Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Francisco Meireles

Gostei muito desta experiência de participar num blog de campanha. Não sei se é possível medir o impacto de um blog deste tipo, mas pelo meu lado fiquei satisfeito por Paulo Portas ter mostrado apreço pelo trabalho que fizemos.

 

Apreciei particularmente a diversidade e multitude de posts que diariamente acompanhavam os desenvolvimentos da campanha e a profundidade de um ou outro sobre assuntos mais sérios, nomeadamente sobre o Manifesto eleitoral do CDS. Quero acreditar que, de algum modo, contribuímos para o CDS ter crescido no contexto difícil em que as eleições se realizaram (tendência para a alternância pronunciada e reforçada pelas sondagens, em lugar da alternativa que, acredito, Portugal precisa e merece - mesmo se as sondagens, desta vez, foram mais favoráveis ao CDS do que os resultados finais).

 

Quero sobretudo assinalar os excelentes companheiros e companheiras de percurso que aqui conheci, pessoalmente ou por escritos, e a correcção dos debates que se foram desenvolvendo. Aqui fica a minha disponibilidade para futuras aventuras, quando forem necessárias. E os parabéns aos que foram eleitos deputados: que Deus os abençoe neste novo desafio e lhes permita continuar a contribuir para o crescimento do CDS e a implantação das nossas ideias.

 

Quanto ao mais, desejo apenas que o CDS possa estar no Governo à altura do que prometeu na oposição e que o Governo seja unido para levar a bom porto as difíceis tarefas que lhe incumbem. Portugal bem precisa.

Publicado Por Francisco Meireles em 6/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Francisco Meireles

O CDS tem o melhor líder.

O CDS tem a melhor equipa.

O CDS tem as melhores propostas.

O CDS trabalhou mais e melhor.

O CDS é mais independente.

 

O CDS fez a melhor campanha. Tranquila, consistente, coerente, aberta e virada para resolver os graves problemas que nos afectam.

 

O PSD tem um líder fraco, mas vai ser Primeiro-ministro.

O PSD não tem equipa, mas tem muitos candidatos a ministro.

O PSD não tem propostas, embora tenha programa de governo.

O PSD não trabalhou, apenas apoiou os PEC's e os OE's.

O PSD está totalmente dependente do aparelho do Estado e não quer ser independente.

 

O PSD fez uma péssima campanha. Mal organizada, inconsistente, de avanços e recuos, de explicações, de expulsões, de propostas desfasadas da realidade que se imporá a todos na 2ª feira.

 

Portanto é fácil... vota-se PSD!

 

Infelizmente há muita gente a pensar assim e a não ter vergonha de apresentar argumentos deste tipo. Essas pessoas tem Portugal tal como o merecem. Portugal é que merecia outras pessoas. Mas se não forem os próprios que têm consciência disso a mudar, como é que Portugal há-de ter hipóteses de mudar?

 

Para estas pessoas, parece que não é necessário MELHOR, a elas basta-lhes MUDAR. É pena.

 

Esperemos que sejam minoritárias. Esperemos que o bom senso colectivo, de que já aqui se falou, venha ao de cima. Esperemos que muitas mais pessoas votem em consequência do que dizem. Esperemos que muitas mais pessoas queiram mesmo um PORTUGAL MELHOR. Esperemos que essas pessoas dêem ao CDS força suficiente para obrigar o próximo Governo a não ser mais do mesmo.

 

CONFIO QUE SIM. Houve mais de 191 mil pessoas que votaram em branco nas últimas presidenciais. Eu fui uma. Eu vou votar CDS. Porque:

 

ESTE É O MOMENTO! POR TI! PORTUGAL!

Por mim. Pelos meus quatro filhos. Pelos meus quatro avós.

Publicado Por Francisco Meireles em 3/6/11
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Francisco Meireles

Andam por aí umas pessoas, com um ar muito sério de quem pondera razoavelmente os problemas, a afirmar que vai votar PSD, apesar de achar que o CDS merece, com o argumento de que é importante que o PSD ganhe claramente as eleições. Para essas pessoas, não o escondem, o mais importante é garantir que Portugal MUDA.

 

Vinha apenas lembrar a essas pessoas que se insistirem em fazer essa escolha, depois não tem o direito de se queixar.

