Rua Direita
Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Vasco Lobo Xavier

A Rua Direita foi das melhores para calcorrear nesta campanha: aqui é que se fizeram as mais monumentais arruadas, sempre muito agradáveis de seguir. Foi um verdadeiro prazer ler-vos (já que escrevi tão pouco) e uma honra integrar uma vez mais esta equipa.

 

Até daqui a quatro anos, esperando que nessa altura Portugal esteja bem melhor.

Publicado Por Vasco Lobo Xavier em 7/6/11
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Vasco Lobo Xavier

 

 

Voto CDS porque o CDS é o melhor. Tem as melhores propostas, as melhores ideias, as melhores pessoas. E, perante o estado deplorável e miserável em que José Sócrates e os socialistas deixaram o país, Portugal vai precisar dos melhores. No fundo é simples...

 

Publicado Por Vasco Lobo Xavier em 3/6/11
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Vasco Lobo Xavier

O problema dos portugueses é verem o Estado como uma coisa afastada, distante, que não é deles, e da qual apenas devem sacar o que puderem. Erro.

 

O Estado deveria antes ser visto como uma sociedade comercial, na qual participam como accionistas todos os portugueses, que com esforço tiveram de realizar o capital social necessário ao giro da máquina. Essa sociedade deveria ser bem gerida, proporcionando aos portugueses os benefícios, qual dividendos, dessa boa gestão.

 

Se assim imaginassem o país, os portugueses-accionistas estariam mais atentos à eventualidade de um ou outro accionista estar a delapidar a sociedade, através de baixas fraudulentas por doença, por exemplo, ou por receber dividendos indevidamente (através de um qualquer rendimento mínimo apenas por não pretender esforçar-se ou trabalhar).

 

Mas, acima de tudo, os portugueses-acconistas estariam atentos à administração que escolheram para dirigir tal sociedade. E se assim fosse, uma vez chegado o momento da administração prestar contas e ser avaliada, o que aconteceria? — Os accionistas seriam confrontados com a dura realidade: essa administração tinha falseado e martelado as contas, tinha escondido dos accionistas a sua péssima e desastrosa gestão, tinha mentido, tinha (ou os cônjuges por si) feito negócios com a sociedade, tinha-se endividado até mais não poder, tinha levado a sociedade à beira da insolvência e com ela quase a banca, atrasado o dever de se apresentar à insolvência, tinha provocado a necessidade vexatória de intervenção de outras sociedades, parceiras ou concorrentes, que passariam a mexer os cordelinhos da administração da nossa sociedade, impondo-nos regras e comboios de que não precisávamos. E, mesmo na ruína e na humilhação, essa administração continuava a mentir, a nomear amigalhaços às escondidas, a endividar-se, a prometer despesas futuras que obviamente a sociedade não poderia comportar.

 

Perante esta realidade, os accionistas eram ainda confrontados com a necessidade imperiosa de, de um dia para o outro, terem de aumentar o capital social da sociedade, ou de realizar suprimentos em condições miseráveis, ou de ficar sem a distribuição de dividendos durante um largo período da sua vida, ou tudo isso bem somado, para desgraça de todos, deixando para as gerações futuras, em herança, títulos que de nada valem.

 

Se os portugueses vissem o Estado por este prisma, na assembleia geral de accionistas que se aproxima correriam a pontapé esta administração socialista de Sócrates & demais pandilha, ponderando mesmo como punir esta gestão danosa.

 

A nossa sociedade ficaria seguramente muito melhor e teria ainda alguma hipótese de ser herdada pelos filhos de todos os portugueses-accionistas sem que estes tivessem de se envergonhar do rasto que deixam.

Publicado Por Vasco Lobo Xavier em 24/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Vasco Lobo Xavier

 

Há uma coisa que Sócrates tem de explicar aos portugueses e muito rapidamente.

 

Se, como afirmou ontem no debate, ele não tinha dito que não governaria com o FMI (mas apenas — preciosismo delicioso — que não estava disponível para governar com o FMI), por que é que se demitiu?

 

Metendo os pés pelas mãos, logo a seguir Sócrates pretendeu convencer-nos de que, em momento anterior à entrada do FMI, nenhum dirigente político deveria admitir que governaria com o FMI por isso ser sinal de derrota e insucesso (dele, convenhamos, embora com o país atrás).

 

Mas, depois de ser pedida a ajuda externa, já era possível governar com o FMI.

 

Então, renovo a pergunta que todos lhe deveremos fazer até que ele responda: se afinal Sócrates admitia governar com o FMI, por que é que se demitiu?

 

 

Publicado Por Vasco Lobo Xavier em 10/5/11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Vasco Lobo Xavier

BREVES NOTAS INICIAIS:

 

Agora que já se pode dar uma vista de olhos ao Memorandum percebo melhor a face de Teixeira dos Santos, ontem, enquanto Sócrates tentava salvar a sua face enganando uma vez mais os portugueses.

 

Mas continuo sem perceber a alegria de Sócrates no seu comício de ontem, quando sabia já que a sua governação tinha levado Portugal à perda de soberania.

 

Virem de fora dizer-nos como nos devemos organizar, como se deve ordenar o território, aquilo que os portugueses têm de vender, o que têm de fazer, penar e sofrer por causa deste desgoverno socialista deve causar muita alegria a Sócrates, mas não consigo compreender a razão.

 

Como continuo sem perceber a razão pela qual o PSD se apressou, ontem, a abraçar o acordo sem o conhecer.

 

E sem perceber como é que a comunicação social não se insurge contra as suas fontes governamentais, que a manipularam e utilizaram como idiota útil, figura que continua a fazer.

 

Nem compreendo como é que, ontem, comentadores que se pretendem sérios, se dignaram comentar o comício de Sócrates.

 

Ou então está tudo doido, é a única maneira de compreender isto.

 

 

(também no Mar Salgado - http://marsalgado.blogspot.com/2011/05/coisas-que-percebo-melhor-agora-que-ja.html)

Publicado Por Vasco Lobo Xavier em 4/5/11
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