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Rua Direita

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25
Mai11

Porto Sentido

António Folhadela Moreira

Paulo Portas esteve ontem no Porto onde teve uma recepção que foi um enorme sucesso. E estas vindas à baixa do Porto são, normalmente, um barómetro muito mais rigoroso do que muitas sondagens. Quando em 2009 o CDS tinha cerca de 6% nas sondagens e foi recebido triunfalmente na Rua de Sta. Catarina eu arrisquei, junto daqueles que me são mais próximos, que era mesmo dessa vez que o CDS voltaria a ter mais que 10% dos votos, pois só essa votação era compatível com a "nota" que o CDS tinha tido no seu "teste do Porto".

 

Seja como for, ontem, vinda do meio da multidão, uma senhora chegou-se ao presidente do CDS e disse-lhe à frente das câmaras que apesar de ser do PSD vai votar em Paulo Portas (o mais certo é que a senhora não vote em Aveiro mas todos percebemos o sentido da frase).

 

Ora, a recepção que o CDS ontem teve e o que a tal senhora "teve" que dizer a Paulo Portas, são casos ligados entre si. Os dois momentos são um sintoma de que a recente subida do PSD nas sondagens não se fez à custa do CDS, mas sim à custa do PS e da captação da intenção de votos de alguns indecisos, mas que o crescimento do CDS está em grande medida a dar-se à custa de uma parte (a parte à direita) do eleitorado do PSD que se cansou de ver o PSD demasiadas vezes errático, com um discurso inconstante e com posições sucessivamente parecidas com as do PS (e muitas vezes ao lado do PS).

 

Por outro lado, o CDS tem oferecido um discurso estável, com prioridades bem definidas e constantemente defendidas. Acima de tudo o CDS tem feito um discurso que as pessoas compreendem e entendem que dá resposta a problemas reais. E a direita tende a gostar destas coisas.

 

Isto leva-nos então à seguinte pergunta, porque razão os ataques do PSD ao CDS têm vindo a subir de tom ultimamente, às vezes até para além do aceitável? Se o PSD sabe que está a crescer sem ir buscar votos ao CDS e se sabe que precisará sempre do CDS para ter uma maioria no parlamento, porque se dá ao trabalho?

 

A resposta é simples, porque quer ter um CDS com pouco peso numa futura coligação. Mas é precisamente por esta razão que o eleitorado de direita, e sim, acho que há algum no PSD, deve votar no CDS e não no PSD.

 

O voto no CDS não só não prejudica o PSD de vir a ser o partido mais votado (desde que este saiba ir buscar votos ao PS, como desde a última semana me parece estar a conseguir fazer), como é a garantia que o PSD no governo tem um travão que o impede de resvalar para a esquerda.

 

23
Mai11

Thanks... but no, thanks!

Filipe Diaz

A SIC fez ontem duas perguntas a José Sócrates:

 

1. se aceitaria Paulo Portas e Passos Coelho como ministros num governo liderado por si, ao que respondeu afirmativamente!

 

2. se aceitaria ser ministro num Governo liderado pelo presidente do PSD, ao que respondeu: "Eu não me entrego a essas elaborações e a esses cenários. O que importa  é que não haja sectarismos e que todos os partidos se disponibilizem para  o diálogo".

 

Pois bem, se não se entrega a "essas elaborações e a esses cenários", porque respondeu à primeira pergunta? Será que a resposta que deu não tem subjacente uma dessas "elaborações", um dos possíveis "cenários" pós-eleitorais? São os insondáveis caminhos deste Primeiro-Ministro demissionário!

 

Em qualquer caso, resta-nos a certeza que Paulo Portas e Passos Coelho já nos deixaram, um Governo de coligação com José Sócrates à cabeça: thanks... but no, thanks

 

22
Mai11

Tiros e Sapos

Filipe Diaz

O PSD, que abriu a corrida eleitoral com uma conseguida ronda de tiros nos pés, parece agora apostado em dar tiros nas mãos... esquecendo-se que tudo aponta para que precisará de as dar a alguém para governar depois de 5 de Junho!

 

Será que os líderes do PSD gostam de engolir sapos?

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