Rua Direita
Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Vasco Lobo Xavier

O problema dos portugueses é verem o Estado como uma coisa afastada, distante, que não é deles, e da qual apenas devem sacar o que puderem. Erro.

 

O Estado deveria antes ser visto como uma sociedade comercial, na qual participam como accionistas todos os portugueses, que com esforço tiveram de realizar o capital social necessário ao giro da máquina. Essa sociedade deveria ser bem gerida, proporcionando aos portugueses os benefícios, qual dividendos, dessa boa gestão.

 

Se assim imaginassem o país, os portugueses-accionistas estariam mais atentos à eventualidade de um ou outro accionista estar a delapidar a sociedade, através de baixas fraudulentas por doença, por exemplo, ou por receber dividendos indevidamente (através de um qualquer rendimento mínimo apenas por não pretender esforçar-se ou trabalhar).

 

Mas, acima de tudo, os portugueses-acconistas estariam atentos à administração que escolheram para dirigir tal sociedade. E se assim fosse, uma vez chegado o momento da administração prestar contas e ser avaliada, o que aconteceria? — Os accionistas seriam confrontados com a dura realidade: essa administração tinha falseado e martelado as contas, tinha escondido dos accionistas a sua péssima e desastrosa gestão, tinha mentido, tinha (ou os cônjuges por si) feito negócios com a sociedade, tinha-se endividado até mais não poder, tinha levado a sociedade à beira da insolvência e com ela quase a banca, atrasado o dever de se apresentar à insolvência, tinha provocado a necessidade vexatória de intervenção de outras sociedades, parceiras ou concorrentes, que passariam a mexer os cordelinhos da administração da nossa sociedade, impondo-nos regras e comboios de que não precisávamos. E, mesmo na ruína e na humilhação, essa administração continuava a mentir, a nomear amigalhaços às escondidas, a endividar-se, a prometer despesas futuras que obviamente a sociedade não poderia comportar.

 

Perante esta realidade, os accionistas eram ainda confrontados com a necessidade imperiosa de, de um dia para o outro, terem de aumentar o capital social da sociedade, ou de realizar suprimentos em condições miseráveis, ou de ficar sem a distribuição de dividendos durante um largo período da sua vida, ou tudo isso bem somado, para desgraça de todos, deixando para as gerações futuras, em herança, títulos que de nada valem.

 

Se os portugueses vissem o Estado por este prisma, na assembleia geral de accionistas que se aproxima correriam a pontapé esta administração socialista de Sócrates & demais pandilha, ponderando mesmo como punir esta gestão danosa.

 

A nossa sociedade ficaria seguramente muito melhor e teria ainda alguma hipótese de ser herdada pelos filhos de todos os portugueses-accionistas sem que estes tivessem de se envergonhar do rasto que deixam.

Publicado Por Vasco Lobo Xavier em 24/5/11
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Sábado, 21 de Maio de 2011
Ana Rita Bessa

...sobre qual o papel que o Eng. José Sócrates pretendia assumir?

 

 

Publicado Por Ana Rita Bessa em 21/5/11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
João Távora

Se este 1º ministro for deposto no dia 5 de Junho, pela 1ª vez numa noite eleitoral eu levantar-me-ei do sofá para ir prá a rua festejar. De resto hoje aconteceu o que melhor poderia acontecer aos portugueses: Sócrates, desgastado, azedo e insolente, perdeu o debate. Vou dormir mais descansado. 

Publicado Por João Távora em 20/5/11
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João Monge de Gouveia

Sócrates acaba de dizer em directo na televisão que a opinião do FMI quanto ao PEC IV não lhe interessa.

 

Depois quanto o jornalista tentou esclarecer esta questão, Sócrates interrompeu e fez-se de vitima mais uma vez dizendo que lhe estava a responder cordialmente.

 

Sócrates está cada vez mais parecido com este:

 

 

Temas:
Publicado Por João Monge de Gouveia em 20/5/11
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Luís Pedro Mateus

Do debate de hoje entre Sócrates e Passos Coelho, mais do que o arremesso de argumentos e críticas, mais do que a observação da táctica política, ficar-me-á na retina, porque disso não me conseguirei abstrair, que ambos são fruto dum mesmo percurso pessoal que repudio: o do indivíduo que ingressa cedo na política e que em tudo o que fez na vida, fê-lo e conseguiu-o apenas por ser do PS ou do PSD. E a culpa não será deles, talvez. A culpa é mesmo da lógica interna que habita tanto PS, como PSD.

