Rua Direita
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
António Folhadela Moreira

Não vou seguir o exemplo de tantos quantos nesta Rua Direita têm desde ontem comentado, de uma forma ou de outra, os resultados eleitorais. Por um lado porque os resultados falam por si e os resultados são objectivamente excelentes sob qualquer ponto de vista. Por outro porque com todos os comentários que aqui foram feitos já tudo ficou dito.

 

E isto leva-me a outra questão. Eu não sei se este blog teve ou não muitos leitores e muito menos tenho a audácia de dizer que o contributo que todos nós aqui deixamos teve uma tradução em votos.

 

O que eu digo é que apesar disso sinto-me orgulhoso de durante o último mês ter sido morador desta Rua Direita e dos vizinhos que aqui encontrei. A qualidade dos argumentos aqui usados, a rapidez de reacção a uma campanha que correu a um ritmo alucinante, a irrepreensível estruturação das ideias, o humor, a inteligência e a preparação dos autores materializada num caudal de posts impressionante, mas também a irreverência e o desassombro da escrita, sinal de um sentido de independência de pensamento quase compulsivo, fez deste um blog completamente diferente dos congéneres.

 

Não conheço pessoalmente a maior parte dos meus vizinhos da Rua Direita mas confesso que tenho pena. Vocês são a boa companhia que qualquer pessoa quer que um vizinho seja.

 

Um abraço a todos,

António

Publicado Por António Folhadela Moreira em 6/6/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (2)
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
António Folhadela Moreira

Poderei estar enganado mas poucos serão os que tendo já decidido ir votar ainda não decidiram em quem votar. E por isso este meu post destina-se a um grupo pequeno de pessoas, aquelas que, por alguma razão, estão na dúvida entre votar no partido A ou no partido B. Mais concretamente eu dirijo-me àquelas pessoas para quem o partido A é o CDS e o B é outro partido qualquer.

 

Se o tal "outro partido qualquer" for o PS eu faço um apelo aos indecisos a quem me dirijo. O melhor critério para avaliar o que quer que seja é o resultado. E o resultado da governação do PS e de José Sócrates está à vista, não vale sequer a pena voltar ao mesmo porque todos sabemos demasiado bem o estado a que chegamos.

 

Mas o problema do líder do PS já não é só a questão da sua incompetência, é antes de mais uma questão de carácter, mas é por tudo isso que o PS não vai ganhar estas eleições. Aliás, o "empate técnico" que nos "venderam" durante 3 longuíssimas semanas a fio é, e sempre foi, uma ficção (intencionalmente?) construída em benefício do PS e PSD.

 

Por isso, em face do "critéro do resultado", se está na dúvida entre votar PS ou noutro partido, vote no outro, sendo certo uma coisa, se o "outro partido" for o PSD está a trocar uma camisola suja e gasta por uma outra camisola quase igual, embora mais lavadinha e ligeiramente mais nova.

 

Lembrem-se que enquanto o PS esteve a arrastar-nos para o terreno lodoso onde atascou o país, o PSD nunca foi a oposição que o país precisou. Quando o país tinha o governo PS a aumentar exponencialmente a dívida pública, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Luís Filipe Menezes ou a Marques Mendes.

Quando o país tinha o governo PS a subir generalizadamente os impostos, teve o PSD a discutir se mantinha a liderança do partido em Marques Mendes ou a dava a Luís Filipe Menezes.

Quando o país tinha o governo PS a nada fazer para conter a subida do desemprego e a instrumentalizar de uma forma nunca vista o aparelho de Estado, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Manuela Ferreira Leite ou a Passos Coelho.

Quando o país tinha o governo PS depauperar o erário público para pagar juros incomportáveis, teve o PSD a discutir se dava a liderança do partido a Passos Coelho ou a Paulo Rangel e, logo que decidiu essa questão, teve o PSD a aprovar com o PS 3 PECs e 2 Orçamentos de Estado.

 

E por isso, aos poucos a quem me dirijo, lanço um apelo. Votem no único partido que durante 6 anos se concentrou, apenas e só, no país e nas medidas que o país tinha que tomar para que o nosso futuro seja melhor que o nosso presente. Votem no único partido que uma vez no governo é um garante que o PSD dará ao país o melhor que tem para dar e não resvala para o seu pior, tornando-se demasiado parecido com o PS dos últimos 6 anos.