 

O PSD há muito que não consegue esquecer o que é: uma máquina de ocupação do sistema e de distribuição de cargos. A forma do PSD fazer política é "mais do mesmo", porventura norteado por outros amigos e outros interesses.

 

A essas pessoas queria apenas lembrar que, daqui a 2 ou 3 ou 4 anos, não terão o direito de se mostrar desiludidas com Passos Coelho. Ele já demonstrou do que (não) é capaz, com este PSD. Não haverá surpresas, para essas pessoas, nem para este PSD.

 

Mas há alternativa. Mesmo para essas pessoas. É apenas votar em quem sabem que merece, em quem reconhecem consistência, coerência e competência. Não é preciso inventar. Basta MUDAR, para Portugal começar a MUDAR.

 

Este é o momento. Portugal merece uma oportunidade!!!

Publicado Por Francisco Meireles em 3/6/11
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
Francisco Meireles

As empresas de sondagens já perceberam que não podem continuar o jogo dos dois partidos do centrão, e em particular de Sócrates, pelo que começaram já a desfazer o mito do "empate técnico" artificialmente alimentado nas últimas semanas. Todas elas irão, de hoje até 6ª feira (julgo que ainda se mantém o período de reflexão, durante o qual não pode haver sondagens) continuar a "alargar" a margem entre o PS e o PSD; provavelmente mais no sentido da diminuição do resultado do PS do que no do aumento da votação no PSD.

 

Por conseguinte, o País vai começar a respirar de alívio à medida que se for instalando a confiança de que a governação socialista deste Primeiro Ministro chegou ao fim.

 

O risco maior que corremos é o de nos deixarmos embebedar pela vitória que isso significa e assim esquecermos, nem que seja momentaneamente, as dificuldades que aí se aproximam.

 

A formação de governo, mesmo que seja só entre o PSD e o CDS, será certamente difícil, mesmo que não haja pressão, presidencial ou outra, para incluir no Governo um PS pós-Sócrates. A fome de poder no PSD é muita e a qualidade escassa. Por outro lado, se se vier a confirmar o excelente resultado que se antecipa para o CDS, Paulo Portas quererá garantir que o novo Governo tem melhores condições para governar, isto é para aplicar o programa do triunvirato, do que as que obteve na formação de governo com Durão Barroso - não esqueçamos que Portas tem repetido à saciedade que não voltaria para um governo com apenas 8% dos votos; presumivelmente porque isso não lhe deu influencia suficiente na governação.

 

O CDS tem hoje uma equipa preparada para o exercício do poder, com pensamento próprio em todas as áreas chave da governação. Tem, por isso mesmo, mais responsabilidade e melhores condições para negociar. O que significa que a negociação será necessariamente mais dura.

 

Mas o verdadeiro desafio começa apenas depois de formado o Governo.

 

 

 

 

Publicado Por Francisco Meireles em 1/6/11
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Paulo Portas afirmou, numa entrevista recente, que "em certas matérias sociais se sentia à esquerda do PSD". A afirmação tem causado polémica mais do que suficiente, pelo menos na blogoesfera.

 

Mas será que merece assim tanta atenção? NÃO. Por várias e boas razões.

 

Primeiro. Se há batalha que o CDS venceu nos últimos anos, foi a de demonstrar que as "preocupações sociais", a defesa do "social" ou do "Estado Social" não são propriedade de nenhuma esquerda. Isto é um adquirido, não é matéria de opinião. O que difere, são as soluções propostas. Aí sim, aí é que há matéria de opinião; e, quanto a mim, as soluções democrata-cristãs são indubitavelmente superiores.

 

Segundo. Estamos inseridos numa batalha eleitoral. Uma das mais importantes da democracia portuguesa, visto que está em causa rejeitar uma certa forma de fazer política e de conduzir o País, que nos trouxe à situação calamitosa em que estamos e que nos vai custar muito a resolver, durante muito tempo. Neste contexto, a batalha discute-se ao centro - que, salvo melhor opinião, era onde o PSD a devia estar a fazer; por razões próprias, porventura legitimas, Pedro Passos Coelho resolveu fazer uma deriva à direita. Quanto a mim, ainda bem, desde que se venha a provar que o PSD vai mesmo enveredar por essa via (o que não está nada adquirido). Até lá, contudo, nada impede que o líder do CDS se situe perante os eleitores com base nos seus "sentimentos".

