Rua Direita
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
João Lamy da Fontoura

O CDS nasceu sob fogo. Mas resistiu. O CDS quase deixou de ter grupo parlamentar. Mas resistiu. O CDS viu a sua implantação autárquica muito reduzida. Mas resistiu. O CDS viu o seu desaparecimento profetizado muitas vezes. Mas resistiu. O CDS até mudou de nome. Mas resistiu. Contra modas, ventos, preconceitos, marés, maiorias absolutas e sondagens, o CDS resistiu sempre. E, apesar dos altos, dos baixos e das flutuações estratégicas, resistiu sem modificar o seu ADN. Um ADN que é feito de múltiplas perspectivas ideológicas, mas que se sintetiza na liberdade individual, na independência da sociedade, na subsidiariedade da intervenção do Estado e no foco na questão social. Um ADN de empenho na prosperidade nacional, mas que recusa que o Homem fique ao serviço do Estado.

 

Foi com esse ADN que o CDS resistiu e persistiu. Que venceu a batalha da credibilidade. Que se tornou essencial em tantas autarquias. Que construiu o grupo parlamentar mais produtivo da Assembleia da República. Que comprovou a sua consistência. Que soube merecer a confiança de tantos portugueses. Que se afirmou como a diferença entre uma simples alternância e a verdadeira alternativa. E é por causa desse ADN que, para enfrentarmos a crise que um socialismo viciado no dinheiro dos outros precipitou, o CDS propõe um caminho descomplexado que é, a um tempo, um trilho de realismo e de esperança.

 

É tempo de impedir o socialismo de continuar a afundar Portugal. É tempo de, neste momento difícil, aproveitar a capacidade de resistência do CDS. E é tempo de pôr o ADN do CDS realmente à prova. «Este é o momento».

Publicado Por João Lamy da Fontoura em 27/5/11
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3 comentários:
De Jose Domingos a 27 de Maio de 2011 às 22:30
Ainda não ouvi dizer, a Paulo Portas, que não vai fazer uma coligação, com o ps ou com opinto de sousa.


De João Lamy da Fontoura a 27 de Maio de 2011 às 23:26
Caro José Domingos,
Muito obrigado por vir ao Rua Direita e por dedicar algum do seu tempo a transmitir que "ainda não ouvi[u] dizer, a Paulo Portas, que não vai fazer uma coligação, com o ps ou com o pinto de sousa". Depreendo dessa sua consideração, que estará a ponderar votar no CDS no próximo dia 5 de Junho. Relativamente à matéria que lhe está subjacente - e relativamente à qual tem havido alguma insistência - não estou em condições de lhe adiantar qualquer informação privilegiada. Mas creio que a liderança do CDS terá dito sobre ela aquilo que pretende dizer. Por exemplo - e Paulo Portas disse-o no debate com Sócrates - que não se deveria confiar o montante da ajuda externa a quem fez o que fez com a dívida do nosso País. Por outro lado, sinto-me seguro quanto a este assunto: não foi o CDS que aprovou O Orçamento do Estado para 2010, não foi o CDS que aprovou o Orçamento do Estado para 2011, não foi o CDS que aprovou o PEC 1, não foi o CDS que aprovou o PEC 2 nem foi o CDS que aprovou o PEC 3. E também foi Paulo Portas que, no Parlamento e em frente a Sócrates apelou, já lá vai cerca de um ano, que o mesmo deixasse o Governo. Sinto-me, pois, perfeitamente confortável. É que a vontade do CDS é garantir que Sócrates sai do Governo, mas, também, e para além disso, conseguir que Portugal mude mesmo. Resumindo: quem se satisfaça com retirar Sócrates do Governo, pode votar em qualquer partido, menos no socialista. E quem pensar que tirar Sócrates do Governo, mas achar que só isso não chega para, perdoe-se-me a expressão, "endireitar" Portugal, tem no CDS uma opção muito válida. No fim do dia, o que interessa é que uma maioria sem Sócrates possa surgir das próximas eleições.

 


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