 

Aos poucos a quem me dirijo, Votem CDS.

 

Temas:
Publicado Por António Folhadela Moreira em 3/6/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

É isto o que diz quem já tem a certeza da derrota.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 3/6/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (2)
Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
António Folhadela Moreira

O Duarte Lino, do Cachimbo de Magritte, resolveu dedicar umas linhas menos simpáticas ao CDS, ao mesmo tempo que semi-endeusava Passos Coelho, terminando um post, modestamente intitulado Diagnóstico Científico, com uma coisa parecida com uma ameaça velada precedida da conclusão que o CDS em campanha não quis ser aliado do seu aliado natural no governo - leia-se, o PSD.

 

A avaliar pela falta de sentido de realidade que o seu texto exprime poder-se-ia pensar que Duarte Lino tem estado a acompanhar outra campanha que não a destas eleições. Mas como é desta campanha que Duarte Lino fala vamos, antes de mais, ao óbvio. Quem quis que os dois partidos fossem a votos em separado foi o PSD e não o CDS e isto só por si serviria para demonstrar que quem não quis ser aliado do seu aliado natural no governo foi o PSD e não o CDS.

 

Mas é claro que poder-se-ia dizer que apesar de cada partido ir a votos em listas próprias nada impediria uma espécie de campanha de não agressão e se era nisto que Duarte Lino pensava ao fazer o seu Diagnóstico Científico estou tentado a dar-lhe razão.

 

Realmente, teria sido animador não ver o PSD fazer uma campanha tão centrada no apelo ao voto útil à direita como a que está a fazer, teria sido inspirador ver o PSD defender ideias nesta campanha que tivesse defendido antes, assim como teria sido encorajador não ver tantas vezes na campanha do PSD ataques, até pessoais, a dirigentes do CDS (em particular a Paulo Portas). Em suma, teria sido muito bom ver o PSD fazer a campanha que Duarte Lino diz que fez. Mas que por acaso não fez.

 

É claro que Duarte Lino não se referia a estes momentos da campanha pois é-lhe mais fácil culpar (mesmo que injustamente) o CDS de ignorar que "o país faliu porque era inevitável falir com o actual modelo", sendo que o actual modelo é concerteza o dos Orçamentos de Estado e dos 3 PECs que o PSD aprovou com o PS... enfim, pecadilhos do passado que o PSD está desejavelmente determinado em não repetir.

 

O problema de Duarte Lino não é a campanha do CDS, é antes o resultado que antevê que o CDS vai ter. Aparentemente Duarte Lino está naquela franja do PSD que gosta de um CDS a dizer o que tem que ser dito e a ter 5% de votos nas urnas. E no fim até ficaria bem ao CDS pedir, de chapéu na mão, ao PSD que o levasse consigo para o Governo.

 

Mas nestas eleições, que vão ser ganhas pelo PSD (e isto significa a caducidade da estratégia de apelo ao voto útil à direita), é o CDS que vai ganhar com votos o seu lugar no Governo, o CDS não formará governo com o PSD por favor deste. E no governo que sair destas eleições não é igual um CDS com 5% de votos ou com 15% de votos dos portugueses. Para mal dos pecados de quem no PSD pensa como Duarte Lino o CDS está mais próximo dos 15% do que dos 5%. Mas para esses, paciência, é o país que sai a ganhar.

 

Por último, quanto ao semi-endeusamento que Duarte Lino faz de Passos Coelho, não comento. É certamente uma questão de fé e quanto a isso não faço diagnósticos científicos.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 1/6/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (4)
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Ainda voltando à ameaça já recorrente do PSD para tentar desviar votos do CDS, desta vez lançada por Carlos Botelho, cujo argumentário me pareceu estar para a riqueza de ideias como as rações animais estão para a arte renascentista, é caso para perguntar se Passos Coelho e o PSD não começam a ficar demasiado parecidos com Sócrates e com o PS, respectivamente.