 

Terceiro. Ainda bem que o fez, porque convém que alguém - e o PSD não o tem estado a fazer - dispute o eleitorado de "centro" e de "centro-esquerda", que também sente que precisa de rejeitar o autor da política calamitosa que nos trouxe de mão estendida ao FMI. Não é por o estar a fazer, e bem, que o CDS renega as suas origens nem muito menos a sua prática política de sempre e em especial dos últimos anos. A consistência das posições que tem defendido estão aí para o provar.

 

Quarto. Por muito que a esquerda se sinta proprietária das preocupações sociais, a verdade é que não o é. Por muito que o CDS recorra a sentimentos ditos de esquerda, a verdade é que eles não o são. As preocupações sociais, ou com os mais desfavorecidos, não são de direita, nem de esquerda, nem cristãs, nem islâmicas: são das pessoas. E portanto dos partidos que as pessoas fazem e organizam. O que poderá ser de direita, ou de esquerda, são as soluções que dêem corpo a essas preocupações. E aí é que se vê se o CDS é de direita ou não; não é nos sentimentos do seu líder.

 

Quinto. Por último que não de somenos. Não caíamos nós num qualquer neo-fundamentalismo em que afirmar "sentir-se à esquerda do PSD" signifique "estar à esquerda". Por muito que isso interesse a alguns. Por muito que isso choque outros. Não é nos títulos que se vê os méritos, nem das pessoas, nem das instituições, nem muito menos dos seus comportamentos e atitudes. Cair nessa esparrela é fazer um favor a esse engenheiro das Beiras que anda por aí a tentar enganar meio mundo para se manter no poder. Mesmo que possamos considerar infeliz a frase polémica.

Publicado Por Francisco Meireles em 31/5/11
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Francisco Meireles

Um tal de Zé Maria, comentou angustiado o meu post sobre Paulo Portas e a concorrência. A dúvida dele é se se pode confiar no CDS para manter a sua ideologia e se não será mais útil votar no "próximo" PM, para garantir a derrota de Sócrates. A primeira resposta é SIM, sem qualquer margem para dúvidas; a resposta à 2ª é NÃO, COMO O DEMONSTRAM OS ÚLTIMOS 30 ANOS E AS ÚLTIMAS 30 SEMANAS.

 

O que escrevi em resposta ao seu comentário, fica aqui, para o caso de poder ser útil a mais alguém.
"Compreendo as suas preocupações, mas também queria alertá-lo para o seguinte: o CDS não esqueceu nem os seus princípios nem as suas ideologias, apesar de estar em campanha eleitoral. Apelar ao voto na "competência", no caso do CDS, é não só justo como sobretudo oportuno. Foi este partido quem de longe mais trabalhou nas últimas legislaturas. Pedir o voto pela competência em vez da ideologia, não significa que não se tem ideologia: significa antes que para além da ideologia há outros factores que merecem ponderação.

Ninguém no seu perfeito juízo acredita que o CDS deixou de ser democrata cristão, só porque "em matérias sociais está à esquerda do PSD". E isto apenas neste preciso momento histórico...

Noto ainda que o manifesto do CDS contém uma série de propostas que se irão traduzir rapidamente em medidas concretas. Em várias áreas. E sublinho que o mais importante, o grosso das medidas que qualquer governo tomará, são as que decorrem da aplicação do memorando assinado com o triunvirato.

Finalmente, entendo que o PSD não engana, tal como o algodão. As dificuldades de transmissão da mensagem de que fala, não são fruto do acaso. São uma consequência da falta de organização do PSD e da falta de força de Passos Coelho para mandar no seu próprio partido. Veremos como se safa quando for Primeiro Ministro.

Descanse quanto ao voto útil. O PS não vai ganhar as eleições, nem vai ficar perto disso. As sondagens andam a ser manipuladas por duas razões principais: não conseguem captar o fenómeno da rejeição a Sócrates e interessa aos dois partidos do centrão manter a dúvida para pressionar ao voto útil.

