A Rua Direita 2011 fica por aqui e foi uma honra passear com os vizinhos fantásticos que nela encontrei. Aprendi imenso convosco.
Quanto ao CDS, este é o momento de mostrar do que é capaz e de ultrapassar as nossas melhores expectativas. Bom trabalho!
Conseguimos! Os portugueses escolheram dizer um adeus expressivo ao senhor José Pinto de Sousa. Sócrates, agora, só o filósofo grego.
Dois comentários adicionais:
Onde raio têm a cabeça aqueles que não votaram? Os números da abstenção são uma vergonha... Se uma situação como a actual não é motivo suficiente para exercerem o seu direito de voto, não sei o que poderá justificar tal acto (obviamente não incluo neste comentário aqueles que se encontram objectivamente impedidos de votar).
As sondagens pré-eleitorais demonstraram, uma vez mais, ser um logro.
Demonstrando que uma gestão PSD é tão "boa" como um governo PS, saiu hoje esta notícia no Público:
Ainda acha que é boa ideia deixá-los governar Portugal sozinhos?
Acho que é um limite que não tem de estar na Constituição (já há lá muito texto por cumprir), mas sim presente no sentido de Estado e de responsabilidade dos membros do Governo e de todos nós quando os elegemos.
Ingenuidade minha? Talvez...
Estava a fazer falta a Portugal este tipo de realismo.
Até agora uma das minhas frases favoritas, neste contexto, é: Despesa pública de hoje é dívida de amanhã.
E continua:
Todas as componentes da nossa despesa pública têm de ser alvo de um esforço de redução, desde os grandes agregados de despesa particularmente rígida até às pequenas despesas que ninguém julga colocar um problema.
O Senhor não viu o mesmo debate que nós...
Esteve 6 anos a liderar o Governo do país, atrasou o pedido de ajuda externa, insistindo na proposta de PEC's insuficientes e gastando dinheiro que Portugal não tinha, mas a culpa de estarmos onde estamos é dos outros partidos.
Para além de rebater as "ideias" de José Sócrates, Paulo Portas também tem de se defender da Judite de Sousa... Mas afinal não há moderador?!
E o facto de prever medidas que estavam previstas no PEC IV (mas não só) significa que é um bom acordo? Ninguém concorda consigo, Senhor PM.
E pare lá com a conversa que o pedido de ajuda externa é culpa dos partidos que chumbaram o PEC!!!
Inacreditável... o Sócrates continua a imputar a responsabilidade da crise política e da situação em que estamos, ao chumbo do PEC IV!!!
Paulo Portas relembra, e bem, que a história não tem apenas 6 semanas, mas sim 6 anos.
Apesar de ter começado logo por invocar a sua coerência, relembrando ter pedido ao PM para sair do governo, Paulo Portas falhou em não afirmar claramente que não fará governo com o PS.
A situação é excepcional, mas duvido que possa ser assim tanto. Há excepções que descaracterizam as regras.
Jerónimo de Sousa esteve fraco, mas é um verdadeiro senhor, que defende as ideologias em que acredita respeitando o seu adversário.
Paulo Portas esteve bem, em "treinos" para o debate com o Sócrates.
Estamos numa situação excepcional que merece um voto excepcional. O País merece melhor e tem capacidade para melhorar.
Ideia conclusiva de Paulo Portas.
"Eu acredito em eleições, não acredito em sondagens". Paulo Portas
"Se não houver empresas, não há empregos" - Paulo Portas, defendendo que os empregadores devem proteger e dar valor aos seus trabalhadores, mas estes também têm de valorizar a empresa em que trabalham.
Jerónimo de Sousa fala dos lucros da banca privada como se estes fossem um crime.
Planos sempre os houve, bons ou maus, mas a verdade é que a execução, principalmente nos últimos anos, sempre deixou muito a desejar.
Este tipo de salvaguardas feitas logo ao início sempre deixaram muitas portas abertas para, quando as coisas correm mal porque não se segue o plano como é suposto, se imporem novas medidas. Basta lembrar que o PS já ia para o PEC IV.
A falta de respeito deste governo pelos portugueses e a sua arrogância está patente no facto de nenhum dos seus membros aparecerem pontualmente para as conferências de imprensa / comunicações ao país por eles convocadas.
Pode parecer um aspecto sem importância, mas que é sintomático, lá isso é.
A privatização de empresas, a não construção do novo aeroporto, ou mesmo do famigerado TGV já constavam do programa eleitoral do CDS em 2009.
Sócrates veio tentar conseguir louros pelas medidas das instituições externas para nos salvar do buraco onde estamos, muito por culpa das medidas socialistas.
E atenção, vai haver novas "medidas orçamentais" para 2011. O próprio PM demissionário disse que serão tomadas medidas que estavam previstas no PEC IV. E como este nunca foi aprovado, estas não poderão deixar de ser consideradas medidas novas.
E como foi sobejamente apontado, as medidas do PEC IV não eram patentemente suficientes para resolver a situação de Portugal. Prova disso é o facto do FMI & C.ª ter apresentado medidas adicionais.
Fica por saber o montante do empréstimo.
Parece que, na comunicação que se aguarda para os próximos momentos, Sócrates não se vai fazer de vítima sozinho. Parece que vai acompanhado do velho "amigo" Teixeira dos Santos que tem estado meio desaparecido nos últimos tempos.
Há que combater o conformismo. Há que abandonar a ideia de que os partidos são todos iguais e que não há alternativa ao rotativismo entre os partidos do bloco central. Há que abandonar a ideia de que só vale a pena votar PS e PSD e que, no fim, vai tudo dar ao mesmo.
Há alternativa. Há uma política diferente, um caminho diferente e um meio diferente de tentarmos tirar o nosso País do buraco em que o enfiaram nos últimos 37 anos.
Pode não se concordar com tudo o que o CDS defende, ou com tudo o que o seu presidente diz, mas não se pode negar que há no seu programa a proposta de um caminho cheio de boas ideias que merecem ser postas em prática.
É por isso que eu vou votar CDS no próximo dia 5 de Junho.
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