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Rua Direita

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06
Jun11

Comentário final

Pedro Gomes Sanches

1. O resultado eleitoral, esta noite, é um excelente resultado para o país. O país soube penalizar quem foi responsável pelo estado a que Portugal chegou e soube voltar-se – como sempre o faz quando a situação é mais crítica – para o lado certo. Soube ainda distribuir os votos com sensatez e exigir compromisso e convergência entre dois partidos diferentes, aproveitando a força e a dimensão de um e a capacidade de trabalho, coerência e razão do outro. Ao país será exigido mais sacrifícios; e ao governo será exigido mais trabalho, maior entrega, pleno serviço ao bem comum. Não há margem de erro. Não há lugar a experimentalismos. Não há lugar a investimentos públicos de grande dimensão. Não há lugar à cedência a pequenos ou grandes interesses que comprometam as melhores soluções. Portugal espera o melhor, e espera os melhores.

 

2. O resultado do CDS, neste cenário, é um resultado extraordinário. O CDS cresce percentualmente, cresce em número de votos e cresce em número de deputados. E isto, por si só, já seria excelente, não fosse o facto de estarmos a atravessar um momento tão crítico da história política democrática como aquele que vivemos. A pressão para o voto útil no PSD - o candidato natural, neste momento da história da democracia portuguesa, à liderança do governo por alternativa ao PS – com o argumento da necessidade de um vitória inequívoca e do afastamento definitivo de José Sócrates da frente dos destinos do país e ainda com o fantasma do empate técnico (que se mostrou mais uma falácia, que merecia apuramento de responsabilidades) sempre a pairar sobre o debate, torna este resultado num feito admirável e um resultado extraordinário. O CDS, numas eleições em que o PSD tem mais meio milhão de votos que nas últimas eleições, cresce também 60.000 votos. Este crescimento dos dois partidos à direita é pouco comum e seria admissível que o CDS pudesse diminuir a sua votação. Tal não aconteceu e há algumas considerações que importa fazer. Primeiro, o CDS apresenta uma tendência de crescimento sólida, assente na razão e no trabalho. Parece-me que não diminui a sua votação em nenhum distrito, o que vem corroborar a tese de que não  há eleitores do CDS arrependidos do seu voto. Depois, reforça a sua votação em território urbano, aumentando a sua representação em Lisboa e Setúbal, mas reforça, também, a sua votação em bastiões da esquerda, como o Alentejo, crescendo em Beja, Évora e Portalegre! Isto deve ser convenientemente avaliado pela direcção do partido. Sobre isto – e não é este o tempo de o fazer – o CDS deverá reflectir muito atentamente. O CDS é hoje um partido de centro direita, com uma equipa competente e uma liderança fortíssima, com capital de confiança junto dos portugueses. Tem de estar à altura disso, do que se espera da equipa, do que se espera da liderança e do que se espera de um partido… de centro direita!

 

3. O resultado do Rua Direita é extraordinário. Parabéns Adolfo! Parabéns Inês! Muito me honra ter tido a oportunidade de partilhar este espaço convosco.

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