Por conseguinte, é muito mais ÚTIL votar CDS e garantir que Sócrates perde por muitos, assegurando que o próximo governo é equilibrado, do que escolher votar num futuro primeiro ministro que nem consegue mandar no seu próprio partido.

Mas enfim, o voto é livre. Boa escolha"

Aqui acrescento apenas: quem preferir votar "útil" no sentido em que interessa aos dois partidos do centrão, depois não se venha queixar de que o País não muda, que continua tudo na mesma e que assim não vamos lá.

 

AGORA MAIS DO QUE NUNCA IMPORTA VOTAR EM RUPTURA, PARA ASSEGURAR MUDANÇA. NO CENTRO DIREITA, ISSO IMPLICA VOTAR CDS. PARA GARANTIR QUE O PRÓXIMO GOVERNO É CONSISTENTE.

 

ESTE É O MOMENTO!

POR TI. POR TODOS. PORTUGAL

Publicado Por Francisco Meireles em 31/5/11
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Sob o título que escolhi para este post, Nicolau Santos no Expresso do fim de semana passado, "ataca" as posições de Paulo Portas sobre essas insignes instituições portuguesas que são o Banco de Portugal e a Autoridade da Concorrência.

 

O artigo, sob a capa de coluna de opinião, não é mais do que um ataque torpe, desfocado das posições e soluções que o CDS defende, apontado à defesa do bloco central em que Nicolau Santos parece depositar toda a sua fé.

 

NS não quiz ou não pode compreender as posições do CDS e de Paulo Portas, porque não lhe interessa. Defender boas instituições IMPLICA criticar os seus dirigentes quando não fazem o trabalho que devem e para o qual são pagos. Esse é que é o problema, não os ataques. O Banco de Portugal pode ter gente muito competente, mas se tiver um governador que não quer fazer o seu trabalho ou que se deixa instrumentalizar, como foi o caso de Vítor Constâncio, tem de ser criticado, sob pena de deixar corromper a instituição. Foi isso que aconteceu. É isso que está a acontecer com a Autoridade da Concorrência, e não tem nada a ver com os combustíveis; tem a ver com não se permitir que a instituição desempenhe a sua função.

 

A verdade é que NS tenta fazer um aproveitamento ignóbil das lições de um prémio nobel da economia, sobre a importância das instituições para o crescimento económico, o que só pode ter uma de duas explicações. Ou NS não percebeu ou não quiz perceber. "Não há pior cego do que o que não quer ver..."

 

Portugal precisa de concorrência como de pão para a boca, não precisa de "negócios" entre o estado, a banca e alguns favoritos do regime. Basta pensar no que significou, para os consumidores, a separação da Zon e da PT, para se perceber porque é que a verdadeira concorrência é a mãe de todas as virtudes. Pelo contrário, a instrumentalização das instituições, não só para distribuir cargos mas sobretudo para "proteger os amigos" ou legitimar comportamentos impróprios, essa é que é a mãe de todos os vícios.

 

E não há duas voltas a dar-lhe, por muito que NS gostasse de ver o País a continuar pelo caminho que o trouxe ao atoleiro actual!!!

Publicado Por Francisco Meireles em 30/5/11
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Francisco Meireles

Vale a pena ler esta entrevista de Paulo Portas, no Correio da Manhã.

 

Em particular esta frase sobre o sentido das declarações do PS e do PSD sobre futuras coligações pós-eleições, num aproveitamento consistente com os favores das sondagens, e o seu verdadeiro significado:

 

"Acabou de me ouvir agora. N-Ã-O. Mas repare, desconfiaria muito de certas juras que são feitas entre o PS e o PSD, porque estão a esticar a corda para efeitos eleitorais. Essas juras têm um prazo de validade: chama-se 5 de Junho. Não me admiraria nada, a menos que o CDS tenha uma votação muito forte, que no dia 6 de Junho aparecesse um ‘Bloco Central’."

 

A certeza vem dos últimos 30 anos, da confusão sistémica do PSD, da ambição de poder das suas figuras e da falta de autoridade que Passos Coelho tem demonstrado.

 

Quem me avisa meu amigo é...

