelho em relação ao CDS, a proximidade em estilo e conteúdo entre Passos Coelho e Socrates ou entre o PSD e o PS, e ainda a postura que o PS revela em relação a Passos Coelho, deixa a porta bem aberta para uma coligação PSD+PS; Não é novidade, desde que Passos Coelho entrou para a liderança do PSD até às recentes declarações de Ferro Rodrigues que esse caminho não se encontra de todo esgotado. Aliás ambos os partidos têm grandes responsabilidade nos vícios deste regime, tendo governado continuamente -em alternância ou coligados- durante os últimos 36 anos.
A única maneira de evitar uma possível coligação PSD + PS é pôr o voto no CDS.
Durante os seus 6 anos de governação, o José Socrates nunca aceitou ser entrevistado pela rádio Portuguesa que mais audiência tem, e que é isenta de interesses económicos ou políticos onde ele facilmente pode imiscuir.
O verdadeiro Passos começa a saír da casca.
Ontem saiu uma nota de imprensa da FPCUB [Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta] sobre a consulta que esta promoveu junto dos partidos relativo às políticas de cada um para promover a mobilidade sustentável e o plano nacional para promoção do uso da bicicleta. Este plano foi lançado pelo governo PS em Novembro de 2010, tendo recebido um parecer da FPCUB, entretanto esse mesmo PS não foi capaz de responder com medidas específicas. Esta falta de resposta ou de ideias foi partilhada pelos Verdes, o BE e o PSD. O PCP lançou a sua retórica do costume, mas sem apresentar quaisquer soluções claras ou praticáveis.
O único partido que respondeu com medidas concretas para implementar foi o CDS.
PS e PSD continuam às turras, quando no sector dos transportes a situação torna-se cada vez mais dramática devido ao modelo de gestão que estes dois partidos criaram para o sector.
"Colocaria mais ênfase na despesa e menos nas receitas, através do aumento da carga fiscal. O problema deste país foi criado pelos dois maiores partidos políticos, que desde a queda da ditadura, em 1974, conceberam um sector público sem barreiras ao crescimento e ao despesismo. E de repente, depois do colapso do Lehman Brothers, o sistema financeiro mundial impôs regras mais duras e encontrou na Grécia o elo mais fraco da zona euro..." [ Excerto da entrevista do Público de hoje ao economista grego Yannis Stournaras ]
Paralelismos evidentes com o caso português; assustador é que os sindicatos, os partidos da extrema esquerda, e em especial o PS continuam todas a negar esta realidade.
O que se está a passar com países mal governados, que não sabem gerar riqueza, pondo-se assim a jeito para não se conseguirem financiar, é um problema que no caso Português está intimamente ligado à postura do nosso regime actual - baseado nos princípios da social democracia tão queridos ao PS e PSD. Este ensaio, escrito há quase 30 anos pela economista Canadiana Jane Jacobs (f. 2006), faz uma excelente análise de como há cidades que enriquecem e impérios que se empobrecem. O caso das zonas deprimidas referidas (Sul dos EUA, províncias atlânticas do Canadá, e outras -incluindo uma análise a Lisboa em 1977-) revela semelhanças ao que se está a passar com Portugal agora.
Funcionamos (e mal) como um protectorado da Europa onde um estado pesado e altamente interventivo, mega investimentos como o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa e uma política económica ditada pelo poder político não resolverá absolutamente nenhum dos problemas dos portugueses, muito pelo contrário.
Amanhã, última Sexta-feira do mês, é dia para ir para o trabalho de bicicleta.
Há programas em todo o mundo como são o Bike Fridays, e por cá temos eventos organizados como a Massa Crítica e o Oeiras Commute por exemplo. Curiosamente é a esquerda que se tem associado mais a estes movimentos de mobilidade sustentável, entretanto pela prática política do PCP e Bloco é sem dúvida a direita, e em especial o CDS que apresenta as propostas mais coerentes.
Orçamentos partidários para a campanha eleitoral das legislativas 2011:
CDS 700.000€
Bloco de Esquerda 704.809€
CDU/PCP 995.000€
PSD 1.990.000€
PS 2.200.000€
Quem consegue governar Portugal com menos?
12. Obras públicas no Ministério das Finanças
O próximo Governo tem de dar sinais muito claros de contenção da despesa e do endividamento. O Ministério das Finanças deve, nomeadamente, agregar uma parte substancial das competências do actual Ministério das Obras Públicas, em conformidade com o modelo de governo apresentado no Congresso do CDS.
3. Posição clara: Suspender o TGV
O CDS‐PP defende a suspensão do TGV. Os problemas que Portugal atravessa tornam absolutamente incompreensível que se continue com esta obra que contribuirá de forma irremediável, nesta altura, para aumentar o nosso endividamento e restringir, ainda mais, o crédito disponível. Já basta a irresponsabilidade de quem construiu SCUT e das suas renegociações. Temos esperança que o Tribunal de Contas recuse o visto ao contrato do troço Poceirao‐Caia. Em tempo útil o CDS tentou evitar a assinatura deste contrato. Mas é preciso aproveitar o facto de a obra, no terreno, estar no início, para a suspender, acautelando ao máximo o interesse público.
