Rua Direita
Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Filipe Diaz

Desafiado pelo Adolfo e muito bem acompanhado, foi nesta Rua Direita que dei os meus primeiros passos na blogosfera e ganhei o gosto por estas andanças.

 

A todos os que por aqui andaram deixo um Obrigado, e aos que agora assumem os rumos e destinos do nosso país deixo as seguintes palavras de Margaret Thatcher: If you just set out to be liked, you would be prepared to compromise on anything at any time, and you would achieve nothing.

Publicado Por Filipe Diaz em 7/6/11
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Filipe Diaz

A noite de ontem trouxe-nos uma série de vitórias:

 

i. a maioria absoluta de direita, PSD (com 105 deputados) e CDS (com 24 deputados) juntos ultrapassam confortavelmente a barreira dos 115 deputados;

 

ii. a eleição de dois deputados aqui da Rua - Parabéns Inês e Adolfo;

 

iii. a estrondosa derrota do PS;

 

iv. a demissão do vencido José Sócrates (imediatamente despojado do temor reverencial de que parecia gozar) e, assumindo que por uma vez na vida cumpre o que promete, a garantia de que não assumirá qualquer cargo;

 

v. a redução do Bloco de Esquerda ao seu real esvaziado significado;

 

and, last but not least

 

vi. a certeza que o peso do CDS na sociedade portuguesa é actualmente muito maior do que aquele que revelam os números da urnas, penalizado que foi nas últimas semanas pelo incessante e aterrorizador apelo ao “voto útil” e cego.

 

A terminar, se me é permitido, um recado aos novos governantes... mãos à obra, que o país não pode esperar, a tarefa não é fácil, há muito para fazer e têm de mostrar aos portugueses que estão à altura do desafio e que, juntos, podemos fazer (muito) mais e melhor! 

Publicado Por Filipe Diaz em 6/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Filipe Diaz

Domingo chega o momento em que avaliaremos a verdade dos últimos anos de governação, o momento em que decidiremos a verdade dos próximos anos, o momento em que votaremos para traçar a verdade do rumo do nosso país.

 

E nesse momento de verdades, as discussões a que assistimos nas últimas semanas sobre a utilidade do nosso voto são inúteis, pois o voto que deixarmos nas urnas só será útil se for...

 

... reflectido, por ter em conta o passado e as propostas apresentadas por cada um dos partidos!

 

... ponderado, por atender ao trabalho dos seus líderes e dirigentes e à coerência das suas posições!

 

... altruísta, por corresponder à opção que cremos ser melhor todos! 

 

... verdadeiro, por traduzir uma oportunidade única em que, em consciência, olhando aos nossos valores, princípios e convicções, podemos, cada um de nós, com sinceridade, fazer ouvir a nossa voz e fazer a diferença no nosso destino comum! 

 

Este é momento, por todos, por Portugal!

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Filipe Diaz

Neste último dia de campanha, oiçamos esta comunicação de José Sócrates: é preciso um novo Governo, com pessoas credíveis, com pessoas competentes, com pessoas capazes!

 

Outros tempos e outro contexto, mas a mensagem permanece inteiramente aplicável... é preciso mudar!

 

 
 
PS - Mais uma vez, agradeço a inestimável ajuda à produção do 31 da Armada. 

 

 

 

Publicado Por Filipe Diaz em 3/6/11
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
Filipe Diaz

É verdade que estas são umas eleições particulares, em que o governo eleito a 5 de Junho encontrará em cima da mesa um programa de governo que lhe foi ditado pelas instituições internacionais e que, muito antes de ser eleito, aceitou e se obrigou a cumprir.

 

Mas esta pré-formatação não pode, nem deve, esgotar o programa do governo, e as ideias e soluções para a situação em que o país se encontra. O papel do próximo governo não pode, nem deve, resumir-se à mera implementação do acordo assinado com a troika e à acrítica gestão dos negócios do país segundo os parâmetros que lhe foram impostos.  