 

Senão vejamos,

   O discurso de Passos Coelho é obscuro e nunca se percebe muito bem o que é que o senhor quer dizer quando fala. O de Sócrates também.

   José Sócrates muda de ideias com a mesma facilidade com que bebe copos de água. Passos Coelho também.

   O PSD diz que ou votam nele ou o José Sócrates fica. O PS diz que ou votam nele ou o PSD vem.

 

É caso para dizer que com tantas semelhanças está explicado o empate técnico das sondagens.

 

E como já antes conclui, é por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

Temas: , ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 27/5/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

José Sócrates esteve ontem em campanha no centro das Novas Oportunidades da Amadora, onde mais uma vez revelou o seu profundo pensamento político, com o qual traça com firmeza as linhas da sólida estratégia que tem para o País, ao afirmar que "o principal problema do País é a falta de certificações".

 

Com tal afirmação José Sócrates limitou-se a aconselhar aos outros a receita que consigo deu um resultado insuperável, o de ter chegado a PM de Portugal. Na verdade, foi com a certificação de engenheiro e a qualificação (isto é, a preparação) para coisa nenhuma que José Sócrates conseguiu tamanho feito.

 

Dir-se-ia que isto é o exemplo a vir de cima...

 

Publicado Por António Folhadela Moreira em 27/5/11
Link do Post | Comentar
Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve hoje nos Açores onde considerou que o CDS está muito perto de pela primeira vez na sua história eleger um deputado.

 

Por outro lado recebeu um merecido elogio por parte do presidente da Federação Agrícola dos Açores acerca das sucessivas intervenções do CDS em defesa do mundo rural.

 

Se no próximo dia 5/Junho o feeling de Paulo Portas se confirmar com a eleição de um deputado num círculo eleitoral onde a agricultura tem um peso sócio-económico tão importante como acontece nos Açores essa será a justa recompensa pelo CDS não ser mais um daqueles partidos que usa os temas que defende de forma descartável e em vez disso fá-lo de forma coerente, assídua e empenhada. Ou seja, será o prémio por o CDS ser um partido de convições.

 

É por estas e por outras que se o PSD ganhar as eleições precisa, como de pão para a boca, do CDS no Governo.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 26/5/11
Link do Post | Comentar
Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve ontem no Porto onde teve uma recepção que foi um enorme sucesso. E estas vindas à baixa do Porto são, normalmente, um barómetro muito mais rigoroso do que muitas sondagens. Quando em 2009 o CDS tinha cerca de 6% nas sondagens e foi recebido triunfalmente na Rua de Sta. Catarina eu arrisquei, junto daqueles que me são mais próximos, que era mesmo dessa vez que o CDS voltaria a ter mais que 10% dos votos, pois só essa votação era compatível com a "nota" que o CDS tinha tido no seu "teste do Porto".

 

Seja como for, ontem, vinda do meio da multidão, uma senhora chegou-se ao presidente do CDS e disse-lhe à frente das câmaras que apesar de ser do PSD vai votar em Paulo Portas (o mais certo é que a senhora não vote em Aveiro mas todos percebemos o sentido da frase).

 

Ora, a recepção que o CDS ontem teve e o que a tal senhora "teve" que dizer a Paulo Portas, são casos ligados entre si. Os dois momentos são um sintoma de que a recente subida do PSD nas sondagens não se fez à custa do CDS, mas sim à custa do PS e da captação da intenção de votos de alguns indecisos, mas que o crescimento do CDS está em grande medida a dar-se à custa de uma parte (a parte à direita) do eleitorado do PSD que se cansou de ver o PSD demasiadas vezes errático, com um discurso inconstante e com posições sucessivamente parecidas com as do PS (e muitas vezes ao lado do PS).

 

Por outro lado, o CDS tem oferecido um discurso estável, com prioridades bem definidas e constantemente defendidas. Acima de tudo o CDS tem feito um discurso que as pessoas compreendem e entendem que dá resposta a problemas reais. E a direita tende a gostar destas coisas.

 

Isto leva-nos então à seguinte pergunta, porque razão os ataques do PSD ao CDS têm vindo a subir de tom ultimamente, às vezes até para além do aceitável? Se o PSD sabe que está a crescer sem ir buscar votos ao CDS e se sabe que precisará sempre do CDS para ter uma maioria no parlamento, porque se dá ao trabalho?