 

Olhe-se para o percurso de Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Paulo Portas e descubram-se as diferenças. Todos eles tiveram uma vida profissional fora da política e independente dela.

Dou valor a isso. Se calhar sou picuinhas.

Publicado Por Luís Pedro Mateus em 20/5/11
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Zélia Pinheiro

Primeiro foi no debate com Sócrates, em que atrapalhou seriamente o PM demisssionário ao confrontá-lo com uma carta do governo ao FMI assumindo o compromisso de uma "grande descida" da taxa social única, descida essa já defendida pelo PSD e atacada pelo PS.


Agora foi a vez da privatização das Águas de Portugal, defendida pelo PSD e a ser alvo da contestação do PS de José Sócrates, mas que, ficámos a saber pelo Público, também constou em 2000 de intenções e estudos do Ministério do Ambiente então liderado por... José Sócrates. "Quando Passos leva uma banana, já Sócrates traz um cacho. Mais depressa se apanha um privatizador que um mentiroso", disparou hoje Louçã no seu mini-comicio em Lisboa.


Ou seja, a pre-campanha está a revelar-nos a mais improvável das convergências: Francisco Louçã a dar uma ajuda inesperada a Passos Coelho. Não será por acaso. As sondagens têm mostrado o que parece ser uma tendencia consolidada de voto útil no PS em prejuizo do Bloco. Amor com amor se paga e Francisco Louçã tem muito amor para dar.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 20/5/11
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Maria João Marques

Consta que foi num programa parecido com o Novas Oportunidades, ainda que informal e usando essa tecnologia de ponta que é o fax (o que quiçá o levou a sonhar com o choque tecnológico e o simplex, que tiveram, entre outras consequências, a abstenção forçada de muiitos milhares nas últimas presidenciais), que Sócrates consegui a sua licenciatura em engenharia.

Publicado Por Maria João Marques em 20/5/11
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Miguel Botelho Moniz

No DN, ao ponto fraco de Sócrates «Responsabilidade da deriva que tomou conta do País» contrapõe-se a ponto forte «Conhecimento dos dossiers». Isto é a forma politicamente correcta de dizer que o homem é activamente incompetente?

Publicado Por Miguel Botelho Moniz em 20/5/11
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
Bernardo Campos Pereira

 

até o chimpanzé sabe o que fazer...

Temas:
Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 19/5/11
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Bernardo Campos Pereira

A lata do Socrates parece não ter limites.

Temas:
Publicado Por Bernardo Campos Pereira em 19/5/11
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Ana Rita Bessa

 ...mas ninguém quer morrer". É o título de um post no belíssimo "É tudo gente morta".

 

É também o título de uma canção ("do melhor"!) pelos Blitz -"Romance da Universitária Otária" - uma história muito actual e muito transponível para o nosso país.

 

Trata-se então de uma universitária “que não sabia se fazia oceanografia ou veterinária”, se “dava bem em redação” e que “era boa em línguas mas não sabia beijar” …  "Aí um dia, um cara apreceu" e ela, confusa disse: "Ai, Abreu, eu não sei o que eu vou ser. Eis a questão. Ser ou não ser."

 

A universitária fez a sua escolha: "E por sorte ou por azar, Eles não passaram no vestibular. Moram juntos até hoje mas resolveram Não casar pra não complicar."

 

O "nosso" Abreu não é um, mas são três. E a pergunta que essa "troyka" nos coloca, num tempo em que ainda faz sentido colocá-la, é o que queremos ser? Será que vamos chumbar no "vestibular"? Escolher quem não assume os compromissos, "para não complicar"?

 

É que, se queremos chegar ao "céu", alguma coisa teremos que deixar "morrer"...

 

 

 

 

Publicado Por Ana Rita Bessa em 16/5/11
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
António Folhadela Moreira

Eurostat: Portugal é o único país em recessão na UE

 

Será que de hoje em diante Sócrates já só justificará o estado do país com a irresponsabilidade dos partidos da oposição que não aprovaram o PEC IV?

 

Ou será que não desarma e vai continuar a dizer que, além da irresponsabilidade dos partidos da oposição, o país está como está por causa da crise internacional?

 

Aceitam-se palpites.

