Rua Direita
Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
João Maria Condeixa

Não é justo, na zona do Chiado as casas estão cada vez menos degradadas! Aparentemente estão a ser revitalizadas, recuperadas e reabitadas. E a preços altíssimos a que as pessoas se dispõem a pagar. E eu queria uma!

 

Isto do mercado ditar por onde quer ir tem de acabar. Tínhamos quase tudo para aquela ser uma zona barata: complicámos a vida ao arrendatário, desincentivámos o arrendamento, burocratizámos e inviabilizámos qualquer obra de recuperação pelo proprietário e agora que a JSD tinha uma proposta trotskista para a venda forçada de imóveis degradados ou abandonados para arrendamento a jovens - acho que podiam ter ido mais longe e proposto mesmo a "okupação"! - percebemos que no Chiado já está tudo a ficar impecável e habitado! E eu queria lá uma! E das baratinhas...

 

Sobre isto, aqui está a melhor frase que encontrei sobre o assunto: "dá sempre jeito criar dificuldades para vender facilidades." por André Azevedo Alves.

Publicado Por João Maria Condeixa em 25/5/11
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Zélia Pinheiro

Eis uma proposta que pode até ser bem intencionada. O problema é que de boas intenções, como sabemos, está o inferno cheio.


Na generalidade, a questão da oferta de habitação deve, na minha opinião, ser regulada a partir da lei de solos. Esta lei, que ainda data dos anos 70,  está presentemente a ser revista no quadro do Ministério do Ambiente e importa que o projecto seja retomado pelo próximo governo.

 

Simultaneamente, a dinamização do arrendamento "jovem" não deve ser uma medida avulsa, mas antes ser integrada na revisão da legislação do arrendamento, medida de âmbito mais vasto que consta do acordo com o FMI.

 

Na especialidade, e para responder ao Diogo, quanto aos preços controlados: cheira a socialismo, sim, mas há que ter presente que os preços de venda dos imóveis em Portugal, actualmente, integram muitas vezes uma margem de lucro desproporcionada que é apenas uma renda especulativa. A especulação imobiliária é uma prática contrária ao interesse público. Daí que possa fazer sentido que o Estado só apoie os proprietários que reabilitem imóveis em contrapartida de esses imóveis serem colocados no mercado por um preço razoável e não especulativo.

Publicado Por Zélia Pinheiro em 25/5/11
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