Ainda a propósito da TSU, António Nogueira Leite opinou ontem, em entrevista ao DE, que o PSD tem uma equipa económica tecnicamente superior à do CDS.
Talvez convenha recordar que: José Sócrates teve o seu Governo rodeado por muitos e bons consultores económicos, nacionais e alguns internacionais (pagos a peso de ouro), e o aconselhamento da mais fina-flor da gestão do regime e da banca nacional… com os resultados que todos conhecemos.
Ou, ele inventou isto sozinho?
No comentário ao debate de hoje Portas & Louça, na SIC Notícias, Martim Avillez Figueiredo deu nota de um facto interessante, que talvez poucos portugueses saibam - as medidas de política social propostas pelo CDS relativas à mudança da lei do RSI, estão mais próximas das políticas implementadas pelo muito socialista Lula da Silva (que foram um sucesso avassalador, matando a fome a milhões de brasileiros), do que as do pouco social democrata Fernando Henrique Cardoso (essas sim, próximas das do PS e do Bloco, que foram um estrondoso fracasso).
Não deve interessar ao CDS saber se uma determinada medida de política social é rotulada de esquerda ou de direita, o que deve interessar ao CDS, quando dos mais desfavorecidos se trata, é do sucesso que essas políticas possam ter na vida das pessoas.
E aqui, mais uma vez, o CDS marca a diferença – realista, pragmático, mas essencialmente muito humanista.
Tem razão o CDS ao recomendar prudência na redução da TSU. Vai ser necessário muito cuidado para garantir equidade na aplicação da medida e eficácia nos resultados.
Por exemplo, são igualmente merecedoras deste mesmo incentivo, a carpintaria do Sr. José, situada na raia minhota e que emprega 10 trabalhadores, mas que vende essencialmente em Portugal em competição com as carpintarias de toda a Galiza, ou a maior exportadora nacional – a Petrogal?
“As opções éticas daqueles que pedem o nosso voto devem contar na hora da votação”, defende, ainda, a Igreja Católica, que sublinha a importância deste “acto cívico” para o qual torna a exortar os portugueses a participar.
Os bispos consideram que “a democracia não se esgota nos actos eleitorais, mas estes constituem um momento de particular significado, pois correspondem à escolha daqueles que, nos próximos tempos, irão conduzir os destinos do nosso país”.
Às forças sociais e políticas, a Igreja Católica reitera o apelo para que se esforcem para encontrar “um amplo consenso que promova a governabilidade” do país e, dessa forma, respondam “ao desafio premente da solução da actual crise, procurando sempre defender e servir os mais frágeis, e construir o bem comum”.
A acusação de Marcelo Rebelo de Sousa produzida ontem na TVI de prática de “bullying”, por parte do CDS em relação ao PSD, foi uma piada conseguida. Tanto mais conseguida, quanto desmentida pela realidade política do fim-de-semana.
O programa do PSD tem muitas propostas, umas boas outras más, e outras ainda que, não se entendendo os seus autores sobre a sua interpretação, é o que cada um quiser. Um programa verdadeiramente liberal.
Ontem ficámos a saber pelo Expresso que o PSD quer reduzir a metade os custos do TGV, quer também retirar metade dos canais de sinal aberto à RTP; hoje o DN dá conta da intenção do partido de reduzir em 50% o número de assessores.
Gostava de saber se isto deu muito trabalho a apurar e é só coincidência ou se é uma orientação estratégica de fazer as coisas pela metade?
Importa agora recordar os teóricos da Causa (da nossa ruína), não todos, porque foram muitos, mas daremos destaque aos melhores.
“Pode haver várias razões contra os investimentos públicos em geral ou contra certos investimentos públicos em concreto. Mas argumentar que eles não podem ser feitos por "falta de dinheiro" constitui uma grande mistificação política, que não resiste à mais elementar análise.
Para começar, a afirmação de que "não há dinheiro para nada" é duplamente errada: primeiro, porque com o saneamento das finanças públicas - um triunfo inegável deste Governo -, há finalmente margem de manobra orçamental para retomar o investimento público; segundo, porque para haver investimento em infra-estruturas públicas não é necessário ter dinheiro público disponível nem sequer recorrer ao endividamento público, bastando optar pelo investimento privado no quadro de "parcerias público-privadas". Ora, a quase totalidade dos investimentos previstos - novo aeroporto, nova travessia do Tejo, rede ferroviária, estradas, barragens, portos, e mesmo hospitais, escolas e prisões - será feita com dinheiro privado.
...
Quanto ao financiamento, o sector deixou de depender do orçamento do Estado e dos impostos no novo sistema de gestão rodoviária, devendo a Estradas de Portugal recorrer ao investimento privado em regime de PPP e remunerá-lo depois com recursos próprios, designadamente a "contribuição rodoviária" e, sobretudo, as portagens das novas auto-estradas (e das antigas, quando cessarem as actuais concessões). O Estado deixa, portanto, de ter encargos orçamentais com as estradas.”
Vital Moreira, Julho 2008, Aba da Causa
É avisado não subestimar uma eventual participação do PS no próximo Governo, mesmo com o espartilho governativo imposto pelo MOU, a sua capacidade de fazer mal a Portugal é imensa. Ou, visto de uma outra forma, é enorme a sua competência de fazer o bem a alguns, ainda que poucos e poderosos.
A comparação realizada por Teixeira dos Santos na conferência de hoje de manhã, entre o finado PEC IV e o MOU, podia ter sido sintetizada assim:
- No que respeita ao aumento da receita somos bons, estava tudo lá, já quanto à redução da despesa e reformas estruturais, nunca foi a nossa especialidade.
acordo(10)
ajuda externa(21)
alternativa(7)
bancarrota(13)
be(7)
bloco(11)
campanha(51)
cds(102)
cds-pp(12)
cds; psd(6)
comunicação(7)
constituição(6)
day after(8)
debate(12)
debates(52)
defice(8)
democracia(10)
desemprego(10)
desgoverno(11)
dívida pública(11)
economia(20)
educação(19)
eleições(27)
esquerda(6)
estado social(23)
fiscalidade(14)
fmi(46)
governo(9)
humor(9)
josé sócrates(36)
ler os outros(21)
maioria absoluta(26)
manifesto(32)
memorandum(38)
passos coelho(13)
paulo portas(10)
política(15)
portugal(26)
ps(108)
psd(73)
sair da crise(22)
saúde(6)
socialismo(19)
sócrates(63)
socrates(11)
sondagens(12)
troika(31)
tsu(7)
valores(6)
voto(9)
voto útil(32)