Publicado Por António Folhadela Moreira em 13/5/11
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Publicado Por Ana Rita Bessa em 13/5/11
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Publicado Por Diogo Duarte Campos em 12/5/11
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Margarida Bentes Penedo

Desde o 25 de Abril de 1974, nenhum político foi tão odiado em Portugal como José Sócrates. Mesmo Vasco Gonçalves foi mais desprezado do que odiado, porque toda a gente sabia quem estava por detrás dele.

 

Entre os próprios militantes do partido, há muita gente que está mortinha por correr com Sócrates.

 

Entre os próprios militantes do partido, há muita gente que não vai votar PS.

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 12/5/11
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Filipa Correia Pinto

Sócrates voltou hoje a dizer que a dívida e a despesa pública aumentaram para pôr a economia a funcionar e para salvar o Estado social, em grande perigo por causa da crise internacional.


Mas ainda ninguém lhe perguntou, então, porque é que o PIB cresceu tão pouco, porque é que o desemprego nunca foi tão elevado e porque é que baixaram todas as prestações sociais.

Publicado Por Filipa Correia Pinto em 12/5/11
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Margarida Bentes Penedo

Às 23:30 do dia 11 de Maio de 2011, o Dr. Eduardo Catroga disse ao país que "em vez de andarem a discutir as grandes questões", andavam "a discutir pintelhos”.

 

Temos estadista. Prevê-se para Portugal um dos momentos mais magníficos da sua história. Saiba ele o que são pintelhos. De José Sócrates, nem disso podemos estar certos.

 

 

Publicado Por Margarida Bentes Penedo em 12/5/11
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
António Sousa Leite

Sócrates e Louçã concorrem na SIC pelo papel de maior demagogo da nação

Publicado Por António Sousa Leite em 11/5/11
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José Meireles Graça

Temas:
Publicado Por José Meireles Graça em 11/5/11
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Francisco de Almeida

Passados já três debates, fico com a sensação de que falta qualquer coisa.

 

Passa-se muito tempo a criticar o actual governo e o candidato José Sócrates e muito pouco a falar do que eu considero essencial: as medidas concretas que cada um pretende aplicar, o impacto dessas medidas no país e nos Portugueses, e sobretudo, como é que cada um dos candidatos pretende dinamizar o crescimento da nossa economia.

 

Não se iluda quem acredite que o programa de governo está definido pela Troika. O acordo exprime linhas orientadoras para contenção de custos e aumento de receita do estado. Falta a transformação de muitas dessas linhas orientadoras em medidas concretas, e a capacidade de implementação dessas mesmas medidas. Falta também, a definição clara dos mecanismos que vão sustentar o crescimento económico, que não me parecem estar tão explícitos no acordo.  É nisto que importa avaliar os candidatos a Primeiro Ministro.

 

A crítica ao governo e a José Sócrates é, na minha opinião, uma infeliz manobra de diversão. É obviamente importante avaliar o trabalho feito por este governo, mas, o fraquíssimo trabalho por ele realizado nos últimos 6 anos, e a triste figura do actual PM são tão óbvios que até comentadores internacionais que olhem brevemente para Portugal o constatam com alguma facilidade. Continuar a "bater no ceguinho" vai permitir dar ao "ceguinho" exactamente o que ele quer: Por um lado, a pena do povo alimentando o seu argumento do "coitadinho"; Por outro, desviar a atenção das medidas concretas propostas por cada partido, alimentando o seu segundo argumento, o de que "estão todos a contribuir para uma crise política mas ninguém propõe nada melhor do que eu para nos tirar da actual situação".

 

Eu acredito que não há qualquer tipo de racionalidade em dar um voto que seja ao Sócrates. Quanto mais rápido os partidos assumirem isto e deixarem de lutar activamente contra a ideia de que José Sócrates pode ser reeleito, mais rápido vamos poder assistir a discussões mais construtivas sobre o que de facto é importante para todos nós: como é que pretendem tirar-nos desta "alhada". 

 

Publicado Por Francisco de Almeida em 11/5/11
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António Folhadela Moreira

Manda a verdade que não se deixe de referir a crise de todos os países - José Sócrates a reagir ao discurso de tomada de posse do PR.

 

Hoje os partidos da oposição retiraram todas as condições para o Governo continuar a Governar - José Sócrates no discurso em que anunciou ao país a sua demissão.

