Rua Direita
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Maria João Marques

José Sócrates é a personagem mais sinistra dos tempos da democracia em Portugal (excluo o período do PREC do tempo de democracia por razões óbvias). Conseguiu levar o país à bancarrota e à calamidade social. Deixa a democracia num pântano moral: nos governos de Sócrates não houve lugar à responsabilidade política de quem quer que fosse sobre o que fosse: a frequência das mentiras e contradições anestesiaram-nos o apego à verdade por muitos e bons anos; os esqueletos no armário (que de tão cheio não conseguia permanecer fechado) de Sócrates levou à teoria de rasteirice moral que defendia, de facto, que um político só responde politicamente ao que é susceptível de ser provado em tribunal.

 

Tirar José Sócrates do governo de Portugal é essencial. Mas precisamente pela bitola rasteira em que nos movemos nos últimos anos, bem como pelos tempos (ainda mais) difíceis que se avizinham, não basta enviar Sócrates para as bancadas traseiras da AR. É necessário um governo que aplique, de facto, políticas diferentes das do PS. E, para tal, não se pode confiar apenas no PSD. Para tal, é necessário um CDS forte.

Publicado Por Maria João Marques em 3/6/11
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
Maria João Marques

O CDS nestes eleições é o único partido que propõe alguns graus de flexibilização da legislação laboral, pretendendo regressar ao limite temporal dos contratos a prazo do código de Bagão Félix - ao qual o país e os trabalhadores já sobreviveram sem sobressaltos de maior e com desemprego em números bem mais digeríveis do que os actuais.

 

O PS não se percebe bem o que propõe, misturando a cassete socialista demagógica com a promessa de cumprir o programa imposto pela troika que prevê algumas alterações ao despedimento individual. O PSD, numa proposta arrepiante e que demonstra um absoluto desconhecimento da realidade do mercado de trabalho, sobretudo da realidade das PME, pretende tornar ainda mais rígido o mercado laboral permitindo apenas contratos sem termo. Neste caso, como noutros, não são solução.

Publicado Por Maria João Marques em 25/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Maria João Marques

O CDS tem sido, nos últimos anos, o único partido que perante constrangimentos orçamentais não pula de imediato para a ideia (recorrente no PS e no PSD) de aumentar este imposto ou aquele.

 

E não nos enganemos: o grau de liberdade face ao Estado de um cidadão mede-se acima de tudo pela quantidade dos recursos individuais de que o Estado se apropria. É mais livre um país onde não existe cheque ensino nem possibilidade de escolha na saúde e dê grande enfoque às prestações sociais mas que tenha uma carga fiscal X% do PIB, do que um país onde há liberdade na escolha das escolas (públicas ou privadas) e nos prestadores de cuidados de saúde mas que tem uma carga fiscal fiscal de duas vezes X% do PIB. E quem diz livre diz também próspero.

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Publicado Por Maria João Marques em 24/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Maria João Marques

A Passos Coelho falta o killer instinct e a capacidade de dizer as coisas em frases claras e simples. Mas apesar de tudo Passos Coelho não caíu na armadilha de Sócrates de discutir as propostas do PSD passando ao lado da actuação como pm deste auto-iludido Sócrates. PPC esteve bem logo desde o início. Foi o melhor dos debates para PPC e Sócrates conseguiu continuar as suas más prestações. Eu, que não quero Sócrates nem mais uma horinha no governo, estou aliviada.

 

Agora temos tudo a postos para a melhor das soluções: uma vitória do PSD, uma votação muito significativa do CDS - de forma a conter numa futura coligação o socialismo latente do PSD - e, não menos importante, uma pesada derrota para o PS.

Publicado Por Maria João Marques em 20/5/11
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Maria João Marques

Consta que foi num programa parecido com o Novas Oportunidades, ainda que informal e usando essa tecnologia de ponta que é o fax (o que quiçá o levou a sonhar com o choque tecnológico e o simplex, que tiveram, entre outras consequências, a abstenção forçada de muiitos milhares nas últimas presidenciais), que Sócrates consegui a sua licenciatura em engenharia.