 

Sendo certo que nos próximos três anos tudo terá de ser feito para assegurar o cumprimento do programa a que nos obrigámos (e assim evitar a situação a que chegou a Grécia), é ainda mais certo que o mandato do próximo governo se estende para além do termo da ajuda externa e que, com toda a probabilidade, o momento mais difícil e, nessa medida, desafiante surgirá exactamente quando nos voltarmos a encontrar entregues a nós próprios (a propósito, leia-se o excelente artigo de Bruno Faria Lopes no I).

 

É com esse momento em vista que o próximo governo tem de conduzir os destinos do país, de assegurar que, retirada a rede internacional, a economia é capaz de crescer e de se modernizar, que os clientelismos estão desinstalados e o aparelho de Estado funciona com eficiência, que a educação atingiu novos patamares de excelência e as próximas gerações serão melhor preparadas, que o sistema de saúde é sustentável e presta de forma equitativa um serviço essencial àqueles que dele necessitam, e que a segurança social é viável e não caminha para o inevitável defraudar de expectativas construídas sobre pressupostos ultrapassados e incomportáveis.

 

Ora, chegados à recta final da campanha eleitoral, creio que podemos afirmar que assistimos a uma campanha em que pouco ou nada (de interesse) se discutiu, em que se olhou demasiado para o passado e o futuro do país não foi objecto de debate, em que, com raras excepções, os rumos a seguir e as soluções a implementar, constando de algums programas e manifestos, não foram analisadas, esmiuçadas e explicadas ao país.

 

A campanha que agora começa a dar os seus passos finais foi assim uma campanha pobre, sem promessas ou perspectivas, à imagem de um país na bancarrota.

Publicado Por Filipe Diaz em 1/6/11
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Filipe Diaz

A propósito das mais recentes declarações de José Sócrates, vale a pena voltar a ver dois magníficos e ilustrativos vídeos:

 

Portugal não pode ter um primeiro-ministro "ziguezagueante" e "instável"...

 

... nisto estamos todos de acordo!

 

 

 

 O programa da troika não esgota a agenda da governação...

 

... mas deveria excluir algumas pessoas do próximo governo!

 

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Publicado Por Filipe Diaz em 31/5/11
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
Filipe Diaz

Muito se vai discutir sobre a mais recente preocupação eleitoral do PSD, a saber, a possível revisão da lei do aborto e a necessidade, ou oportunidade, de um novo referendo... mas enquanto isso, deixo-vos apenas dois curiosos, e certamente inocentes, aspectos da introdução deste tema na campanha em curso:

 

- "Em declarações ontem à Rádio Renascença, Passos Coelho lembra que sempre defendeu a legalização do aborto mas frisa que é preciso, passados quatro anos, ver o o que correu bem e o que correu mal" - e volto a sublinhar, "à Rádio Renascença"!

 

-  E segundo Passos Coelho: "Hoje, é muito fácil as pessoas poderem evitar esse tipo de situações, desde que actuem com alguma rapidez, desde que o Estado e a sociedade dêem informação necessária às pessoas" - mesmo para bom entendedor, importa-se de repetir!?!

Publicado Por Filipe Diaz em 26/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Filipe Diaz

A despesa do Estado não caiu, foi meramente adiada pelo Governo durante o primeiro trimestre deste ano para melhorar o défice do Estado. Quem o diz é a Unidade Técnica de Apoio Orçamental do parlamento, que afirma, “a melhor execução na óptica de caixa beneficiou de um crescimento das dívidas dos Serviços Integrados [do Estado]”.

 

E agora Eng. Sócrates, continuará a regozijar-se com a redução da despesa? Será que esta unidade técnica do parlamento é também maledicente? Será que este relatório é um instrumento da direita, na sua sede de poder?

 

Olhe que não Sr. Engenheiro, olhe que não... este relatório vem apenas demonstrar, ad nauseam, que o senhor não habita claramente na mesma realidade que o resto dos portugueses e que não olha a meios para defender a sua realidade paralela!