 

A resposta é simples, porque quer ter um CDS com pouco peso numa futura coligação. Mas é precisamente por esta razão que o eleitorado de direita, e sim, acho que há algum no PSD, deve votar no CDS e não no PSD.

 

O voto no CDS não só não prejudica o PSD de vir a ser o partido mais votado (desde que este saiba ir buscar votos ao PS, como desde a última semana me parece estar a conseguir fazer), como é a garantia que o PSD no governo tem um travão que o impede de resvalar para a esquerda.

 

Publicado Por António Folhadela Moreira em 25/5/11
Link do Post | Comentar
Terça-feira, 24 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Telmo Correia pediu para o CDS uma votação superior à soma dos votos da CDU e do BE.

 

Devo dizer que isso dar-me-ia um prazer especial, não por considerar que isso é imprescindível para que CDS e PSD juntos tenham a maioria absoluta dos deputados da AR, mas simplesmente porque considero que isso seria um sinal de um avanço civilizacional de Portugal.

Temas: , ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 24/5/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

Será que à semelhança do que aconteceu em 2009 ainda veremos nesta campanha Luís Figo a tomar o pequeno almoço com José Sócrates?

Temas:
Publicado Por António Folhadela Moreira em 24/5/11
Link do Post | Comentar
Domingo, 22 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Aconteceu ao PS aquilo que por vezes se vê acontecer aos carros de corrida a meio da prova. De andarem tempo demais com as rotações no "vermelho" o motor parte antes da corrida chegar ao fim. Depois disso resta ao piloto regressar até à box devagarinho e cabisbaixo com o carro a deitar fumo.

 

O espectáculo que ontem o PS deu em Évora é já um sinal do excesso de fumo a sair do motor.

 

Os figurantes do costume na plateia, isto é, reformados de norte a sul do país, levados em passeio de camioneta até a um comício socialista, foram acompanhados por algumas dezenas de imigrantes africanos, aparentemente arregimentados com a preciosa colaboração da embaixada de Moçambique a troco de um farnel, e lado a lado com eles o PS avançou, impante e corajoso, para o grande teste que é um comício da Praça do Giraldo. Quer dizer, aquilo era mais um espaço fechado com barreiras mas que fica na Praça do Giraldo e isso sim, para o PS, é que conta.

 

A seguir foi a vez das valiosas intervenções dos dirigentes socialistas. O resistente e lutador PM foi precedido pelo não menos estimável deputado do parlamento europeu Capoulas Santos e ambos disseram ao país o que o país precisa de ouvir. Ou seja, disseram mal dos adversários. Note-se, eles não fizeram critica política, aquilo foi só mesmo dizer mal e chamar nomes.

 

Eu sei que dito assim parece pouco, sobretudo quando pensamos que se trata de um PS que governou 6 anos seguidos, 4 dos quais em maioria absoluta, e nos outros 2 contou com o PSD para aprovar tudo aquilo que considerava essencial (excepção feita ao PEC 4, que, esse sim, era o que nos ia salvar). Assim sendo poderíamos cair na tentação de pensar que seria razoável esperar que o PS mostrasse a obra feita, invocasse a obra por acabar cuja execução apenas o PS poderia assegurar, alegasse os resultados concretos e os reflexos na melhoria de vida dos Portugueses, em suma, descrevesse um país melhor do que o que tínhamos em 2005 e um futuro que, com o PS, seria ainda mais solarengo.

 

Mas não devemos cair nesse erro, o PS em Évora fez o que tinha que fazer, alertou os Eborenses (e pelos vistos os cidadãos de outras partes do mundo) que a seguir ao PS vem o caos e uns senhores que lhes vão fazer muito mal. E ainda bem que fez isso, pois se não fosse essa preciosa informação o cidadão normal, português, casado, com dois filhos a estudar, a pagar casa e carro e a rezar para que a empresa onde trabalha não feche, poderia pensar que foi o PS que nos trouxe à porta do caos.