Publicado Por Francisco Meireles em 30/5/11
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Francisco Meireles

Para quem ainda tivesse dúvidas, aqui está a posição de Paulo Portas sobre uma eventual coligação com o PS de Sócrates, pós 5 de Junho

 

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/legislativas-2011/nao-faco-coligacao-com-socrates

 

Com toda a clareza.

 

Mais importante, na minha opinião, é o que Paulo Portas diz sobre as explicações para o "empate lírico" das sondagens e o bloco central.

 

Enfim, espero que as dúvidas tenham sido esclarecidas, para quem insistia, e que agora encontrem melhores desculpas, se realmente precisam delas.

Publicado Por Francisco Meireles em 30/5/11
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Francisco Meireles

A primeira é pelo mérito. O CDS merece por tudo quanto tem feito nos últimos anos, pelos princípios que defende, pela consistência das suas posições, pelas soluções que apresenta e que propõe, e pelo trabalho dos seus líderes, com Paulo Portas à cabeça.

 

A outra é para votar contra o Centrão e obrigar o País a Mudar. Não tenho dúvidas que muita gente já percebeu que votar no Centrão é pedir mais do mesmo, aceitar a dança das cadeiras habituais, escolher soluções de fuga para a frente e resignar-se a Portugal ser um País dirigido por outros, sem peso próprio e sem poder fazer escolhas. Por outro lado, muitas destas pessoas já perceberam que não se pode confiar em Sócrates, mas terão ainda dúvidas se PPC convence ou não. O que estas pessoas também saberão é que o PSD, este PSD (e o PSD de quase sempre) não convence nem merece.

 

Por isso estou convicto que muitas destas pessoas acabarão por também votar no CDS. A estas juntar-se-ão outras que não querem Sócrates no PS e não conseguem acreditar que o PSD traga mudanças a sério.

 

É da soma de todos estes votos que o CDS terá um resultado excepcional e o País começará a fazer um percurso de fuga à crise e de renovação das perspectivas de futuro. Com dificuldade, mas com confiança no valor do trabalho próprio e dos demais.

 

ESTE É O MOMENTO

 

Cada vez com mais clareza.

 

POR TI. POR NÓS. PORTUGAL

Publicado Por Francisco Meireles em 27/5/11
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Francisco Meireles

Eis a questão!

 

Um tal de Ventanias posta no Nortadas um interessante comentário, sobre as alterações unilaterais de spreads pelos bancos, nos empréstimos hipotecários. Aqui. Vale a pena ler e reflectir. Sobretudo porque se aproximam tempos em que os bancos, e outros protegidos do sistema, se tentarão apropriar das ajudas europeias em benefício próprio.

 

Convém que o Estado desempenhe o seu papel, sobretudo se tiver como objectivo manter as possibilidades de crescimento da economia.

Publicado Por Francisco Meireles em 27/5/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Nas sondagens, que devem estar a fazer um esforço louco para "corrigir" o efeito de rejeição ao Governo que as sondagens não captam. Na verdade, a percentagem de respostas às sondagens mantém-se muito baixa (a última da intercampus era de apenas 44,4%) havendo mais de 50% dos entrevistados que se recusa a responder.

 

Toda a gente percebe, basta "andar por aí", que nem mesmo os socialistas vão todos votar no PS, por causa da rejeição ao Governo e mais especificamente ao PM.

 

Toda a gente percebe que muita gente não encontra alternativas à esquerda, pelas mais diversas razões.

 

Toda a gente percebe que muita gente ainda não decidiu à direita; ou porque o PSD não convence ou porque o CDS, apesar de convencer, representa um salto muito grande. No entanto, cada vez são mais as pessoas que percebem o slogan do CDS: ESTE É O MOMENTO!

 

O que significa, na minha modesta opinião de não-especialista, que o CDS vai beneficiar de um crescimento natural, orgânico que o fixará no patamar dos dois dígitos; talvez 12, talvez 13%.

