Rua Direita
Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Rodrigo Lobo d´Ávila

 

"Eu paguei". Assim começa a frase de José Sócrates ,quando ia tentar mais uma vez fazer um "fó-ró-bó-dó" com a lenga-lenga submarinos, no debate de ontém.  Não é muito diferente, nem sequer está longe da celebre frase da saudosa Elisa Ferreira:"O dinheiro é do estado, é do PS". Estas duas frases, com a ideia subjacente dos recursos do estado como propriedade do Engenheiro e do PS, são as frases que melhor simbolizam a governação Socrática.  Uma governação em que, como nunca na história Portuguesa, uma classe dirigente chega ao poder e toma de assalto totalmente toda a máquina do estado , para depois a utilizar como rampa de lançamento para controlar determinados sectores estratégicos da sociedade. Tudo numa lógica de domínio total e de permanência absoluta no poder.

 

- É preciso fazer um Aeroporto e um TGV desnecessários, mas que vai dar uns votos ao PS? Que importa se o país se endivida monstruosamente, se é Sócrates que paga!!

 

- É preciso o Sr. Pinto de Sousa a  ir às escolas, distribuir computadores duvidosos aos meninos, para aparecer no telejornal da tarde? Qual é o problema, o dinheiro é do PS...

 

- É preciso tomar de assalto o BCP,  e assim controlar um dos mais importantes bancos nacionais... Quem paga? É o banco do PS Estado.

 

- É preciso em vésperas de eleições, subir os ordenados aos funcionários públicos e aumentar brutalmente a despesa pública (com uma série de outros gastos muito imaginativos), para "salvar a Economia Portuguesa" em nome do recém-descoberto Keynesianismo. Que interessa se isso contribui para o aumento gigante da divida pública portuguesa? Que interessa se isso põe o estado e o país à beira do abismo, se é bom para Sócrates e para o PS? Afinal o Estado é Sócrates, e o país é o PS.

 

Tudo se faz e todo o dinheiro público se esbanja para que, pela graça da Esquerda Gira e Moderna, Sócrates e o PS reinem absolutamente no país.

 

 

É por isso que ontem, Portas esteve muito bem em afirmar três ideias chave:

 

1) Sócrates não é o primeiro-ministro, é apenas candidato. Assim quebrou a ideia que o PS tem tentado passar "de que não há alternativa a Sócrates, logo ele tem que ser mesmo permanente". 

 

2) Sócrates é o principal responsável pela bancarrota do país. Durante o seu consulado foi cavado um buraco de perto de 80 mil milhões €, para o qual Portugal foi atirado.

 

3) O doente não pode ser tratado por quem o pôs às portas da morte. Ou seja José Sócrates não deve voltar para o governo, nem deve sequer ter hipótese de tocar com um dedo que seja nos 78 mil milhões que vão servir para saírmos do buraco em que estamos. Se tiver essa oportunidade ainda se lembra de fazer uma ponte daqui até aos EUA, em nome da "aproximação de nações culturas" ou outra patetice qualquer.

 

P.S.: Foi bom ouvir Portas a usar a palavra Triunvirato em vez da "chique" designação Troika. Por pior fama (merecida ou imerecida) que tenham o FMI, BCE e Comissão Europeia,  compara-los a tribunais sumários estalinistas (que se divertiam a executar massivamente camponeses ucranianos),  é de um grande mau gosto e falta de cortesia, pelo que nunca deveria ter sido utilizado, principalmente pelos senhores membros do governo.

Publicado Por Rodrigo Lobo d´Ávila em 10/5/11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Rodrigo Lobo d´Ávila

O que ontem se passou não passou de uma grande tristeza. Foi triste ver o Primeiro-ministro a proclamar como um seu triunfo pessoal aquilo que é a maior vergonha nacional desde o ultimato inglês. Foi triste ver o ministro das finanças a fazer de chaperone silencioso e respeitoso, de forma a atribuir alguma credibilidade aos "amanhãs que cantam" do Primeiro-ministro. Foi triste ver Eduardo Catroga a pôr-se em bicos de pés e a proclamar o acordo como uma gloriosa vitória do já de si glorioso PPD/PSD. Acima de tudo foi triste eu perder o meu tempo a ver este exemplo dual de ausência de conexão ao planeta Terra, quando podia tê-lo usado em coisas mais úteis, como sei lá...ver a bola ou a novela da sic.

 

Foi triste saber que enquanto isto se passava, as obras do TGV prosseguiam, a passo de corrida, alegres e contentes, talvez por saberem que o Sr. Engenheiro tem dinheiro fresco, que vai durar por mais dois ou três anos. Afinal como diz o povo (se o Primeiro-ministro ganhar as eleições) "Para hoje há e para amanhã Deus dará".

Publicado Por Rodrigo Lobo d´Ávila em 4/5/11
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