 

 

É costume de um tolo, quando erra, queixar-se dos outros. É costume de um sábio queixar-se de si mesmo.

Sócrates (Filósofo - 470ac / 399ac).

 

Ele há Sócrates e há Sócrates...

Temas: ,
Publicado Por António Folhadela Moreira em 11/5/11
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Luís Pedro Mateus

Saldo rápido do debate de ontem: ao contrário de 2009, em que o debate entre os dois me pareceu muito equilibrado, ontem Portas saiu com ligeira vantagem. Estava mais calmo, soube resistir às provocações e insistir nos pontos que mais doíam a Sócrates.

 

Sócrates, por outro lado, apesar de ter tido um bom começo, não conseguiu disfarçar a sua falta de calma e irritação em alguns momentos. Penso que saiu a perder com toda a encenação da capinha vazia e com o show final de olhar a câmara, como se estivesse a olhar directamente para os portugueses. De resto, na sua cartilha, esteve impecável. Nem outra coisa seria de esperar. Ela está minuciosamente decorada por toda a máquina do PS.

 

Alguns pormenores:

 

1) Primeiro, Sócrates acusou o CDS de não ter qualquer proposta e de apenas ter querido fazer cair o Governo, para pouco tempo depois dizer que as propostas do CDS (agora já as tinha) eram populistas e iam todas no sentido de aumentar despesa, e não de reduzir.

 

2) Penso que faltou a Portas insistir, preto no branco, nem que para isso fosse preciso repetir, as propostas de reduzir os vencimentos e o número dos gestores de empresas públicas que o PS chumbou, as tentativas de suspender as grandes obras e a suspensão de novas PPP. Referiu, ao de leve, o TGV e as PPP. Penso que se abordasse os vencimentos dos gestores das empresas públicas, apesar de não ter tanto peso no orçamento, teria mais peso na percepção popular.

 

2) Sócrates acusou Portas de chumbar o PEC4 e agora assinar o acordo da troika, que tem todas as medidas do PEC4. Portas esteve bem aqui, em quase toda a argumentação. Centrou-se nas diferenças e nos erros do PEC4 no que tocava as pensões mínimas e esse foi um dos pontos mais baixos para Sócrates, desmentido que foi em directo. Faltou no entanto, a meu ver, salientar que para além das grandes diferenças entre os dois planos, a maior diferença é que este vem com a contrapartida de um empréstimo que é essencial para a sobrevivência financeira do país.

 

No geral, um bom debate. Portas soube dosear a argumentação e as intervenções para vários públicos-alvo. Misturou interpretações de dados económicos (que nem toda a população percebe) com considerações mais básicas e acessíveis. Salpicou isto com duas frases fortes como "vive na estratosfera" e "mente mal" que, convenhamos, muita gente gostaria de ter a oportunidade de dizer a Sócrates olhos nos olhos. Não se duvide que Portas, no terreno, receberá os devidos louros do povo por ter tido a audácia de o dizer.

Publicado Por Luís Pedro Mateus em 10/5/11
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João Monge de Gouveia

Estive a rever algumas noticias que saíram nos jornais antes do acordo com o Triunvirato (Sim, é verdade deixámos de tratar por troika) ser divulgado, e alguns dos títulos foram:

 

- FMI quer subsidio de Natal pago em títulos do tesouro.

 

- FMI exige corte nos salários da Função Pública.

 

- Portugal precisa de mais de 100 mil euros.

 

- FMI quer corte nas pensões acima dos 600 euros.

 

Ora, nenhuma destas noticias se veio a confirmar e duvido mesmo que o Triunvirato alguma vez as tenha discutido.

 

Tudo foi feito para que Sócrates viesse depois anunciar o acordo como sendo um bom acordo, uma vez que tinham evitado o corte de salários na função pública, os subsídios pagos em títulos do tesouro etç...

 

Duvido que tais noticias fossem verdadeiras, e não me admirava que a fonte de tais noticias fosse o governo demissionário e/ou o PS.

 

Os Portugueses mais distraídos podem ter ficado com a sensação que foi um bom acordo, mas não foi, foi o acordo necessário, duvido que o PS tenha negociado seja o que for.

 

Acredito no que acima escrevi e  ontem tive a certeza que Sócrates tudo fará para voltar ao governo e quando digo tudo, é mesmo tudo!