Publicado Por Filipe Diaz em 24/5/11
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
Filipe Diaz

A SIC fez ontem duas perguntas a José Sócrates:

 

1. se aceitaria Paulo Portas e Passos Coelho como ministros num governo liderado por si, ao que respondeu afirmativamente!

 

2. se aceitaria ser ministro num Governo liderado pelo presidente do PSD, ao que respondeu: "Eu não me entrego a essas elaborações e a esses cenários. O que importa  é que não haja sectarismos e que todos os partidos se disponibilizem para  o diálogo".

 

Pois bem, se não se entrega a "essas elaborações e a esses cenários", porque respondeu à primeira pergunta? Será que a resposta que deu não tem subjacente uma dessas "elaborações", um dos possíveis "cenários" pós-eleitorais? São os insondáveis caminhos deste Primeiro-Ministro demissionário!

 

Em qualquer caso, resta-nos a certeza que Paulo Portas e Passos Coelho já nos deixaram, um Governo de coligação com José Sócrates à cabeça: thanks... but no, thanks

 

Temas: , , ,
Publicado Por Filipe Diaz em 23/5/11
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Filipe Diaz

O Partido Socialista espanhol sofreu ontem uma derrota histórica e paga caro a sua gestão da crise!

 

Deste lado da fronteira, há que cobrar o mesmo preço e assegurar que a conduta de José Sócrates e do seu PS nestes últimos seis anos não acaba ao invés premiada com os 78 mil milhões de euros da ajuda externa!

Publicado Por Filipe Diaz em 23/5/11
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Domingo, 22 de Maio de 2011
Filipe Diaz

O PSD, que abriu a corrida eleitoral com uma conseguida ronda de tiros nos pés, parece agora apostado em dar tiros nas mãos... esquecendo-se que tudo aponta para que precisará de as dar a alguém para governar depois de 5 de Junho!

 

Será que os líderes do PSD gostam de engolir sapos?

Publicado Por Filipe Diaz em 22/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Filipe Diaz

Num aparte às lides da campanha... (mais) um fait divers da governação socialista:

"Mulher de Alberto Martins reclama contra despacho do marido" (informou ao SOL o gabinete do Ministro da Justiça, Alberto Martins).
Temas:
Publicado Por Filipe Diaz em 20/5/11
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
Filipe Diaz

Desde ontem que são notícia as declarações de Angela Merkel sobre as férias e a idade de reforma nos países periféricos (denominação que denota alguma sobranceria pacóvia), que prontamente mereceram a indignação dos sindicatos e de alguns políticos, e o aproveitamento das associações patronais.

 

Na senda desta polémica, o Jornal de Negócios vem hoje desmontar a validade do reparo da Chanceler alemã, demonstrando com dados externos que os gregos, portugueses e espanhois são os que mais horas trabalham, que os gregos e os portugueses estão entre os que menos dias de férias gozam (feriados e pontes à parte, calculo eu), e que os portugueses e espanhóis são já dos que mais tarde se reformam.

 

Ora, a ser verdade a comparação entre a realidade dos diversos países e sabendo nós que estamos na cauda da produtividade europeia, fico ainda mais preocupado... se estamos já entre os que mais horas por semana trabalhamos, entre os que menos férias gozam e entre os que mais tarde se reformam, algo vai certamente mal no modelo económico, laboral e de governação deste falido Portugal.

 

Sem querer repetir os incessantes apelos que se ouvem nos últimos meses (anos), é urgente alterar os paradigmas do funcionamento da nossa economia e do mercado de trabalho nacional. Aliás, se deixarmos passar o momento actual sem a coragem para o fazermos, temo que este país à beira mar plantado, acabe enterrado e condenado ao eterno fogo da "cauda da europa". 

