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Rua Direita

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05
Mai11

O óbvio ululante - II

José Maria Montenegro

 

O Francisco Mendes da Silva sublinhava há dias que O CDS chega a estas eleições com uma legislatura em que pôde apresentar uma folha de serviço invejável, tendo sido um exemplo de confiança, competência, abertura à sociedade, renovação de quadros e, nesta última fase de negociação da ajuda financeira externa, de prudência e sentido de Estado. De tal forma assim é que, pela primeira vez em cerca de três décadas, poucos são os que não acham que o CDS fará parte de uma coligação governamental (e que o melhor mesmo é que assim seja). Aliás, a crise financeira a que teremos de dar solução resulta, precisamente, de muito do que o CDS historicamente combateu, tantas vezes sozinho: um Estado obeso, colonizado pelo PS e pelo PSD, dependente das promessas feitas aos e pelos seus caciques, desconfortável com a liberdade dos indivíduos, das famílias e das empresas, sôfrego e imprudente com dinheiro de que os priva .

 

O Memorandum apresentado agora pela Troika vem tornar ainda mais óbvio quem reúne e quem não reúne condições para garantir a sua execução. Entre a farsa permanente do PS e a insegurança e inconsistência do PSD é desesperada a necessidade de confiança, preparação e sentido de Estado.

 

Chega a ser chocante o jogo político com que, quer o PS quer o PSD, estão a subjugar o país num momento de emergência como o que vivemos. Será que o que mais nos deve preocupar é saber se o Acordo é igual ao PEC IV ou quais foram as propostas que o condicionaram mais?

 

O que esperamos – exigimos mesmo – num momento sério como este é uma manifestação formal de compromisso, de empenhamento, de execução rigorosa. Ponto. Não é este o momento do jogo político, fútil e infantil.

 

Estamos perante o facto político mais relevante (e condicionante) dos últimos 25 anos, e o PS e o PSD insistem em oferecer-nos mimos públicos, numa autêntica diarreia de declarações, entrevistas e recados. Até o «5 p'rá meia-noite» serve para declarações políticas. Ao que nós chegámos!

 

Salva-se o CDS. O único que tem sabido manter o recato, a responsabilidade, a dignidade. Outra vez.

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