Anunciam-se mais greves na CP, devido ao impasse entre o governo e os sindicatos, o que em nada ajuda a insustentável transportadora pública ou as alternativas de mobilidade dos portugueses.
O programa do PSD propõe renegociar o TGV com Espanha para optimizar custos, sem deixar cair este mega-projecto. Perante as recomendações do FMI sobre o sector ferroviário e da necessidade de torná-lo o mais rentável possível a verdade é que mais uma vez PS e PSD apresentam-nos com mais do mesmo.
Com a conclusão da sua missão em Portugal, três responsáveis da troika acabam por desmentir Socrates em três pontos fundamentais, retirando argumentos à estratégia que este governo PS usou para financiar o país, e à desinformação que o próprio Socrates tem comunicado sobre o acordo nos media:
1. Este programa não é o PEC IV;
[ lá se vão os argumentos do PS ];
2. O resgate não é menos duro do que os resgates da Grécia ou da Irlanda, e os portugueses vão pagar este resgate com sacrifícios que exigem sinceridade por parte do primeiro ministro, para explicar aos portugueses as medidas necessárias nos olhos.
[ esta afirmação exclui logo as hipóteses de Socrates ou de Passos como PM's válidos para a tarefa... ];
3. Caso o FMI tivesse sido chamado antes as medidas não teriam que ser tão duras.
o que responsabiliza quem tem evitado chamar o FMI [ o governo PS ], o PSD que sendo o maior partido da oposição viabilizou os PEC's até finais do ano passado, e ainda o Bloco de Esquerda e os Comunistas que nem querem ouvir falar do FMI.
[ ainda há alguém com dúvidas em quem votar? ]
As declarações da ministra do trabalho demonstram a falta de vontade que um governo PS terá em realizar as medidas mais dificeis, mas mais necessárias para começar a tirar o país do buraco onde este mesmo PS nos meteu.
Leitura complementar: "O Nosso Ritmo"
Eis uma exibição independente com as verdades da política e negócio do planeamento famíliar que o governo socialista tem apoiado.
E já que se fala de cortes na despesa do SNS, porque não poupar os mais de 30 milhões de euros anuais que todos nós contribuintes pagamos em abortos, em aumentar a taxa de aborto e em promover esta prática como uma medida de saúde pública?
Ainda há quem acredita no mundo "cor de rosa" do Socrates? Leia-se o Ponto 5.23 do acordo do FMI sobre o sector ferroviário...
...ii. Assegurar a a inteira independência da operadora CP do Estado;
...iv. Realizar uma racionalização da rede com incentivos efectivos para reduzir custos por parte da gestora da infra-estrutura...
...v. ...introdução gradual de concursos para a concessão de serviços públicos obrigatórios (PSO's);
vi. Revisão do sistema de cobrança para introduzir um sistema baseado em desempenho, que permita as operadoras introduzir um sistema de gestão de acordo com as receitas geradas, orientado a subir os preços dos bilhetes.
vii. Privatização da operação de carga da operadora ferroviária estatal e algumas das linhas suburbanas.
Será que no PS percebem inglês? Os socialistas conseguem implementar estas medidas com todos os seus camaradas e boys ao barulho, sem estes últimos transitarem das empresas públicas para as empresas privadas pagas pelo erário público?
Será que vamos ter o único TGV rentável de toda a península ibérica?
Um amigo anotou que o acordo do FMI tão gabado pelo Socrates - e que define o futuro dos portuguêses - só está escrito em inglês.
Era de esperar, na contagem estatística que o Victor Tavares Morais efectuou às palavras empregues no programa do PS o termo "soberania nacional" aparece zero vezes.
PS e PSD: tão parecidos em tudo... Só pelo nome, a única diferença entre os dois maiores partidos é mesmo a letra D.
Para um estrangeiro deve ser confuso e até parecer absurdo quando sintoniza um noticiário português que dedica tanta conversa aos dois partidos com o (quase) mesmo nome, e com a (quase) mesma política, com lideres que parecem (quase) da mesma família, oriundos ambos da mesma "j".
Para um português conformado estes são os dois partidos do regime, repletos com a sua agenda de tabús e temas fracturantes marcados pela extrema esquerda (desde o tabú da liberalização dos arrendamentos, liberalização do despedimento à concentração nos temas fracturantes que só servem para desviar as atenções das políticas realmente importantes).
Para quem realmente se preocupa com o futuro de Portugal, está na altura de mudar a sério, e mudar a sério é votar em força no CDS.
O Socrates falou, disse o que não vai fazer e nada mais. Comunicação da descomunicação, conversa da treta, small talk.
No mundo real continuamos na mesma, sem saber exactamente onde é que a governação socialista nos meteu e qual o preço que vamos pagar para saír desta.
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