 

Traduzindo tudo o que disse atrás, o PS já desistiu de tentar ganhar estas eleições e já só está a tentar desesperadamente que os outros as percam. O motor do PS partiu e é daí que vem o fumo que se vê sair da caravana do PS.

Temas:
Publicado Por António Folhadela Moreira em 22/5/11
Link do Post | Comentar
Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Não há dúvida nenhuma que Francisco Louçã se recusa a aceitar a realidade que o país vive.

 

Só assim se explica que ele fale horas a fio totalmente desligado dessa realidade.

 

Temas:
Publicado Por António Folhadela Moreira em 19/5/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

De vez em quando no debate político usam-se palavras que são mais verdade do que aquilo que se gostaria. E desta vez isso tocou a José Sócrates, que em Beja disse “Portugal vai ter eleições decisivas. Desta vez é a sério. Ninguém pode ficar em causa”.

 

E eu concordo, aliás, eu próprio não diria melhor, pois também eu acredito que estas eleições são decisivas, que desta vez é a sério e que ninguém pode ficar em casa, mas isso é para que neste momento todos juntos mostremos a José Sócrates que não o queremos mais a governar Portugal.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 19/5/11
Link do Post | Comentar
Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

José Sócrates, na campanha eleitoral de 2005, dizia que 7,1% de desemprego eram a "marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida" e porque para grandes males, grandes remédios prometeu 150.000 empregos.

 

Ora, soube-se hoje que o desemprego atingiu o nível record de 12,4%.

 

Mas como o nosso PM não faria promessas vãs e uma vez que a sua governação é um estrondoso sucesso e a economia foi conduzida com a perícia de um piloto de F1, temos que lhe agradecer todos os postos de trabalho criados ou em vez dos 12,4% de desemprego que hoje temos, teríamos qualquer coisa como 15 ou 16 % de desempregados em Portugal.

Temas:
Publicado Por António Folhadela Moreira em 18/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1)
Terça-feira, 17 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Ninguém que queira ser levado minimamente a sério dá verdadeiramente ouvidos a Luís Filipe Menezes. Em todo o caso a comunicação social teima em dar.

 

A última pérola deste anti sulista, anti elitista e anti liberal foi a conjugação na mesma frase do nome Paulo Portas com as expressões 1º Ministro e Portugal dos Pequeninos.

 

Ora, se dúvidas houvesse sobre da razão porque o PSD está cada vez mais perto de ser apanhado pelo PS quando, atendendo ao estado em que o PS deixou o país, devia estar a milhas de distância, bastar-nos-ia atender ao que personagens como o Dr. Menezes têm para dizer ao país para ser possível chegar a uma conclusão - O PSD quando quer é mesmo muito parecido com o PS.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 17/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (7)
António Folhadela Moreira

Encerrada a questão da TSU e a questão púbica que tanto preocupa o Dr. Catroga, o novo tema quente é o das Novas Oportunidades.

 

Passos Coelho diz que o Governo credenciou a ignorância com as Novas Oportunidades.

 

Sócrates e o inestimável ministro Vieira da Silva, esse arquétipo do "homem socialista", dizem que com essa afirmação Passos Coelho insultou 500 mil portugueses que beneficiaram do programa.

 

Sentindo-me insuspeito de poder ser visto um defensor de Passos Coelho não deixo de achar curioso que este seja acusado de insultar 500 mil portugueses por quem praticamente todos os dias insulta 10 milhões de Portugueses com o que diz e com o que faz.

 

Quanto às Novas Oportunidades propriamente ditas, muito menos que 500 mil teriam sido as adesões se não houvesse tantos subsídios cuja atribuição estava dependente da adesão ao programa.

 

É verdade que no fim os finalistas tiveram direito ao subsídio e até a um diploma. A maçada é sairam do programa com os mesmos conhecimentos com que entraram, o que quer dizer que o mais certo é que nem o que está escrito no diploma sabem ler e interpretar mas este é o país do faz de conta que Sócrates e o PS têm para nos oferecer ao fim de 6 anos de governo socialista.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 17/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (2)
Domingo, 15 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Se há ideia que eu julgo dever ser combatida por quem quer que o CDS tenha um bom resultados nestas eleições é a de que o CDS quer ir para o governo dê lá por onde der. E se ponho as coisas neste ponto, de combater tal ideia, é porque a mesma existe e só não tem sido mais explorada pelo PS pelo simples facto de que isso traduzir-se-ia numa perda de votos do CDS a favor do PSD, com prejuízo directo das possibilidades do PS ser reeleito.