Publicado Por Maria João Marques em 20/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Maria João Marques

Eu acho excelente a proposta do PSD para baixar a taxa social única, a sério, sobretudo porque vai desagravar os custos das empresas com a segurança social de cada trabalhador. Custos que, por acaso, foram acrescidos com a entrada em vigor em 2011 do novo código contributivo. Medida que (não foi assim há tanto tempo, não se podem já ter esquecido, ou podem?) o PSD apoiou - o CDS foi o único partido que se opôs a este aumento de custos. O mesmo partido, a mesma direcção, o mesmo líder. Ainda assim, devemos sempre acolher as ovelhas tresmalhadas, pelo que é de notar que o PSD está contrito e disposto a pecar um bocadinho menos de futuro.

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Publicado Por Maria João Marques em 10/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Maria João Marques

Estou deveras curiosa com a tal da negociação forte e aguerrida e salvaguardando o interesse nacional (como se soubessem o que isso é) do governo PS com a troika. O PS ficou muito indisposto quando na AR a oposição lhe negou a possibilidade de aumentar a taxa máxima de IVA para 24% e avisou logo que a base de negociação para o empréstimo da UE e do FMI era o PEC4, que continha a subida da taxa máxima do IVA. Ora a taxa máxima do IVA, pelo acordo com a troika, não subiu, havendo apenas produtos das taxas mais baixas que passam para a taxa máxima, sendo esse acréscimo do IVA destinado a cobrir a perda de receitas com uma diminuição da TSU. Ao invés, a troika preferiu impôr reduções - quantificadas e calendarizadas - na despesa pública. O que me leva a questionar se a negociação do PS não terá sido algo do tipo 'Oh, por favooooor, não nos obriguem a cortar 515 milhões com as empresas públicas, é taaaaão mais fácil aumentar o IVA, vá lá, vá lá, deixem-nos aumentar o IVA'.

 

Claro que aumentar o IVA (que, é bom recordar, há dez anos era de 17% na taxa máxima) seria mortal para as PME e, em consequência, para a competitividade da economia. Mas como os senhores que nos desgovernam sempre viveram no universo público, ou nas grandes empresas ou na universidade e, quando muito, pagam ordenados com o seu dinheiro à empregada doméstica, não fazem ideia do que são os constrangimentos de tesouraria de uma PME - que teria de pagar um IVA superior nas suas compras de bens e serviços e poderia deduzir esse IVA apenas se e quando vendesse e, vendendo, teria com grande probabilidade de entregar ao Estado o IVA da venda antes de receber o respectivo pagamento - podem sempre aderir à teoria contabilística de que o IVA é suportado pelo consumidor final e este, tão perdulário como os seus governantes, não deixará de comprar devido a um aumentozito pequenino (de cada vez) no preço do bem, assegurando sempre receitas acrescidas com aumentos do IVA.

 

Mas este enlevo com os aumentos do IVA não é exclusivo do PS. O PSD, depois de votar uma resolução contra o PEC4, veio dizer dias depois que poderia aumentar a taxa máxima do IVA (depois, como é costume, desdisse-se) e Passos Coelho explicou mesmo que, a aumentar impostos, preferia aumentar os impostos sobre o consumo (lá está, o IVA) do que aumentar os impostos sobre o rendimento. Ora a troika conseguiu fazer precisamente o contrário do que propunha Passos Coelho: tendo de aumentar impostos, preferiu aumentar o IRS (com diminuição das deduções das famílias) e o IRC (via fim de isenções fiscais) do que aumentar a taxa máxima do IVA.

 

O que vos digo é o seguinte: perante a possibilidade de ou Sócrates ou Passos Coelho vir ser primeiro-ministro, devemos agradecer terem vindo uns senhores estrangeiros que percebem alguma coisa de crescimento económico redigirem-nos o programa do próximo governo.

Publicado Por Maria João Marques em 6/5/11
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