Apesar das expectativas durante a campanha, ontem o CDS teve uma excelente vitória. Foi o melhor resultado eleitoral do CDS nos últimos 28 anos.
O CDS consolidou os dois dígitos conseguidos em 2009, e cresceu em número de votantes (652.194 votantes, +60.256 do que em 2009), em percentagem (11,74%, +1,28% do que em 2009) e em mandatos (24 mandatos, +3 mandatos que em 2009).
O CDS cresceu em 12 dos 18 distritos de Portugal e nas 2 regiões autónomas. Consegui um resultado excepcional em Lisboa, onde conseguiu eleger 7 deputados e chegou aos 13,78%, e em Setúbal, onde conseguiu eleger um segundo deputado pela primeira vez.
O CDS conseguiu crescer numa cenário em que o PSD também cresceu, contrariando os que dizem que não é possível o CDS crescer e o PSD também crescer. No entanto, o CDS foi vítima do “voto útil” no PSD, devido às sondagens enganadoras dos últimos dias de campanha que davam um empate técnico entre o PS e PSD, ameaçando com a bandeira da possível continuidade de José Sócrates. Considero que os 11,74% são uma tremenda injustiça, devido à quantidade e qualidade do trabalho desenvolvido pelo CDS no parlamento nos últimos 6 anos.
O CDS contribuiu para uma clara maioria de direita. O CDS e o PSD juntos conseguem 50,37% dos votos e 129 mandatos (podendo chegar aos 132 com a mesma distribuição de 2009 dos círculos da imigração).
Para terminar, de realçar que o resultado de José Sócrates (28,05% com 1.557.864 votantes) foi pior que o resultado conseguido por Santana Lopes em 2005 (28,77% com 1.653.425), o que diz muito sobre o sentimento dos Portugueses em relação a José Sócrates.
Os Portuguese ouviram o slogan do PS de "Defender Portugal", e por isso, correram com José Sócrates!
"Terminou o ciclo de José Sócrates", Luis Pedro Mota Soares
Apesar de não gostar de Soares, hoje apetece-me pegar na frase que disse quando ganhou as suas primeiras presidencias: “é a vitória da liberdade, é a vitória da tolerância”.
A 11 de Maio, José Sócrates defendeu no debate com o líder do Bloco de Esquerda que “apenas aceitaria uma descida pequena e gradual da taxa social única (TSU) e que essa medida ainda está em estudo”.
No entanto, no memorando assinado com a troika a 4 de Maio, e que demorou cerca de um mês a ser conhecida a tradução para Português, o Executivo de José Sócrates compromete-se com uma redução substancial da taxa social única (TSU).
Já dizia a minha mãe quando eu era pequeno, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.
O PS e José Sócrates, estão desde o inicio desta campanha a afirmar que são os grandes defensores do Estado Social, ao mesmo tempo que acusa a direita de ser o "papão" que quer dar cabo do Estado Social, que quer reduzir os direitos dos mais necessitados, que quer privatizar serviços, que quer reduzir o apoio à educação, à saúde, aos desempregados, entre muitas outras mentiras.
A verdade, é que nos últimos anos, os verdadeiros "papões" do Estado Social foram o PS e José Sócrates.
No entanto, finalmente aparece alguem dentro do PS, Ferro Rodrigues, que tem coragem de admitir que nos próximos três a quatro anos vai ser preciso fazer «uma espécie de parênteses em que as coisas não podem avançar ao mesmo nível de despesa pública e também de despesa social».
Desde que iniciou a campanha eleitoral, a TSF coloca todas os dias uma pergunta sobre um tema importante para o país aos lideres dos cinco principais partidos.
Todos os dias o PS e o seu líder alegam indisponibilidade de agenda para responder.
Mais uma vez, o PS e Jose Sócrates estão muito pouco preocupados em apresentar as suas ideias para o país.
O que os motiva é apenas atacar as ideias dos outros, sem terem a capacidade de apresentar e defender as suas próprias ideias, e discutir de um modo construtivo as ideias dos demais partidos com o objectivo de se encontrar um melhor caminho para Portugal.
Portugal merece muito melhor!
Mais uma vez o governo socialista de José Sócrates é apanhado a mentir!
O Fundo de Estabilização da Segurança Social, cujo objectivo é acudir a eventuais desequilíbrios de tesouraria relacionadas com o pagamento de pensões aos reformados, foi usado na compra de dívida pública Portuguesa. Isto apesar, de à menos de 2 meses, o governo socialista ter desmentido formalmente esta notícia.
Desta forma, através da utilização de meios de um fundo que é suposto ser gerido por uma entidade autónoma do estado, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, o governo socialista pode voltar a falar de mais um sucesso no leilão de dívida pública portuguesa numa tentativa de demonstrar a confiança dos mercados nas suas políticas.
Para este governo, o que interessa é se assim fica melhor ou fica melhor assim, e não o que é o melhor para Portugal e para os Portugueses.
Não podia estar mais de acordo.
Entrevista de António Barreto ao Jornal i
Já sabemos que o valor da assistência financeira é de 78 mil milhões. Agora é fundamental sabermos qual o juro a pagar....
Vivemos uma situação muito difícil em Portugal, nalguns casos mesmo dramática.
O governo do PS esteve mais de um ano a negar a crise, a afirmar que éramos os campeões do crescimento, que ainda haveria nascer um primeiro-ministro que fizesse melhor no défice, de continuarem a defender investimentos que se sabia que não eram possíveis de pagar, a celebrar acordos e contratos que se sabia que não seriam cumpridos, de se ter chegado ao ponto de o estado não ter dinheiro para se pagar salários e os compromissos, entre muitas outras histórias tristes.
O PS continua a viver no seu mundo. Chegamos a um estado de bancarrota por culpa do governo de José Sócrates e do PS. E agora estão a festejar este acordo como se fosse um grande feito, porque apenas são 78 mil milhões de euros e não 100 mil milhões de euros mas que não podemos entrar em clima de euforia, dando a entender que a crise acabou.
A crise não acabou, temos uma recessão económica à nossa frente e uma dívida monstra para pagar em três anos. Agora é que começa a longa caminhada para dar volta a Portugal.
A 20 de Março José Sócrates declarou "não estar disponível para governar com o FMI e que Portugal não precisa de ajuda externa". Afinal, são apenas necessários 78 mil milhões de euros e já existe uma disponibilidade total...
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