 

O PSD tem explorado essa questão de forma subtil, normalmente por segundas linhas, pois ser-lhe-ia dificil explicar isso e ao mesmo tempo flirtar à direita com o discurso de que o PSD ganhando convidará o CDS para formar governo (veja-se, a este propósito, o que disse Passos Coelho no debate com Paulo Portas).

 

Nos últimos 6 anos o CDS tem sido visto pelos eleitores como um partido responsável, que tem tido uma intervenção política coerente e não comprometida, e isto tem sido o maior catalisador de votos do CDS, com prova real feita nas eleições de 2009. É por essa razão que o CDS não deverá nunca formar governo com o PS sem a presença do PSD (embora não defenda um governo a três nas actuais circunstâncias estaria disposto a aceitar isso como mal menor), pois os eleitores, que não pensam nem entendem politiquês, não perdoariam ao CDS essa espécie de "dormir com o inimigo" e todo o capital que está a ser angariado seria desfeito no dia da tomada de posse de um governo PS+CDS.

 

Pela mesma ordem de ideias o CDS não pode aceitar formar governo com o PSD (apenas) se não for o PSD a ganhar as eleições. É um facto que este cenário seria aceitável noutros países, já aqui vi ser dado o exemplo francês e inglês, mas a nossa tradição não é a francesa nem inglesa, é aliás muito diferente dessas, e isso em Portugal seria sinónimo de um governo deficientemente legitimado e proscrito.

 

O CDS em qualquer um daqueles cenários passaria a ser um partido igual aos outros cujo leitmotiv seria a conquista do poder em si mesma e um partido como o CDS, que está em crescendo graças à imagem de decência e desprendimento que tem sabido passar, dificilmente se recomporia de um golpe como esse.

 

Assim, já que não me parece realista que o CDS ganhe estas eleições (eu disse estas, não disse nunca), resta-me esperar que o CDS tenha a sua melhor votação de sempre e acabe a formar governo com o PSD por este ter sabido ir buscar votos ao PS em número necessário para no dia 5 de Junho ser o partido mais votado.

 

Se o PSD assim não souber fazer o CDS deverá voltar para a bancada da oposição para aí ser a melhor oposição a um governo PS. Isso o país compreende e agradece.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 15/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (5)
Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Eurostat: Portugal é o único país em recessão na UE

 

Será que de hoje em diante Sócrates já só justificará o estado do país com a irresponsabilidade dos partidos da oposição que não aprovaram o PEC IV?

 

Ou será que não desarma e vai continuar a dizer que, além da irresponsabilidade dos partidos da oposição, o país está como está por causa da crise internacional?

 

Aceitam-se palpites.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 13/5/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

Os artigos de Carlos Abreu Amorim lembram-me aquelas pessoas que, levando a vida toda uma existência modesta e despercebida, de um dia para o outro fazem fortuna e passam a aparecer com os dedos cheios de anéis.

 

O problema de Carlos Abreu Amorim é a ideia fantástica que tem de si próprio, coisa que não seria um problema de maior caso houvesse alguma coisa de fantástico no seu pensamento ou na sua personalidade. Mas não há, e prova disso mesmo é o seu artigo do DN que foi ligado a este blog.

 

Carlos Abreu Amorim, enquanto grande ideólogo que acredita ser e dever ser (vide a sua passagem efémera pelo CDS, nos anos de '96 a '98, e mais tarde no PND de Manuel Monteiro), podia usar a sua enorme capacidade de pensamento para afirmar um PSD, pelo qual agora alinha, e tentar com isso que o seu PSD ande menos desorientado.

 

Em vez disso regrediu uns anos até ao tempo da sua meninice e evocou o papão, i.e., uma inevitável coligação do CDS com o PS, para com isso tentar que os eleitores comam a sopa, perdão, votem no PSD.

 

Se Carlos Abreu Amorim ler o Rua Direita quero desde já sossegá-lo, o papão não existe.

