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Rua Direita

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18
Mai11

Direito para não-juristas

José Meireles Graça

Conhecemos a história: Quando as trapalhadas das contas públicas Gregas e a trajectória de endividamento público que elas disfarçavam chegaram ao mercado, este arrebitou as orelhas e foi a correr ver em que paravam as modas. Paravam mal. E se tinha andado toda a gente (enfim, quase toda a gente) a dormir, não era de excluir que durante o sono europeu as cigarras Gregas tivessem tido companhia. Tinham - nós e nuestros hermanos, pelo menos. As formigas nórdicas, chamadas a descalçar a bota, fizeram o que fez a congénere da fábula: Cantaste? Pois dança agora!

 

Vamos então dançar. Mas conviria que na dança houvesse alguma equanimidade: o país de Sócrates, novo-rico e modernaço, gastou o que não tinha e agora a classe média (a que lá ajudou a pô-lo, a que lá não ajudou a pô-lo e a que de lá o quer tirar) vai pagar - com língua de palmo. Mas há por aí muita e boa gente que, pense o que pensar sobre a seriedade das contas públicas, acha que nas suas contas privadas as dívidas são para pagar e os contratos para cumprir. A esta gente, se isto for verdade, o Banco de Portugal cravou um facalhão nas costas. Conviria que quem de direito reduzisse o Banco de Portugal à circunspecção que deve ter, lembrando que para legisladores já chegam o triunvirato, a Assembleia da República e o Governo; e recordasse ao sector bancário que a actividade económica tem riscos, na banca como fora dela.


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