Rua Direita
Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Gabriel Silva

...os contribuintes irão ser chamados a financiar uma eventual recapitalização dos bancos no valor de 12 mil milhões de euros?

Não faltava mais nada.  Se for exigida tal recapitalização e não conseguirem ser financiados pelo mercado é porque não são de confiança. Mas tem bom remédio: é vender alguma das múltiplas participações sociais que detêm em outras empresas. Uma ou outra empresa de seguros, uma leasing, etc., não lhes falta por onde escolher. Agora, nós é que não temos a ver com o assunto. Arranjem-se. À nossa custa é que não. Isto de os contribuintes andarem a ser obrigados a sustentar empresas privadas tem de acabar de uma vez por todas. Basta de xupistas.

 

Aliás, ia já sendo mais que tempo -  e provavelmente seria um excelente estímulo para serem mais eficientes e competitivos, prestando melhor serviço e a preços mais em conta - abrir o mercado. Sim, o dito mercado comum europeu ainda não chegou aos serviços bancários e aos seguros. Esta seria uma óptima ocasião para se dar início a tal processo, de maior concorrência e abertura. Venha rapidamente e em força.

Publicado Por Gabriel Silva em 6/5/11
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5 comentários:
De João Mateus a 6 de Maio de 2011 às 16:38
Hehhh pá! Até parece um post de uma "RUA ESQUERDA"!


De Gabriel Silva a 6 de Maio de 2011 às 17:01
Está enganado.  A esquerda é que gosta de «xupismos» passe a expressão. A esquerda é que bate palmas a nacionalizações, à entrega do dinheiro dos contribuintes a empresas privadas para «assegurar postos de trabalho (esquecendo os milhares que são destruidos/não criados). A dita esquerda é que gosta de proteccionismo e é avessa á concorrência.
Eu sou da direita que gosta de liberdade, em que cada empresa assume o seu risco, para o bem (lucros) e para o mal (falencia) sendo que os contribuintes , num caso e no outro, nada tem a ver com o caso.
É certo que há esquerdistas e estatistas desse genero também em outros partidos, até no PP, mas estão no local errado, pois principios doutrinais e programa não permitem tal coisa.


De O Irritante a 6 de Maio de 2011 às 17:14
Concordo com o Sr. Gabriel.

Quando há lucros, os bancos dão dividendos aos seus accionistas (o que é correcto, sendo as regras do jogo). Mas quando estão aflitos com a liquidez, temos de pagar todos.

Ora sendo empresas privadas, a que propósito há ajuda do Estado?


De Gonçalo Barata a 6 de Maio de 2011 às 17:26
Gabriel, penso que ninguém nem de esquerda nem de direita fica especialmente esfusiante em usar dinheiros públicos para acudir a negócios privados. Se eu fosse irlandês teria o teu sentimento multimplicado por 100! A sua dívida pública disparou ~33% num só ano para acudir a excessos cometidos por negócios bancários privados. O contribuinte irlandês pode pensar, e bem, que se as coisas corressem bem seria para benefício dos accionistas e tendo corrido mal, pagam todos os cidadãos. Não sendo eu adepto de que o Estado é que gere bem bancos o exemplo irlandês é, no mínimo, traumático.

Mas infelizmente os bancos são o sistema circulatório da economia. Se entopem as veias o coração pára. Tenho a certeza de que TODOS os accionistas dos bancos portugueses não querem ter o Estado como Accionista parceiro. E vão desdobrar-se em tentar capitalizar-se no mercado, vender activos, etc. Se não conseguirem, e o simples anúncio da disponibilidade deste "último recurso" bem pode ajudar a que o consigam fazer sozinhos, poderão ter que aceitar o inevitável. Neste caso, julgo que o contribuinte tem que ter contrapartidas fortes: crédito à economia, objectivos definidos, etc. Foi assim nos EUA e no Reino Unido. Nos casos em que o Estado já saíu do capital destes bancos o contribuinte ganhou fortunas entre o capital investido e devolvido. Foi um happy end! Dito isto, espero, como tu, que não tenhamos que passar por experiência idêntica em Portugal.


De Gabriel Silva a 6 de Maio de 2011 às 19:43
Sinceramente, não entendo., nem aceito.

Usar dinheiro dos contribuintes para ajudar empresas privadas não faz absolutamente sentido nenhum.


Se um banco não conseguir captar verbas dos seus sócios, nem empréstimos no mercado, nem vender património, então que raio de banco é esse? Se não tem crédito, se se torna inviável, encerra-se, Até parece que é o fim do mundo uma empresa fechar. Devo informar que é o saudável dia-a-dia: abrem e fecham....
 


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