Temas: , ,
Publicado Por João Monge de Gouveia em 10/5/11
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João Monge de Gouveia

Sócrates - "Oh Luís, afinal que preparação foi esta? E além do mais eu ficava melhor assim, não assim..."

Publicado Por João Monge de Gouveia em 10/5/11
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
Ana Rita Bessa

...depois das intervenções do (ainda) Sr. Primeiro Ministro, só me ocorre isto:

 

 

 

 

 

 

Publicado Por Ana Rita Bessa em 9/5/11
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João Monge de Gouveia

O debate ainda não acabou e já se nota que Sócrates vive noutro Pais qualquer que não Portugal.

No fundo, acho que vive no seu próprio Mundo, onde tudo é diferente da realidade.

 

Publicado Por João Monge de Gouveia em 9/5/11
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Tiago Loureiro

Enquanto cá no burgo os indígenas se vão divertindo a saborear a superficialidade de factos menores e irrelevantes e a ameaçar o país com a possibilidade de uma nova vitória dos socialistas a 5 de Junho, lá fora há quem não tenha problemas em reconhecer facilmente o óbvio

Publicado Por Tiago Loureiro em 9/5/11
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Domingo, 8 de Maio de 2011
Tiago Loureiro

Um excelente exemplo da retórica ilusionista do PS, num texto que vale a pena ler na íntegra.

 

«Nem é preciso evocar o "sangue, suor e lágrimas" do velho Winston: os estadistas a sério distinguem-se pela franqueza com que anunciam as más notícias. Os estadistas do género do eng. Sócrates distinguem-se pela cara de pau com que anunciam as boas e disfarçam as péssimas.

Na terça-feira, o primeiro-ministro fez-se acompanhar de um vulto inerte e apareceu nas televisões a enumerar as medidas que não entrarão no plano da troika. Curiosamente, tratava-se das exactas medidas que, aqui há tempos, jurou integrarem a "agenda" do FMI caso o PEC IV fosse rejeitado. Em entrevista (à SIC) de 15 de Março, o eng. Sócrates descreveu o impacto imediato da ajuda externa: "Acabar com o 13.º mês, reduzir o salário mínimo, despedimentos na função pública." Em seguida, questionou: "É isto que queremos?" Era nisso que ele queria que acreditássemos. A 3 de Maio, todo contentinho, o eng. Sócrates informou a nação de que não se acabaria com o 13.º mês (nem com o 14.º). A 5 de Maio, os representantes da troika esclareceram que o fim do 13.º mês (ou do 14.º) nunca esteve em causa. Ainda a 5 de Maio, o ministro Silva Pereira perguntou (retoricamente, espero) a jornalistas de onde viera a ideia dos "cortes" no 13.º mês e no salário mínimo, ao que acrescentou: "Certamente não foi do Governo."»

 

Alberto Gonçalves, no DN.

Publicado Por Tiago Loureiro em 8/5/11
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Zélia Pinheiro

"A principal caracteristica de um político é gostar de si próprio" (José Sócrates, 6/5/2011, Nico à Noite).

Temas:
Publicado Por Zélia Pinheiro em 6/5/11
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David Levy

Em Portugal parece que muito pouca gente reparou que  na Finlândia está a aumentar oposição à ajuda financeira a Portugal e que o voto favorável deste país é tudo menos certo. Este devia ser o principal motivo de preocupação e de discussão, mas em vez disso parece ter-se assumido que o resgate é um facto certo e consumado. 

 

Muitos poderão estar descansados porque confiam cegamente nas capacidades salvadoras do primeiro-ministro, que julgam ter acautelado um plano B para o caso de a Finlândia vetar a ajuda. Julgam mal. Sócrates é um eterno optimista e nunca em circunstância alguma se foca nas dificuldades e nas maçadas. Pelo contrário, em todas as situações explora a mentira inverdade, a ocultação dos factos, a propaganda mais manipuladora e o atirar de culpas para terceiros. 

 

Se por um azar os finlandeses chumbarem a ajuda a Portugal, a culpa nunca será do Governo que irresponsavelmente não equacionou essa possibilidade. Será obviamente dos finlandeses, esses derrotistas catastrofistas, que se recusaram a ver as virtudes do primeiro-ministro português e lhe minaram o esforço hercúleo e patriótico para salvar o país da ruína provada pela Oposição.

 

Parece que não se conhece já a cartilha.

Publicado Por David Levy em 6/5/11
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