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Rua Direita

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25
Mai11

À atenção de quem ainda pensa votar PS

Diogo Duarte Campos

OCDE confirma: Portugal será o único em recessão


Portugal vai sofrer uma recessão de 2,1% este ano e de 1,5% no próximo, segundo as previsões que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou esta quarta-feira, confirmando que, em 2012, o país será o único em recessão. Este ano, a Grécia e Japão ainda estão em terreno negativo, mas em 2012 Portugal fica para trás.

Estas estimativas são, ainda assim, mais animadoras do que as da Comissão Europeia. Bruxelas antecipa uma perda de riqueza de 2,2% para este ano e de 1,8% em 2012. E mais animadoras ainda do que as divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional que apontava para uma contracção de 2% em 2012.

A OCDE sublinha que «a actividade económica deverá continuar a contrair em 2011 e durante a maior parte de 2010, como resultado dos esforços de consolidação orçamental e da redução da dívida».

Olhando para a economia mundial, a organização prevê um crescimento de 4,2% e 4,6% em 2012, considerando que a recuperação está num caminho sólido mas ainda a diferentes velocidades.

No consumo privado nacional, e confirmando a perspectiva do Banco de Portugal de que as famílias vão sofrer uma perda de rendimento disponível sem precedentes, com a OCDE a prever um recuo de 4,1% já este ano.

Depois, há a ter em conta a manutenção da «fraca procura interna» que se traduzirá numa inflação mais baixa, «uma vez que os efeitos da subida dos preços do petróleo e os aumentos sucessivos dos impostos indirectos terão desaparecido».

Já as exportações, que têm aumentado, «deverão permanecer dinâmicas, ajudando a pôr termo às perdas decorrentes da produção no final de 2012 e a reduzir gradualmente o défice da conta corrente».

Apesar desta lufada de ar fresco nas previsões da OCDE, o que vem a seguir, no documento, não é nada animador: «Espera-se também um aumento do desemprego», com a taxa nos 11,7% este ano e nos 12,7% em 2012. Ora, no primeiro trimestre a taxa de desemprego ficou já nos 12,4%, segundo o INE.

A taxa de desemprego de Portugal e da Grécia, em 2012, serão as únicas a registar crescimento, em contra-ciclo com os restantes países da OCDE que conseguem reduzir o número de desempregados.

Em 2011 e 2012, Portugal ocupa o 6.º lugar dentro dos 30 países que constituem a OCDE.

A redução do défice irá continuar, no contexto, da
assistência financeira da União Europeia e do FMI, e apesar dos custos a curto-prazo, a implementação de medidas de «consolidação orçamental é fundamental para reequilibrar a economia».

No documento, a organização assume que as metas do défice exigidos pela troika vão serão atingidos, com 5,9% este ano e 4,5% em 2012.

Mas a OCDE avisa que para suportar esta consolidação, são precisas mais reformas estruturais: a sustentabilidade das contas públicas «também requer um crescimento mais forte e um aumento da competitividade, que terá de ser alavancada em reformas estruturais no mercado laboral e no sistema fiscal».

No que diz respeito à dívida pública, a OCDE é mais pessimista do que a Comissão Europeia que prevê que o valor ultrapasse o PIB, chegando aos 101,7%, este ano, e os 107,4% para o ano. A organização prevê que a dívida atinga 110,8% em 2011 e 115,8% em 2012.

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