 

Mais importante, porém, creio igualmente que o CDS irá beneficiar de muito voto de protesto; protesto contra a actual situação, protesto contra o percurso que nos trouxe até aqui, protesto contra a falta de verdade no percurso recente, protesto contra a falta de mérito de alguma oposição, protesto contra a falta de credibilidade de muitos dirigentes e percursos partidários. Esse voto de protesto, sinto-o, irá dar um resultado histórico ao CDS. E se isso assusta o PSD, não deixa de ser um erro perseguir o voto útil à direita quando à muito voto desiludido ao centro e sobretudo ao centro esquerda. Se os dirigentes do PSD persistirem neste erro, acabarão por impedir a votação massiva na direita (PSD+CDS) que a situação e o discurso negacionista de Sócrates impõe e merece. Mas não conseguirão evitar o resultado histórico do CDS.

 

Quem me avisa meu amigo é. Faço-o agora para que depois não se diga que não o fizemos.

Publicado Por Francisco Meireles em 24/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Perguntava-me um amigo, por quem tenho a máxima consideração (e é de esquerda), acrescentando que eu "era um gajo porreiro que devia ser de esquerda".

 

A minha resposta foi simples, apesar de poder ser complexa filosófica, histórica e politicamente: não sou de esquerda porque não acredito que seja possível encontrar um qualquer grupo de iluminados que tome todas as decisões por nós. Para a esquerda, regra geral, esse grupo de iluminados é o "Estado".

 

Como a esquerda também são pessoas, quando ocupam o "Estado" acabam por fazer o que a nossa classe política tem andado a fazer nos últimos 30 anos: primeiro governam-se, depois governam. Por isso é que Portugal está onde está, a pedir como está.

 

Vem isto a propósito da defesa do "estado social" que tanto Sócrates como Louçã insistem em fazer, procurando com isso descredibilizar quem não é de esquerda (Jerónimo faz o mesmo discurso, mas por razões de Fé: ele acredita que os trabalhadores é que deviam mandar no Mundo. Eu não, mas também não discuto a Fé de ninguém; respeito-a).

 

A mim preocupa-me o CDS e a democracia cristã. Não tenho dúvidas que qualquer um dos dois tem feito mais pelos mais necessitados e tem melhores ideias e soluções para defender o estado social de direito, do que qualquer um dos partidos da nossa esquerda.

 

POR CONSEGUINTE, A ESCOLHA QUE AS PESSOAS TEM DE FAZER É ENTRE UMA ESQUERDA QUE SE DEFENDE COM A DESCULPA DO ESTADO SOCIAL OU A DEMOCRACIA CRISTÃ QUE DEFENDE O ESTADO SOCIAL COM MORALIDADE, RESPEITO PELA PESSOA HUMANA E ÉTICA.

 

Também por isso é que vou votar CDS. Também por isso é que Portugal deve votar CDS. Também por isso é que os partidos do Centrão não "merecem" o voto dos portugueses. Também por isso é que Louçã não merece o voto dos portugueses, mesmo de esquerda: ele não tem soluções, tem chavões.

Publicado Por Francisco Meireles em 20/5/11
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
Francisco Meireles

O facto de menos de metade das pessoas responderem. Por exemplo aqui no Público (sondagem Intercampus).

 

Se repararem na ficha técnica, apenas 45,6% dos entrevistados responderam; e entre esses mais de 23% não sabem o que responder; e 17,5% dizem que não votam. Sobram cerca de 60% dos tais 45,6% o que dá cerca de 27% de participação efectiva dos entrevistados. Tudo o mais são extrapolações, por mais técnicamente bem elaboradas que sejam. Para não dizer mais nada, concluo apenas que "não admira" o empate técnico, nem muito menos as variações entre 1º e 2º "classificado": basta ser a mãe a responder em vez do pai, ou o irmão em vez da irmã, em três ou quatro lares diferentes (estes valores representam cerca de 100 votos no PSD e no PS; duas ou três "diferenças de opinião" correspondem a variações de 2 ou 3%!!!!!). Já para não falar no CDS, caso a avó tenha ido jantar a casa dos netos, ou o neto a casa da avó...).

 

Obviamente, este tipo de "sondagem" interessa a muitos "técnicos de sondagens"!

 

Que eu não sou. Nem quero ser; mas... também não sou parvo.

Publicado Por Francisco Meireles em 17/5/11
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Francisco Meireles

A mais recente sondagem da Marktest, no economico online, começa a confirmar aquilo que já todos sabíamos (ver aqui): o eleitorado, isto é nós todos, percebeu perfeitamente a táctica de embuste do candidato José Sócrates; o que falta é decidir onde se vota, sabendo que não se vota no PS.

