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Rua Direita

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12
Mai11

A pré campanha

José Maria Montenegro

Estes dias de pré campanha têm sido particularmente reveladores. Ou melhor, elucidativos, quanto à actual natureza dos partidos. O PS, um partido desligado da realidade, submisso à dialéctica quase louca de um líder que, teimoso e resistente, já nada tem para oferecer ao País. O PSD, reconhecidamente sintonizado com as dificuldades que enfrentamos, sofre todavia de falta de rumo, de coerência, de voz clara. Não tranquiliza a honestidade ou rectidão de intensão das suas principais figuras (Passos Coelho, Catroga, Carlos Moedas, etc). O excesso de declarações, de entrevistas, de comentários, com as inevitáveis contradições, são a expressão eloquente da impreparação e amadorismo de que não precisamos. O CDS, claramente preparado, com energia, mobilizador, jovem mas maduro, a revelar uma capacidade de mobilização que não lhe conheciamos. Parece estar a vencer a crónica resistência que os eleitores lhe têm «oferecido». Onde antes viamos (ou não) apoios envergonhados, hoje vemos a participação activa e empenhada. Onde antes viamos um homem só a varrer as feiras de norte a sul do país, hoje vemos vários quadros, com voz própria (ainda que sintonizada), cada um no seu círculo eleitoral. O BE, sem rumo, sem bandeiras, a definhar. Já nem o carisma e qualidades políticas de Francisco Louçã parecem ser suficientes. Num quadro eleitoral sem causas fracturantes, sem espaço para o «ideal», em que as pessoas querem mesmo ter soluções para os seus problemas, um partido radical de esquerda recolhe à expressão eleitoral que julgava não mais conhecer. O PCP paradoxalmente sem chama. Justamente num momento de alta de desemprego, de tensões sociais, de cortes salariais, seria expectável que o partido dos sindicatos ganhasse fôlego e expressão eleitoral. Mas não. O PCP parece estar reduzido aos seus fiéis. Porventura, tal como com o BE, as pessoas parecem procurar mesmo soluções e não as veêm em bandeiras como a «renegociação da dívida» ou a «subida do salário mínimo».

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