Temas: , ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 13/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1)
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

É sabido que as sondagens têm, ou podem ter, um efeito perverso que às vezes é em si mesmo imprevisível.

 

Recordo-me de umas eleições autárquicas no Porto em que o vencedor apenas ganhou porque os apoiantes do candidato perdedor (hoje, um ilustre e principescamente remunerado administrador não executivo da Galp) relaxaram de tal forma com as previsões de vitória retumbante que as sondagens anunciavam que acabaram por não ir votar. E foi uma "maçada", porque o voto numa sondagem é uma coisa e o voto nas urnas é o que conta e assim ganhou o "under dog".

 

Mas nunca como nestas eleições este efeito me pareceu tão relevante nesta fase. Aliás, julgo partilhar esta impressão com Paulo Portas, pois é nesse sentido que interpreto as suas afirmações no que respeita à sondagem que na semana passada dava o PS a aproximar-se do PSD até ao empate técnico. Disse então Paulo Portas que essa sondagem servia justamente os interesses do PS e PSD e eu concordo.

 

Mas há algo de gambling neste aproveitamento que PS e PSD tiram das sondagens. Um joga no factor medo do PS manter o poder, outro joga no factor medo da "direita" (por "direita" leia-se PSD) chegar ao poder, ambos disputam o mais estúpido dos votos que é o voto útil.

 

O CDS, desta vez mais do que noutras, também entra nas contas. Provavelmente, nestas eleições, o CDS irá buscar votos ao eleitorado que vota normalmente no PSD e, ou muito me engano, no próprio PS (evidentemente que em menor medida). Ora, são estes eleitores que poderão dar ao CDS um resultado como há mais de 30 anos não se vê, mas por outro lado estes eleitores são os mais atreitos a no momento da decisão desviar o voto para o seu partido de sempre.

 

Quero com isto dizer o seguinte, o CDS para ter o resultado que tem potencial para conseguir (na minha "sondagem privada" qualquer coisa entre os 14% e os 16%) não pode relaxar, em especial por causa do risco de voto útil que as sondagens que a toda a hora saltam para a comunicação social potenciam. Para o CDS a hora é de trabalho e trabalho a sério.

 

Por outro lado, como elemento estabilizador das coisas temos o facto dos líderes dos três maiores partidos continuarem iguais a sí próprios e nessa medida dão alguma previsibilidade à evolução do cenário:

   José Sócrates continua pouco fiel aos factos, coisa que já irrita demais demasiada gente. Mas não tenhamos ilusões, ele continua eficaz no seu estilo de "guerrilha urbana".

   Passos Coelho continua errático e quando fala em vez de ouvidos atentos tem, da parte dos seus apoiantes, mãos na cabeça. Mas só perderá verdadeiramente a chance no momento em que os eleitores deixem de ver nele diferenças significativas com José Sócrates.

   Paulo Portas continua razoável e coerente no discurso (muitíssimo bem preparado, diga-se), com a eficácia de forma que até os detractores lhe reconhecem.

 

Concluindo, para o CDS não ser apanhado no efeito perverso das sondagens tem um antídoto - trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Temas: , , ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 12/5/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

Por norma tendo a ver o Dr. Louçã como um lobo com pele de cordeiro.

 

Após o debate de ontem com o Eng. (?) Sócrates confirmei a ideia com que fiquei após o debate de ambos em 2009, afinal o homem é um lobo com pele de franguinho.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 12/5/11
Link do Post | Comentar
Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

"Ou Sócrates está a enganar os portugueses ou enganou quem nos emprestou dinheiro". A frase é de António Nogueira Leite, conselheiro económico do PSD, que cita uma entrevista de Poul Thomson em que o responsável do FMI garante que o Governo de Sócrates estuda uma redução da Taxa Social Única entre 8 e 12 pontos percentuais.

 

Confesso que não percebo a impossibilidade de Sócrates andar a enganar os Portugueses e quem nos emprestou dinheiro...

 

Em todo o caso, vindo a apreciação de quem vem devemos dar ouvidos. Poucos terão sido tão enganados por Sócrates como o PSD, eles lá saberão do que falam.