 

Os indecisos, portanto, situam-se ou na extrema esquerda, ou na direita. Como parece que a malta da esquerda não gostou da ideia de não irem falar com o triunvirato, por não se sentirem representados ou por qualquer outra razão, à medida que se for percebendo que não há voto útil à esquerda (não haverá hipóteses de Sócrates ganhar), a indecisão será sobretudo à direita: ou se vota para PM, no PSD, ou se vota para MUDAR Portugal, no CDS.

 

Isso significará, e as sondagens vão demonstrá-lo, que cada dia que passe, cada debate em que Sócrates se defenda, servirá para confirmar que quem ainda vota PS representa uma percentagem cada vez menor dos que já decidiram.

 

Não ficaria nada admirado se o PSócrates ficasse com menos de 30%, no dia 5. Ficaria muito contente se ficasse abaixo de 25%: significaria que Portugal ainda tem esperança!!!

Publicado Por Francisco Meireles em 12/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Apesar de Paulo Portas ter sido claramente o líder político que primeiro afirmou que Portugal precisava de uma solução pós-Sócrates, que é como quem diz com um outro PS, Pedro Passos Coelho decidiu vir tentar reduzir a escolha eleitoral à escolha do Primeiro-ministro.

 

A táctica é conhecida e não traz nada de novo. A não ser, claro está, para os jornalistas e formadores de opinião a quem interessa manter o statu quo. Para esses, subitamente, a questão mais relevante da actual pré-campanha é forçar o CDS a dizer se aceitaria formar uma maioria com o PS de Sócrates, na eventualidade de este ganhar as eleições.

 

Esta estratégia em que os meios de comunicação social se deixam enrodilhar, e que muito interessa aos partidos que se consideram "donos dos votos", consiste em explicar ao País que não tem escolha e que só podem verdadeiramente escolher em quem acreditam mais para Primeiro-ministro: ou num ou noutro. Apesar de esses mesmos meios de comunicação social depois se queixarem que não se discutem propostas... Aliás, sempre me pareceu pueril a forma como os entrevistadores tentam forçar os políticos a dizerem o que não querem, em directo, como se fosse a inteligência das suas perguntas que fosse alterar a realidade! Enfim...

 

Felizmente a grande maioria dos portugueses já terão percebido que tem muito mais escolha do que isso. Pelo menos a escolha de romper com uma tradição que nos trouxe até onde estamos. E isso implica votar diferente do habitual.

 

Por isso mesmo estou convicto que uma grande percentagem irá escolher "nunca mais ter de passar pela vergonha de ter de pedir a intervenção do FMI". E isso só pode significar um grande resultado para o CDS. E para Paulo Portas.

Publicado Por Francisco Meireles em 10/5/11
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Francisco Meireles

José Sócrates é claramente um formidável político, que entende como poucos o poder da televisão. E usa-o despudoradamente para enganar os portugueses que ainda acreditam nele. Foi para esses que falou, eficazmente, ontem no debate com Paulo Portas. Ele sabe que para esses as coisas são verdade se forem repetidas vezes suficientes e com convicção q.b.; sobretudo na TV...

 

Estou convencido que esses portugueses poderão ser no máximo 30% do eleitorado (a acreditar nas sondagens e incluindo já os potenciais eleitores do bloco que acham que Sócrates ainda poderá ser PM).

 

Felizmente, por estas contas, restam pelo menos 70% dos eleitores que já sabem que não podem acreditar no que vai repetindo o primeiro-ministro demissionário.

 

Foi para estes que falou Paulo Portas. E bem. Creio que terá deixado claro que a "convicção" do candidato Sócrates não é suficiente para apagar as responsabilidades do PM Sócrates na situação actual. E isso era o mais importante, na tal perspectiva de que a TV é que determina as "verdades" - quem não viu o filme referido no título que o veja e perceberá tudo com maior clareza.

 

Apenas acho que PP podia encontrar uma fórmula mais clara para dizer o que faria no tal cenário PS+CDS.

Talvez não seja suficiente dizer que não seria coerente entregar os 78 mil milhões a quem trouxe o País até à situação actual.

