Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Rua Direita

Rua Direita

16
Mai11

"Todo o mundo quer ir pró céu...

Ana Rita Bessa

 ...mas ninguém quer morrer". É o título de um post no belíssimo "É tudo gente morta".

 

É também o título de uma canção ("do melhor"!) pelos Blitz -"Romance da Universitária Otária" - uma história muito actual e muito transponível para o nosso país.

 

Trata-se então de uma universitária “que não sabia se fazia oceanografia ou veterinária”, se “dava bem em redação” e que “era boa em línguas mas não sabia beijar” …  "Aí um dia, um cara apreceu" e ela, confusa disse: "Ai, Abreu, eu não sei o que eu vou ser. Eis a questão. Ser ou não ser."

 

A universitária fez a sua escolha: "E por sorte ou por azar, Eles não passaram no vestibular. Moram juntos até hoje mas resolveram Não casar pra não complicar."

 

O "nosso" Abreu não é um, mas são três. E a pergunta que essa "troyka" nos coloca, num tempo em que ainda faz sentido colocá-la, é o que queremos ser? Será que vamos chumbar no "vestibular"? Escolher quem não assume os compromissos, "para não complicar"?

 

É que, se queremos chegar ao "céu", alguma coisa teremos que deixar "morrer"...

 

 

 

 

13
Mai11

Académicos de Serviço

Tomás Belchior

O Professor João Cardoso Rosas, que aparentemente se doutorou em Teoria Política para poder escrever publi-opinião, esta semana brinda-nos com mais uma admirável peça transbordante de isenção e de rigor chamada "P anti-SD".

 

O que me preocupa nesta peça não é o ataque (falhado) ao PSD mas sim a defesa do modelo que nos trouxe até aqui:

"Em Portugal já existe plena liberdade de escolha na educação e na saúde. A liberdade de escolha, recorde-se, consiste na ausência de obstáculos externos àquilo que queremos fazer. Em Portugal, ninguém é impedido de recorrer à esfera privada nestes domínios. Portanto, existe liberdade de escolha."

Passo a palavra ao Miguel Noronha:

"Os chamados “recursos públicos” não são gerados ex-nihilo numa máquina de fazer dinheiro num qualquer departamento governamental. São subtraídos via impostos e taxas aos contruibuintes e tão somente redistruibuídos pelo estado. Somos obrigados a financiar os serviços públicos quer os utilizemos ou não. Se pretendermos, em vez dos serviços públicos, optar por um serviço similar privado somos obrigados a incorrer numa duplicação de custos. Desta forma só aqueles com mais posses terão verdadeiramente a liberdade de escolha. O bondoso estado social é extremamente perverso."

05
Mai11

O Mito do "Bom Acordo"

Tomás Belchior

Vale a pena ler este post do Filipe Santos Costa. Algumas passagens:

 

"O programa é uma derrota do Governo? Sim, em toda a linha - é a demonstração de que os programas anteriores não foram cumpridos e de que o PEC 4 não chegava.

 

[...]

 

A receita é mais soft do que a da Grécia e da Irlanda? É. Mas isso não se deve ao PM ou à capacidade de negociação do Governo. Ao contrário do que disse Sócrates, no tempo de antena de ontem à noite, o Governo não "conseguiu um bom acordo", pela simples razão de que não está em posição de "conseguir" coisa nenhuma. O País não tem força e este Governo não tem autoridade para isso.

 

Se este programa não é tão mau como o grego e o irlandês, isso deve-se sobretudo a dois aspectos: por um lado, Portugal já tomou algumas das medidas (como o famoso corte dos salários) que os outros foram obrigados; por outro, a troika (e em particualr o FMI) aprendeu alguma coisa com os erros da Grécia e da Irlanda.

 

Então, como é possível ler e ouvir que este programa é uma vitória de Sócrates?"

 

Para saberem a resposta, passem por lá.

 

(Via Clube das Repúblicas Mortas)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Contacto

ruadireitablog [at] gmail.com

Arquivo

  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D