Publicado Por Filipe Diaz em 19/5/11
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Filipe Diaz

Vale sempre a pena recordar esta magnifica compilação do 31 da Armada e ver o candidato José Sócrates a afirmar sem medos que "o nosso défice aumentou porque nós decidimos aumentá-lo"!

 

Publicado Por Filipe Diaz em 18/5/11
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
Filipe Diaz

O Programa Eleitoral do PS é uma leitura interessante, pelo número de páginas em branco (dezasseis páginas, em setenta), pelo extenso preâmbulo (mais de metade do documento é dedicada ao famigerado PEC IV, a um cego e parcialíssimo balanço de seis anos de governação socialista e ao "novo contexto de governação"), pela alucinante invocação de lugares comuns, pela enumeração de objectivos genéricos e não concretizados (alguém me explica o que é o "SIMPLEX Senior"), pelo uso desnecessário do inglês ("Zero Stop Shop" e "contact centers") e porque nos permite descobrir que um dos eixos centrais de política desportiva do PS passa por incentivar "a participação desportiva da mulher" (?!).

 

É também interessante verificar que o único objectivo, ou proposta, que fica expressamente dependente dos actuais constrangimentos financeiros e orçamentais é o "lançamento (...) de um programa para a requalificação dos rios portugueses", o único.

 

Por fim, é sempre bom voltar a ver a "intervenção de remate do alçado poente do Palácio Nacional da Ajuda" nos programas eleitorais e de governo deste país, é apartidário, atravessa os séculos e assegura alguma estabilidade nas políticas culturais.

Publicado Por Filipe Diaz em 17/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Filipe Diaz

Imaginemos que somos vítimas de uma tentativa de homicídio, ou antes, de ofensas graves à nossa integridade física (para que sobrevivamos, embora em mau estado), e imaginemos que neste infortúnio, o nosso agressor é médico, ao que consta com poucas qualificações, capacidades e habilidades, mas ainda assim, médico...

 

... pois bem, pediríamos neste caso ao nosso agressor, ao autor das ofensas ao nosso corpo e à nossa saúde, que nos curasse, que nos minorasse as lesões e debelasse o sofrimento?!?

 

Feito este exercício, sem querer saber as respostas e mudando de assunto, alguém me explica como é que o PS continua a rondar os 30% em todas as sondagens de hoje (sendo mesmo o partido com mais intenções de voto numa delas)? E mais, como é que o Primeiro-Ministro demissionário, cuja condução do país nos deixou no actual (mau) estado, continua aparentemente a gozar da confiança de tantos portugueses? 

 

Enfim, é apenas um exercício mental!

 

 

Publicado Por Filipe Diaz em 6/5/11
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Filipe Diaz

... mas agora é que afirma ter uma "boa oportunidade para resolver alguns problemas estruturais"!?! Só agora? E só alguns?

Publicado Por Filipe Diaz em 5/5/11
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Filipe Diaz

Se dúvidas houvesse que o PS tem uma grande dificuldade em distinguir o exercício das funções governativas de acções propagandísticas de campanha eleitoral, veja-se a vergonhosa publicação no site daquele partido da enumeração pelo Primeiro-Ministro demissionário, nessa qualidade e no Palácio de São Bento (residência oficial do Primeiro-Ministro), de tudo o que acordo com as instituições internacionais não inclui, com disponibilização de imagens, vídeo e texto integral do discurso.

 

Vamos ver se os responsáveis do PS serão tão expeditos a publicar o texto dos acordos com a troika e o discurso do Ministro das Finanças desta manhã.

 

Haja vergonha!

Publicado Por Filipe Diaz em 5/5/11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Filipe Diaz

Atente-se às seguintes passagens da notícia da Associated Press - EU official: Strict terms for Portugal "Bailout :

 

He sold his highlights of the agreement," the official said of Jose Socrates' announcement on Portuguese television Tuesday night. "You have to take into account that they are in an election campaign.