Temas: , , , ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 11/5/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

Manda a verdade que não se deixe de referir a crise de todos os países - José Sócrates a reagir ao discurso de tomada de posse do PR.

 

Hoje os partidos da oposição retiraram todas as condições para o Governo continuar a Governar - José Sócrates no discurso em que anunciou ao país a sua demissão.

 

 

É costume de um tolo, quando erra, queixar-se dos outros. É costume de um sábio queixar-se de si mesmo.

Sócrates (Filósofo - 470ac / 399ac).

 

Ele há Sócrates e há Sócrates...

Temas: ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 11/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1)
Terça-feira, 10 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Não sei porquê mas o Bloco de Esquerda, nestas eleições, faz-me lembrar aquele Mexicano que logo no princípio do filme de cowboys leva um tiro, morre, e nunca mais se ouve falar dele o resto do filme todo.

Temas: ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 10/5/11
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1)
António Folhadela Moreira

No nosso direito civil vigora a tese segundo a qual uma declaração (negocial) deve ser entendida segundo a interpretação que dela faria um qualquer declaratário normal. É a chamada Teoria do Declaratário Normal.

 

Ora, cerca de 10 milhões de Portugueses, declaratários normais, pois claro, entenderam que a declaração do PM, de que não estava disponível para governar com o FMI, queria dizer o que efectivamente diz, ou seja, o ainda PM não aceitaria governar Portugal num contexto de ajuda externa monitorizada por credores.

 

Acontece que ficamos ontem a saber que o PM demissionário não entendeu as suas palavras com esse sentido normal.

 

Assim sendo, sobra-me a dúvida, o PM demissionário é um declaratário fora do normal ou é um declarante fora do normal?

Publicado Por António Folhadela Moreira em 10/5/11
Link do Post | Comentar
António Folhadela Moreira

Para sossego dos eleitores do CDS, para desconforto dos estrategas do PSD e para preocupação de quem no PS acha que vai ganhar as eleições do próximo dia 5/Junho, já oficial (ou melhor, já é notícia na Comunicação Social), o CDS não se coligará com o PS.

 

Devo dizer que nunca fui dos que se desassossegam quando esta hipótese (ou melhor, esta tolice) é posta a correr (em especial pela intelligentzia do PSD, partido "a quem mais aproveita o crime") mas num momento de evidente crescimento do CDS junto do eleitorado que até aqui votava PSD, e também PS, o CDS fez muito bem em pensar nas expectativas dos recém chegados.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 10/5/11
Link do Post | Comentar

Autores
Contacto
ruadireitablog [at] gmail.com
Subscrever Feeds
Redes Sociais
Siga o  Rua Direita no Twitter Twitter

Temas

'tiques socráticos'(6)

acordo(10)

administração pública(8)

ajuda externa(21)

alternativa(7)

bancarrota(13)

be(7)

bloco(11)

bloco central(5)

campanha(50)

cds(102)

cds-pp(12)

cds; psd(6)

comunicação(7)

constituição(6)

day after(8)

debate(12)

debates(52)

defice(8)

democracia(10)

desemprego(10)

desgoverno(11)

despesa pública(9)

dívida pública(11)

economia(20)

educação(19)

eleições(26)

esquerda(6)

estado social(23)

fiscalidade(14)

fmi(46)

futuro de portugal(17)

governar portugal(6)

governo(9)

humor(9)

josé sócrates(36)

legislativas 2011(6)

ler os outros(21)

maioria absoluta(26)

manifesto(32)

memorandum(38)

novas oportunidades(14)

passos coelho(13)

paulo portas(10)

política(15)

portugal(26)

programa de governo(7)

ps(108)

psd(73)

sair da crise(22)

saúde(6)

socialismo(19)

sócrates(63)

socrates(11)

sondagens(12)

troika(31)

tsu(7)

valores(6)

voto(9)

voto útil(32)

todas as tags

Últimos Links
Twingly Blog Search link:http://ruadireita.blogs.sapo.pt/ sort:publishedÚltimos Links para o Rua Direita
Pesquisar Neste Blog
 
Arquivos

Novembro 2011

Junho 2011

Maio 2011

blogs SAPO