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Rua Direita

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30
Mai11

Sector dos transportes: porquê insistir em tantas empresas diferentes?

CM

REFER, CP, Carris, Transtejo, Metro de Lisboa, Metro do Porto, STCP, etc etc etc...

 

A verdade é que a maior parte destas empresas é de capitais exclusivamente públicos e actuam "teoricamente" em concorrência, numa fantasia altamente onerosa para os cofres do Estado e para os contribuintes.

 

Ponto prévio: o uso de transportes públicos deve ser incentivado. Sob todos os pontos de vista, é algo positivo para o País: melhor para o ambiente, poupança de recursos, melhoria da qualidade de vida nas cidades, melhoria de acessibilidades, menor dependencia de combustíveis.

 

No entanto, de que serve essa crença, se esse incentivo na prática não existe ?

 

Em Lisboa, só para dar o exemplo para evidente, o Metro e a Carris disputam/concorrem os mesmos percursos por causa da dita "concorrência". Claro que por causa dessa concorrência acabam por oferecer melhores serviços nos mesmos percursos. Lisboa é das poucas cidades do mundo onde metro e autocarro tem linhas sobrepostas, numa clara antitese do conceito de transporte e serviço público.

 

Para agravar a situação não nenhuma interligaçao relevante entre as diversas empresas, parecendo que o utente é que tem que se adaptar aos horários impostos, como se tratasse de uma inevitabilidade do serviço público.

 

Não faz sentido ter tantas empresas diferentes para o mesmo propósito: transporte. A fusão de, pelo menos, as diversas empresas da esfera das áreas metropolitanas seria nao só uma forma de poupança de recursos, mas tambem de proporcionar uma gestão integrada de percursos, oferecendo melhores serviços, com menor número de corpos de direcçao. Por outro lado, estaria a inverter a lógica de empresas cada vez mais pequenas e incapazes de investir sem a ajuda do Estado, ganhando escala, o que talvez pudesse ambicionar a quem sabe um dia dar lucros...

 

Nota final: estas diferentes empresas foram sempre criadas numa optica de espalhar despesa para que nao parecesse tão evidente o desperdício quando junta no mesmo balanço ou orçamento. Parece-me que já é tempo de acabar com a brincadeira de empresas públicas para tudo e para nada.

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