Talvez fosse possível sublinhar que PS e PSD é que terão a principal responsabilidade de formar governo, se se confirmarem os resultados das sondagens.

Talvez fosse desejável assinalar que se os portugueses quiserem mesmo mudar e derem um resultado excepcional ao CDS, então outro galo cantará.

Talvez pudesse insinuar que se os portugueses o escolherem para Primeiro-ministro, PP esperará que os demais partidos retirem desse resultado as devidas conclusões e se disponham a apoiar ou integrar o seu Governo sem condições prévias.

Talvez devesse lembrar que foi o CDS quem primeiro pediu a Sócrates para sair, quem primeiro propôs um Governo dos três partidos, sem Sócrates, e quem mais claramente denunciou as políticas em que Sócrates continua a acreditar.

Talvez PP pudesse afirmar que Sócrates devia tirar todas as consequências do resultado eleitoral se não sair reforçado; é que a tese de que a culpa é da oposição só ganha se o PS subir eleitoralmente... tudo o mais são cantigas.

 

Ou talvez tenha ficado claro tudo isto.

 

Nós não somos parvos, mesmo se PS e PSD se esforçam por reduzir as nossas escolhas à opção entre Sócrates e Coelho para primeiro-ministro... (voltarei a este assunto).

Publicado Por Francisco Meireles em 10/5/11
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Francisco Meireles

Estou em crer que muito do combate eleitoral que se aproxima será decidido nesta simples e subliminar mensagem:

 

De um lado, o PS do PM irá insistir que está tudo na melhor das normalidades, não fosse o chumbo do PEC e até nem haveria necessidade de eleições, troikas e austeridade.

 

O PSD concordará ou quase, pois acrescentará de dedo bem apontado, que estivemos à beirinha de um ataque de nervos, por culpa exclusiva de José Sócrates.

 

Do outro lado, estarão as pessoas que percebem que apontar para um défice de 3% em 2013 significa aumentar a dívida mais 5,9% do PIB em 2011, 4,5% em 2012 e 3% em 2013. Em números redondos, considerando o PIB em 160 mil milhões de euros, são mais 21,5 mil milhões que alguém há-de ter de pagar... preferia que não fossem os meus filhos.

 

Deste lado, felizmente, estará o CDS. Cujo maior combate será convencer o eleitorado de que a situação é excepcional e só será reversível se rompermos com o habitual...

 

Haja Fé!

Publicado Por Francisco Meireles em 3/5/11
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Francisco Meireles

É com profunda convicção que aceitei contribuir para esta Rua Direita. Não tenho dúvidas que o País vive momentos excepcionais e estou crente que a maioria de nós, portugueses, também o percebeu - apesar da eficácia da máquina do PS de Sócrates.

 

Nos últimos tempos, para além do circo da política, nós os portugueses demos vários sinais de inquietação. Antes de tudo o mais, os 191 mil que votaram em branco nas últimas eleições presidenciais. Estes quiseram dizer que não se reviam nas propostas do costume, nem nos pseudo-independentes como Fernando Nobre.

 

Depois disso, a manifestação do pessoal à rasca. Por muito que a imprensa os tente transformar num movimento "desalinhado", e por muito que os tentem "alinhar" à força sugerindo-lhes ou impulsionando-os a "organizarem-se", a verdade é que o grande triunfo desses jovens for ter dado aos portugueses a oportunidade de se manifestarem fora do contexto político-partidário (em que incluo as centrais sindicais). E foi por terem percebido que se tratava de um momento "independente", tanto quanto é possível, que centenas de milhar de portugueses por esse País fora desceram à rua, armados da sua inocência e da precariedade da sua relação com a política, para dizerem num silêncio ensurdecedor: QUEREMOS MELHOR!!!

 

Também quero melhor, para Portugal e sobretudo para os meus Filhos.

 

Por isso entendo que é a hora de votar no CDS. Creio que só há duas alternativas perante a situação a que o nosso sistema partidário trouxe o País: ou a revolução ou a opção pelas alternativas. Em Portugal só há duas alternativas: a de esquerda, no Bloco e no PCP, com resultados e propostas conhecidos; e a de Direita, no CDS.

 

 

 

Publicado Por Francisco Meireles em 3/5/11
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