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Rua Direita

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09
Mai11

Maddoff e Sócrates

Francisco Mendes da Silva

(José Sócrates não deixa nem deixará a ladainha da culpa da crise internacional. Republico aqui, adaptado, como comentário ao debate de hoje, um post que há um mês publiquei no 31 da Armada).

 

Bernard Maddoff e José Sócrates são as duas maiores "vítimas da crise" dos mercados financeiros. 

 

O primeiro construiu um esquema em que os "rendimentos" estratosféricos dos seus investidores provinham directamente do capital investido por novos clientes. Conforme o próprio Maddoff reconheceu, tudo não passava de uma grande ilusão que nunca sobreviveria a um abrandamento dos mercados financeiros, quando diminuissem as entradas de dinheiro que mantinham o engodo. Uma vez chegada a crise, foi o fim da festa.

 

O segundo construiu um esquema em que a contracção de mais e mais dívida lhe permitiria vender mundos maravilhosos aos incautos. Sócrates nunca o reconheceu, mas tudo não passava de uma grande ilusão que nunca sobreviveria a um abrandamento dos mercados financeiros, quando os investidores se retraíssem e o Estado português, com a dívida que acumulara, só conseguisse obter financiamento para cumprir as obrigações dessa mesma dívida a taxas de juro proibitivas. Uma vez chegada a crise, foi o fim da festa.

 

São muitas as diferenças entre Sócrates e Maddoff - quase todas, certamente, em desfavor do grande trafulha americano. Mas há, também, uma equivalência fundamental e uma diferença em desfavor do louco que nos governa. A equvalência é a de que ambos impuseram a terceiros, com consequências catastróficas, uma mentira cuja dependência de um destino certo e trágico não tinham como ignorar. A diferença é a de que apenas Maddoff não enxota as culpas que lhe cabem.

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