 

"The international institutions have acknowledged ... that Portugal's circumstances are very different from those of other countries and very different from the picture that some people here would like to paint," he said in televised remarks timed to coincide with the halftime of the Champions League semifinal between FC Barcelona and Real Madrid to ensure a large audience.

 

The EU wants all major parties in Portugal to support the bailout program to ensure it will be implemented in full, no matter who takes power after the June 5 vote. Reaching a final deal is further complicated by recent elections in Finland, where a euro-skeptic anti-bailout party might be part of the new government.

Publicado Por Filipe Diaz em 4/5/11
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Filipe Diaz

Antes de se reunir com os representantes das instituições internacionais, o Dr. Eduardo Catroga voltou esta manhã a afirmar que "o PSD poderá introduzir alterações às medidas de austeridade, caso vença as eleições legislativas".

 

Aguardemos pelo conteúdo e tom da comunicação à saída da reunião. Será que mantém o gáudio de ontem à noite? Será que reafirmará a sujeição das condições impostas pelo pacote de ajuda a eventuais mudanças de humor do PSD daqui a mês?

 

Mais uma vez, cenas dos próximos capítulos!

Publicado Por Filipe Diaz em 4/5/11
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Filipe Diaz

As comunicações ao país de Sócrates e Catroga foram tristes actos de uma campanha eleitoral que se vai adivinhando cada vez mais pobre e medíocre. O primeiro tentou convencer-nos que a ajuda externa é (mais) um almoço grátis (que todos sabemos não haver). O segundo, rapidíssimo no gatilho, veio invocar a paternidade de um filho que (aparentemente) ainda não conhece.

 

Restam-nos, assim, a divulgação das condições do empréstimos, da taxa, das contrapartidas e das medidas que nos serão impostas. Também será o senhor engenheiro a comunicá-las ou ficará esse papel reservado para um mero comunicado, um cinzento e alinhado porta-voz ou um representante da troika? E o PSD, assumirá também à velocidade do som o papel de musa inspiradora da dura realidade do pacote de ajuda? Cenas dos próximos capítulos.

 

Justiça seja feita, reconfortemo-nos com o sentido de Estado e da responsabilidade manifestado por Assunção Cristas na comunicação que fez em representação do CDS! Haja alguém!

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Publicado Por Filipe Diaz em 3/5/11
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Filipe Diaz

Todos sabemos que a situação do país é insustentável, que o país vem sendo mal governado, que o endividamento ultrapassou todos os limites da razoabilidade, que o Estado tem de ser reformado, que a economia tem de crescer e modernizar-se, que a sociedade está cada vez mais distante da política e dos políticos, que os clientelismos têm de ser desinstalados, que a educação tem de melhorar, que o actual sistema de saúde está perto da ruptura, que o sistema de segurança social não é viável… todos sabemos isto e todos o afirmamos, da direita à esquerda, nas televisões e nos cafés, políticos, comentadores e gente comum com quem nos vamos cruzando.

 

Mas de que nos serve o reconhecimento generalizado se, chegados a este ponto de já muito difícil retorno, não se discutem ideais, alternativas, programas ou soluções? Fazer o diagnóstico sem nos preocuparmos com o tratamento, de pouco ou nada serve, nem sequer de conforto!

 

Encontramo-nos no momento em que temos de dizer basta, basta de mediocridade, de impunidades e “inverdades” (a versão politicamente correcta de “mentiras”), na política, na administração pública, na actividade privada!

 

Assim, a afirmação proferida pelo Presidente Kennedy na sua tomada de posse há exactamente cinquenta anos aplica-se como uma luva à actual situação nacional. Hoje, mais do que nunca, como responsabilidade para com os nossos concidadãos e com os nossos filhos e netos, e como ambição pessoal, temos efectivamente de nos perguntar o que podemos fazer pelo nosso País…

 

… e quando tivermos a resposta, mãos à obra! Que dia 5 de Junho não seja uma meta ou resultado, mas um instrumento, um passo mais!

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Publicado Por Filipe Diaz em 3/5/11
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